terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mais jardins, menos muros





Final de Setembro é prenúncio de uma estação cheia de vida no Hemisfério Sul, pois entramos na estação das flores – início da primavera! É exatamente sobre flores e jardins, sobre begônias e margaridas, que gostaria de escrever.
Algumas cidades são notórias pela quantidade de jardins e árvores. Tome-se, por exemplo, a cidade de Curitiba que possui mais jardins e espaços verdes que o recomendado pela OMS. Outras cidades também são conhecidas pela ausência de verde: Atenas (Grécia) é o exemplo negativo.
No Brasil enfrentamos um grave problema que está se tornando cada vez mais acentuado: Construímos muros cada vez mais altos, para coibir a criminalidade, e lamentavelmente nossa estratégia parece estar errada, porque os números da violência só aumentam. Valorizamos muros cada vez mais altos que se parecem com presídios mas não estamos protegidos.
Fico tentando imaginar como seria se arrancássemos todos os muros de alguns bairros da cidade e tivéssemos uma visão dos lindos jardins escondidos e não apreciados mesmo pelos proprietários, já que possuem agendas carregadas e raramente tem tempo para desfrutar as flores do seu quintal. Eu sei que esta idéia é utópica, mas certamente andaríamos dentro de um jardim. Existem espaços lindos detrás de muralhas protegidas por câmeras e alarmes.
Minha proposta é que os proprietários ao reformarem suas casas ou edificarem novas construções, encontrem alternativas criativas com os seus habilidosos arquitetos, para mostrarem jardins, flores, begônias e margaridas aos transeuntes. É bem melhor fazer uma caminhada pela manhã ou no fim da tarde olhando para o verde, que ao lado de um muro alto. Gramados e jardins descansam; muros e arames farpados estressam.
Estou consciente de toda questão da criminalidade, já que este é um dos itens mais citados quando se fala na melhoria de qualidade de vida de uma cidade, e talvez seja insolúvel. Ao mesmo tempo, porém, devemos considerar o efeito benéfico que gramados e áreas públicas geram nos cidadãos.
O Parque Ipiranga se tornou um marco na vida de nossa cidade e certamente é o melhor cartão postal que temos. A cidade resolveu fazer um jardim e valorizar o verde. A partir de então, os preços dos imóveis inflacionaram e prédios não param de ser erguidos na região. Podemos verificar que esta é uma tendência das cidades. Considere Goiânia: Onde são atualmente edificados os melhores prédios atualmente? Onde surgem elegantes restaurantes e lojas? Ao redor de parques e áreas verdes.
Existe muita área verde para ser explorado em nossa cidade com baixíssimo custo operacional. Um bom exemplo vem do Parque da Cidade, no Anápolis City, que está se tornando realidade por iniciativa dos vizinhos. Naturalmente a questão do verde precisa de uma leitura sociológica. Precisamos valorizar tais espaços. Muros altos não valorizam a cidade, o verde sim. Arames farpados não atraem, jardins sim. A regra é simples: precisamos de mais flores e menos muros.


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