sábado, 30 de dezembro de 2023

O Ano Acabou. E Agora?



terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Isto é Natal para Mim

  


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Educar Filhos Não é Tarefa Fácil!

 



Doença não é patrimônio!!!


 

Quando chegar o Natal…

 



Que Tal Fazer Um Check-Up?

  



Uma das boas coisas do final de todo ano é o efeito psicológico em nossas mentes que nos leva a fazer uma retrospectiva do ano e nos encoraja a refletir sobre o ano seguinte. Muitas das novas resoluções nunca saem do papel e, infelizmente, repetiremos erros e equívocos, pois continuaremos com os péssimos hábitos já arraigados. Como diz o velho ditado inglês: “Old habits die hard" - Velhos hábitos são difíceis de morrer.

 

Mas refletir e planejar ajuda... mesmo que o planejamento não seja bem elaborado. Algum planejamento, ainda que pequeno, é melhor que nenhum. Na prática esportiva também funciona assim. Muitos pensam: “fazer só isto não adianta nada...”, mas a orientação dos especialistas é diferente. Segundo eles, “fazer só isto é melhor que não fazer nada disto.”

 

A frase “A vida não examinada não é digna de ser vivida” é tradicionalmente atribuída a Sócrates - no seu julgamento por impiedade e por corromper a juventude, depois de ter escolhido a morte, preferindo-a ao exílio.

 

Em um determinado momento da nossa vida, e o final de ano é uma boa oportunidade para tal reflexão, precisamos nos indagar: “Está valendo a pena fazer as coisas da forma como estou fazendo? Isto é coerente? Racional? Faz sentido?” Analisar os fatos, questionar os motivos, indagar pode gerar uma reviravolta em nossa história e nos transformar por completo.

 

Muitos estão vivendo no automático, sem reflexão, sem considerar o que é importante ou prioritário. Eventualmente, cometendo os mesmos erros pela força dos hábitos, pela incapacidade de questionar seus atos e estilo de vida. Muitos vivem incapazes de indagar seriamente as razões de continuar fazendo o que sempre fazem, sem se abrir para novas oportunidades.

 

Talvez, uma forma de avaliar seria perguntar: “O que estou fazendo com minha vida?” ou “Por que estou fazendo o que faço?" Ou ainda: “Qual o significado de ficar onde estou, fazendo o que estou fazendo?”

 

Obviamente, rupturas com sistemas arraigados trazem desconforto, riscos e desequilíbrio e não são poucos os que se comprometem por tomarem decisões radicais ou inconsequentes, por não avaliarem corretamente todas as premissas e oportunidades. Outros, entretanto, erram porque não querem se arriscar. Um ditado japonês diz que “o medo de perder não deixa a gente ganhar.”

 

O estilo de vida sedentário, estressante, repetitivo pode ser resultado de atitudes automáticas, não examinadas. Talvez, um check-up emocional e até mesmo exames médicos regulares poderiam nos livrar de doenças decorrentes de uma vida sem reflexão.

 

Agostinho dizia que, antes de dormir, deveríamos examinar o que tínhamos feito o dia inteiro. Uma parada no final de ano pode nos ajudar a entender o ano inteiro que vivemos e projetar o ano vindouro. Afinal, devemos entender quem somos, onde estamos, o que fazemos, com quem fazemos, por que fazemos e o que queremos da vida.

 

Este check-up é urgente e necessário!

Trabalho

 



Desesperança

  


Cotidiano

 



A Lógica da Guerra

 


A Beleza do Natal


 


sábado, 28 de outubro de 2023

O Poder da Família

 



Família é paradoxal por natureza. Lugar de grandes conflitos e dores, mas ao mesmo tempo de acolhimento e cura. Boa parte de nossas neuroses surge por causa do tumultuado relacionamento familiar, com suas intrincadas redes e texturas. Mas é impossível imaginar a vida sem berço, sem colo, sem abraço, sem afeto familiar. Nelson Rodrigues, ácido e cínico dramaturgo brasileiro ironizou a família dizendo que “na melhor das hipóteses, só serve para duas coisas: enriquecer a indústria farmacêutica e dar emprego aos psiquiatras.” Bem, este é o lado sombrio da família, mas sua frase reflete apenas a disfuncionalidade de muitos lares, mas não é verdade em todos eles. 


G. K. Chesterton, prolífero escritor católico, foi um escritor brilhante e de inteligência aguçada, dedicando muitas páginas ao casamento e à família, ironizando, as contradições gritantes da modernidade na compreensão do casamento como uma instituição vital para o indivíduo e para a sociedade. Ele cunhou o termo “domicilidade”, exaltando a importância de termos famílias simples: "A coisa mais extraordinária do mundo é um homem e uma mulher comuns e os seus filhos comuns." O lar é o berço e a escola da humanidade: um lugar de acolhimento e proteção, de maturidade e de socialização. Nada é mais poderoso que um lar simples ao redor da mesa. “O que muda o mundo não acontece nos grandes debates e universidades, mas ao redor da mesa.”


É na família que se reconhece a própria identidade e valor, "A família é o teatro do drama espiritual, o lugar onde as coisas acontecem, especialmente as coisas que importam (...) Quando entramos na família, pelo ato do nascimento, entramos num mundo incalculável, um mundo que tem as suas próprias leis estranhas, um mundo que pode existir sem nós, um mundo que não fizemos. Por outras palavras, quando entramos na família, entramos num conto de fadas".


Nossa sociedade tenta destruir a beleza e a importância da família. Mesmo a busca desenfreada do sucesso profissional pode ser idolátrica, se os valores familiares forem negligenciados:  somos desafiados ao que Chesterton chama de “A grande e verdadeira aventura”, de ficar em casa, responder com coragem à vocação mais apaixonada, e empreender aí a bela tarefa de fazer um lar.”


Nas Escrituras Sagradas, os Salmos 127 e 128 são voltados para a família. Na descrição das bem-aventuranças de um homem, temos a afirmação de que a “esposa será como a videira frutífera e os filhos como as flores de oliveira ao redor da mesa.” E conclui: “Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor.” O homem feliz é aquele que é capaz de se assentar com simplicidade à mesa, para jantar com seus filhos, ou como bem sinterizou Leon Tolstói:  A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.”

Tempo de Gratidão




Muitos devem se perguntar “por que termos um dia de ações de graças?” A resposta pode ser dada de duas maneiras simples e direta: Primeira, porque temos muita coisa para agradecer; segunda, porque precisamos nos lembrar do valor e da importância da gratidão.


Parece simplismo, mas não é. Todos gostamos de receber um “muito obrigado” e apreciamos profundamente quando alguém reconhece algo que fizemos e demonstra isto verbalmente ou em gestos, que podem ser pequenos mimos, um cartão, uma lembrança ou um telefonema. Termos reconhecimento pode ser um risco para nossa vaidade, mas ao mesmo tempo, faz um enorme bem ao nosso coração. É bom receber um elogio, uma expressão de amor. Talvez esta seja uma das reclamações mais presentes hoje em relação aos cônjuges. Maridos e esposas são mesquinhos em relação às expressões de gratidão e bondade. Pequenos gestos e palavras podem gerar grandes impactos.


Somos uma geração desatenta e displicente. Parcimoniosos na apreciação e pródigos nas críticas e reclamações. Mesmo sabendo aonde chegaremos, gostamos de caminhar pelas ruas da murmuração e da ingratidão, ao invés de passearmos pelas avenidas da gratidão e expressões de amor. Tais atitudes são tão paradoxais que algumas vezes me pergunto como distorcemos tanto nossa lente.


Deus tirou o seu povo da escravidão do Egito, mas ao invés de gratidão tornaram-se murmuradores e ácidos em relação a Deus. “Por que ele nos tirou do Egito: Para morrermos neste deserto?” ou “Sentimos falta da cebola, dos melões e dos temperos do Egito.” Jesus curou 10 leprosos, mas apenas um retorna para agradecer. A vida destes dez homens foi radical e positivamente mudada, mas apesar de serem gratos pela cura, eles se esquecem de quem os curou.


Moramos um bom tempo nos Estados Unidos e o “Thanksgiving Day” é a data mais celebrada pelos americanos. Nem a Páscoa, nem o Natal, nem o Dia da Independência são tão celebrados. Todas as propagandas e comerciais enfatizavam a necessidade e importância da gratidão, mas nenhuma delas dizia “a Quem devemos agradecer.” A mensagem me parecia contraditória: sou grato, mas não sei a Quem. Temos gratidão (pela saúde, bens, família, trabalho), mas não sabemos a quem agradecer. Dr. Francis Schaeffer fez um ácido comentário a este respeito: “A coisa mais ridícula na alma do ímpio é se assentar à mesa, comer o pão que Deus fez brotar no campo, e a comida que fez germinar, mas não consegue agradecer Aquele que fez todas estas coisas.”


Estamos celebrando o que Deus nos fez. É tempo de gratidão. Queremos deixar explicito que somos gratos a muitos queridos amigos, familiares e irmãos, por tudo que temos recebido. Mas a nossa maior expressão deve ser dirigida Àquele que nos deu o maior dos presentes: A vida eterna!

O coração do problema

 



Gabriel Garcia Marques no livro “Cem anos de solidão” descreve um de seus personagens atormentado por fantasmas e assombrações: “José Arcadio Buendia, depois de uma briga com Prudêncio Aguilar, numa rinha, o mata com uma lança. Um dia sua mulher saiu para beber água no quintal, e viu Prudêncio junto à tina, estava lívido, com uma expressão triste, tentando tapar com uma atadura de esparto, o buraco da garganta. Voltou ao quarto, contou ao esposo o que tinha visto, mas ele não ligou e respondeu: “Os mortos não saem, o que acontece é que não aguentamos com o peso da consciência.”


Ao enfrentar lutas e pressões temos que lidar com emoções que surgem de diferentes formas: medo, ansiedade, angústia, raiva ou tristeza. Nem sempre reagimos de forma correta e proporcional a situação que enfrentamos. É fácil colocar uma intensidade muito maior ao problema do que ele de fato merece porque temos uma bagagem emocional por detrás do fato e os gatilhos são inevitáveis. 


Por isto, diante das pressões, disputas e circunstâncias, precisamos ficar alertas às nossas experiências remotas. Deveríamos nos perguntar: “qual é o problema por detrás do problema?” Nem sempre reagimos à provocação de forma adequada porque existe uma construção psicológica, fruto de lembranças, ameaças e abusos anteriores. O evento do momento torna-se grandioso por causa da construção emocional acumulada por anos, e que fazem parte do nosso “infinito particular”. O problema mais profundo tem raízes e a resposta de hoje não está desconectada das nossas experiências. Nem sempre o problema que sentimos agora é o real problema, o que vemos é uma figura embaçada encoberta por uma cortina de fumaça.


O grande problema do homem não está fora dele, nem o que lhe acontece, o que as pessoas fazem e nem mesmo as circunstâncias. Por isto é fácil perceber porque as pessoas reagem de forma diferente ao enfrentar problemas similares. Uma pessoa pode se manter calma em meio ao perigo, e outra pode se desesperar, desmaiar ou entrar num quadro catatônico. Diante de abusos sofridos, um grita, xinga e bate, outro se cala, sofre a ofensa e apanha. O grande desafio humano é o coração. O coração do problema é o problema do coração. 


Então, se fossemos suficientemente maduros, o que quase sempre não somos, seriamos capazes de nos mantermos resilientes, corajosos e fortes mesmo em meio à riscos reais. O que está por detrás de toda raiva, irritação, ressentimento e mágoa que o evento presente gera? Qual é a dor por detrás da dor? O problema detrás do problema? Nem sempre a dor que sentimos hoje é a dor real, mas ela evoca e faz renascer angústias não resolvidas e inconscientemente reagimos a todas estas ameaças. 


E se perguntássemos: Por que sinto e reajo desta forma? O meu problema são os outros ou minha alma marcada pela dor? Estou sofrendo por causa do ambiente ou das circunstâncias ou por causa de experiências antigas que o evento atual faz renascer? Por que reagimos rapidamente às provocações, explodimos ou nos entristecemos? 


E por último, devemos sempre observar os movimentos do coração. A Bíblia afirma: “Guarda o teu coração, porque dele procedem todas as fontes da vida.” Os religiosos contemporâneos de Jesus estavam muito preocupados com os ritos, guarda do sábado, cerimoniais de purificação e com a lista de alimentos proibidos na Lei mosaica. Jesus afirmou: “O que contamina o homem não é o que ele come, mas sim o que sai do coração. Porque do coração procedem os maus desígnios, o adultério, a mentira e toda sorte de males...” De fato, o coração do problema é o problema do coração.