domingo, 14 de fevereiro de 2021

Ateísmo Prático

 


 

Há duas formas de se relacionar com Deus: aceitando-o ou negando-o. Os que aceitam-no procuram orientar-se pelo seu conhecimento da verdade, vivendo uma vida coerente com seus princípios e valores eternos. Eles sabem que são temporais, fazem parte da história humana, possuem vínculos com o tempo presente, mas são iluminados pelos lampejos da eternidade e pela esperança da vida após a morte.

Os que negam a existência de Deus são alheios às coisas espirituais. Práticas religiosas, cultos, missas e devoção são realidades alheias ou indiferentes. O que importa é o presente e, eventualmente, a ética é epicurista: comamos e bebamos que amanhã morreremos. Sendo assim, como não existe percepção de eternidade, a única coisa que conta é o presente, já que a vida se encerra em um túmulo. Eventualmente, não são pessoas piores nem melhores que os religiosos, mas por causa de suas convicções, não se interessam por coisas espirituais e não possuem qualquer esperança eterna.

Os que creem e professam a fé e a religião, mesmo sendo devotos e zelosos, até mesmo moralistas e legalistas, podem ser ateus na prática. Muita maldade e crueldade já foi praticada na história por pessoas religiosas, que defendem uma causa religiosa. A Bíblia fala daqueles que, “no tocante a Deus, professam conhecê-lo, entretanto o negam por sua obras”. São religiosos quanto às suas convicções de fé, mas são ateus no estilo de vida que adotam. Isso é ateísmo prático! Afirmam crer em Deus, mas o negam na sua ética. Falam de honestidade e são injustos. Oram a Deus, mas ferem as pessoas.

Ateus na prática podem enganar as pessoas com discursos piedosos, tornando-se pseudo religiosos, usando máscaras de piedade, mas, com o passar do tempo, suas inconsistências se revelam. Podem enganar a muitos por algum tempo ou poucos por muito tempo, mas não podem enganar a todos, todo tempo. O mais trágico do ateísmo prático, porém, é que não é possível enganar a Deus que a tudo vê. Jesus disse que no último dia, na hora do juízo, muitos estarão diante do Pai usando as prerrogativas inconsistentes de sua religiosidade, mas o Pai celeste lhes dirá: “Não vos conheço! Apartai-vos de mim vós os que praticais a iniquidade”.

A vida de fé precisa ser sustentada por uma ética positiva. Afinal, “o que as pessoas fazem, fala tão alto que não é possível ouvir o que elas dizem”. Uma religiosidade saudável traduz-se numa ética também saudável. A fé autêntica é reconhecida por uma ética autêntica.

Sua Vida Tem Sentido?

 


 

Estudos apontam para a dramática realidade de que boa parte das pessoas tem o suficiente para viver, mas não tem porque viver. “Tem os meios, mas não tem o sentido”, já dizia o escritor e neuropsiquiatra austríaco Victor Frankl. Já o psiquiatra e escritor Irvin D. Yalom, da Universidade de Stanford, afirma que “de 40 pacientes procurando terapia numa clinica psiquiátrica de atendimento externo (...), 30% tinham algum problema de vulto relacionado à questão do sentido.”


O consumo de drogas, álcool e a violência são apenas a superfície do iceberg revelando que há algo muito sério com o ser humano. “Há ampla evidência empírica de que as três facetas da síndrome neurótica na geração jovem – depressão, agressão e dependência de drogas – são devidas ao vazio existencial, vacuidade e falta de sentido”, sentencia Frankl. A esta ausência de significado podemos ainda acrescentar a desenfreada busca por adrenalina e hobbies excêntricos no intuito de ter novas experiências. Dentro desse contexto, o misticismo e a religião podem ser igualmente perigosos porque são experiências socialmente aceitas, mas, do mesmo modo, podem trazer alienação e fuga da realidade.


Há uma clássica frase em Filosofia atribuída a Nietszche: “Quem tem porque viver, pode suportar quase qualquer como”. O sentido pode ser encontrado nas experiências de alegria, mas até nas perdas, dores e tragédias. Mesmo na angústia, o ser humano pode encontrar alguma razão existencial ou espiritual pelas quais possa dizer: isto é relevante, faz sentido, gera objetivo!


Pense na sua própria condição pessoal. Pra quê você vive? Certa pessoa cética e inteligente disse-me certa vez: “Sinto-me como se eu fosse um acidente entre dois acidentes – meu nascimento e minha morte. Não vejo sentido em nada”. Quando não conseguimos fazer uma conexão com um roteiro maior que possa orientar a vida, surge, fatalmente, o desespero.


Jesus procurou demonstrar aos seus discípulos o elo de conexão: “Não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Ele costura o sentido em relação à eternidade e à transcendência. Nada do que fazemos é relevante se não estiver conectado a algo maior, já que o temporal precisa de uma referência eterna. Jean Paul Sartre chegou a essa mesma compreensão, mesmo sendo ateu convicto, ao dizer: “Nenhum ponto finito tem sentido se não estiver conectado a um ponto infinito”.


Essa percepção, de que existe algo pelo qual se possa dizer que vale a pena viver ou morrer, também tem sido chamada de “sentido incondicional” ou suprassentido. A vida só encontra razão e significado, quando ela transcende a esfera do aqui e agora, e se projeta na eternidade.

O Corpo: Esta fantástica máquina!

 


 

Juiz de Direito em Brasília, Dr. Darci Alvim Pereira, um inestimável irmão com um profundo senso de humor e inquestionável integridade, deixou muita saudade quando partiu e não gostou quando instalaram computadores no tribunal. Certo dia, quando houve uma pane nos computadores, comentou ironicamente: “Sou muito mais eu. Minha cabeça já está funcionando há 61 anos e nunca perdeu a memória. O computador do Tribunal, com apenas 6 anos, já esqueceu tudo o que recebeu.” Você já parou para pensar quão fantástica é a máquina que você tem?

Em 2013 o Globo Repórter fez uma edição especial sobre o corpo humano: “640 músculos. Três bilhões de fibras nervosas. 30 trilhões de células vermelhas. A máquina perfeita dispara pelas ruas da grande cidade. E quem poderia detê-la? Um esqueleto leve como alumínio. Resistente como aço. E quatro vezes mais forte que o concreto. Somos um espetacular produto de engenharia por dentro e por fora. No centro de tudo, o coração. É a nossa sala de máquinas. Bombeia sangue através de 96 mil quilômetros de veias e repete a operação 40 milhões de vezes ao ano. E o mais espantoso: somos sete bilhões de exemplares. Únicos: nenhum igual ao outro.”

A tia-avó de minha esposa mora em Rio Claro-SP e está completando agora 105 anos. Na verdade, sua longevidade não é tão excepcional na família, já que todas as mulheres vivem muito - se minha esposa morrer antes de mim, suspeitem... eu certamente a matei!

Para escandalizar os leitores veganos, vegetarianos e naturalistas quero dizer que ela come muita comida e de péssima qualidade. No seu último aniversário, às 21H, ela estava comendo um prato de salgadinho com uma garrafa de coca-cola. Pensamos que ela iria passar mal, mas, que nada!! Dormiu bem e acordou ainda melhor. Olho para o seu corpo, sem grandes complicações, e fico admirado: que máquina fantástica!

105 anos trabalhando dia e noite. Todo o sistema digestivo funcionando bem, a memória sem falhar, as articulações dando conta do recado, o coração e todos os demais órgãos internos em pleno funcionamento. Nossos carros, com três anos começam a apresentar desgastes. As máquinas produzidas pelos homens, por mais perfeitas que sejam, sofrem obsolescência industrial. Entretanto, lá está o corpo humano. Nem percebemos sua grandeza, beleza e nem nos damos conta do seu funcionamento, a não ser quando sentimos dor.

Três mil anos atrás o rei Davi escreveu: “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos quando no oculto fui formado e entretecido, como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram me viram a substância ainda informe e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles, escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!” (Sl 139.13-17).

 

É surpreendente como esta máquina tão incrível produza tanta beleza, harmonia e surpresas. Só um grande engenheiro seria realmente capaz de construir algo tão fenomenal!

domingo, 17 de janeiro de 2021

Preparado para mudanças?


 Preparado para mudanças? 


Em 1994, recebi honroso convite de uma instituição americana para me mudar para os Estados Unidos a fim de trabalhar com a comunidade de imigrantes de língua portuguesa na região de Newark-NJ. Naquela época eu morava no Rio de Janeiro.
Era um grande desafio: linguístico, familiar, cultural. Era necessário me desapegar literalmente de minha história e livros que tão sacrificialmente havia comprado. Muitas vezes deixei de ir ao cinema ou a um jantar porque queria determinado exemplar. Ao mudar, tive que me desfazer do carro, preparar uma complexa documentação, estava com 34 anos e meus filhos tinham 6 e 8 anos. Grande desafio!

Ao chegarmos nos Estados Unidos, minha esposa, com mestrado em Letras pela UFG-Go., foi contratada como professora de ESL (English as Second Language), um programa desenvolvido pelo governo para melhorar a inserção dos filhos dos imigrantes da região, que ainda não tinham competência na língua inglesa.

Era um recomeço. Estar num lugar desconhecido, aperfeiçoar a língua, fazer as coisas de forma completamente diferente do que até então estava acostumado a fazer. Pessoalmente tenho muita dificuldade com mudanças, gosto das coisas no lugar e tenho uma relação quase afetiva com meus pertences, na época, tinha uma grande paixão por livros e discos. Portanto, mudança não é algo fácil para mim. Talvez por esta razão, o advento da pandemia em 2020, me tenha sido tão pesado. Uma nova abordagem, um fazer diferente, dar aulas pela internet, ser criativo, tudo isto gerou um esforço psicológico muito grande para mim.

Por que estou dizendo tudo isto? 
Viramos novamente a página do calendário. Chegamos em 2021. Para alguns, um grande alívio considerar que este ano tão singular chegasse ao fim. Um novo ano nos convida a jogar fora as folhinhas e agendas velhas, no sentido literal e simbólico e planejar novos passos, abordagens e estratégias , afinal, não é assim que cantamos: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer?”

Um novo ano, com novas perspectivas e, infelizmente, velhos hábitos, estão diante de nós. Camões afirmou 500 anos atrás: “Jamais haverá ano novo, se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”. 

Mudanças podem gerar desconforto, inquietação, desmobilização, mas ao mesmo tempo podem nos ajudar a visualizar novos rumos e oportunidades. Crescer pode ser um processo doloroso, mas necessário e inevitável. Cada época da vida traz diferentes caminhos e desafios.

Que 2021 nos desafie! Que haja em nós mudanças significativas e profundas. Você está preparado para as mudanças? Já pode antecipar quais mudanças são urgentes e imprescindíveis? O que é prioritário? Lembre-se “prioridade não tem S” (Sérgio Cortela). Que passos concretos você tem adotado? 

Melhores atitudes nos levam a maiores altitudes!

Síndrome do “coitadismo”

 



Síndrome do “coitadismo”

 

De acordo com o IBGE, No Brasil, quase 11 milhões de jovens de 15 a 29 anos não estão ocupados no mercado de trabalho e nem estudando ou se qualificando. Este grupo representa 23% da população do país nessa faixa etária, e tem sido chamado de “nem-nem”. Nem estudam nem trabalham. Estão fora da educação, do emprego e da qualificação profissional. Em inglês são chamados de NEET: "Not in education, employment, or training" (fora da educação, emprego e formação profissional
). Este número cresceu 2,5 pontos percentuais em relação a 2014 (20%) e 2,8 frente a 2005 (19,7%).

 

Certamente nem todos que se encontram nesta condição podem ser acusados de irresponsabilidade. Existem variáveis sociológicas e de saúde, no caso recente a pandemia, que não podem ser ignorados, mas uma boa parte, infelizmente desenvolve síndromes persecutórias, e no processo de vitimização, se veem realmente como “coitadinhos”, digno de pena e aceitação. São pessoas com medo de encarar os desafios porque temem o fracasso. Alguns são filhos de casais muito bem sucedidos profissionalmente, e isto ao invés de encorajar e estimular, parece gerar inibição e timidez.

 

Uma das características do coitadismo é se colocar como vítima, tentar descobrir um bode expiatório, achar que a culpa é da sociedade, da família ou de outras pessoas que não lhe deram oportunidades. Eventualmente as pessoas se distanciam daqueles que se vitimizam, porque tais pessoas drenam as emoções e roubam a energia, esperam solidariedade e compreensão e anseiam por pena e condolência

 

A atitude de vitimismo foca nos problemas e na dor, gerando um circulo vicioso de descontentamento, murmuração e reclamação. É uma doença causada pela pessoa vitimizada e que só afeta a ela mesma. Augusto Cury disse corretamente: “Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.” Quem se vê como coitado precisa entender que todos passam por problemas, e que o mundo é implacável com aqueles que desistiram de si mesmos. A questão central não é o que a vida, circunstâncias e pessoas fizeram contigo, mas o que você fará com aquilo que lhe fizeram. 

 

Por isto, Acabe com o vitimismo antes que ele acabe com você. Não fique esperando que as pessoas lhe deem o devido valor para sua pro-atividade. O coitadismo não é provocado por nada nem ninguém além de nós mesmos. O escritor alemão Johan Goethe (1749-1832), já afirmou: “Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora.” 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Lembretes de 2020




Tenho hábito de escrever na contracapa de minha agenda, ditos e declarações que fizeram todo sentido para mim. Eis algumas delas em 2020.

“Que não haja lamas nas estradas dos meus pensamentos,
nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. 
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos, 
e servir-te como Pai”
(Fernando Pessoa. Preces. Eu profundo. 1912).

“Estatística é a arte de torturar os números até que digam o que você quer”. 

“O problema não são os segredos, mas o que pensamos dos outros”. 

“A OMS adverte que voltarão à normalidade aqueles que antes eram normais. Isto é uma pandemia, não um milagre”. 

“Quando ficar mais velha, não quero parecer mais jovem, quero parecer mais alegre”(Anna Magnani).

“O ateísmo é uma coisa estranha. Até mesmo os demônios nunca caíram em tal pecado” (C. H. Spurgeon). 

Anselmo de Cantuária: (1033-1109). “Com efeito, não busco compreender para crer, mas crer para compreender”. 

Frase escrita há 3.500 anos atrás: O suborno cega os sábios, e prejudica a causa dos justos”. (Moisés).

“Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais” (Sócrates). 

“Se posso ser útil, meu tempo está ganho” (Mário de Andrade). 

“Custo é igual unha: cresce naturalmente de forma que, periodicamente, precisa ser cortada”. (Marcos Lins). 

“Não é possível tornar o inferno atraente, então o demônio torna atraente o caminho que leva até lá” (Basílio de Cesareia, nascido na Capadócia. 330-363).

“Prioridade não tem S” (Sérgio Cortella)

“Há coisas que Freud explica e há coisas que fraudes explicam” (Sérgio Cortella).

“Medíocres falam de pessoas; homens comuns falam de coisas; grandes homens falam de ideias”. 

“Entregue sua vida a Cristo: ele poderá fazer mais com ela que você!” (D. L. Moody).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Pessoas felizes são gratas ou pessoas gratas são felizes?



 

Nesta semana celebramos o Dia de Ação de Graças e você deve estar se perguntando: “O que tenho para agradecer em um ano como este?” Para muitos, virar a página de 2020 será o melhor acontecimento, afinal, trata-se de um ano para ser esquecido!

 

Entretanto, é bom aprender que o segredo da infelicidade é lamentar o que não temos e o oposto também é verdade. Ou seja, o segredo da felicidade é alegrar-se com aquilo que temos. Aliás, uma das fórmulas mais conhecidas da felicidade é: Felicidade = Realidade menos Expectativa. 

 

Quanto maior a expectativa que você não tem e quanto mais ela se afasta da realidade, maiores as chances de você se decepcionar 

 

e ficar infeliz. Se você tem expectativas demais e realidade de menos, o resultado será uma sensação de vazio e impotência. Quanto maior é a sua expectativa em relação àquilo que você não tem, maior será a possibilidade de tristeza. O aumento das expectativas tem sempre impacto negativo sobre a felicidade, já que existe uma correlação inegável entre felicidade e expectativa. Estar feliz é ver que a realidade está à altura do que esperávamos. Por esta razão, pessoas com muito pouco podem ter muita alegria e gratidão!

 

O segredo da felicidade é gratidão e a gratidão vem pelo contentamento. Alguns até perguntam: Pessoas felizes são gratas ou pessoas gratas é que são felizes? Penso que as duas premissas são corretas, mas gosto de recordar de uma frase de Norman Vincent Peale quando ele diz que “ser agradecido faz todas as coisas melhores.” Por isto a equação é complexa. Creio que as pessoas gratas são felizes. Gratidão é o segredo do contentamento.

 

Some realidade, subtraia expectativa e teremos uma boa fórmula para a felicidade humana. Uma fórmula que nos conduzirá, inexoravelmente, à gratidão. Por isto a Bíblia diz: “Contente-se com o que você tem, pois Deus afirma: nunca te deixarei, jamais te abandonarei” (Hb 13.5). A presença de Deus é a nossa maior benção. 

 

É tempo de agradecer aquilo que Ele tem nos dado, os presentes que recebemos, mas, ainda melhor que isso, é tempo de nos alegrarmos com a sua presença. Vale lembrar que certo garoto recebeu um presente do pai que lhe perguntou: “Filho, você está feliz com o presente?” E ele respondeu: "Estou sim pai, mas estou ainda mais feliz com você.” Assim deve ser nossa vida porque melhor que o presente é termos Aquele que nos dá o presente. 

 

Infelizmente, na semana em que comemoramos o Dia Nacional da Gratidão, vemos muitas pessoas agradecidas, mas tenho observado um estranho fenômeno: as pessoas agradecem o que recebem sem agradecer a quem lhes dá. Agradecem as dádivas recebidas - "o quê" -, mas ainda lhes falta gratidão àquele que lhes deu os presentes - "Quem".