quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Afinal, quem é Deus?


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No Brasil, oito em cada dez (79%) habitantes se dizem pessoas religiosas. Os que não se consideram religiosos somam 16% da população brasileira e outros 2% afirmam ser ateus. A proporção de pessoas que se consideram religiosas coloca o Brasil acima da média global, que é de 63%. Em contrapartida, os que não se consideram religiosos somam 22% da população mundial e 11% afirmam ser ateus.
Apesar de 98% afirmarem crer em Deus, as concepções sobre a divindade variam tremendamente de uma pessoa para outra. Certa vez uma pessoa me falou com tanta ira de Deus e o descreveu de forma tão negativa que ao final afirmei que o deus dela era minha concepcão sobre o diabo.
Por outro lado, muitos veem Deus como uma extensão e projeção de si mesmos. Afirmam que Deus é aquilo que queremos. Bem... vamos devagar. O Deus judaico-cristão não é aquilo que julgo ser, mas é aquilo que Ele é. Quando Deus se encontrou com Moisés no deserto de Padã-Arã, este lhe perguntou: “Qual é o seu nome?”, e Deus lhe respondeu dialeticamente: “Eu Sou o que Sou!”, não permitindo que alguém o nomeasse ou o manipulasse. “Eu Sou!” é o nome mais sagrado de Deus na Bíblia, também traduzido pobremente em português por Javé, Jeová ou Iahweh.
Muitos concebem Deus como um velho ancião, que não entende ou não gosta muito deste mundo moderno, alguém antiquado e inadequado para os dias atuais. Para estes, os dias áureos de Deus já foram há muito tempo atrás, e ele, coitadinho, não se ajustou nem se atualizou à pós modernidade.
“Para a maioria, Deus é um velhinho bastante amoroso, cordial, afável, levemente entorpecido e necessário, que deseja, mas não faz exigências, e pode ser ignorado sem consequências se você não tem muito tempo para ele; é muito compreensivo do fato de que seres humanos cometem erros – muito mais compreensível do que nós somos” (Greg Gilbert).
Afinal, quem é Deus? Antes de mais nada, ele se apresenta como Criador. Não somos o resultado de mudanças aleatórias e mutações genéticas, de recombinação de genes e acidentes cromossômicos. Somos criados! Deus não é o resultado de minha criação. O Deus que o homem criou à sua imagem e semelhança, é chamado na Bíblia de ídolo. Eles nada valem. Por isto ninguém deve se curvar diante de representações divinas. Este é o segundo mandamento.
Sendo ele o criador, cada um de nós é o resultado de seu plano de ação e responsabilidade. Isto dá significado e é o oposto do niilismo, do nada. A vida passa a fazer sentido quando nos percebemos seres criados com propósito e intencionalidade, não um mero ajuntamento de prótons e nêutrons.
Os homens se parecem com seus deuses. Um deus passivo, neutro, condescendente com o mal, pusilânime que a sociedade insiste como conceito de divindade é pobre, e se distancia significativamente do Deus que nos é revelado nas Escrituras Sagradas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Inveja



Um dos grandes clássicos do cinema é a obra de Peter Schaffer, com seu premiado Amadeus, narrando a crise de Antonio Salieri, compositor da corte e condutor da Ópera Italiana em Viena, cargo cobiçado e honroso de seus dias, que ocupou por 36 anos, mas que teve uma crise espiritual e existencial séria pelo fato de ter vivido ao lado do genial Amadeus Wolfgang Mozart.

Salieri não podia entender como Deus pode dar tantos dons a um homem depravado moralmente como Mozart. Depois de ter acesso à sua obra prima, a 29a. nona sinfonia em Lá Maior, como músico, relatou que ficou perplexo por ver que Mozart não tivera qualquer trabalho em compor aquela obra que não mostrava necessidade de correção alguma. Era simplesmente perfeita!

Ele não suportou a agonia de tanta beleza, que ele chamou de – a Beleza Absoluta - e então cai ao chão, desmaiado, e quando se levanta, por ser profundamente religioso, revoltou-se contra Deus por não fazê-lo tão brilhante como Mozart: “...minha única recompensa – meu sublime privilégio – é ser o único homem vivo que reconhece tua encarnação em Mozart. Deste momento em diante, somos inimigos, tu e eu! Não aceito isto de ti – ouviste bem?”. A inveja já havia corroído sua alma. Apesar de sua respeitada posição social, sentia-se um lixo e fracassado, ao ver tanta genialidade em seu “adversário”.

A inveja, na famosa definição de Tomás de Aquino, é a “tristeza pelo bem de outrem”. A inveja se dá quando, vendo a felicidade do outro, sentimo-nos questionados e diminuídos. A inveja introduz elementos da competitividade, porque na sua própria origem, é comparativa, como afirmou C. S. Lewis: “O orgulho é essencialmente competitivo... não tem prazer em ter algo, mas em ter mais do que o próximo”.

Os Guiness afirma que a “inveja é essencialmente profana”, porque quando o objeto do desejo não é alcançado, o invejoso responde com ira, queixumes e em algumas situações, expressando sua decepção com Deus. “A inveja é sempre mais atormentadora porque brota de um amor-próprio desordenado”.

Por isto, “quando Jesus chama, ele nos chama um a um. As comparações são tolices; especulações a respeito dos outros são uma perda de tempo, e a inveja é loucura tanto quanto é a maldade. Cada um de nós é chamado individualmente responsável somente a Deus, para agradar a ele somente, e no final, ser aprovado apenas por ele”(Os Guiness). 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Deixe Deus ser Deus

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Um dos maiores temores dos homens é perder o controle de sua própria história. George  Steiner, controvertido novelista judeu, escreve seu romance ficcional partindo da ideia de que Hitler não teria morrido nas chamejantes ruinas de Berlim em Maio de 1945, mas teria fugido para a América Latina onde se escondeu na selva durante décadas, até ser finalmente capturado em San Cristóbal.

Os argumentos de Hitler, na ficção de Steiner, são extremamente provocativos. “O meu racismo era uma paródia do de vocês” defende-se Hitler. “Eu o aprendi com Jacob Grill, um rabino polonês em 1910... Julguem a mim e terão de julgar a vocês mesmos, os escolhidos! Houve intenção mais calculada para ferir a existência humana do que a de um Deus onipotente, que tudo vê, mas é invisível, impalpável, inconcebível?”. Neste romance, Hitler insinua que os judeus criaram o conceito da “chantagem da transcendência”, criando um Deus soberano e poderoso.

Admitir a possibilidade de um Deus supremo e absoluto, transcendente e Todo-Poderoso, gera calafrios em muitos, afinal, como afirma Os Guinness, “O Deus do Sinai não proibiu somente ídolos rivais, mas também imagens que o representassem. Ele não permitiu a imaginação”. O Novo Testamento descreve a figura de Jesus de forma direta e sem concessões. “Segue-me!” A resposta do discípulo de Cristo igualmente precisa ser pronta. Um ato de obediência, e não apenas confissão de fé em Jesus.

Como lidar com o Deus que exige obediência e submissão? Certa pessoa chegou mesmo a afirmar: “eu não gosto da ideia de um Deus que quer ser Deus”. Neste diálogo, tive que responder que o único ser que pode fazer reivindicações divinas é Deus, porque só ele possui prerrogativas da divindade. Por isto o primeiro mandamento é “Não terás outros deuses diante de mim”. O Deus judaico-cristão exige exclusividade na adoração. “Não terás diante de mim imagem de escultura, não a adorarás nem te curvarás diante delas”, este é o segundo mandamento. O Shemah hebraico, repetido pelos judeus diariamente era: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor!”.

Na nossa teomania (mania de ser deus), nos assustamos transferir nossos direitos a um Deus que vai além de nós mesmos, afinal, não somos nós os únicos responsáveis pela nossa história? Assim pensamos e assim agimos. Nossa cultura não sente necessidade de Deus. Podemos admitir que existe um Deus, mas na prática somos ateus. Deixar Deus assumir o controle da história, e o simples fato de ter que admitir que não somos senhores do destino, gera profundo desconforto interno. Não queremos deixar que Deus seja Deus. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Faça o que você é

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O conhecido slogan da Nike é “Just do it!” (Apenas faça isto!), e ele tem sido levado a sério por milhões de pessoas que “apenas fazem isto”, sem refletir sobre “o que é isto”, e porque devemos “fazer isto”.

Certamente uma melhor abordagem seria “Do what you are!” (faça o que você é!), proposta por Os Guiness. Isto é muito importante numa geração em que as pessoas são muitas vezes definidas pelo que fazem. “Muito mais que um nome ou lugar de nascimento, o emprego nos ajuda a colocar as pessoas no mapa de nossa mente. Afinal de contas, o trabalho, para a maioria de nós, determina grande parte de nossa oportunidade de significado e a quantidade de bem que somos capazes de produzir em uma vida. Além do mais, o trabalho toma tantas horas do nosso dia em que estamos acordados, que nossos empregos passam a definir-nos e dar-nos identidade. Tornamo-nos aquilo que fazemos”.

O senso de identidade e propósito reverte tal pensamento. Em vez de “você é o que você faz”,  este pensamento diz: “faça o que você é”. O grande sentido surge quando identificamos a essência do que somos em relação a Deus e à eternidade. “Nossos bens e destinos não estão expressamente nos desejos de nossos pais, os planos do patrão, as pressões de nossos desejos, os prospectos desta geração ou as exigências de nossa sociedade”.

Naturalmente, o chamado para “fazer o que somos”, pode ser interpretado como cheque em branco para a preguiça, negligência e desculpas para o eventual fracasso e a auto-indulgência. A verdade é que, para a maioria das pessoas, não existe encaixe feliz entre trabalho e senso de propósito. Certa pessoa estava reclamando da dureza do seu trabalho e às pressões que enfrentava no seu escritório quando alguém lhe disse: “Se fosse fácil, não seria trabalho, e sim lazer”.

No meio da luta , cobrança e pressão pelo sucesso, precisamos entender não somos máquinas geradoras de riqueza para a burguesia no sistema capitalista, mas nossa identidade encontra-se em Deus. Nossa identidade, e não a funcionalidade, é o que deve nos guiar. É neste sentido que é oportuno dizer: “Faça o que você é!”

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Anseio por Deus

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Numa lanchonete podemos ver como as pessoas se comportam de forma distinta. Se olharmos para o lado é possível observar uma jovem conectada com o mundo via celular. Do outro lado, há uma mulher se entupindo de açúcar com uma gordurosa torta de chocolate, enquanto tenta manter seus filhos pequenos sob controle. À frente, vemos um casal de namorados bebendo um suco de laranja e trocando olhares carinhosos. Cada uma destas pessoas possui histórias e desejos particulares e procura respondê-los da forma como acham correto e do jeito que conseguem elaborar.

Como afirma Amir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história; Cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz”. Fazemos análises e julgamentos baseados na percepção de vida que construímos. Espiritualidade e afetividade se formam nesta trama da vida. O que somos hoje é subproduto daquilo que acumulamos de experiências negativas ou positivas construídas durante a vida.

Em cada sonho, disfarce, máscara, busca por prazer, vício, desejos, medos, angústias, agenda e demanda de trabalho há uma indisfarçável busca de transcendência e sede de algo maior, anseio pelo Infinito. Temos sede de algo, há um espaço vazio em nossa natureza mais íntima.

“Nossas vidas se consomem com a ideia de que, se não experimentarmos tudo, não viajarmos para todos os lugares, não vermos tudo, e não tomarmos para nós grande parte da experiência dos outros, nossas próprias vidas serão pequenas e insignificantes. Tornamo-nos impacientes com cada fome, cada dor, e cada área da nossa vida que não esteja saciada e nos tornamos convencidos de que, a menos que cada prazer que ansiamos seja experimentado, seremos infelizes. Passamos pela vida muito gananciosos, muito cheios de expectativas que não podem ser supridas, e incapazes de aceitar que, aqui, nesta vida, todos os sintomas permanecem sem término” (Ronaldo Rolheiser).

O resultado é que nos tornamos cônjuges autocentrados, continuamos pobres de coração, usamos a raiva para sobrepor nossos oponentes, estamos presos à luxúria, manipulamos e controlamos para conseguir o que queremos, sem entender que “fomos criados para Deus e nosso coração não encontra alegria enquanto não voltar para Ele” (Santo Agostinho).

O coração humano tem anseios infinitos que apenas a eternidade pode preencher, afinal “Deus colocou a eternidade no coração do homem”.

Aja contraintuitivamente

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A tendência humana diante ao respostas aos estímulos recebidos consiste em ação/reação, que geralmente são gerados intuitiva, espontânea e emocionalmente. A atitude imediata é agir por impulso, emitindo a primeira resposta que vem à mente. Será que apenas reagir é o caminho mais sensato?

Uma lei da física afirma que para cada ação há uma reação igual e contrária. Isto é o que fazemos de forma comportamental, mas este é o único meio, a forma mais sábia? Deveríamos sempre reagir espontânea e intuitivamente, ou seria possível responder de forma, digamos, contraintuitiva.

Ao considerar o estilo de vida que temos, e os resultados dos atos que praticamos, deveríamos lembrar que “fazer as coisas do mesmo jeito, trarão sempre os mesmos resultados”. As respostas automáticas e impensadas emitidas, nem sempre são as mais apropriadas. Agir sem refletir e ponderar é insensatez. Precisamos aprender isto. Atitudes intuitivas não moldam o caráter, nem ajudam a crescer emocionalmente, pois seus fundamentos são apenas neurológicos e biológicos, afinal, todo animal encurralado age instintivamente. Nossa forma de agir deveria seguir o mesmo padrão?

Não precisamos nos esforçar para ficarmos bravos com o motorista que nos corta no trânsito, nem com as pessoas que nos irritam já que nossa ira surge facilmente quando somos contrariados, mas precisamos de uma atitude muito superior para emitir um comportamento equilibrado diante das provocações. A Nike possui o famoso slogan: “Just Do It” (apenas faça isto!), mas, o que aconteceria se decidimos sugerir outro lema: “Faça o oposto do que você quer fazer”. Isto é, aja contraintuitivamente.  

A Bíblia propõe, de diferentes formas, que nossa atitude seja contraintuitiva:

“...Se alguém lhe ferir a face esquerda, vira-lhe a direita”
“...Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”
“...Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber”.
“...Não vos vingueis a vós mesmos, mas deixe seu direito ser assumido por Deus...”  

Agir desta forma não seria uma resposta contraintuitiva?

Quando uma pessoa me fere eu quero revidar. Quando agem de forma maligna comigo tenho vontade de responder à altura, se meu inimigo tiver fome, quero mais que ele morra de raquitismo, e de sede melhor ainda, porque é mais dolorido... ademais, não quero deixar para Deus o direito da minha vingança... prefiro fazer com minhas próprias mãos... Não é assim nossa resposta imediata?
Mas o que aconteceria se decidimos viver de forma contraintuitiva?

A pessoa que gosta de controlar, deixaria o outro livre. O auto absorvido, lutaria por se socializar; aquele que naturalmente fala demais, seria mais prudente no que diz; Quem é dominado pela luxúria abriria mão de sua paixão e controlaria seus impulsos; a pessoa esmagada pela culpa, encontraria liberdade; o gênio impulsivo e carregado de cólera, lutaria contra seu temperamento destrutivo; o mau humorado contra seus constantes desatinos; o estressado e ansioso buscaria serenidade e paz.

Uma atitude contraintuitiva nos leva para além dos limites da zona de conforto e a um território não familiar. Emitir apenas comportamentos intuitivos mostra nossa fragilidade emocional, e quão distante vivemos de um estilo de vida que Jesus queria ensinar aos seus seguidores. 

domingo, 25 de junho de 2017

O Perigo das boas intenções

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Muitos afirmam que o que importa são as boas intenções, isto é, se a atitude for intencionalmente boa, tudo está certo.

Será que tal afirmação é verdadeira?

Em seu livro sobre o mal, o pensador francês Michel Lacroix tem um capítulo justamente sobre “os fracassos da vontade do bem”. Ele faz uma pergunta angustiante, mas oportuna: “mesmo que queiramos o bem, teremos nós a possibilidade de o concretizar”? Lacroix vai além e questiona: “Será possível que, por uma espécie de maldição, a vontade do bem gere o próprio mal”?

Recentemente familiares da Maria Eduarda, uma menina de 13 anos que foi morta dentro da Escola Daniel Piza, no dia 30 de abril, durante confronto entre policiais e traficantes pediram ao governador do Rio o fim de incursões policiais na hora da aula, entre 6h e 18h, através de uma lei chamada Maria Eduarda, num raio de até 3 quilômetros de escolas.

Não é difícil entender a dor da família neste angustiante quadro, mas boas intenções não são suficientes para resolver o complexo problema da violência urbana. A entrada em vigor desta hipotética lei transformaria os entornos das escolas em verdadeiros espaços da bandidagem. Quando a polícia chegasse, eles correriam para perto do colégio!
Muitas boas intenções ficam vazias se não estiverem acompanhadas de atos que as transformem em realidade. A utopia econômica é uma delas. Muitos teóricos sem conhecimento de causa, fazem de planos mirabolantes a sua causa, sem considerarem as complexidades relacionadas ao assunto.
Embora muitos das boas intenções sejam realizadas pensando no que é melhor, é possível que o resultado final não seja o esperado. Muitas vezes tomamos decisões com base em sentimentos e, carregados de ingenuidade, pensamos que tudo é possível se for feito de coração. A realidade, porém nos revela que apesar das boas intenções, nossas ações impensadas podem causar muitos danos.

Boas intenções quando não acompanhadas de conhecimento, podem se tornar perigosas e prejudiciais. Muitos afirmam: “Basta ser sincero”, mas a “sinceridade errada” é um desastre. Muitas mães, sem o saber, causaram graves infecções e morte em seus filhos no interior de Minas Gerais, porque a cultura rural do leste daquele Estado afirmava que o umbigo da criança recém nascida cicatrizaria melhor se aplicasse “esterco de boi”. Estavam sinceramente errados.


Daí o conhecido ditado: “O inferno está cheio de boas intenções!” e o axioma jurídico: “A ignorância da lei não isenta o culpado”.