quinta-feira, 30 de novembro de 2017

É preciso ter esperança!


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O anúncio da Quaker State Metais Co., de 24 de Fevereiro de 1958 foi sugestivo: “Não deixe que lhe tirem até seu cachorro quente”. Ele dizia o seguinte:

“Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio, e nem acesso a jornais, mas, em compensação, vendia bons sanduíches. Colocou cartazes anunciando a mercadoria, e as pessoas paravam e compravam seu produto. Com isso, aumentou os pedidos de pães e salsichas, começou a fazer melhorias, contratou pessoas, investiu em maquinários, e acabou construindo uma boa clientela. Seu negócio estava prosperando.

Seu filho, que estava estudando na universidade veio de férias visitá-lo, e o pai lhe contou como o negócio ia bem, como estava entrando no mercado, falou de seus projetos e investimentos para aumentar a capacidade de servir melhor, com mais qualidade e rapidez.

Seu filho retrucou: - “Pai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria no país e a situação internacional é perigosa! O senhor corre muito risco e pode perder todo seu investimento por causa do aumento do dólar e das variações das commodities, aumento do desemprego, inflação, o governo e mercado recessivo.

Ele nunca havia falar sobre estas coisas, mas ponderou: - “Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto deve saber o que está dizendo!” Assim, cancelou o pedido de maquinários, não contratou e não fez as ampliações e melhorias necessárias, reduziu os pedidos de pão e salsichas e as vendas começaram a cair do dia para a noite.

Quando alguém questionou sua estratégia, ele disse seguro: “Meu filho tinha razão, a crise é muito séria! Por pouco não entrei na contramão da história”.

Não é de hoje que o Brasil vive uma onda de pessimismo e desânimo. Você deve concordar comigo sobre o quão depressivo tem sido assistir ou ler um jornal. São tantos escândalos, notícias estranhas, oportunismo político e casuísmo jurídico, um jogo claro de ações onde não se considera a oportunidade de se construir um país sério, mas jogos de poderes que parecem brincadeiras infantis de crianças com seus pais, escondendo seu rosto atrás da cortina, deixando todo o seu corpo visível, achando que assim não serão encontrados.


É preciso ter esperança em meio às notícias ruins. Não se abater por causa dos desmandos, crer que é possível, sonhar no meio do caos. O que sustenta gerações e nações é o fato de que alguns sonhadores e lunáticos nunca deixaram de gritar: “Eu tenho um sonho!” Aqui está a diferença entre os derrotados e os vitoriosos.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Vendo a vida por outro prisma

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Recentemente me surpreendi ao retornar para casa, andando pelas mesmas esquinas, ao perceber detalhes e ângulos das mesmas ruas, casas e árvores pelas quais estou passando rotineiramente. Não fiz nenhum esforço para isto, simplesmente aconteceu e foi maravilhoso enxergar o mesmo caminho, “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim” de forma diferente. Nada era novo no cenário, mas algo interessante estava acontecendo na minha percepção.

Diante disto, comecei de forma intencional descobrir novos ângulos no mesmo caminho. Velhas e conhecidas casas possuíam detalhes que agora se entremeavam e se confundiam com novas imagens. Foi uma aventura poética, e de lá para cá, tenho buscado encontrar novos ângulos em cenários antigos.

Comparei a leveza de tal experiência com a própria vida.

Talvez o fato de estarmos sempre fazendo as mesmas leituras e enxergando as coisas da mesma forma, seja a causa de tanta ansiedade, angústia, desânimo e medo. O nosso “software” mental é o mesmo de muitos anos de frustração, somos incapazes de ver como a vida é dinâmica. Vemos apenas o velho, repetitivo e monótono sinal, carregado de antigas imagens, eventuais más recordações e tóxicas lembranças de fatos e pessoas.

Precisamos de uma nova programação. É urgente a necessidade de novas lentes para se ver a vida por outros ângulos, criando novos cenários, imagens e perspectivas.

Esta semana, celebra-se timidamente no Brasil o Dia Nacional de Ações de Graças. O que a gratidão faz? Ela muda a leitura, como bem afirmou Norman Vincent Peale: “Ser agradecido faz todas as coisas melhores”, ou ainda “gratidão é o amor contemplando o passado” (Moacir Bastos).

Podemos colocar a visão na amargura, descontentamento, ódio, frustração e ira, ou podemos criar novos ângulos nesta lente ótica e enxergar a história com esperança, sonhos e gratidão.

Em qual rua queremos andar?


Na estrada do ressentimento que traz desespero e morte, ou na rua da gratidão, onde podemos encontrar alegria e vida? 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

As sepulturas do desejo

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O mundo do marketing e da mídia reconhece que o ser humano se move por desejo. É isto que nos impulsiona. Desejamos satisfação imediata daquilo que nos atrai, e os marqueteiros oferecem satisfação garantida. Não é sem razão que facilmente estouramos os limites do cartão de crédito e apesar de termos acesso tão fácil e possibilidades cada vez mais acessíveis, ainda continuamos vazios e carregados de desejos, esperando a próxima aventura e maior adrenalina.

A Bíblia relata o povo de Deus no deserto, reclamando da monotonia do maná e com saudades da comida do Egito. O povo de Deus foi saciado. Deus enviou milhares de codornizes e eles puderam recolher grande quantidade de carne, mas seus desejos estavam tão desajustados que passaram a comer desvairadamente, e a sofreguidão os levou à morte enquanto ainda comiam. Aquele lugar se tornou um grande cemitério, e o povo deu o nome em hebraico de Quibrote-Hataavá, que quer dizer “As sepulturas do desejo” (Números 11.32-34).

O Sl 106.15, posteriormente analisa este trágico evento: “Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”. Isto demonstra que, o desejo deles se tornou laço, destruição e armadilha. Existe um termo bíblico, concupiscência, raramente usado em ambientes que não sejam teológicos, que fala de um risco presente na alma humana. Sua tradução mais imediata seria “desejo estragado”. Temos desejos legítimos, que lamentavelmente estão adoecidos e pervertidos, por isto não nos satisfazemos quando os realizamos.

"Nosso Senhor considera os nossos desejos não demasiadamente fortes, mas demasiadamente fracos. Somos criaturas perdidas, correndo atrás do álcool, sexo e ambições, desprezando a alegria infinita que se nos oferece, como uma criança ignorante que prefere seus bolinhos de barro no meio do chiqueiro, porque não consegue imaginar o que significa um convite para passar as férias na praia" (C. S. Lewis, O peso da Glória).

Nosso desejo mais profundo é por Deus, e não por coisas que conquistamos e que se tornam substitutas para aquilo que só Deus pode satisfazer, como bem afirma a teologia clássica: “somos seres finitos com desejos infinitos”. Existem dentro de nós desejos que só Deus pode satisfazer. Buscamos desesperadamente por coisas que nos satisfaçam, projetamos nossa dor e anseios em coisas finitas, sem saber que isto não pode nos satisfazer, e o resultado será maior frustração, vazio e desespero.

Assim, desencontrados em nossos adoecidos desejos, terminamos nossa vida de forma angustiante e vazia, sendo levados para “as sepulturas do desejo”.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Proatividade

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Um dos maiores desafios que empresas encontram na busca por funcionários é de pessoas a quem não seja necessário dizer tudo o que ela tem de fazer, mas que se antecipam e atuam de forma independente porque possuem disposição para agir.

Certa mulher adotou uma interessante dinâmica para escolher sua funcionária doméstica. Ela deixava a vassoura caída no chão, por onde a candidata teria de passar. Se ela se abaixasse e a colocasse num canto ou perguntasse onde deveria colocar, seria contratada; mas se pulasse ou não a notasse, não servia para a função.

O sonho de todo empregador é encontrar pessoas que descubram formas de serem mais efetivas na sua função e a quem não seja necessário dar ordem a todo momento ou explicar o processo inteiro de uma atividade que lhe é delegada. Existem funcionários medíocres, que se lhes dermos uma função eles eventualmente a cumprirão metodicamente, para não perderem o emprego, mas nunca procurarão formas de ampliarem ou melhorarem aquilo que fazem, isto sem contar aqueles que abrigam constantes suspeitas contra os patrões, e são a personificação do descontentamento e da discórdia. Fazem o mínimo exigido, e ainda reclamam de suas atividades. Não cumprem suas atividades com excelência.

Muitos são proativos, procurando sempre melhorar o que fazem.

Já leram o famoso texto de “Mensagem a Garcia”?

Em fevereiro de 1899, quando irrompeu a guerra entre Espanha e os Estados Unidos, tornou-se necessário aos americanos comunicar-se rapidamente com o chefe dos revoltosos chamado Garcia, que se encontrava numa fortaleza desconhecida, no interior do sertão cubano onde não havia acesso por correio ou telégrafo. O que fazer? Alguém então citou o nome de Rowan, que foi trazido à presença do presidente. O que surpreende é que este homem recebeu a incumbência e ninguém sabe como ele achou um invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias, saltou de um pequeno barco, alta noite nas costas de Cuba, se embrenhou no sertão para, depois de três semanas, chegar ao outro lado da ilha, tendo atravessado um país hostil e entregar a carta a Garcia.
Este texto é icônico e ilustrativo da proatividade. Ele não perguntou quem era Garcia, nem onde ele se encontrava, não lamentou a missão difícil ou impossível que lhe fora dada, mas decidiu que a tarefa precisava ser cumprida e encontrou meios de realizá-la.

Toda sociedade precisa urgentemente de homens que se dispõem a cumprir suas tarefas, não a partir do mínimo, do medíocre, da estreiteza de visão, mas com excelência, procurando sempre dar o melhor que lhe é exigido, e até mesmo além daquilo que lhe é proposto. Isto é proatividade!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Arte ou depravação?



A sociedade brasileira se dividiu diante da controvérsia sobre três eventos supostamente artísticos como a Exposição Queermuseu, financiada pelo Banco Santander, cujos quadros mostram crianças sendo abusadas sexualmente e homens tendo relações sexuais com animais; 

No outro evento, o Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, colocou um homem nu deitado como expressão artística (quem lê, entenda), e uma criança de quatro anos é incentivada pela própria mãe a tocar no corpo daquele homem desconhecido supostamente para aprender a lidar com a nudez; 

o terceiro evento, um pouco mais antigo, foi a polêmica performance intitulada Macaquinhos,apresentada como parte da programação da 17a Mostra Sesc Cariri de Culturas; em Juazeiro do Norte, no qual um grupo de nove atores tocam nos ânus uns dos outros em uma roda, enquanto dançam. Esta apresentação aconteceu pela primeira vez em 2011, e se repetiu até 2014, no Festival Mix Brasil em São Paulo, financiado pelos recursos do Sistema S, com dinheiro do Governo Federal. Impostos pagos por cidadãos comuns como nós.

A TV Globo, motivada por, sabe lá qual motivo, saiu em público para defender tais expressões artísticas (sic!), apesar de todas estas cenas ferirem o decoro, a moral e a família, e diga-se de passagem, serem de péssimo senso estético. Cenas de depravação travestida de arte.

Quais são os objetivos “artísticos”, por detrás desta decadência supostamente cultural? O que se objetiva com tais movimentos? Um ataque à família? Aos valores? À Igreja?

Na verdade não. De forma direta tais ataques afrontam o Deus santo. Historicamente isto tem se repetido com determinada constância. Quando o povo de Sodoma e Gomorra enveredou pela perversão, Deus afirmou algo perturbador: “Descerei e verei se, de fato, o que tem praticado, corresponde a este clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).

Aqueles que ficam chocados com estes cenários descritos acima, precisam lembrar que tais expressões sacrílegas, não são, em primeira instância contra nós, mas contra Deus.

A depravação pode ter nomes bonitos e se esconder em supostas manifestações artísticas, mas precisamos lembrar que “a nova moralidade, nada mais é que a antiga imoralidade” (Francis Schaeffer). Infelizmente a arte também sofre os efeitos da degradação moral da humanidade e reflete os anseios depravados do coração moral e espiritualmente afetado. A boca fala daquilo que o coração está cheio. A arte reflete o coração.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Palavras

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Eugene Peterson fez a seguinte afirmação: “palavras matam, palavras dão vida; ou são veneno, ou são fruta – a escolha é sua”.

Isto se encaixa muito bem dentro do pensamento de Tiago, um dos apóstolos de Jesus: “...a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (...) Vede como uma fagulha põe em brasas toda uma selva” (Tg 1.8-9,5b).
Portanto, não se descuide de sua língua.

A língua abriga grandes paradoxos: tem grande poder destrutivo e por outro lado abrigar grandes elemento construtivo, e sempre tem direção: dão vida ou dão morte. Podem deprimir, destruir, massacrar; mas podem apreciar e abençoar.

As palavras matam quando são ditas de forma agressiva, ofensiva, caluniosa, egoísta, amargurada e degradante. Já conheci pessoas que sofreram durante toda sua infância e até na fase adulta por uma declaração ouvida. Algumas palavras são tão marcantes que passam a determinar comportamentos futuros, para o bem e para o mal.

Palavras também dão vida. Nesta direção encontramos todas as formas de comunicação encorajadora, edificante, confortante, unificadora e saudável. A Bíblia afirma que “como maças de ouro em salvas de prata, assim é a boa palavra dita a seu tempo”. Que figura impressionante.

Palavras dão direção. Podem trazer conforto, esperança, compreensão ou gerar medo, insegurança, desânimo, tristeza e causar divisão entre amigos. Uma palavra pode desvendar os mistérios do universo para alguém, abrir novos horizontes e compreensões e trazer muita alegria. Mark Twain afirmava que poderia viver bem por dois meses com um elogio sincero e profundo. Por outro lado, palavras podem esmagar o espírito, irritar, derribar e trazer morte.

A nossa comunicação diária influencia a forma, qualidade e direção dos relacionamentos. Isto pode se dar ao dirigir o carro, na conversa despretensiosa com o colega, ao pegar os filhos ao sair da escola, na conversa cotidiana com a esposa, durante o lazer ou na preparação de uma comida na simplicidade da cozinha. A palavra não precisa de um ambiente formal para edificar ou destruir, na verdade, na maioria das vezes ela se torna marcante em momentos de informalidade.

No livro de provérbios lemos: “A morte e a vida estão em poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). Portanto, faça bom uso dela, para saborear bons frutos.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O valor do tempo

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O dia de hoje tem um valor inestimável para sua vida. Você nunca mais poderá reproduzi-lo ou resgatá-lo, independentemente de ter sido ele frustrante ou maravilhoso, já que ele não se repetirá. Este momento seu, aliás, já é um presente cheirando a passado. Seus dois minutos anteriores já não existem mais.

O fato é que Deus não nos deu o amanhã e o ontem já se foi. O futuro é uma incógnita, e o amanhã, história. Está gravado na memória a lembrança do trágico tsunami acontecido em Bangladesh. As pessoas estavam na praia, curtindo um dia aparentemente normal, sem se darem conta de que uma onda, na velocidade de um jumbo, estava se formando nas profundezas dos mares para devastar a vida de 240 mil pessoas. Quem sabe o que nos reserva o amanhã?

A mente humana não tem facilidade para se concentrar no presente. Ora está avaliando o passado, ora fazendo planos para o futuro. Numa dimensão doentia, podemos estar remoendo o passado com amargura e ressentimento, e sendo devorados pelo futuro com a ansiedade e preocupações, que, como já foi dito, é uma pré-ocupação, ou uma preocupação antecipada.

Quando não desfrutamos o presente deixamos escapar a beleza dos momentos que nunca mais retornarão. É possível ignorar a flor que nasce, a árvore que floresce, as nuvens se formando no céu, o fabuloso e inusitado por do sol desta tarde, o sorriso da criança, o abraço da esposa e o sorriso do amigo. Os gregos afirmavam que oportunidade é uma pessoa cabeluda na frente e careca atrás, se não a pegarmos quando aparece, não será possível segurá-la quando passar por nós.

Tome cuidado para estar no presente, vivenciando o passado que já se foi, ou angustiado com o futuro que ainda não veio. Estatisticamente, 80% das preocupações de hoje, que ocupam o seu coração, não possuem qualquer valor perene e na semana que vem você sequer se lembrará delas.
Deus lhe deu o presente, e isto é tudo o que você tem hoje. Vislumbrando esta realidade, a Bíblia afirma: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118.24). Peça a Deus sabedoria para desfrutar cada momento deste dia, ore para que Deus lhe faça perceber quantas e belas oportunidades podem ser experimentadas neste dia especial que é hoje. Esteja presente no presente!

A Bíblia ainda exorta quanto ao tempo presente demonstrando o valor que ele tem para a eternidade. “Hoje, se ouvirdes a voz de Deus, não endureçais o vosso coração”. Hoje é um dia de oportunidades de reconciliação com pessoas e com Deus. Hoje é tempo de salvação que possui peso eterno, pois aponta para sua alma, que é única dimensão humana que subsiste para sempre.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Não tenho fé suficiente para ser ateu

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Norman L. Geisler, escreveu sugestivo livro com este tema. O autor inicia sua argumentação citando a frase de conhecido intelectual Phillip E. Johnson: “Aqueles que afirmam serem céticos em relação a um conjunto de ideias, na verdade possuem outro conjunto de crenças já estabelecidas”.
A realidade é que, mesmo céticos, precisam de determinada quantidade de pressupostos para fundamentarem suas convicções e teses. Eis alguns exemplos:
A.   A ciência afirma de forma consistente que o universo surgiu de uma grande explosão conhecida como big-bang. Duas hipóteses são possíveis: Primeiro, o surgimento do cosmos foi articulado por um ser criativo, resultando no “design inteligente” (visão cristã); segundo, foi resultante de forças impessoais e do niilismo (visão ateísta), e do nada a harmonia e forma do universo como conhecemos, se manifestou. Qual visão requer mais dose de fé? Qual é a mais razoável?

B.   A mais simples forma de vida contem informações equivalentes a 1.000 enciclopédias. Os cristãos creem que isto seria resultado de um Deus criador. O ateísmo defende o princípio da geração espontânea e que forças naturais seriam a causa do surgimento da matéria. Os cristãos afirmam que suas teses possuem suporte científicos ainda que não possam ser provados, o ateísmo nega. Qual posição requer maior fé?

C.   Os cristãos afirmam que num ato de Deus, de um ser superior, o ser humano foi criado. A complexidade do corpo humano é de tal magnitude que apenas no nervo ótico existem cerca de 100 mil veias. O ateísmo declara que a criação é resultado do acaso. Desde que tal afirmação não pode ser cientificamente provada, é necessário crer na existência de um ser superior. O ateísmo nega tal possibilidade. Ambas exigem fé. Qual é a mais plausível?

Mortimer Adler observou que nossa conclusão sobre Deus impacta todas as áreas da vida. Se Deus existe, milagres são possíveis, a história faz sentido e certamente as cinco questões mais urgentes da vida podem ser respondidas: Origem (De onde viemos?); Identidade (Quem somos); Sentido (Por que estamos aqui?); Moralidade (como devemos viver?) e Destino (para onde estamos indo).


Todas estas questões desafiam a mente e a lógica humana. Acho extremamente difícil ter fé para ser ateu e por não ter fé suficiente para viver sem um conjunto de crenças, continuo firmado nas convicções da fé cristã.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Propósito

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Você já parou para considerar como a natureza se complementa e se organiza? Só no Planeta Terra existem 10 milhões de espécies entre plantas e animais coexistindo e se organizando em uma complexa teia de relacionamentos. O universo é harmônico. Todas estas conexões de seres vivos trazem uma ordem impressionante e admirável.

Como estas coisas vieram a existir e subsistem se constituem num grande mistério para a pesquisa e a ciência. Como a água evapora? De onde vem as correntes de ar? Como se formam grandes volumes de águas em ondas abissais? Como se forma a tempestade, como funciona o ecossistema do mar e das florestas?

Certo dia minha esposa observou com espanto ao ver uma de suas lindas flores sendo devorada por lagartas: “Pobre das plantas, como são indefesas!” Apesar de toda esta fragilidade, as plantas subsistem, geram sementes, dão frutos, sobrevivem. Cada espécie identifica seu papel e cumpre seu propósito.

E quanto a nós? Temos sido capazes de entender a missão e vocação que temos neste “network universal”? Cada um de nós possui um dom, uma vocação, não somos um “acidente entre acidentes” que sobrevive despropositalmente entre nascimento e morte.

Nossas escolhas, relacionamentos e decisões devem ser tomadas, levando em consideração o significado maior que nos conecta do particular ao infinito, do interior para o cosmos. Jean Paul Sartre afirmou que nenhum ponto finito tem sentido se não estiver conectado a um ponto infinito...sem a compreensão de algo (ou Alguém maior), torna-se impossível encontrar sentido para as questões existenciais: “Por que nasci, para que vivo e para onde vou”.


O propósito nos ajuda a entender o nosso papel na co-criação e manutenção da vida. Co-criação é uma criação compartilhada que sugere o conceito de um Criador, que extrapola os limites de nosso próprio ser. Jesus deve ter percebido como a vida sem propósito se perde e se esvazia. Por isto disse aos seus ouvintes: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Insatisfação

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A alma humana tem um vazio difícil de equacionar: Independentemente do status social, cultura, época e idade, há um nível de insatisfação latente, uma saudade inexplicável de algo que não se sabe o que, um desejo de algo imaterial difícil de resolver. Niilismo.

Por esta razão, muitos são movidos a adrenalina. Aventuras, viagens, ocupação irrefletida da mente, desde que alguma coisa ocupe este centro complexo e desafiador da própria realidade de viver. O vácuo, o não-ser, contudo, parecem consumir a alma. Eternos desejos.

Isto é tão adâmico, tão presente na raça humana, que Satanás convenceu Eva de que ela podia ter mais do que tinha estando ainda no Éden. E ela desejou isto. Ele conseguiu criar necessidade em Adão e Eva, mesmo estando no Paraíso. Tentação, tem sido definida como o encontro do pior que há em nós com o pior de todos os seres. De repente, Eva se vê diante de sua insatisfação, até então não sentida, e sua necessidade criada tornou-se real e concreta.

A publicidade trabalha exatamente com esta necessidade humana, com o vazio da alma. A propaganda consegue criar desejos e dando a impressão de que isto decorre de algo que poderá ser preenchido com uma agenda, um objeto de desejo, uma viagem, um carro novo, um novo relacionamento. Não entendemos que a insatisfação vai muito além dos aspectos externos. Não há comprimidos para a paz de espírito, ela não é criada em laboratório, e, como afirmou Hans Burke: “Mais da mesma coisa nos leva para o mesmo lugar”.

A insatisfação nos priva de desfrutar daquilo que é realmente importante, faz-nos projetar fracassos em pessoas amadas, gera fantasias e utopias da alma, um desejo pelo Shangrilá, este lugar distante e inexistente, ou anseio pelo Bora-Bora, lugar real e distante. Não amamos o que temos, mas desejamos avidamente o objeto distante, e mesmo quando alcançamos os objetos do desejo, imediatamente percebemos que “tudo que é sólido se desmancha no ar”, ou, como preconizou Eclesiastes: “Tudo é vaidade. As coisas são canseiras tais que ninguém as pode exprimir”.

Pascal fez uma declaração surpreendente: “O homem tem um vazio em forma de Deus”. O vazio, só é preenchido pelo anseio do Eterno. “Tudo que não é Eterno, é eternamente inútil”. Certamente esta é a razão da insatisfação: “Deus colocou a eternidade no coração do homem”. 

Propósito

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Você já parou para considerar como a natureza se complementa e se organiza? Só no Planeta Terra existem 10 milhões de espécies entre plantas e animais coexistindo e se organizando em uma complexa teia de relacionamentos. O universo é harmônico. Todas estas conexões de seres vivos trazem uma ordem impressionante e admirável.

Como estas coisas vieram a existir e subsistem se constituem num grande mistério para a pesquisa e a ciência. Como a água evapora? De onde vem as correntes de ar? Como se formam grandes volumes de águas em ondas abissais? Como se forma a tempestade, como funciona o ecossistema do mar e das florestas?

Certo dia minha esposa observou com espanto ao ver uma de suas lindas flores sendo devorada por lagartas: “Pobre das plantas, como são indefesas!” Apesar de toda esta fragilidade, as plantas subsistem, geram sementes, dão frutos, sobrevivem. Cada espécie identifica seu papel e cumpre seu propósito.

E quanto a nós? Temos sido capazes de entender a missão e vocação que temos neste “network universal”? Cada um de nós possui um dom, uma vocação, não somos um “acidente entre acidentes” que sobrevive despropositalmente entre nascimento e morte.

Nossas escolhas, relacionamentos e decisões devem ser tomadas, levando em consideração o significado maior que nos conecta do particular ao infinito, do interior para o cosmos. Jean Paul Sartre afirmou que nenhum ponto finito tem sentido se não estiver conectado a um ponto infinito...sem a compreensão de algo (ou Alguém maior), torna-se impossível encontrar sentido para as questões existenciais: “Por que nasci, para que vivo e para onde vou”.


O propósito nos ajuda a entender o nosso papel na co-criação e manutenção da vida. Co-criação é uma criação compartilhada que sugere o conceito de um Criador, que extrapola os limites de nosso próprio ser. Jesus deve ter percebido como a vida sem propósito se perde e se esvazia. Por isto disse aos seus ouvintes: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Orgulho



Orgulho tem sido tradicionalmente visto como o primeiro, pior e mais mortal dos sete pecados capitais, mas a sociedade moderna procura transformar este vício em virtude. A atriz Dame Edith Sitwell afirmou: “Nunca considerei o orgulho, exceto em determinados casos, um grande pecado... na verdade, desprezo qualquer coisa que reduza o orgulho do homem”. O escritor inglês, Marc Lewis, autor do livro Sin to Win (Pecar para vencer), revela que o segredo do sucesso especialmente o financeiro, consiste em cometer os setes pecados capitais já que estão diretamente relacionados às pessoas bem sucedidas. Segundo ele, o pecado mais importante é o orgulho, diretamente associado ao amor-próprio.

O orgulho distorce facilmente as boas intenções. Os Guiness afirma que “é necessário que se seja terrivelmente religioso para ser artista”. Uma das distorções mais manipulativas, por exemplo, é a construção de impérios na religião. Quantas igrejas, associações beneficentes, obras de caridade, hospitais e universidades foram criadas sob a camada da generosidade, mas que na verdade eram expressões egolátricas de seus fundadores? Muitas destas instituições ocultam uma forma politicamente correta de camuflar o ego, abafar a discordância e desmascarar a oposição e sacralizar atitudes.

Precisamos ficar atentos com a vaidade travestida de virtude.

Certa vez, no cerimonial de enterro dos imperadores da casa de Habsburgo, colocados nos jazigos do mosteiro capuchinho em Viena, o grande cortejo do imperador Franz Josef encontrou as portas fechadas. O arauto bateu à porta e o abade perguntou: “Quem és tu que bates?”.

A resposta foi: “Sou Franz Josef, imperador da Áustria, rei da Hungria”. O abade respondeu com firme voz: “Não te conheço. Diz-me outra vez quem és”. O arauto respondeu incisivamente: “Sou Franz Josef, imperador da Áustria, rei da Hungria, Boêmia, Galícia, Lodomeria e Dalmácia, Grão Duque da Transilvânia, Margavo da Morávia, Duque de Stiria e Coríntia”.

O abade replicou: “Ainda não te conhecemos. Quem és?”


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Então, o arauto se ajoelhou e disse: “Sou Franz Josef, um pobre pecador implorando a misericórdia de Deus”. E o abade, escancarando os portões afirmou: “Então podes entrar”.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Afinal, quem é Deus?


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No Brasil, oito em cada dez (79%) habitantes se dizem pessoas religiosas. Os que não se consideram religiosos somam 16% da população brasileira e outros 2% afirmam ser ateus. A proporção de pessoas que se consideram religiosas coloca o Brasil acima da média global, que é de 63%. Em contrapartida, os que não se consideram religiosos somam 22% da população mundial e 11% afirmam ser ateus.
Apesar de 98% afirmarem crer em Deus, as concepções sobre a divindade variam tremendamente de uma pessoa para outra. Certa vez uma pessoa me falou com tanta ira de Deus e o descreveu de forma tão negativa que ao final afirmei que o deus dela era minha concepcão sobre o diabo.
Por outro lado, muitos veem Deus como uma extensão e projeção de si mesmos. Afirmam que Deus é aquilo que queremos. Bem... vamos devagar. O Deus judaico-cristão não é aquilo que julgo ser, mas é aquilo que Ele é. Quando Deus se encontrou com Moisés no deserto de Padã-Arã, este lhe perguntou: “Qual é o seu nome?”, e Deus lhe respondeu dialeticamente: “Eu Sou o que Sou!”, não permitindo que alguém o nomeasse ou o manipulasse. “Eu Sou!” é o nome mais sagrado de Deus na Bíblia, também traduzido pobremente em português por Javé, Jeová ou Iahweh.
Muitos concebem Deus como um velho ancião, que não entende ou não gosta muito deste mundo moderno, alguém antiquado e inadequado para os dias atuais. Para estes, os dias áureos de Deus já foram há muito tempo atrás, e ele, coitadinho, não se ajustou nem se atualizou à pós modernidade.
“Para a maioria, Deus é um velhinho bastante amoroso, cordial, afável, levemente entorpecido e necessário, que deseja, mas não faz exigências, e pode ser ignorado sem consequências se você não tem muito tempo para ele; é muito compreensivo do fato de que seres humanos cometem erros – muito mais compreensível do que nós somos” (Greg Gilbert).
Afinal, quem é Deus? Antes de mais nada, ele se apresenta como Criador. Não somos o resultado de mudanças aleatórias e mutações genéticas, de recombinação de genes e acidentes cromossômicos. Somos criados! Deus não é o resultado de minha criação. O Deus que o homem criou à sua imagem e semelhança, é chamado na Bíblia de ídolo. Eles nada valem. Por isto ninguém deve se curvar diante de representações divinas. Este é o segundo mandamento.
Sendo ele o criador, cada um de nós é o resultado de seu plano de ação e responsabilidade. Isto dá significado e é o oposto do niilismo, do nada. A vida passa a fazer sentido quando nos percebemos seres criados com propósito e intencionalidade, não um mero ajuntamento de prótons e nêutrons.
Os homens se parecem com seus deuses. Um deus passivo, neutro, condescendente com o mal, pusilânime que a sociedade insiste como conceito de divindade é pobre, e se distancia significativamente do Deus que nos é revelado nas Escrituras Sagradas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Inveja



Um dos grandes clássicos do cinema é a obra de Peter Schaffer, com seu premiado Amadeus, narrando a crise de Antonio Salieri, compositor da corte e condutor da Ópera Italiana em Viena, cargo cobiçado e honroso de seus dias, que ocupou por 36 anos, mas que teve uma crise espiritual e existencial séria pelo fato de ter vivido ao lado do genial Amadeus Wolfgang Mozart.

Salieri não podia entender como Deus pode dar tantos dons a um homem depravado moralmente como Mozart. Depois de ter acesso à sua obra prima, a 29a. nona sinfonia em Lá Maior, como músico, relatou que ficou perplexo por ver que Mozart não tivera qualquer trabalho em compor aquela obra que não mostrava necessidade de correção alguma. Era simplesmente perfeita!

Ele não suportou a agonia de tanta beleza, que ele chamou de – a Beleza Absoluta - e então cai ao chão, desmaiado, e quando se levanta, por ser profundamente religioso, revoltou-se contra Deus por não fazê-lo tão brilhante como Mozart: “...minha única recompensa – meu sublime privilégio – é ser o único homem vivo que reconhece tua encarnação em Mozart. Deste momento em diante, somos inimigos, tu e eu! Não aceito isto de ti – ouviste bem?”. A inveja já havia corroído sua alma. Apesar de sua respeitada posição social, sentia-se um lixo e fracassado, ao ver tanta genialidade em seu “adversário”.

A inveja, na famosa definição de Tomás de Aquino, é a “tristeza pelo bem de outrem”. A inveja se dá quando, vendo a felicidade do outro, sentimo-nos questionados e diminuídos. A inveja introduz elementos da competitividade, porque na sua própria origem, é comparativa, como afirmou C. S. Lewis: “O orgulho é essencialmente competitivo... não tem prazer em ter algo, mas em ter mais do que o próximo”.

Os Guiness afirma que a “inveja é essencialmente profana”, porque quando o objeto do desejo não é alcançado, o invejoso responde com ira, queixumes e em algumas situações, expressando sua decepção com Deus. “A inveja é sempre mais atormentadora porque brota de um amor-próprio desordenado”.

Por isto, “quando Jesus chama, ele nos chama um a um. As comparações são tolices; especulações a respeito dos outros são uma perda de tempo, e a inveja é loucura tanto quanto é a maldade. Cada um de nós é chamado individualmente responsável somente a Deus, para agradar a ele somente, e no final, ser aprovado apenas por ele”(Os Guiness). 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Deixe Deus ser Deus

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Um dos maiores temores dos homens é perder o controle de sua própria história. George  Steiner, controvertido novelista judeu, escreve seu romance ficcional partindo da ideia de que Hitler não teria morrido nas chamejantes ruinas de Berlim em Maio de 1945, mas teria fugido para a América Latina onde se escondeu na selva durante décadas, até ser finalmente capturado em San Cristóbal.

Os argumentos de Hitler, na ficção de Steiner, são extremamente provocativos. “O meu racismo era uma paródia do de vocês” defende-se Hitler. “Eu o aprendi com Jacob Grill, um rabino polonês em 1910... Julguem a mim e terão de julgar a vocês mesmos, os escolhidos! Houve intenção mais calculada para ferir a existência humana do que a de um Deus onipotente, que tudo vê, mas é invisível, impalpável, inconcebível?”. Neste romance, Hitler insinua que os judeus criaram o conceito da “chantagem da transcendência”, criando um Deus soberano e poderoso.

Admitir a possibilidade de um Deus supremo e absoluto, transcendente e Todo-Poderoso, gera calafrios em muitos, afinal, como afirma Os Guinness, “O Deus do Sinai não proibiu somente ídolos rivais, mas também imagens que o representassem. Ele não permitiu a imaginação”. O Novo Testamento descreve a figura de Jesus de forma direta e sem concessões. “Segue-me!” A resposta do discípulo de Cristo igualmente precisa ser pronta. Um ato de obediência, e não apenas confissão de fé em Jesus.

Como lidar com o Deus que exige obediência e submissão? Certa pessoa chegou mesmo a afirmar: “eu não gosto da ideia de um Deus que quer ser Deus”. Neste diálogo, tive que responder que o único ser que pode fazer reivindicações divinas é Deus, porque só ele possui prerrogativas da divindade. Por isto o primeiro mandamento é “Não terás outros deuses diante de mim”. O Deus judaico-cristão exige exclusividade na adoração. “Não terás diante de mim imagem de escultura, não a adorarás nem te curvarás diante delas”, este é o segundo mandamento. O Shemah hebraico, repetido pelos judeus diariamente era: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor!”.

Na nossa teomania (mania de ser deus), nos assustamos transferir nossos direitos a um Deus que vai além de nós mesmos, afinal, não somos nós os únicos responsáveis pela nossa história? Assim pensamos e assim agimos. Nossa cultura não sente necessidade de Deus. Podemos admitir que existe um Deus, mas na prática somos ateus. Deixar Deus assumir o controle da história, e o simples fato de ter que admitir que não somos senhores do destino, gera profundo desconforto interno. Não queremos deixar que Deus seja Deus.