terça-feira, 31 de março de 2020

Coronavírus e o fim do Mundo


Imagem da história para imagem coronavirus de BBC Brasil


Épocas de catástrofes tornam-se propensas para apocalipticismo, fatalismos,  catastrofismos e teorias conspiratórias. É uma tentativa humana de organizar o caos, o nonsense, o absurdo. Busca-se, filosoficamente, explicar o trágico e a dor, controlar o desorganizado e caótico. No meio deste imbróglio, se a explicação estiver associada a Deus então ela passa a ter um peso ainda maior. Afinal, o sobrenatural explica tudo...

Neste ambiente, surgem algumas questões: “O que Deus tem a ver com tudo isto?”, “O caos seria uma forma de juízo de Deus?”, “A pandemia é uma forma de Deus punir os homens pelos seus pecados?”. Pregoeiros do juízo final logo dirão que sim, afinal, muitos relatos do Antigo Testamento associam, diretamente, tragédias e guerras a pecados de indivíduos ou nações. Seria hoje diferente?

O problema é que respostas simplistas são ineficazes. Diante da profunda dor de Jó, seus amigos tentaram dar explicações. Eles não tinham dúvida de que, se Jó estava sofrendo tanto, era por causa de seu pecado e sua dor era resultado do juízo de Deus. Entretanto, no desenrolar do texto, percebemos que Deus e o sofrimento não poderiam ser facilmente explicáveis como em uma equação do tipo 1+1=2. E isso é porque a dor transcende em muito nossas respostas organizadas e previamente estabelecidas.

O livro de Jó demonstra que “Deus é grande e não o podemos compreender” - (Jó 36.26) e que “Ele faz coisas grandes que não compreendemos” - (Jó 37.5). O próprio Jó, depois de suas elucubrações teológicas, reconhece: “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” - (Jó 42.3).

A dor, o mal e a morte são três problemas que os homens nunca conseguiram explicar, nem com toda sua ciência e pesquisa. Melhor que perguntar o porquê das coisas seria perguntar o para quê. Talvez o grande desafio não seja explicar a pandemia e o caos, mas perguntar:  como ser melhor cidadão, melhor cristão, melhor pai, filho, amigo e irmão? Como ajudar aqueles que experimentam a dor e enfrentam perdas na família, que são irreparáveis; e perdas financeiras, que, embora reparáveis, geram muitas aflições e desconforto?

O coronavírus não é o fim do mundo, mas seus efeitos têm sido devastadores. Precisamos nos cuidar, proteger os mais vulneráveis, amparar uns aos outros. Isso é mais importante que responder questões filosóficas do tipo: “Deus está julgando o mundo?

Respostas a problemas complexos não são simples. Contudo, fazer uma ligação telefônica, ajudar os idosos a superarem esse momento de solidão, dar suporte financeiro aos necessitados e amparo aos que sofrem é muito mais eficaz que equacionar a tragédia, já que esses mistérios pertencem aos insondáveis mistérios de Deus. 

sexta-feira, 6 de março de 2020

Coronavírus ou “Corona-tiros”?

Um homem entrega comida em um bairro isolado na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto, em 23 de fevereiro.


O mundo inteiro parou em razão da histeria coletiva que tomou conta das nações diante do novo vírus Covid-19. A descoberta do coronavírus impactou o mercado, as indústrias, escolas e a dinâmica das pessoas. É bom lembrar que, recentemente, tivemos outros vírus apavorantes: Ebola, SARS, H1N1... Houve certo pânico social no surgimento de todos eles. 

Infectologista brasileiro reconhecido internacionalmente, Vladimir Cantarelli afirma que a doença transmitida por este vírus nada mais é do que uma gripe forte e que, se entrarmos no site da OMS, veremos que dois milhões de pessoas morrem anualmente no mundo por causa de gripe. O perfil das pessoas que faleceram vitimadas pelo Covid-19, no geral, são idosas e com problemas bronco-pulmonares e respiratórios. Mas vale lembrar que todos os anos, apenas no inverno chinês, morrem, aproximadamente, entre 7 a 8 mil pessoas por causa da gripe. 

Os remédios para gripe não curam, mas amenizam o quadro e trazem bem estar. O que ataca o vírus é a defesa do organismo. Este vírus certamente chegaria ao Brasil, porque não é possível fechar as fronteiras. Ora, um vírus pode dar uma volta ao mundo em uma semana e assim aconteceu! 

O Tamiflu, remédio para combater o H1N1 trouxe uma riqueza impressionante aos seus fabricantes. O coronavírus, apesar de ainda não estar catalogado, é muito mais frágil que os outros vírus. Entretanto, há aspectos econômicos e políticos envolvidos. Por exemplo: a China, país fechado por causa da ditadura comunista, controla os meios de comunicação e informa apenas o que o governo julga importante. 

Atualmente, oito dos maiores laboratórios do mundo estão trabalhando 24 horas por dia para descobrir a vacina que impedirá a ação do Covid-19. Qual é o objetivo? Criar o medicamento que, em 90 dias, levará bilhões de dólares aos cofres dos fabricantes. 

Apesar das precauções higiênicas que precisamos tomar, não há mesmo razão para pânico e todos os especialistas afirmam a mesma coisa. Vale lembrar que aqui no Brasil temos razões muito mais fortes para nos sentir apavorados! De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados um milhão, 544 mil 987 novos casos de dengue (1.544.987), denotando um aumento de 488% em relação aos números de 2018. Desse total, 782 pessoas morreram no nosso País. Também no ano passado, o Vírus H1N1 matou um mil 381 pessoas, sendo 55% das vítimas com idade acima de 60 anos. 

Outro “vírus” perigoso que segue atingindo ferozmente grupos mais vulneráveis é a fome. Cinco mil 653 pessoas morreram de desnutrição no Brasil em 2017, uma média de mais de 15 pessoas/dia. Em 2004, cerca de 4.6% da população era desnutrida. Em 2018 essa estatística caiu para 2.5%, mas ainda assim são cinco milhões de brasileiros desnutridos. 

Agora, o “vírus” mais assustador, que mais tem matado brasileiros, continua sendo a violência. No ano passado foram 41 mil 635 assassinatos no País contra 51 mil 558 casos em 2018 - trata-se do menor número de crimes violentos desde 2007. Ainda assim, um número assustador. 

Qual a razão de tantas mortes? O ódio, as desavenças até mesmo fúteis, a luta pelo poder e dinheiro, a violência contra a mulher e contra as crianças, a falta de respeito e de amor em casa. O grande e mortal vírus que temos de combater é a insensibilidade. Este é o pior de todos os vírus. E poucos parecem estar se importando com ele.

domingo, 1 de março de 2020

Correr Atrás do Vento

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É certo que você já ouviu alguém usar a expressão correr atrás do vento”, primeiramente usada emEclesiastes, onde aparece nove vezes. A obra foi escrita há mais de três mil anos e trata-se do primeiro livro existencialista da história. Seu autor foi Salomão, que ao observar a própria vida e tudo o que conquistara sentiu que não fizera mais que, literalmente, correr atrás do vento. E olha que Salomão fez muita coisa...

 Ele tinha vivido tudo no superlativo: poder demais, sabedoria demais, fama demais, riqueza demais e mulheres demais. No final, descobriu que o saber excessivo é enfado na carne (Ec 12.12)o há limites para fazer livros e o muito estudar é enfado da carne.Concluiu que poder em excesso é poderosamente corruptor, que fama demais não traz sentido e que riqueza demais produz incontáveis preocupações (Ec 5.10):  "Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos." Outra conclusão: mulheres demais criam problemas em excesso e ele afirmou ter perdido a credibilidade nas mulheres (Ec 7.28). “Juízo que ainda procuro e não achei, entre muitas mulheres, não achei sequer uma. Na verdade, o problema não estava nas mulheres, mas na forma como ele mesmo desvalorizou a figura feminina.

 Atualmentecorremos o mesmo risco de viver em um ciclo, onde nascemos, crescemos, estudamos, “ficamos bobos e nos casamos”, ganhamos dinheiro, trabalhamos, aposentamos e morremos. Se nesse ciclo não houver propósito, sentido e significado, chegaremos à conclusão de que “tudo é vaidade e correr atrás do vento.”

 Facilmente nos distraímos com o vento, com a vida sem consistência. Corremos atrás das propagandas midiáticas, das realizações pessoais e fazemos issa vida inteira. Ao final nós nos encontramos sempre de mente, alma e mãos vazias. Somos consumidos pelo vento. Infelizmente, por corrermos de forma irrefletida, deixamos hábitos e relacionamentos importantes para trás e assim nos esquecemos de cuidar da saúde do nosso corpo, alma e espírito.

 É fácil viver assim, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, correndo até chegar ao limite da força física, mental e espiritual. É por isso que precisamos avaliar nossas prioridades. Eventualmente temos de renunciar a algumas coisas para encontrar o equilíbrio, a serenidade e a paz.

O resultado do vazio de Salomão foi a angústia e o hedonismo. Ele se entregou a uma vida sem compromisso e valor, tornando-se epicurista (Ec 5:18): "Assim, descobri que o melhor e o que vale a pena é comer, beber e desfrutar o resultado de todo o esforço que se faz debaixo do sol durante os poucos dias de vida que Deus dá ao homem, pois essa é a sua recompensa." 

No final de sua autobiografia, Salomão fez a seguinte síntese (Ec 12.13): "Em meio a tantos sonhos, absurdos e conversas inúteis, a síntese de tudo é: tema a Deus, e guarda os seus mandamentos, porque isto é dever de todo homem."

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Máscaras da Corrupção


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Comenta-se, com frequência, que há no Brasil uma cultura de corrupção. Uma cultura é forjada com a ação de pessoas e grupos de poder histórico, que então impulsionam uma nova interpretação dos fatos. Portanto, uma cultura não se forja no vácuo, mas pela intermediação de agentes humanos que, intencionalmente ou não, agem como protagonistas.

O problema da corrupção é que ela usa máscaras culturais e um dos melhores exemplos tem a ver com a força midiática. A mídia tenta construir narrativas e verdades. Por isso, ela depende da interpretação dada pelos agentes do jornalismo. Isto tem ficado cada vez mais explícito na polarização cada vez mais radical entre direita e esquerda no Brasil. 

Se você ouve a Jovem Pan, verá que, na maioria das vezes, o discurso da emissora apoia a direita. O modo como os fatos são colocados leva-nos a apoiar a versão apresentada. Se ouvimos ou assistimos a Globo vemos que, por mais favoráveis que as notícias sejam ao atual governo, ela vai tentar explorar um ângulo negativo nas abordagens que faz. E isso não é muito difícil, já que o governo tem telhado de vidro. Todos os movimentos do primeiro escalão são rigorosamente escrutinados.

Quem está dizendo a verdade? Seria a mídia inimiga ou a aliada à corrupção? As narrativas dependem do interesse pessoal e econômico das empresas de comunicação, por isso a mídia é tão interesseira e suscetível à corrupção quanto qualquer órgão do governo.

A corrupção é algo intrínseco à natureza humana. Os líderes da Reforma Protestante, como João Calvino, já falavam sobre a natureza intrínseca da corrupção humana. “Não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores”. Pecado não é acidente de percurso ou deslize circunstancial, mas tem a ver com a essência da natureza humana. Isso é assustador! O coração humano tem uma tendência à decadência moral.

Em seu livro O Mito da Neutralidade Científica, Hilton Japiassu faz severas críticas ao pensamento de que a ciência é neutra, não carregada de interesses e intencionalidades, eventualmente sórdidos. Ele indaga: “Pode ainda (a ciência) ser considerada como um saber puro, como uma contemplação desinteressada e amorosa da verdade? (...) Estaríamos condenados a ficar presos aos sortilégios cúmplices da organização científica, submetendo-nos sempre mais às astúcias de seu controle insidioso a ponto de nos instalar, sem possibilidades de resistência, numa tecnonatura incessantemente aperfeiçoada?”

Tanto a mídia quanto o poder judiciário sofrem a influência de interesses. Não há “isenção jornalística”, nem isenção da corte e nem mesmo da ciência. Tudo isso revela o lado sombrio da existência humana. Nenhuma religião ou ideologia estão isentas desta lastimável realidade humana.

Jesus conhecia a natureza humana. A Bíblia afirma em João 2:24 que “(...) mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos, (...) porque Ele mesmo sabia o que era a natureza humana”. Por isso afirmava que Ele era a luz do mundo e aquele que o seguisse não andaria - e não anda - em trevas. Precisamos da graça de Deus para observar melhor as intenções e motivos dos nossos corações, para deixar que Ele ilumine os porões ocultos do nosso coração, removendo as máscaras da corrupção que tão facilmente obscurecem nossas decisões e nosso juízo de valores

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Exaustão

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Não é muito raro nos depararmos com um inadequado sentimento de impotência, inadequação e incapacidade de fazer aquilo que é necessário. Depois de passar por um burn-out, o conferencista Wayne Cordeiro  recebeu a recomendação do seu médico para interromper todas as suas atividades por três meses. A lógica médica é a de que quando o organismo entra em colapso, após um forte stress, ele precisa de um tempo para reequilibrar a energia.

O que aconteceria conosco se o médico recomendasse que parássemos tudo por três meses? A não ser que você seja um funcionário, isto seria impossível.

Entretanto, a exaustão faz a produtividade cair vertiginosamente e um forte senso de ansiedade e angústia passa a nos dominar. Com isto vem a culpa, as cobranças, as pessoas esperam respostas e possuem certa expectativa em relação a atenção, processos, atividades, e por não conseguirmos corresponder aos anseios dos outros, nos sentimos ainda pior e a exaustão se torna mais evidente.

O sentimento de fuga passa a ocupar um lugar dominante. Consideramos a possibilidade de encontrar um lugar onde não haja pressão, sonhamos com uma ilha deserta, um rancho na beira do Araguaia, onde não tenhamos que trabalhar tanto para pagar impostos. Recentemente li uma estatística interessante: Cerca de 2 milhões de pessoas nos EUA, já optaram por morar em lugares remotos. Eles vendem suas casas, largam seus empregos e mudam para regiões inóspitas procurando viver o mais isolado possível. É a busca de um lugar sem ansiedade e cobrança, um lugar sem aborrecimentos e ansiedade.

Não é difícil que isto aconteça conosco. Este desejo não é de todo ruim. O problema é a intensidade com que estes desejos surgem, eventualmente se tornando obsessivos. Infelizmente muitas vezes tentamos fugir de um inimigo que não conhecemos, mas não conseguimos fugir de nós mesmos, como diz certo adágio: “mudamos de ar, mas não mudamos de mente”. Uma música popular brasileira diz: “Eu quero ficar só, mas sozinho comigo eu não consigo”.

Que remédio podemos encontrar para esta exaustão? Em geral ela é resultado, não das pressões das pessoas, mas da falta de equilíbrio na nossa mente. O nosso corpo não admite abusos e excessos, apesar de ser uma máquina fantástica. Quando ocorre uma descompensação ou desequilíbrio, ele sofre fadiga e desgaste. Em geral, isto se dá porque a nossa mente, espiritualidade, emoções, não estão ajustadas. Muitas vezes tratamos melhor nossos carros, damos mais manutenção às máquinas, do que à nossa alma, mente e corpo. Exaustão é resultado do excesso. Em algum momento, precisamos parar e colocar a máquina em equilíbrio. Isto é homeostase. Perder ou desprezar qualquer dimensão da nossa humanidade, seja em relação à fé, à saúde, relacionamentos ou emoções, pode trazer resultados trágicos.

O Falso Não Anula o Verdadeiro

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Vivemos dias em que prevalece a ética do ódio. Ela se manifesta na crueldade com que a mentira tenta ser disseminada. Não se busca a verdade, mas se procura construir narrativas que transformem a mentira em verdade. Por isso as fake news são tão amplamente anunciadas. No entanto, o falso continua sendo falso. Não é possível misturar água com óleo.

Tente acompanhar os noticiários. Os jornais não estão interessados em relatar  notícias que promovam o bem e a verdade, mas aquelas que ideologicamente estejam de acordo com a linha editorial da empresa. Você não experimenta profundo ceticismo quando ouve as notícias veiculadas? Onde está a verdade? Chegamos a um momento em que a verdade não é o que é, como classicamente definiu Sócrates, mas, sim, aquilo que eu quero que seja ou aquilo que sinto que é. A verdade é apenas uma formulação ideológica.

Quando Moisés chegou ao Egito para libertar o povo de Israel da escravidão, ele enfrentou um grave embate entre a verdade e a mentira. Havia uma grande luta presente. Quando ele anunciou que Yahweh o enviara para libertar o seu povo, Faraó indagou: “Quem é o Deus Yahweh?”. Ora, o Egito era povoado por uma multiplicidade de deuses. Por que este Deus desconhecido deveria ocupar a primazia levando Faraó a libertar o povo escravo? Mais do que uma luta contra poderes políticos, Moisés deveria enfrentar uma luta sobre a verdade e a mentira.

Quando veio a primeira praga e as águas se transformaram em sangue, os magos do Egito reproduziram o sinal fazendo o mesmo. Na segunda praga, quando as rãs surgiram, os magos também reproduziram o fenômeno. Até que veio a terceira praga e houve muito piolho em toda a terra do Egito, causando profunda aflição às pessoas. Os magos tentaram reproduzir o fenômeno com suas ciências ocultas, mas não conseguiram. Então disseram a Faraó: isto é dedo de Deus!

Nesta hora, surge a diferença entre o falso e o verdadeiro. A mentira pode imitar a verdade por algum tempo, mas não para sempre. Nós podemos enganar algumas pessoas por algum tempo, mas não podemos enganar a todos, todo o tempo. E por isso chegamos à profunda constatação de que a mentira tenta imitar e sempre falsificar a verdade. Apesar de vermos a mentira sendo dita e afirmada todo o tempo, nem tudo é falso. Não precisamos titubear a vida inteira. A verdade é real e ela se revela.

Apesar de tantas mentiras, a verdade existe. Apesar de tanto discurso sobre relativismo e subjetivismo, a verdade existe. Apesar de tanta mentira sendo dita com aparência de verdade, a verdade se encontra presente em algum lugar. Apesar de termos tanta água lamacenta, isto não significa que não haja fonte de água cristalina. A mentira não pode ocultar para sempre a verdade. O falso não anula o verdadeiro.