sábado, 8 de maio de 2021

É fácil se decepcionar.

 



Podemos nos decepcionar com alguém em quem colocávamos muita confiança; podemos nos decepcionar no casamento, depois de investirmos tanto sonho e expectativa; podemos nos decepcionar com os filhos, quando achamos que eles são um “investimento”, que deve trazer dividendos; de fato, a maior decepção sempre virá de pessoas que nunca esperávamos que pudessem nos decepcionar. Podemos também nos decepcionar com a vida, e achá-la cada vez mais vazia e sem sentido; é fácil se decepcionar com a igreja, quando observamos suas ambiguidades e contradições.

Podemos nos decepcionar conosco mesmo, ao percebermos que poderíamos ter sido muito melhores, feito as coisas de forma mais certa, aproveitado melhor as oportunidades que tivemos. É de Confúcio afirmou: “Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.” É ainda possível nos decepcionarmos com Deus, afinal, equivocadamente podemos pensar: “Se Deus permitiu que tudo isto acontecesse, e ele não impediu, porque eu deveria ainda continuar colocando minha confiança neste Deus?”

A decepção é uma experiência humana. O ser humano possui muitas complexidades, por isto se decepciona quando não encontra o que busca e quando não se realiza com o que encontra. A decepção é amarga e perigosa, ela nos dá um senso de vazio e nos levar a buscar respostas na droga, no álcool, na violência, no mau humor, no distanciamento e até mesmo no suicídio. 

A decepção ocorre por causa da nossa ingenuidade e dificuldade em analisar as opções que a vida oferece. A decepção muitas vezes ocorre porque não prestamos atenção nas placas de sinalização, nos conselhos que recebemos, e porque não respeitamos a intuição, o bom senso e a própria consciência. Assim ignoramos nossas próprias vulnerabilidades e as artimanhas dos outros. 

Entretanto, é bom lembrar que a decepção pode ser uma forma de nos amadurecer. O filho pródigo só voltou à casa paterna depois de se decepcionar com sua ilusão de que o mundo lá fora era mais glamoroso. A decepção pode alterar a forma de pensar e interpretar a vida, e até mesmo determinar as escolhas que faremos daqui pra frente. 

É preciso ficar atento às informações erradas que recebemos e que nos leva a um raciocínio equivocado. Acima de tudo, é necessário lembrar que se ficarmos apenas focado na decepção, provavelmente nos tornaremos amargos e cínicos, o que certamente trará novas e maiores decepções. A decepção não pode roubar a capacidade de viver, as pessoas falham, nós falhamos, a vida nos surpreende, mas a maior de todas decepções que poderemos enfrentar será a de desistirmos de lutar pela vida, porque tivemos uma experiência negativa. É de Martin Luther King a afirmação: “Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita.”

A saga materna


Por que será que Deus, quando quis se tornar gente e assumir a forma de um bebê decidiu que precisava de uma mãe para seu cuidado. O Deus auto-suficiente demonstra que nem ele mesmo, ao se tornar humano poderia viver sem mãe sem mãe. Mãe não é acessório, mas é essencial.

Minha esposa afirma que tem muito pouca memória dos anos em que nossos filhos eram pequenos, ela se lembra bem deles, mas não se lembra muito de si mesma, e a conclusão é óbvia: mãe está tão absorta em cuidar dos filhos que se esquece de cuidar de si. Está tão concentrada em prover, atender e proteger que não tem muito tempo para pensar em si mesma.

Esta é a saga materna. 

Ser mãe é aventurar-se para além de si mesma. É “co-fundir-se” numa relação simbiótica com o ser que dela nasceu. É uma entrega plena, num projeto de vida que a transcende. Ser mãe é sair de si mesma para dar lugar a um outro, tão surpreendente, que decide tomar todo espaço que era dela mesmo para alguém que é tão novo, e que agora é tão seu. Ser mãe é transcender-se nesta dinâmica de gerar, cuidar e abençoar. 

Boas Notícias Não São Notícias




Esta é a mensagem que o veterano Jornalista Charles Groenhuijsen, de 67 anos (quarenta de profissão), deu recentemente numa entrevista. Ele afirma que o fato de nunca darmos boas notícias tem sido um erro dramático e revela porque acredita que temos razões para sermos otimistas.

Ele afirma que o jornalismo deveria estabelecer uma perspectiva a longo prazo e que as notícias deveriam ser vistas como um espelho. Segundo ele, as pessoas deveriam ver o que realmente é o mundo, mas elas não estariam conseguindo por causa das notícias sempre negativas. O que elas veem é uma imagem embaçada, sempre revelando o lado negativo da vida.

Groenhuijsen afirma, ainda, que ser pessimista acerca do mundo é uma escolha, assim como o é ser otimista. Quando contemplamos o lado bom, isso nos dá energia para nós mesmos e para as próximas gerações. Ele se diz otimista porque olha os fatos: “É simplesmente inacreditável o que temos alcançado enquanto humanidade”. No entanto, o que estaríamos vemos todo o tempo é uma quantidade imensa de barulho.  E as “breaking News” são sempre trágicas!

O jornalista holandês nos convida a olhar a vida contemplando as revoluções silenciosas acontecidas na história e cita alguns exemplos, como o declínio da pobreza extrema. “É inimaginável o que temos alcançado nos últimos 30 anos... mais de 100 mil pessoas, diariamente, têm saído da pobreza extrema.” Outro exemplo é o da mortalidade infantil: “Desde 1990, temos reduzido a morte de crianças pela metade”. Quanto à expectativa de vida ele aponta: “Em 1960 a expectativa era de 52.6 anos e hoje é de 72 anos. Mas as pessoas, infelizmente, não ouvem estas notícias."

Para Groenhuijsen, esse tipo de informação é como a educação de filhos. E ele nos leva a refletir por meio de um exemplo prático: o comportamento dos pais de sempre apontarem os erros dos filhos resultando em pessoas negativas e violentas. “Assim tem sido o jornalismo ao afirmar que amanhã será pior, mais difícil... A sociedade encontra-se assustada e mau humorada por causa das notícias que ouvem e isso tem terríveis consequências nas escolhas políticas. As más notícias tendem a amplificar as coisas ruins, enquanto deveríamos amplificar as coisas boas, sem esquecer as ruins. Desta forma teríamos um maior equilíbrio, já que, infelizmente, as notícias são tão pessimistas. Se as notícias apontassem para coisas positivas, teríamos um mundo melhor”, afirma.

Pensando em todas as afirmações de Groenhuijsen, refleti sobre o significado da palavra Evangelho. Sabe o que ela significa? Literalmente: Boas Novas. Foi assim que os anjos anunciaram o nascimento de Jesus: “Não temais! Eis que vos trago boas novas de grande alegria. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” Estas grandes notícias que vêm do céu, trazem-nos alento, esperança e conforto em meio ao mau humor das informações, que infelizmente, são sempre ruins porque os meios de comunicação, politicamente, acham que assim é que devem fazer. 

Lamentável!!!

domingo, 25 de abril de 2021

Os Grandes Temas do Brasil

 


 

O site de procura Google Trends traz informações sobre os temas mais pesquisados na internet. Enquanto eu escrevia este artigo, os temas mais pesquisados do Global Trends, que reúne as pesquisas feitas no mundo inteiro, foram: UEFA, FIFA, SuperLeague. E os temas relacionados ao Brasil: Superliga, UEFA e Roberto Carlos. No UOL, observei que os artigos mais lidos estavam relacionados ao Big Brother Brasil. Das cinco notícias mais acessadas, três estavam relacionadas a este assunto.

 

BBB é a versão brasileira do reality show Big Brother, produzido aqui e exibido pela TV Globo. Nele, os competidores ficam confinados em uma casa cenográfica, são vigiados por câmeras 24H por dia, não podem se comunicar com parentes e amigos, ler jornais ou usar qualquer outro meio para obter informações externas.

 

Isso nos diz um pouco sobre o que ocupa a cabeça do povo. Temas como as discussões sobre Lula, STF, Bolsonaro, vacina e mesmo covid não são os mais acessados. Talvez isso demonstre um pouco de alienação, cansaço, ou, quem sabe, defesa.

 

Ninguém suporta mais os temas políticos. Ninguém aguenta mais uma Imprensa que, gradativamente, demonstra ter pouco interesse pela verdade e deseja construir uma narrativa que lhe interessa. A Imprensa brasileira não percebe o descrédito que vem construindo nos últimos tempos ao enfatizar sua linha editorial surrealista.

 

Acreditam ainda que “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”, frase de Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da propaganda da Alemanha nazista, que mobilizou todos os meios de comunicação para impor ao povo alemão uma única ideia política e social. Certamente, esta frase maquiavélica tem certo poder, que por sinal tem sido cada vez mais relativizado pelas mídias sociais. Trata-se de um poder paralelo, que forma valores e constrói opiniões.

 

Collor de Mello foi eleito presidente do Brasil em março de 1990 e impichado em dezembro de 1992. Analistas afirmam que sua eleição foi construída pela mídia, que criou a figura icônica de um “caçador de marajás”. Para uma sociedade carente de uma figura messiânica, seu nome se ajustou perfeitamente, até ser retirado do poder por corrupção quase três anos depois.

 

Existem muitos grandes temas que deveriam ser discutidos no Brasil, mas a obsessão insana de interesses políticos questionáveis, sistema jurídico tendencioso e Imprensa

instrumentalizada não permitem a discutir uma agenda positiva.

 

Isso me lembra de uma antiga advertência bíblica, proferida pelo profeta Isaías: “Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O Senhor viu isso e desaprovou o não haver justiça.” É assustador pensar em quanto esta frase é atual, contemporânea e ainda relevante para nossos dias.

domingo, 18 de abril de 2021

A Pós-verdade

 


 

Pós-verdade é um neologismo, que descreve a situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais. Em 2016, a Oxford Dictionaries elegeu o vocábulo como a palavra do ano na língua inglesa. A “pós-verdade”, portanto, é uma forma de narrativa que privilegia um tema de interesse, sem mostrar diferentes ângulos, diferentes opiniões, interpretando tais fatos da forma mais conveniente.

 

As manobras da pós-verdade, de fato, são uma arma política bastante poderosa, e isto é antigo. O Imperador Justiniano relatou diversas histórias de veracidade duvidosa no seu livro “História Secreta.” Atribui-se a Hegel a declaração de que a “História é um mito consentido”desta forma, cada corrente ideológica e grupo de interesse, diz o que interessa, de acordo com sua versão.

 

A pós-verdade difere da tradicional disputa e  falsificação da verdade, dando-lhe uma "importância secundária". Por isto, é comum que “algo que pareça ser verdade é mais importante que a própria verdade”, como aquele que diz: “Se não é parece, e se parece pode ser”, ou: “de longe parece, e de perto parece estar longe”. Na verdade a pós-verdade é simplesmente uma mentira  ou fraude  encoberta.

 

A pós-verdade envolve institutos de pesquisas, a mídia social e a imprensa, caracterizando-se pela distorção de acontecimentos e a difusão de boatos. Nietzsche já ironizava a suposta verdade dizendo que "não há fatos, apenas versões". Por isto não raramente a imprensa tradicional, tem sido desacreditada pela sua capacidade de distorcer fatos objetivos, usando a estatística como arma, para atender a interesses de grupos econômicos ou políticos.

 

Infelizmente a história é escrita pelos vencedores, e suas versões tenderão a prevalecer, tão ou mais fantasiosas quanto maior for a necessidade de justificativa para os atos cometidos. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” e por isto torna-se uma arma nos meios de comunicações que relatam o que desejam da forma como querem. Assim absolvem o culpado e criminalizam inocentes, anula evidências e recusa provas. Se há interesse em um determinado relato, “os culpados não disseram o que disseram, não fizeram o que fizeram , não roubaram o que roubaram e não estavam onde foram vistos.”

 

Sem dúvida, as redes sociais se tornaram o grande palco na difusão de tais conteúdos. Neste espaço é fácil compartilhar conteúdos com um potencial enorme de alcance. Quando alguém acredita numa notícia falsa, acaba compartilhando e induzindo outras pessoas ao erro. Existem sites que são especializados em veicular notícias falsas.

 

Cada um de nós pode quebrar este elo, com uma simples atitude de observar honestamente se tal versão é autentica ou não. Não podemos acreditar cegamente em tudo que aparece sem um olhar crítico.

 

Jesus afirmou que apenas o conhecimento da verdade nos livrará. O contrário aprisiona, fustiga, acorrenta. Disse ainda que “o diabo é o pai da mentira”. Gosto muito da afirmação de Os Guiness: “Toda verdade é verdade de Deus”. Seja ela proveniente de pessoas e grupos com as quais me simpatizo ou não. A mentira, por sua vez, rejeita o Deus da verdade, mesmo quando ela vem de pessoas ou grupos com os quais nos simpatizamos. Precisamos conhecer portanto a verdade, que é cada vez mais difícil de ser distinguida, e é tão manipulada e escassa. A pós-verdade é uma mentira, assim como a “meia-verdade” é uma mentira inteira. A Pós-verdade, recusa a verdade e não interessa pela sua busca. Ela perde o vínculo com a realidade e com os fatos, por isto ela é simplesmente uma mentira, uma escolha individual que nos leva a crer naquilo que queremos crer.

sábado, 3 de abril de 2021

Quatro Questões Essenciais






 

O filósofo existencialista dinamarquês Søren Kierkegaard afirmou que “uma vida não analisada não é uma vida digna de ser vivida”. Já o pensador britânico M. Loyd Jones disse: “Autoanálise é positiva, mas a introspecção é mórbida”. Ou seja, não podemos deixar de fazer perguntas e de considerar o que temos feito, mas excesso de preocupação pode nos levar à depressão e ao tédio.


 

Diretor da City to City America Latina, Andrés Garza comenta que nestes tempos de pandemia precisamos fazer quatro perguntas que podem orientar e mudar nossa perspectiva. São perguntas fundamentais para a realidade que nos desafia.

 

O que estamos fazendo e o que precisamos parar de fazer? 


Há metodologias e abordagens que não se aplicam mais ao momento. Foram ferramentas úteis em outras situações, mas agora revelam-se obsoletas. Isso se aplica à dinâmica do trabalho, à maneira de ser empresa, de fazer negócios. Deixar um modelo e descobrir outro pode ser arriscado, mas ignorá-lo pode ser uma tragédia. A Blockbuster, empresa de entretenimento, chegou a ter 10 mil franquias no mundo inteiro. Quando a Netflix surgiu, eles ignoraram o que estava acontecendo no mercado. Resultado: a Blockbuster implodiu e faliu. A Netflix era uma nova forma de ser e fazer.

 

O que fazemos e devemos continuar a fazer? 


Por outro lado, é importante analisar o que estamos fazendo e não podemos negociar. Se deixarmos determinados princípios, podemos perder a essência do produto, visão ou missão que adotamos. Ignorar valores e princípios pode ser contraproducente e danoso, ainda que, pragmaticamente, possa parecer atraente. Não deixe de fazer aquilo que é eticamente correto, não negocie caráter, valores, ética. Não abandone seus princípios éticos.

 

 

O que estamos fazendo e precisamos continuar a fazer de novas maneiras? 


Há aspectos que precisam continuar, mas a metodologia aplicada deve ser diferente. O que muda é a abordagem, a comunicação e a diretriz. Novos tempos exigem novos desafios, novas formas de interpretar e fazer as coisas. O conteúdo é o mesmo, mas a roupagem precisa ser diferente.

 

O que não estamos fazendo e precisamos começar a fazer?


Essa é a última e não menos importante questão. Com os novos tempos, compreendemos que não fazíamos algumas coisas que agora são essenciais. Ou nos adaptamos ou morremos. Toda organização precisa identificar novas formas de ser e fazer adequadas ao novo mercado, às novas exigências. Eventualmente, a instituição não estava preparada para oferecer tal produto, mas agora precisa. Não se adequar é fatal.

sábado, 20 de março de 2021

A Ciência nos Salvará

 

 


Eu não sou obtuso nem ignorante, nem negacionista ou anti-científico, mas como teólogo e homem de fé, essa frase acima tem me causado profunda inquietação e vou dizer porquê. Acho que, ao colocarmos nossa confiança na Ciência, podemos deixar de depender de Deus. Dessa forma, podemos transformar a Ciência em um ídolo e colocarmos Deus em segundo plano. Vale lembrar que o primeiro mandamento condena exatamente a atitude de transformar Deus em algo secundário, e não a prioridade em nossa vida, pois diz: “Não terás outros deuses diante de mim”.


Podemos, perigosamente, deificar, idolatrar e sacralizar a Ciência, que também possui suas lacunas e contradições. A bem da verdade, muitas vezes a Ciência se vende nos altares do sucesso, da ganância, da riqueza e do poder. Ela deixa de ser neutra para servir determinados interesses pessoais ou políticos.


O Dr. Paulo F. Ribeiro, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, professor em universidades nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Holanda, afirma que, como cientista e cristão, não vê incongruência entre fé e Ciência, mas em seu artigo Em quem confiar: na Ciência ou na Fé? (Revista Ultimato, 20 de Maio 2020) levanta alguns questionamentos:


1 - Nem tudo o que é científico é necessariamente verdade. Ele cita A Teoria da Deriva Continental considerada provável em 1912 e que depois foi tida como completamente "errada" em 1940. Em 1950 tornou-se finalmente verdadeira, quando novos fatos e novas explicações se tornaram geralmente aceitos;


2 - Nem tudo o que é verdade é necessariamente científico. O mundo ingênuo dos sentidos não é menos real do que o mundo da física. "Os sentidos também têm sua verdade" (Kepler).


  3 - Nem todas as disciplinas científicas atingem o mesmo grau de certeza ou objetividade. Mesmo na Medicina, temos ainda muito o que aprender devido à complexidade do ser humano;


4 – Muitas vezes, devido à falta de dados precisos e à complexidade das questões, a comparação de modelos puramente científicos pode gerar uma não objetividade na certeza de suas efetividades.


 C. S. Lewis afirma que o ponto de vista puramente científico não pode conter todas as verdades, nem mesmo inteiramente a própria Ciência porque ela está em constante movimento e é dinâmica em sua essência. Por isso confiamos na Ciência, mas não desprezamos a fé que é transcendental.


O Profeta Jeremias afirmou: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico, nas suas riquezas. Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor” (Jr 9.23,24). Na hora da dor, da aflição e da desesperança nos recursos humanos e na própria Medicina, ainda podemos crer em um Deus de milagres, que sempre está acima da Ciência.


Nossa confiança não pode repousar na ciência que também possui suas limitações. O Salmista diz: "Elevo os olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O Meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra". A ciência e a pesquisa é uma benção, mas nossa salvação não se encontra nela, mas em Deus.