Estamos no ano do centenário de Anápolis, e começamos este ano com uma baixa auto estima. Nada pode ser mais desastroso na vida que uma instituição que se sente por baixo, que perde seu orgulho pessoal.
Cidade tem ciclos, assim como a vida. Nem sempre se ganha! Muitas vezes é necessário atravessar períodos conturbados para que ajustes sejam feitos, o trigo seja separado do joio, as identidades se tornem conhecidas. A peneira do tempo exerce juízo de valor. Quem hoje se sente rei, amanhã pode ser vilão, e vice-versa.
Analisamos aspectos diversos como o desafio da cidade e do fenômeno da urbanização, com suas características de mobilidade, anonimato, diversidade, alienação, pobreza e cidadania. Refletimos sobre os ensinamentos bíblicos e o desafio da justiça social, com seus desdobramentos quanto ao cuidado com o emprego, desenvolvimento e participação solidária. Estudamos ainda o desafio da intercessão, isto é, a necessidade da igreja orar pela sua cidade e pelos que a dirigem.
Chegamos à conclusão de que existe um silêncio da igreja sobre a questão urbana. Pensamos pouco sobre a cidade e nosso envolvimento com a mesma, apesar de nosso mundo ser um mundo urbano e a Bíblia também ser um livro urbano: Os grandes personagens das Escrituras viveram num contexto urbano, alguns em grandes cidades. O ministério de Jesus foi realizado nas cidades, e o livro que registra os atos dos apóstolos demonstra que a ênfase dos discípulos era focalizada nas cidades.
Na medida em que refletíamos sociológica e teologicamente sobre a cidade, ficamos impressionados com o cuidado e zelo que Deus tem por ela e os inúmeros textos que ensinam os cristãos a terem uma relação positiva com a cidade, até mesmo com aquelas que aparentemente não deveriam ser amadas como Nínive, que pertencia aos babilônios (Jr 29.4-7).
Algumas aplicações práticas puderam ser analisadas:
Precisamos cuidar de nossa cidade – Isto envolve participação solidária. Tem a ver com a forma que lidamos com o lixo da nossa casa, segurança de nosso bairro, até plantação de árvores e jardins. Uma cidade torna-se bonita na medida em que seus cidadãos resolvem fazê-la bonita. Apesar de ser responsabilidade da administração local zelar pela sua aparência, limpeza e em tapar os buracos que nela existem, não podemos deixar de cuidar bem de nossos lotes, jogar lixo na rua e latas de refrigerantes nas ruas. Vendo tantas pessoas jogando lixo de dentro de seus carros, sem a menor discrição, chego a perder a esperança de que ainda existam pessoas civilizadas. Como alguém pode deliberadamente emporcalhar as ruas da sua cidade jogando papel de balinhas, jornais velhos e escombros de reforma na rua?
Precisamos prestigiar nosso comércio local – Teoricamente, um comércio próspero gera mais emprego, qualificação profissional, movimentação financeira e impostos, que redundam em benefício do município e de seus habitantes em geral. Quando compramos fora, não por necessidade mas por mero esnobismo, enfraquecemos o esforço de nossos comerciantes locais e a competitividade que torna-se produtiva para nossa cidade.
Precisamos orar pela nossa cidade – Muitas vezes a Bíblia nos exorta a fazer isto. Orar pelos políticos, pela liderança, pelos soldados, pelos encarcerados, pelos hospitalizados, pelos jovens, pela educação, pela saúde financeira de nosso povo, por empregos, e assim por diante.
Em linhas gerais, estes são alguns aspectos que nos ajudam a amar a nossa cidade. Parabéns Anápolis!
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Educação Política
Recentemente me chegou às mãos um interessante livro sobre educação financeira: “Pai rico, pai pobre”. O autor defende a idéia de que a maioria das pessoas não possui capacidade de ganhar dinheiro porque não tem uma mente educada para isto, e então sugere que as escolas tenham uma matéria chamada “educação financeira”, onde as crianças aprenderiam desde cedo a entender a lógica do sistema, a viver dentro de um orçamento e fazer projetos nesta área.
No início dos anos 70, Harvey Cox falava de uma “teologia da política”. Ele entendia que era importante discutir e orientar as pessoas para que pudessem se envolver no processo da construção de uma sociedade. Por isto estou proponho uma nova matéria nas escolas: A Educação Política.
Obviamente muitos irão questionar a validade da proposta. Uma das grandes dificuldades seria encontrar professores habilitados para educar as próximas gerações, mas certamente temos que começar de algum ponto, e este é um momento mais que apropriado para esta discussão, considerando a falta de capacidade crítica que nos cerca.
Por causa dos constantes escândalos e abusos do poder, a tentativa imediata de muitos é o abandono do compromisso democrático. Até mesmo gente bem preparada academicamente está pensando em votar nulo ou branco. Isto mostra quão pouco entendemos política.
O mundo político tem sido demonizado por determinados setores, como se a única coisa que pudesse sobreviver neste pântano fossem as cobras e grandes crocodilos. A ausência de uma consciência política impede a reflexão e a articulação madura sobre as questões públicas e sociais.
A participação política do ser humano tem um papel pedagógico, e o capacita a sair da situação de mero expectador da história, levando-o a superar o seu processo de alienação e a assumir plenamente sua politicidade. É também uma ferramenta apropriada para a crítica e a elaboração de leis que beneficiem a comunidade como um todo, não apenas certos setores socialmente privilegiados. Ajudaria ainda a exercer não apenas um papel de denúncia, mas a buscar soluções práticas e efetivas.
O pessimismo, o cinismo, a falta de esperança são fatores que conspiram contra a mobilização social. Samuel Escobar afirma: “no passado nos disseram para não nos preocuparmos em mudar a sociedade, porque precisamos mesmo é mudar os homens. Homens novos mudarão a sociedade. Mas quando os homens novos começam a se interessar em mudar a sociedade são avisados para não se preocuparem, que o mundo sempre foi mau, que esperamos novos céus e nova terra”.
O Evangelista Charles Finney afirmou: “impedem-se os reavivamentos quando igrejas assumem posições erradas com respeito aos direitos humanos”. Uma Educação política, seria portanto, de enorme valia para a futuras gerações.
A educação política poderia ser de enorme valia para corrigir não apenas a deformação metodológica de extremistas do MST, de políticos oportunistas da direita, de malandragens de políticos fisiologistas, mas abriria a mente das futuras gerações para aprender a julgar e a interpretar melhor os eventos históricos do presente.
No início dos anos 70, Harvey Cox falava de uma “teologia da política”. Ele entendia que era importante discutir e orientar as pessoas para que pudessem se envolver no processo da construção de uma sociedade. Por isto estou proponho uma nova matéria nas escolas: A Educação Política.
Obviamente muitos irão questionar a validade da proposta. Uma das grandes dificuldades seria encontrar professores habilitados para educar as próximas gerações, mas certamente temos que começar de algum ponto, e este é um momento mais que apropriado para esta discussão, considerando a falta de capacidade crítica que nos cerca.
Por causa dos constantes escândalos e abusos do poder, a tentativa imediata de muitos é o abandono do compromisso democrático. Até mesmo gente bem preparada academicamente está pensando em votar nulo ou branco. Isto mostra quão pouco entendemos política.
O mundo político tem sido demonizado por determinados setores, como se a única coisa que pudesse sobreviver neste pântano fossem as cobras e grandes crocodilos. A ausência de uma consciência política impede a reflexão e a articulação madura sobre as questões públicas e sociais.
A participação política do ser humano tem um papel pedagógico, e o capacita a sair da situação de mero expectador da história, levando-o a superar o seu processo de alienação e a assumir plenamente sua politicidade. É também uma ferramenta apropriada para a crítica e a elaboração de leis que beneficiem a comunidade como um todo, não apenas certos setores socialmente privilegiados. Ajudaria ainda a exercer não apenas um papel de denúncia, mas a buscar soluções práticas e efetivas.
O pessimismo, o cinismo, a falta de esperança são fatores que conspiram contra a mobilização social. Samuel Escobar afirma: “no passado nos disseram para não nos preocuparmos em mudar a sociedade, porque precisamos mesmo é mudar os homens. Homens novos mudarão a sociedade. Mas quando os homens novos começam a se interessar em mudar a sociedade são avisados para não se preocuparem, que o mundo sempre foi mau, que esperamos novos céus e nova terra”.
O Evangelista Charles Finney afirmou: “impedem-se os reavivamentos quando igrejas assumem posições erradas com respeito aos direitos humanos”. Uma Educação política, seria portanto, de enorme valia para a futuras gerações.
A educação política poderia ser de enorme valia para corrigir não apenas a deformação metodológica de extremistas do MST, de políticos oportunistas da direita, de malandragens de políticos fisiologistas, mas abriria a mente das futuras gerações para aprender a julgar e a interpretar melhor os eventos históricos do presente.
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Deformação metodológica
Hesitei em escrever este artigo antes das eleições. As idéias já estavam claras na minha mente mas considerei que poderiam dar idéia de propósitos eleitoreiros. Como não estou defendendo a bandeira de nenhum partido, senti-me livre para fazer uma análise sobre o principal programa do governo Lula, que se tornou em seu grande trunfo eleitoral: O Bolsa-Família.
Qual é o problema de qualquer programa assistencialista?
Já em 1969, Paulo Freire escrevia com grande lucidez sobre este assunto em Educação como prática da Liberdade (Rio, Paz e Terra). Sua abordagem pedagógica é impressionante.
Para Freire, os programas assistencialistas roubam dos pobres o seu maior valor que é a dignidade, privando-os de uma inserção comunitária. Como não são convidados a refletir sobre suas possibilidades, não conseguem “fazer-se críticos e, por isso, (...) se tornam criticamente otimistas” (op. cit. 54)
Com tal compreensão, Freire demonstra que ao deixarem de ser passivas e tornarem-se agentes de sua história, “a desesperança das sociedades alienadas passa a ser substituída por esperança, quando começam a se ver com os próprios olhos e se tornam capazes de projetar (...) na medida em que vão se integrando com o seu tempo e o seu espaço” (id. Pg.54).
Os programas assistencialistas inibem a participação do povo nos processos decisórios, criando uma relação de dependência/dominação. Não sendo capaz de se envolver politicamente através do trabalho construtivo e da discussão de sua própria história, perdem o sentido da esperança. O impotente, que sequer pode trabalhar, está morto. “Quem se julga acabado está morto. Não descobre sequer sua indigência” (Id. pg 53).
O assistencialismo contradiz a vocação natural da pessoa e “faz de quem recebe a assistência um objeto passivo, sem possibilidade de participação do processo de sua própria recuperação” (id. Pg. 57). Freire vê nisto uma forma de agressão: “Violência do seu antidiálogo, que, impondo ao homem mutismo e passividade não lhe oferece condições especiais para o desenvolvimento ou a “abertura” de sua consciência (id. Pg.57). Este é o resultado didático do ócio remunerado ou da esmola oficial.
Luiz Gonzaga, antes destas reflexões de Freire, disse com muita propriedade:
“Mas doutor uma esmola,
A um homem que é são,
Ou lhe mata de vergonha,
Ou vicia o cidadão”.
(Vozes da seca, Zé Dantas e Luiz Gonzaga, 1953).
Jesus, ao encontrar um paralítico, disse-lhe: “Levanta-te,toma o teu leito e anda”. Interessante esta forma didática de ensinar. Jesus inspira fé e capacita o ser humano a andar com suas próprias pernas e a não depender de outro para carregar o seu próprio leito. Poderia apenas lhe dizer que estava curado, mas resolve capacitá-lo a romper o círculo de dependência que sempre caracterizara sua vida.
A prática da liberdade envolve este processo de capacitação do ser humano. Ninguém será livre, se a dignidade, o valor próprio e a esperança não lhe for entregue.
Qual é o problema de qualquer programa assistencialista?
Já em 1969, Paulo Freire escrevia com grande lucidez sobre este assunto em Educação como prática da Liberdade (Rio, Paz e Terra). Sua abordagem pedagógica é impressionante.
Para Freire, os programas assistencialistas roubam dos pobres o seu maior valor que é a dignidade, privando-os de uma inserção comunitária. Como não são convidados a refletir sobre suas possibilidades, não conseguem “fazer-se críticos e, por isso, (...) se tornam criticamente otimistas” (op. cit. 54)
Com tal compreensão, Freire demonstra que ao deixarem de ser passivas e tornarem-se agentes de sua história, “a desesperança das sociedades alienadas passa a ser substituída por esperança, quando começam a se ver com os próprios olhos e se tornam capazes de projetar (...) na medida em que vão se integrando com o seu tempo e o seu espaço” (id. Pg.54).
Os programas assistencialistas inibem a participação do povo nos processos decisórios, criando uma relação de dependência/dominação. Não sendo capaz de se envolver politicamente através do trabalho construtivo e da discussão de sua própria história, perdem o sentido da esperança. O impotente, que sequer pode trabalhar, está morto. “Quem se julga acabado está morto. Não descobre sequer sua indigência” (Id. pg 53).
O assistencialismo contradiz a vocação natural da pessoa e “faz de quem recebe a assistência um objeto passivo, sem possibilidade de participação do processo de sua própria recuperação” (id. Pg. 57). Freire vê nisto uma forma de agressão: “Violência do seu antidiálogo, que, impondo ao homem mutismo e passividade não lhe oferece condições especiais para o desenvolvimento ou a “abertura” de sua consciência (id. Pg.57). Este é o resultado didático do ócio remunerado ou da esmola oficial.
Luiz Gonzaga, antes destas reflexões de Freire, disse com muita propriedade:
“Mas doutor uma esmola,
A um homem que é são,
Ou lhe mata de vergonha,
Ou vicia o cidadão”.
(Vozes da seca, Zé Dantas e Luiz Gonzaga, 1953).
Jesus, ao encontrar um paralítico, disse-lhe: “Levanta-te,toma o teu leito e anda”. Interessante esta forma didática de ensinar. Jesus inspira fé e capacita o ser humano a andar com suas próprias pernas e a não depender de outro para carregar o seu próprio leito. Poderia apenas lhe dizer que estava curado, mas resolve capacitá-lo a romper o círculo de dependência que sempre caracterizara sua vida.
A prática da liberdade envolve este processo de capacitação do ser humano. Ninguém será livre, se a dignidade, o valor próprio e a esperança não lhe for entregue.
quinta-feira, 30 de março de 2006
A Vingança do fracasso
O jornalista Henry Fairlie, no seu livro, os sete pecados mortais de hoje afirma que o lema de nossos dias poderia ser “A vingança do fracasso”. Segundo o autor, a miséria detesta solidão, ou, como é comum encontrarmos nos famosos ônibus londrinos: “misery loves company”.
Para Fairlie, quando os homens não conseguem fazer algo bem feito eles destroem novos paradigmas para enaltecer a mediocridade. Quem não consegue escrever bem, ridiculariza as formas e estilos, descarta o pensamento linear tornando-o irrelevante para construir aquilo que precisa ser valorizado. O mundo da arte está repleto destas tendências: Quando verdadeiras obras de arte não são produzidas, destrói-se os cânones da pintura e cria-se assim um novo universo. Por isto, sempre temos uma quantidade imensa de músicos, literatos e artistas ridículos que se fazem passar por gênios, quando na verdade são apenas simulacros da verdadeira arte. Esta é a vingança do fracasso!
Creio que com base neste argumento torna-se possível entender a arte brasileira: É impossível que um ouvido que se preza consiga ouvir determinadas músicas de sucesso, ler determinadas textos que se escrevem, acompanhar determinados veredictos de pequenos juristas que são feitos sem manifestar repúdio intelectual. Não dá para pecar contra o senso estético, artístico ou moral. É a vingança do fracasso! Parece que quanto mais tolo e mal elaborado for o conteúdo da questão, o ritmo e a poesia, maiores são as chances de se obter sucesso.
Isto ainda pode ser verificado nos programas de Televisão que atualmente ocupam nossos horários nobres atestando a ironia do que se convenciona chamar sucesso. Com frases repetitivas e idéias curtas, os programas de auditório se mantém com uma diarréia de palavras e uma constipação de idéias. Se você analisar o conteúdo do Faustão ou da Luciana Gimenez você se assusta, sem citar outros. Se você ficar na frente da TV assistindo estes programas mais do que cinco minutos, você estará passando um atestado de burrice a si mesmo e sofrerá um dramático processo, quase que irreversível, de emburrecimento e “asnificação”.
A razão? Fairlie pensa que isto é resultado de um igualitarismo corrupto de uma democracia de mente fraca. “Colocar os desiguais contra os desiguais como se fossem iguais é criar um berçário de fomentação de invejas... O que não conseguimos atingir, rebaixamos. O que exige treino e trabalho árduo nós demonstramos que poderá ser realizado sem esses esforços”.
É isto que vemos nos discursos populescos de políticos mal preparados, no ambiente cultural dirigido por medíocres, na corrupção do clero, nas colunas sociais recheadas de fofocas e que são mantidas na fogueira ridícula da vaidade. Deprecia-se o outro, e quanto maior ameaça ele representar mais será punido. É conhecido o caso de professores medíocres que negam informações preciosas a estudantes com medo da concorrência que sofrerão no futuro. Neste ambiente a inveja viceja, já que “inveja é a tristeza pelo bem do outro” (Thomas de Aquino).
Caetano Veloso em sua magistral poesia afirma o seguinte em podres poderes: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América Católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?” É...parece que o fracasso tem conseguido ser vitorioso...
Para Fairlie, quando os homens não conseguem fazer algo bem feito eles destroem novos paradigmas para enaltecer a mediocridade. Quem não consegue escrever bem, ridiculariza as formas e estilos, descarta o pensamento linear tornando-o irrelevante para construir aquilo que precisa ser valorizado. O mundo da arte está repleto destas tendências: Quando verdadeiras obras de arte não são produzidas, destrói-se os cânones da pintura e cria-se assim um novo universo. Por isto, sempre temos uma quantidade imensa de músicos, literatos e artistas ridículos que se fazem passar por gênios, quando na verdade são apenas simulacros da verdadeira arte. Esta é a vingança do fracasso!
Creio que com base neste argumento torna-se possível entender a arte brasileira: É impossível que um ouvido que se preza consiga ouvir determinadas músicas de sucesso, ler determinadas textos que se escrevem, acompanhar determinados veredictos de pequenos juristas que são feitos sem manifestar repúdio intelectual. Não dá para pecar contra o senso estético, artístico ou moral. É a vingança do fracasso! Parece que quanto mais tolo e mal elaborado for o conteúdo da questão, o ritmo e a poesia, maiores são as chances de se obter sucesso.
Isto ainda pode ser verificado nos programas de Televisão que atualmente ocupam nossos horários nobres atestando a ironia do que se convenciona chamar sucesso. Com frases repetitivas e idéias curtas, os programas de auditório se mantém com uma diarréia de palavras e uma constipação de idéias. Se você analisar o conteúdo do Faustão ou da Luciana Gimenez você se assusta, sem citar outros. Se você ficar na frente da TV assistindo estes programas mais do que cinco minutos, você estará passando um atestado de burrice a si mesmo e sofrerá um dramático processo, quase que irreversível, de emburrecimento e “asnificação”.
A razão? Fairlie pensa que isto é resultado de um igualitarismo corrupto de uma democracia de mente fraca. “Colocar os desiguais contra os desiguais como se fossem iguais é criar um berçário de fomentação de invejas... O que não conseguimos atingir, rebaixamos. O que exige treino e trabalho árduo nós demonstramos que poderá ser realizado sem esses esforços”.
É isto que vemos nos discursos populescos de políticos mal preparados, no ambiente cultural dirigido por medíocres, na corrupção do clero, nas colunas sociais recheadas de fofocas e que são mantidas na fogueira ridícula da vaidade. Deprecia-se o outro, e quanto maior ameaça ele representar mais será punido. É conhecido o caso de professores medíocres que negam informações preciosas a estudantes com medo da concorrência que sofrerão no futuro. Neste ambiente a inveja viceja, já que “inveja é a tristeza pelo bem do outro” (Thomas de Aquino).
Caetano Veloso em sua magistral poesia afirma o seguinte em podres poderes: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América Católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?” É...parece que o fracasso tem conseguido ser vitorioso...
terça-feira, 9 de agosto de 2005
A Mentira como linguagem universal
Todos estamos espantados com a quantidade de lixo que tem vindo à tona nestes últimos dias com o depoimento dos suspeitos nas CPIs. Apesar de todas as reincidências de corruptos e corruptores no Brasil, isto sempre entristece, porque a corrupção enfraquece a nação, zomba do caráter do homem honesto, ridiculariza as instituições e faz-nos crer que a esperteza e a malandragem compensam. Lamentavelmente a corrupção no Brasil tem uma tonalidade endêmica, sistêmica, pandêmica, estrutural e oficializada, e este sonho de termos uma nação liderada com seriedade deve ser acalentada em nossa alma, não apenas de expectadores de um mundo mais justo, mas de agentes para que esta justiça deixe de ser utópica e se torne uma realidade.
A corrupção, contudo, não vem sozinha, já que a miséria detesta solidão, ou como dizem os ingleses: "misery loves company". Mas o que nos assusta é que, aliada à mentira. Zuenir Ventura no seu excelente artigo O festival de mentiras, afirma o seguinte: "Uma das maiores descobertas da CPI dos Correios é a de que não só a corrupção é endêmica; a mentira também. Ela e a omissão têm sido usadas com tanta freqüência, a hipocrisia está tão vulgarizada e o cinismo tão banalizado que, se alguém resolver falar a verdade, vai fazer o maior sucesso".
A habilidade das pessoas mentirem sem o menor decoro, sem que o rosto se core, sem que se revele a falsidade e o engodo é algo admirável, e isto me assusta mais do que o crime em si. O crime pode ser cometido por alguma fraqueza de caráter, ou por achar que o crime compensa, ou porque se crê na impunidade ou na ineficiência do judiciário brasileiro, mas mentir de forma natural revela um aspecto incrustado no caráter que nos faz tremer estruturalmente. Esta deformação de caráter com tanta eficácia, é algo assustador...
Pessoas aprenderam a mentir. Mentir já não pode ser pego pelo detector de mentiras. Aprendeu-se a fraudar descaradamente, a mentir para sobreviver. Aliás, sempre me assustou um lado do José Dirceu, que pode viver por 10 anos com sua mulher, ter um filho com ela sem nunca revelar sua identidade e seu lado oculto de guerrilheiro. Entendo que existe um lado todo de proteção, medo e ameaça, mas um ocultamento tão eficiente com a pessoa que se ama, com quem se dorme, e com quem se gera um filho por tanto tempo me faz tremer.
"Pessoas Karina, Marcos Valério, Delúbio, Silvio, Simone foram capazes de passar dez horas dizendo “não sei”, “não me lembro” com a mais tranqüila cara-de-pau, mesmo quando as negativas tinham contra si todas as evidências". Fica-se com a impressão de que a mentira triunfa, desde que as respostas sejam bem ensaiadas com os advogados, e a contradição evitada pela habilidade jurídica.
O problema é que a mentira vai se revelada, desmascarada. A verdade clama por si só. Mais cedo ou mais tarde a mentira, como uma mancha de óleo de um submarino atingido vai revelar que alguma coisa encontra-se por ali. Nosso Mestre já nos advertiu dizendo: "não há nada oculto que não venha a ser revelado". O problema é esta sensação de impunidade, que nos leva a crer, ainda que por breve tempo que a mentira triunfa, e que quando bem articulada ela poderá funcionar.
Zuenir Ventura afirma: "Tido como leninista, Dirceu perdeu a chance de aplicar a lição de Lenin de que a verdade é que é revolucionária, não a mentira". Se virmos no ângulo cristão, a severidade é ainda maior: "o diabo jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44).
A corrupção, contudo, não vem sozinha, já que a miséria detesta solidão, ou como dizem os ingleses: "misery loves company". Mas o que nos assusta é que, aliada à mentira. Zuenir Ventura no seu excelente artigo O festival de mentiras, afirma o seguinte: "Uma das maiores descobertas da CPI dos Correios é a de que não só a corrupção é endêmica; a mentira também. Ela e a omissão têm sido usadas com tanta freqüência, a hipocrisia está tão vulgarizada e o cinismo tão banalizado que, se alguém resolver falar a verdade, vai fazer o maior sucesso".
A habilidade das pessoas mentirem sem o menor decoro, sem que o rosto se core, sem que se revele a falsidade e o engodo é algo admirável, e isto me assusta mais do que o crime em si. O crime pode ser cometido por alguma fraqueza de caráter, ou por achar que o crime compensa, ou porque se crê na impunidade ou na ineficiência do judiciário brasileiro, mas mentir de forma natural revela um aspecto incrustado no caráter que nos faz tremer estruturalmente. Esta deformação de caráter com tanta eficácia, é algo assustador...
Pessoas aprenderam a mentir. Mentir já não pode ser pego pelo detector de mentiras. Aprendeu-se a fraudar descaradamente, a mentir para sobreviver. Aliás, sempre me assustou um lado do José Dirceu, que pode viver por 10 anos com sua mulher, ter um filho com ela sem nunca revelar sua identidade e seu lado oculto de guerrilheiro. Entendo que existe um lado todo de proteção, medo e ameaça, mas um ocultamento tão eficiente com a pessoa que se ama, com quem se dorme, e com quem se gera um filho por tanto tempo me faz tremer.
"Pessoas Karina, Marcos Valério, Delúbio, Silvio, Simone foram capazes de passar dez horas dizendo “não sei”, “não me lembro” com a mais tranqüila cara-de-pau, mesmo quando as negativas tinham contra si todas as evidências". Fica-se com a impressão de que a mentira triunfa, desde que as respostas sejam bem ensaiadas com os advogados, e a contradição evitada pela habilidade jurídica.
O problema é que a mentira vai se revelada, desmascarada. A verdade clama por si só. Mais cedo ou mais tarde a mentira, como uma mancha de óleo de um submarino atingido vai revelar que alguma coisa encontra-se por ali. Nosso Mestre já nos advertiu dizendo: "não há nada oculto que não venha a ser revelado". O problema é esta sensação de impunidade, que nos leva a crer, ainda que por breve tempo que a mentira triunfa, e que quando bem articulada ela poderá funcionar.
Zuenir Ventura afirma: "Tido como leninista, Dirceu perdeu a chance de aplicar a lição de Lenin de que a verdade é que é revolucionária, não a mentira". Se virmos no ângulo cristão, a severidade é ainda maior: "o diabo jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44).
terça-feira, 14 de junho de 2005
Quando todos ganham
Um dos conceitos macro econômicos que começam a ser discutidos e a tomar corpo dentro de grandes e respeitáveis instituições de ensino no mundo empresarial de hoje é o chamado "O pensamento de abundância", uma tese defendida inicialmente na Índia e que sustenta que a economia só vai bem quando todos ganham.
Parece estranho veicular tal idéia no nosso contexto encharcado pelo pensamento capitalista que tem como regra número 1 de sua cartilha o conceito de lucratividade. “Ter lucros” é o pensamento central do sistema. No entanto, tem-se trabalhado, o pensamento da abundância em contraposição ao da miséria. Nesta visão, tenta-se ganhar o máximo, a despeito das questões éticas relacionadas ao processo e das conseqüências sociais advindas desta lógica, no segundo, valoriza-se a grande questão: “O que fazer para todos ganharem?”
Os políticos brasileiros, que vivem sob a perversa lógica do capitalismo selvagem, trariam grande benefício humano à nossa nação se conseguissem pensar em categorias diferentes. Infelizmente acreditam que se as contas públicas “vão bem”, não interessa como andam os empresários e os trabalhadores. Então, para se manter as exigências palacianas, aumenta-se a carga tributária, aperta-se o trabalhador, cria-se um orçamento baseado nas despesas e não nas receitas, e se as despesas aumentarem, basta aumentar o gatilho de um novo imposto sem terem que passar pelo sofrimento de corte de despesas. Ora, tal raciocínio é falho porque não leva em conta o todo. As conseqüências são danosas. Por causa disto, os empresários contratam menos (o que gera menos impostos), a mercadoria deixa de ser produzida (o que representa pobreza para o mercado), e menos pessoas vão comprar (já que não existe trabalho e os recursos desaparecem). Na tentativa de se proteger, o governo vai, numa cadeia lamentável de comandos, limitando os ganhos dos outros e os seus próprios. Quando o empresário não contrata sua mercadoria também não vende, e assim, esta cadeia nada ecológica, que é a economia, é quebrada.
Empresários, em contrapartida, trabalham com a mesma lógica lamentável. Se a economia não vai bem, contrata-se menos, corta-se o salário, demite-se. O resultado é que o empobrecimento da população significa menos mercado consumidor. Gente que não trabalha, consome apenas o básico dos básicos. Falta alguém que possa consumir o produto. Quando alguém empobrece, todos os demais empobrecemos.
Algum tempo atrás ouvi interessante ilustração sobre o inferno e o céu: Certa pessoa chegou ao hades e percebeu que, apesar de haver comida suficiente, as pessoas eram esquálidas e magérrimas porque passavam fome. Por que estavam nesta situação se havia comida suficiente? Porque os braços eram voltados para trás, precisavam de alguém para alimentá-las, mas como no inferno não existe conceito de fraternidade e todos estavam demasiadamente preocupados consigo mesmo, todos sofriam. Quando chegou ao céu, esta pessoa viu que também ali, todos tinham seus braços voltados para trás, mas estavam bem alimentados e felizes. Ali havia fraternidade e solidariedade.
O pensamento de abundância defende que sempre há meios de todos terem bons resultados. Verdadeiros líderes pensam com estas categorias. O Empresário deve pensar em melhorar a qualidade de vida de seus funcionários, não pode ter os olhos apenas para lucros, mas lutar pelo bem estar geral de sua empresa e dos seres humanos. Está provado que um funcionário com uma melhor remuneração produz mais, adoece menos, melhora sua auto estima e criatividade. Bônus inesperados concedidos aos empregadores podem gerar efeitos altamente benéficos para os assalariados. Infelizmente empresários tem pensado apenas no ganho pessoal, tornando-se individualistas e hábeis em dividir prejuízos, mas nunca se mostram prontos em dividir o lucro. Dividem perdas, mas não dividem ganhos.
A empresa que pensa apenas no lucro de capital não é uma boa empresa a longo prazo. Deveria também considerar o lucro do pessoal, pensar de forma mais abrangente, ter uma visão mais ampla do que significa lucro.
Com fazer para todos ganharem? O governo vai ganhar mais se pensar de forma mais ampla, se houver mais recursos disponibilizados para os gastos pessoais. O desejo de aumentar a arrecadação de impostos deve surgir não com o aumento das alíquotas, mas com aumento de produção. Ganha-se mais não com o aumento de taxas, mas com a circulação de mais mercadoria, mais contratação de empregados, isto é, ganha-se mais quando todos ganham.
Empresários ganhariam mais se tivessem funcionários mais satisfeitos, mais realizados como seres humanos, se não tivessem que viver com tanta pressão orçamentária. Assim suas empresas tornar-se-iam mais competitivas e teriam melhores resultados. Todos ganhariam.
A Lei Mosaica, inscrita no Pentateuco, os cinco livros primeiros livros da Lei na tradição judaica, faz importante consideração sobre isto: “Não atarás a boca ao boi que debulha” (Dt 25.4). Posteriormente o apóstolo Paulo amplia este conceito dizendo: “Acaso é de bois que Deus se preocupa?” (1 Co 9.9). Nenhuma pessoa, em sã consciência deixaria de dar boa ração, se possível balanceada, para o animal que tivesse gerando lucro. Mas o princípio deve ir além da visão mercantilista e de produção. Não beneficiar nem valorizar o trabalhador é insano e imoral. A ambição não pode ser dissociada da ética. Uma ética trabalhista deve agir a partir da lógica da abundância e não do pensamento da miséria.
Parece estranho veicular tal idéia no nosso contexto encharcado pelo pensamento capitalista que tem como regra número 1 de sua cartilha o conceito de lucratividade. “Ter lucros” é o pensamento central do sistema. No entanto, tem-se trabalhado, o pensamento da abundância em contraposição ao da miséria. Nesta visão, tenta-se ganhar o máximo, a despeito das questões éticas relacionadas ao processo e das conseqüências sociais advindas desta lógica, no segundo, valoriza-se a grande questão: “O que fazer para todos ganharem?”
Os políticos brasileiros, que vivem sob a perversa lógica do capitalismo selvagem, trariam grande benefício humano à nossa nação se conseguissem pensar em categorias diferentes. Infelizmente acreditam que se as contas públicas “vão bem”, não interessa como andam os empresários e os trabalhadores. Então, para se manter as exigências palacianas, aumenta-se a carga tributária, aperta-se o trabalhador, cria-se um orçamento baseado nas despesas e não nas receitas, e se as despesas aumentarem, basta aumentar o gatilho de um novo imposto sem terem que passar pelo sofrimento de corte de despesas. Ora, tal raciocínio é falho porque não leva em conta o todo. As conseqüências são danosas. Por causa disto, os empresários contratam menos (o que gera menos impostos), a mercadoria deixa de ser produzida (o que representa pobreza para o mercado), e menos pessoas vão comprar (já que não existe trabalho e os recursos desaparecem). Na tentativa de se proteger, o governo vai, numa cadeia lamentável de comandos, limitando os ganhos dos outros e os seus próprios. Quando o empresário não contrata sua mercadoria também não vende, e assim, esta cadeia nada ecológica, que é a economia, é quebrada.
Empresários, em contrapartida, trabalham com a mesma lógica lamentável. Se a economia não vai bem, contrata-se menos, corta-se o salário, demite-se. O resultado é que o empobrecimento da população significa menos mercado consumidor. Gente que não trabalha, consome apenas o básico dos básicos. Falta alguém que possa consumir o produto. Quando alguém empobrece, todos os demais empobrecemos.
Algum tempo atrás ouvi interessante ilustração sobre o inferno e o céu: Certa pessoa chegou ao hades e percebeu que, apesar de haver comida suficiente, as pessoas eram esquálidas e magérrimas porque passavam fome. Por que estavam nesta situação se havia comida suficiente? Porque os braços eram voltados para trás, precisavam de alguém para alimentá-las, mas como no inferno não existe conceito de fraternidade e todos estavam demasiadamente preocupados consigo mesmo, todos sofriam. Quando chegou ao céu, esta pessoa viu que também ali, todos tinham seus braços voltados para trás, mas estavam bem alimentados e felizes. Ali havia fraternidade e solidariedade.
O pensamento de abundância defende que sempre há meios de todos terem bons resultados. Verdadeiros líderes pensam com estas categorias. O Empresário deve pensar em melhorar a qualidade de vida de seus funcionários, não pode ter os olhos apenas para lucros, mas lutar pelo bem estar geral de sua empresa e dos seres humanos. Está provado que um funcionário com uma melhor remuneração produz mais, adoece menos, melhora sua auto estima e criatividade. Bônus inesperados concedidos aos empregadores podem gerar efeitos altamente benéficos para os assalariados. Infelizmente empresários tem pensado apenas no ganho pessoal, tornando-se individualistas e hábeis em dividir prejuízos, mas nunca se mostram prontos em dividir o lucro. Dividem perdas, mas não dividem ganhos.
A empresa que pensa apenas no lucro de capital não é uma boa empresa a longo prazo. Deveria também considerar o lucro do pessoal, pensar de forma mais abrangente, ter uma visão mais ampla do que significa lucro.
Com fazer para todos ganharem? O governo vai ganhar mais se pensar de forma mais ampla, se houver mais recursos disponibilizados para os gastos pessoais. O desejo de aumentar a arrecadação de impostos deve surgir não com o aumento das alíquotas, mas com aumento de produção. Ganha-se mais não com o aumento de taxas, mas com a circulação de mais mercadoria, mais contratação de empregados, isto é, ganha-se mais quando todos ganham.
Empresários ganhariam mais se tivessem funcionários mais satisfeitos, mais realizados como seres humanos, se não tivessem que viver com tanta pressão orçamentária. Assim suas empresas tornar-se-iam mais competitivas e teriam melhores resultados. Todos ganhariam.
A Lei Mosaica, inscrita no Pentateuco, os cinco livros primeiros livros da Lei na tradição judaica, faz importante consideração sobre isto: “Não atarás a boca ao boi que debulha” (Dt 25.4). Posteriormente o apóstolo Paulo amplia este conceito dizendo: “Acaso é de bois que Deus se preocupa?” (1 Co 9.9). Nenhuma pessoa, em sã consciência deixaria de dar boa ração, se possível balanceada, para o animal que tivesse gerando lucro. Mas o princípio deve ir além da visão mercantilista e de produção. Não beneficiar nem valorizar o trabalhador é insano e imoral. A ambição não pode ser dissociada da ética. Uma ética trabalhista deve agir a partir da lógica da abundância e não do pensamento da miséria.
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Eleições Municipais
No próximo domingo, todo nosso país estará mobilizado em torno da eleição de prefeitos (Executivo) e vereadores (legislativo). Anápolis está neste clima de política, que gera tanta paixão e muitas controvérsias.
Apesar de não concordarmos com o voto obrigatório, achamos que o mesmo é um instrumento legítimo da democracia e uma grande oportunidade do exercício da cidadania. Pelé certa vez afirmou que o povo Brasileiro não sabe votar, e talvez ele esteja certo, mas isto não deve impedir o livre exercício do nosso direito de cidadania, e que, nas tentativas de erros e acertos, aprendamos a escolher líderes mais competentes e preparados para os cargos disponíveis.
Como cristãos devemos votar. Muitos idosos aqui da igreja, apesar de terem dificuldade de transporte, e não serem obrigados ao voto, devem também exercer sua cidadania. Voto é um direito democrático no qual ricos e pobres participam com igual peso de decisão. Tanto vale o voto do que tem um grande preparo intelectual e muitos recursos quanto o voto daquele que é simples e pobre.
Nossa igreja não assumiu nenhuma posição oficial. Mas como pastor, recomendo fortemente o nome de dois homens que são líderes em nossa comunidade para seus cargos, pela sua história de caminhada entre nós, e exemplos de dignidade e vida cristã. Pedro Sahium (40) para prefeito, e Nilton Barbosa dos Santos (13.444) para vereador. Apesar de estarem labutando em partidos diferentes, são homens que tem todo nosso respeito para seus respectivos cargos. Sabemos que existem outros homens também competentes se candidatando e que o voto deve ser conseqüência de um livre exame e escolha, e ninguém é constrangido a votar em qualquer pessoa. Este é um dos princípios da reforma, "ninguém deve agir contra sua própria consciência".
Acima de tudo, devemos nos lembrar de orar nesta escolha. Deus dará esclarecimento e convencimento a todos irmãos.
Viva a democracia!
Apesar de não concordarmos com o voto obrigatório, achamos que o mesmo é um instrumento legítimo da democracia e uma grande oportunidade do exercício da cidadania. Pelé certa vez afirmou que o povo Brasileiro não sabe votar, e talvez ele esteja certo, mas isto não deve impedir o livre exercício do nosso direito de cidadania, e que, nas tentativas de erros e acertos, aprendamos a escolher líderes mais competentes e preparados para os cargos disponíveis.
Como cristãos devemos votar. Muitos idosos aqui da igreja, apesar de terem dificuldade de transporte, e não serem obrigados ao voto, devem também exercer sua cidadania. Voto é um direito democrático no qual ricos e pobres participam com igual peso de decisão. Tanto vale o voto do que tem um grande preparo intelectual e muitos recursos quanto o voto daquele que é simples e pobre.
Nossa igreja não assumiu nenhuma posição oficial. Mas como pastor, recomendo fortemente o nome de dois homens que são líderes em nossa comunidade para seus cargos, pela sua história de caminhada entre nós, e exemplos de dignidade e vida cristã. Pedro Sahium (40) para prefeito, e Nilton Barbosa dos Santos (13.444) para vereador. Apesar de estarem labutando em partidos diferentes, são homens que tem todo nosso respeito para seus respectivos cargos. Sabemos que existem outros homens também competentes se candidatando e que o voto deve ser conseqüência de um livre exame e escolha, e ninguém é constrangido a votar em qualquer pessoa. Este é um dos princípios da reforma, "ninguém deve agir contra sua própria consciência".
Acima de tudo, devemos nos lembrar de orar nesta escolha. Deus dará esclarecimento e convencimento a todos irmãos.
Viva a democracia!
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