sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Preocupado com minha geração

Resultado de imagem para imagens geracao

É muito comum que pessoas da minha idade falem mal dos jovens. Hoje não quero colocar um olhar sobre a juventude, mas sobre aqueles que estão mais ou menos identificados com a quantidade de anos, não que eu tenho (eu realmente não sei quantos tenho ainda...), mas que eu já gastei. Mesmo porque, tenho aprendido, com muita tristeza, que se alguma coisa está errada na geração atual, quem fracassou foram aqueles de minha idade, que forjaram aqueles que agora estão ai, assumindo papeis como agentes da história. A geração atual é subproduto de quem fomos e do que fizemos. Nossos pais foram responsáveis por formar a geração baby boomers, nós somos responsáveis por formar a geração millenium.

Sou da geração de 60. Na verdade, nasci sete meses antes de 1960 chegar. Olho para os meus colegas, outrora fininhos e magrinhos, e os vejo arredondados. Muitos ostentavam uma cabeleira capaz de impressionar Elvis Presley, e agora estão mais identificados com Bruce Willys. Tais percepções me justificam muito no desequilíbrio da balança, porque nas minhas contas precisaria emagrecer 10 kg, mas aprendi que misery loves company e por isto, prefiro falar dos outros. Infelizmente estou num momento da vida que só de mastigar uma ideia eu engordo 2 kg.

Boa parte dos amigos da minha idade, que rondam ai os 60 anos, são avós. Já descobri que ser avô não é uma grande ideia (isto ajuda a minha racionalização, pois ainda não tenha netos... não que não os queira, mas porque meus filhos estão muito reflexivos e hesitantes quanto ao momento de ter seus filhos), mas o que acontece é que todo avô fica bobo. O poder que uma criança tem sobre a vida de um avô é descomunal, muito facilmente ocorre uma mudança de temperamento, mudança de agenda e até de geografia pelo simples fato de nascer alguém que chora o dia inteiro e reclama atenção integral dos pais – e dos avós.

Minha preocupação pastoral, porém, passa por outras trilhas.
Estou preocupado com a espiritualidade e a fé da minha geração.

Muitos perigos rondam a alma de um homem e uma mulher com 50-60 anos.

O primeiro perigo é o desencanto com a vida. Parece que as coisas entram num lugar comum, repetitivo, monótono, sem graça, por isto este momento é perigoso demais. Não posso precisar cronologicamente, mas imagino que quando Davi se envolveu no grotesco adultério com Bateseba, ele deveria estar com pouco mais de cinquenta anos. Numa tarde modorrenta, depois de assistir um longo seriado na TV, de ter folheado todas as páginas que ele acessava na internet, de ver seu facebook, sem propósitos maiores e sem ter o que fazer, olha para fora e vê a vizinha, em trajes nada recomendáveis. Alma vazia, dinheiro sobrando, muito poder, tempo à disposição. Risco demais!!!

Surge também um certo cinismo com as pessoas. Já vimos tanto, já fomos enrolados por gente malandra, sinistra, com cara boa e coração perverso. Surge um certo desalento e impaciência. Acreditamos que as pessoas não mudam ou que são  complexas demais (ou talvez sejamos nós mesmos...) nos tornamos críticos, ácidos, cínicos, julgamos com facilidade, fazemos leituras, nos distanciamos, temos medo...

Quanto à fé, tenho percebido coisas graves no coração.

Muitos se tornaram desiludidos com igreja. Não acreditam mais em pastores,  acham as reuniões enfadonhas, dispensáveis e questionáveis, os cultos não mais emprestam sentido, a Santa Ceia tornou-se meramente ritualista. Nos tornamos críticos da igreja, ao invés de sermos colaboradores com ela. Não queremos dar tempo, não queremos investir nosso dinheiro, participamos de reuniões apenas pro gasto mínimo e desencargo de consciência.

Junte-se a isto outros aspectos da espiritualidade: tenho visto muitos lendo a Bíblia com certo cuidado, a Bíblia não os julga mais... eles julgam a Bíblia. Ainda a consideram Palavra de Deus, mas não a consideram mais inerrantes, nem infalíveis, e, de verdade, nem mesmo a única regra de fé e prática. Perderam a alegria da Palavra, os corações não mais ardem quando é Escritura é exposta. Tiago exorta as pessoas a “acolherem a palavra de Deus com mansidão”, mas não raramente a Palavra de Deus é recebida de forma rebelde e reativa.

A vida devocional tem sido esquecida. Ora-se pouco e superficialmente. perdemos o sentido de interceder e clamar pelos outros. Perdemos a disciplina, o prazer de ficar quieto para ouvir a voz do Senhor. Muitos não oram mais, a não ser comunitariamente. Certo amigo chegou a dizer que não entendia porque Daniel perdeu a vida por orar, porque para ele, orar e não orar não faz diferença. Curiosamente, ele nunca se afastou da igreja...
Sem nunca termos pensando nisto, nos tornamos teologicamente liberais:
Não cremos na autoridade final da Bíblia
            Não contribuímos mais para a igreja
                        Não disponibilizamos tempo para discipulado
                                    A vida espiritual se torna monótona e sem paixão
                                                Não evangelizamos
                                                            Somos críticos da comunidades.

Assim nos perdemos...

Você já pensou em quanto prejuízo isto traz para o Reino de Deus?
Alguns dos meus amigos de mocidade foram evangelistas, ganharam vidas, pregaram em clubinhos, em encontro de jovens, faziam discipulado. Entretanto, a falta de ardor, os levou à indiferença. Foram neutralizados por uma nefasta ação maligna. Mas esta afirmação não faz diferença, porque boa parte sequer acredita que o diabo exista.

E para a igreja local? Quantos homens e mulheres poderiam ser agora líderes, encabeçando, motivando, envolvendo-se na vida da igreja, recebendo visitantes, acompanhando os novos convertidos, mas não o fazem. Tem muito para dar, mas não querem dispor seu tempo. O conforto e o comodismo se tornaram as maiores tentações desta geração em torno de 50-60 anos.

E os recursos? Já viram como os liberais nunca construíram nada na história? Porquê? Porque o dinheiro deles não serve a Deus. Quando o povo de Deus estava saindo do Egito, Faraó lhes permitiu sair, desde que “o gado e os bens ficassem”. Muitos deixaram seus bens no Egito, não querem trazer para construir o projeto de Deus na história. Planos e desafios missionários são enfraquecidos por falta de recursos, as estruturas das igrejas são ruins, porque o dinheiro que deveria ser investido no reino de Deus, tem sido gasto para viagens caras, auto-satisfação e aquisição de mais conforto e bem estar. O problema é que “mais da mesma coisa me leva para o mesmo lugar” (Hans Burke). Certa vez conversei com uma pessoa que fora dizimista e que tinha um alto salário e agora não contribuía mais, e lhe disse: “Você sabe que a ausência do seu dízimo impede a igreja de iniciar um projeto de plantação de uma nova igreja?” 

O inferno ganha quando somos frios, indiferentes, relapsos. Ganha porque não oramos, ganha porque não servimos com nossos talentos, ganha porque perdemos a capacidade de influenciar outros e à nossa geração, ganha porque não investimos financeiramente na obra do Senhor.

Algum tempo atrás, tive acesso a uma música do Stenius, que gerou uma convulsão emocional na minha alma. Sugiro que você a acesse no you tube, caso interesse. A letra segue abaixo:


Senhor do Tempo
Stenius Marcius

Mestre, me veja menino
Deixa-me correr com Teus pequeninos
Mestre, de rosto amigável, de sorriso largo, de sereno olhar
Eu fui a Ti criança e me recebeste de braços abertos
Que estranha distância agora Senhor, lembra do menino que eu fui outrora

Mestre, lembro que eu buscava
E me derramava, choro adolescente
Lembro daquele caderno onde eu anotava minhas orações
Jovem busquei a Ti, o refúgio certo para um moço aflito

Que estranha distância agora
Senhor, lembra do rapaz que eu fui outrora

Mestre, estou bem mais velho
E o amor que eu tinha, onde foi parar?
Mestre, fala a esse homem, que se emocione, vá recomeçar
Faz-me correr e assim retornar ligeiro ao primeiro amor
Deixa-me ver novamente o meu nome Escrito nas santas mãos
do Senhor do Tempo

Que Deus nos ajude!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Encantamento

Resultado de imagem para imagens encantamento

Nestes modorrentos dias de final de ano, quando os corpos são marcados pela indisposição para o trabalho duro, assisti fascinado a sérieThe Planet Earth, que descreve a natureza em seus inimagináveis e esquecidos aspectos. A série é composta de 11 episódios, levou cinco anos para ser produzida e é o mais caro documentário da natureza produzido em parceria com a BBC de Londres e sendo a primeira filmagem sobre este tema realizada em high definition. Foi realizada por 71 operadores de câmeras em 62 países, abrangendo pântanos, cavernas, montanhas, geleiras, indo da Cordilheira do Himalaia às profundezas do oceano. Uma viagem inesquecível pelo majestoso planeta terra.

A palavra chave para tudo que vi é encantamento. Existe um número infindável de coisas que não se pode medir e que não se pode enxergar. Basta um olhar atento no macrocosmo. Como medir as galáxias? Segundo a ciência, o diâmetro do universo observável é de 93 bilhões de anos-luz. Se fossemos capazes de viajar na velocidade da luz (300.000 km/s), este seria o tempo necessário para percorrer esse espaço descomunal. O Planeta Júpiter tem 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em conjunto, todavia é muitíssimo menor que o sol, que pode abrigar 1.330 Júpiter (es) e é considerado uma estrela de quinta grandeza.

Considere agora o microcosmo. Nunca seremos capazes de ver aquilo que é pequeno demais. O átomo, cujos diâmetros tem aproximadamente um décimo de bilionésimo de metro, está muito além do alcance do microscópio. Como imaginar que apenas no globo ocular do ser humano existam cerca de 100 mil veias?

É impossível, considerar todas estas coisas sem sermos possuídos por um senso de majestade, encantamento, assombro e mistério. A natureza é surpreendente.
Este mesmo sentimento de grandeza impactou o rei Davi ao compor o Salmo 8: “Eterno, majestoso Senhor. Teu nome é famoso em toda terra...quando contemplo os teus céus, escuros e imensos, tua joia celeste feita à mão. Lua e estrelas incrustradas no devido lugar, olho para mim e me pergunto: Por que te importas conosco? Por que olhas uma segunda vez para nós?”.

Nos anos sessenta, Yuri Gagarin foi um dos primeiros a conseguir fazer uma viagem espacial completa. Em 1961, Nikita Khrushev afirmou numa reunião do Politburo: “Gagarin voou ao espaço, mas não viu Deus ali”. Posteriormente, Armstrong, astronauta cristão e primeiro homem a pisar na lua teria afirmado: “Andei no espaço, e vi Deus em todos os lugares”.

Brennan Manning, escritor católico, ao visitar um amigo e velho sacerdote, ouviu dele: “Nunca desejei prestígio, popularidade ou riqueza, mas sempre roguei a Deus que eu nunca perdesse o senso de assombro e encantamento”. Talvez es seja tauma das coisas mais fantásticas da humanidade: “Senso de humildade e encantamento!”. A vida é rica em detalhes e grande no seu propósito...

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Se ao menos

Resultado de imagem para imagens se ao menos

Alguém afirmou que existem seis frases que podem salvar um casamento:
  1. Frase da humildade: Eu reconheço que cometi um erro”. Quase nunca reconhecemos o erro que praticamos. “falei ou fiz a coisa errada na hora errada, com a entonação de voz errada”.

  1. Frase da valorização – “Você fez um bom trabalho”. A pessoa faz tudo certo o ano inteiro, sem receber um elogio, no primeiro erro surge a voraz crítica. Precisamos aprender a elogiar

  1. Frase da Apreciação – Qual é sua opinião?” Casamento é parceria, não rivalidade. Um completa o outro

  1. Frase da Afeição – Eu amo você!”. Declarar o amor retroalimenta o sentimento

  1. Frase da Gratidão: Muito obrigado!” Se fossemos educados dentro de casa como somos para com os de fora, nosso casamento seria uma maravilha.

  1. Frase do Altruísmo – nós!”. Deixar de usar o verbo no singular e colocá-lo no plural. “Nossa casa”, “nosso carro”,  “nosso filho”. Eu poderia substituir esta frase por outra palavra que me parece central: DEUS! Se ele ao menos estivesse no centro das coisas... Se ele fosse considerado nos nossos embates e dureza de coração...

Há anos, um famoso psiquiatra de Nova York, ao aproximar-se o fim de sua profícua carreira, disse que uma das coisas que mais atrapalhava as pessoas era a expressão “se ao menos”. Ele afirma: “Muitos de meus pacientes tem levado a vida no passado, mortificando-se por causa do que deviam ter feito em várias situações: ´Se ao menos eu tivesse me preparado melhor para aquela entrevista...´ou, ´Se ao menos eu tivesse expressado ao chefe meus verdadeiros sentimentos...´”.
A sugestão que ele dá é a de usar uma técnica simples: Toda vez que tivermos vontade de usar a expressão “se ao menos”, deveríamos trocá-la por outra que demonstra atitude: “Da próxima vez eu vou dizer...”, ou “da próxima vez vou fazer aquele curso”, “da próxima vez vou agir de forma diferente”.

Segundo sua análise, esta atitude fecha a porta aos problemas, possibilitando-nos a dedicar mais tempo e reflexão ao presente e ao futuro, e não ao passado.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Não mude o calendário, apenas...

Resultado de imagem para imagens calendario
Por mais que saibamos que a mera mudança de calendário não muda nada na nossa história, a verdade é que sempre criamos expectativas quando pensamos no final do ano, afinal, imaginamos: Novo calendário...nova vida...

A realidade é que a mudança de calendário, não necessariamente, implica em uma mudança real. Não adianta mudar o calendário se não mudarmos as atitudes, assim como não adianta mudar de cidade, se não mudarmos a mente.
Certamente você já tem ter feito, mentalmente, uma lista de resoluções para o ano que vem: Ir para a academia, fazer um projeto financeiro, ser uma pessoa mais próxima dos amigos, emagrecer, desenvolver mais a sua espiritualidade e fé, entrar na faculdade ou fazer um curso, abandonar um vício, casar, planejar uma viagem especial. Tudo isto é muito comum e cabe muito bem em nosso esquema mental. O problema com tais resoluções é que podem facilmente cair no esquecimento, e serem arquivadas na mente, ou na planilha que fizemos.

Apesar de tudo, não podemos desprezar tais resoluções ou sermos negativos ou pessimistas em relação a elas. Resoluções, mesmo sabendo que correm riscos de serem abandonadas no caminho, podem se tornar, eventualmente, um revolucionário “start-up” individual. Um ponto de convergência e mudança. Muitas vidas continuaram na mesma depois de sérias resoluções, mas muitas foram profundamente impactadas por causa de compromissos assumidos, sejam eles verbalizados ou não, mas que mentalmente foram assumidos. Num determinado momento, uma disposição pode ser o ponto de partida para grandes mudanças.

Pense na parábola do filho pródigo contada por Jesus. Aquele rapaz, depois de ter assumido posições tão equivocadas, “Caindo em si disse: Quantos trabalhadores de meu pai, tem pão com fartura, e eu aqui morro de fome. E levantando-se foi para se encontrar com seu pai”. Sua primeira ação foi “cair em si” (muitos caem nos outros...). Esta auto-análise e auto crítica mudou sua história. A segunda ação foi colocar em prática o que havia decidido: “Levantando-se foi”. Ele não apenas entendeu sua situação, mas ele agiu em direção a ela.


Então, nesta virada de ano, não mude apenas o calendário. Mude a atitude, crie nova disposição, e lute por ela. Isto fará diferença entre a condição atual e a condição desejada. Afinal, se queremos andar 500 milhas, precisamos dar o primeiro passo. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Surpresa do Natal

Resultado de imagem para imagens natal

André tinha apenas 9 anos, e frequentava uma pequena igreja do interior do país, seguindo os mesmos passos de seus pais, que também faziam parte daquela comunidade. Era uma criança agradável, apesar de não ser dos mais inteligentes, tinha uma boa compleição física, apesar de não ser dos mais elegantes, e gozava de um bom relacionamento com seus colegas de rua e da escola.
O Departamento Infantil daquela igreja resolveu fazer uma encenação do nascimento de Jesus, e todo o cenário foi montado para representar os hábitos e vestiários dos tempos de Jesus. Não tinham muito dinheiro, mas um pouco de criatividade ajuda bastante nestas situações. Convidaram André para ser o dono da estalagem por onde José e Maria passariam procurando um lugar para se abrigar.

O tradicional público se reuniu na pequena igreja para o drama que contaria o nascimento de Jesus, normalmente este dia atraia mais pessoas do que costumeiramente e todos estavam muito empolgados vendo tanta gente nova se aproximando. Havia uma inquietação nas salas onde todos estavam se preparando para a apresentação. Estava difícil para as professoras controlarem a emoção das crianças.

A narrativa foi se desenrolando conforme o combinado. José apareceu guiando Maria com ternura. Um travesseiro pequeno havia sido amarrado por debaixo da roupa dando a impressão de gravidez de Maria, que andava devagar. José bateu com força na porta de madeira montada no palco e André estava esperando este momento.

"O que o Senhor deseja?" falou André de forma segura.
"Estamos procurando um lugar para ficar. Maria está grávida e precisa descansar".

"Aqui não", respondeu firmemente André. "Não temos lugar para vocês porque nossa pensão está lotada".

"Senhor, temos procurado por toda parte, mas infelizmente não temos conseguido um quarto sequer".

"Infelizmente não temos lugar para vocês". André respondeu de forma conclusiva.


Diante da negativa, José e Maria foram lentamente saindo do palco, então, algo inusitado e não planejado aconteceu. Quebrando todo esquema André gritou com a voz embargada e os olhos marejados de lagrimas: "Voltem aqui, não vão embora".
-->

Houve uma certa perplexidade e um espanto geral dos bastidores. Ninguém se entendia. Alguns acharam engraçado o que estava acontecendo, mas a tensão estampada no rosto de André não permitia muitos gracejos. "Vocês vão ficar em minha casa! Não tem lugar para vocês na hospedaria, mas vocês vão para minha casa".
De repente, o natal tornou-se diferente. As pessoas estavam entendendo de uma forma completamente nova, o significado do Natal. Não havia sentido celebrá-lo sem que houvesse lugar para Jesus. Afinal, não há sentido falar de festa de aniversário se o aniversariante não se encontra presente. A atitude de André tornou aquele evento no mais significativo de todos os dramas de natal anteriormente representados.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Prepare-se! Os idosos vem ai!


Resultado de imagem para imagens idosos trabalhando
Recentemente a jornalista Daniela do Lago publicou artigo na Folha de São Paulo avisando: “O futuro do mercado de trabalho é grisalho! O número de idosos no mundo aumentará rapidamente e passará de 606 milhões, no ano 2000, para perto de 2 bilhões, em 2050. Esse aumento será mais marcante nos países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará. O Brasil envelhece rapidamente: de 21 milhões de idosos (11% da população), em 2010, para aproximadamente 65 milhões (30% da população), em 2050. Em 2046, para cada 100 jovens, haverá 238 idosos --hoje, são 112 idosos para cada 10.

As estatísticas são espantosas: Entre 1940 e 2015, a expectativa de vida teve aumento de mais de 30 anos, passando de 40,7 para 75,5 anos. A projeção para 2050 é chegar a 80,7 anos. Além do envelhecimento populacional, de 2010 a 2015 tivemos uma queda no número de crianças e jovens. A população acima dos 50 anos está aumentando e a taxa de natalidade, diminuindo.

Por esta razão, apenas um quarto dos brasileiros sairão totalmente do mercado de trabalho na idade da aposentadoria. Os outros trabalharão em algum nível após a idade de se aposentar. A figura do idoso exigindo cuidados vai passar. Uma pesquisa recente aponta que 70% dos brasileiros querem se manter ativos após a aposentadoria.

Isto aponta para um novo paradigma. Os profissionais seniores, querem e precisam trabalhar, e isto exige revisões praticas como adaptações para os idosos, cargos e horários flexíveis. Teremos cada vez mais pessoas de cabelos brancos nas empresas, competindo com os jovens em busca de espaço. Por causa de sua experiência e força de trabalho, eles se tornarão mais valiosos no mercado de trabalho.

Mas não se assuste com estas afirmações, nem com a sensação de horror que pode pairar quando imaginamos que não haverá mercado para todos. A sociedade sempre encontrou alternativas em épocas de crise. Com a industrialização, acreditava-se que milhares estariam sem emprego, mas outras formas de atividades surgem como consequência da mudança dos modelos atuais.

É importante, portanto, que a geração millenium se prepare para participar do grande projeto de construir um mundo com mais justiça, oportunidade de trabalho e riqueza igualitária. Há espaço para todos, e todos podem ganhar. Não falta riqueza e potencial, faltam oportunidades e justiça. 

O Cristo do natal

Resultado de imagem para imagens o cristo do natal

Ao comemorarmos o natal, precisamos atentar para o significado nascimento de Jesus, e só existe uma forma de entender isto: descobrindo quem é o Cristo do Natal.

Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo afirma: “Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher” (Gl 4.4). Este menino que nasceu numa pequena vila de Belém, num canto de uma pequena cidade nos arredores de Jerusalém, cercado de animais domésticos, já existia antes que houvesse mundo, céu e terra, pois na eternidade, este Jesus estava em total e plena harmonia com o Pai. Deus tinha um projeto em mente, e quando veio o tempo por ele havia planejado, Jesus surgiu na história, nos dias do rei Herodes, quando Pôncio Pilatos era o preposto de Roma em Jerusalém.

Aquele menino na manjedoura, enfaixado em panos, era o criador do universo e veio para realizar o grande projeto de resgate da humanidade. Veio no tempo estabelecido por Deus, na hora de Deus, na agenda de Deus. Aquele frágil menino que precisou dos cuidados de uma mãe ainda adolescente era aquele por meio do qual “todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez”(Jo 1.3).

Esse é o Jesus do natal!!!

Toda história bíblica fala de Jesus e aponta para ELE, conforme os profetas anunciaram, Ele nasceria de forma não convencional em Belém, de uma virgem, e seria o salvador. Este foi o anúncio que os anjos fizeram aos pastores em Belém: Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Aquele que haveria de redimir a raça humana de sua culpa e fracasso, nascia agora de forma simples distante dos poderes e dos palácios, e subverteria o falso poder dos fortes.  

O próprio Deus, em forma humana, construiu sua tenda no meio dos homens, andou nas estradas poeirentas da Judeia, e se vestiu de pele humana. Este Jesus foi aquele sobre o qual o Pai celeste profetizou que nasceria da semente da mulher para esmagar a cabeça da serpente!
Ele é o Rei dos Reis, o próprio Deus, que um dia voltará em glória para estabelecer o seu reinado que jamais terá fim.
Este é o Cristo do Natal!