quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Não mude o calendário, apenas...

Resultado de imagem para imagens calendario
Por mais que saibamos que a mera mudança de calendário não muda nada na nossa história, a verdade é que sempre criamos expectativas quando pensamos no final do ano, afinal, imaginamos: Novo calendário...nova vida...

A realidade é que a mudança de calendário, não necessariamente, implica em uma mudança real. Não adianta mudar o calendário se não mudarmos as atitudes, assim como não adianta mudar de cidade, se não mudarmos a mente.
Certamente você já tem ter feito, mentalmente, uma lista de resoluções para o ano que vem: Ir para a academia, fazer um projeto financeiro, ser uma pessoa mais próxima dos amigos, emagrecer, desenvolver mais a sua espiritualidade e fé, entrar na faculdade ou fazer um curso, abandonar um vício, casar, planejar uma viagem especial. Tudo isto é muito comum e cabe muito bem em nosso esquema mental. O problema com tais resoluções é que podem facilmente cair no esquecimento, e serem arquivadas na mente, ou na planilha que fizemos.

Apesar de tudo, não podemos desprezar tais resoluções ou sermos negativos ou pessimistas em relação a elas. Resoluções, mesmo sabendo que correm riscos de serem abandonadas no caminho, podem se tornar, eventualmente, um revolucionário “start-up” individual. Um ponto de convergência e mudança. Muitas vidas continuaram na mesma depois de sérias resoluções, mas muitas foram profundamente impactadas por causa de compromissos assumidos, sejam eles verbalizados ou não, mas que mentalmente foram assumidos. Num determinado momento, uma disposição pode ser o ponto de partida para grandes mudanças.

Pense na parábola do filho pródigo contada por Jesus. Aquele rapaz, depois de ter assumido posições tão equivocadas, “Caindo em si disse: Quantos trabalhadores de meu pai, tem pão com fartura, e eu aqui morro de fome. E levantando-se foi para se encontrar com seu pai”. Sua primeira ação foi “cair em si” (muitos caem nos outros...). Esta auto-análise e auto crítica mudou sua história. A segunda ação foi colocar em prática o que havia decidido: “Levantando-se foi”. Ele não apenas entendeu sua situação, mas ele agiu em direção a ela.


Então, nesta virada de ano, não mude apenas o calendário. Mude a atitude, crie nova disposição, e lute por ela. Isto fará diferença entre a condição atual e a condição desejada. Afinal, se queremos andar 500 milhas, precisamos dar o primeiro passo. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Surpresa do Natal

Resultado de imagem para imagens natal

André tinha apenas 9 anos, e frequentava uma pequena igreja do interior do país, seguindo os mesmos passos de seus pais, que também faziam parte daquela comunidade. Era uma criança agradável, apesar de não ser dos mais inteligentes, tinha uma boa compleição física, apesar de não ser dos mais elegantes, e gozava de um bom relacionamento com seus colegas de rua e da escola.
O Departamento Infantil daquela igreja resolveu fazer uma encenação do nascimento de Jesus, e todo o cenário foi montado para representar os hábitos e vestiários dos tempos de Jesus. Não tinham muito dinheiro, mas um pouco de criatividade ajuda bastante nestas situações. Convidaram André para ser o dono da estalagem por onde José e Maria passariam procurando um lugar para se abrigar.

O tradicional público se reuniu na pequena igreja para o drama que contaria o nascimento de Jesus, normalmente este dia atraia mais pessoas do que costumeiramente e todos estavam muito empolgados vendo tanta gente nova se aproximando. Havia uma inquietação nas salas onde todos estavam se preparando para a apresentação. Estava difícil para as professoras controlarem a emoção das crianças.

A narrativa foi se desenrolando conforme o combinado. José apareceu guiando Maria com ternura. Um travesseiro pequeno havia sido amarrado por debaixo da roupa dando a impressão de gravidez de Maria, que andava devagar. José bateu com força na porta de madeira montada no palco e André estava esperando este momento.

"O que o Senhor deseja?" falou André de forma segura.
"Estamos procurando um lugar para ficar. Maria está grávida e precisa descansar".

"Aqui não", respondeu firmemente André. "Não temos lugar para vocês porque nossa pensão está lotada".

"Senhor, temos procurado por toda parte, mas infelizmente não temos conseguido um quarto sequer".

"Infelizmente não temos lugar para vocês". André respondeu de forma conclusiva.


Diante da negativa, José e Maria foram lentamente saindo do palco, então, algo inusitado e não planejado aconteceu. Quebrando todo esquema André gritou com a voz embargada e os olhos marejados de lagrimas: "Voltem aqui, não vão embora".
-->

Houve uma certa perplexidade e um espanto geral dos bastidores. Ninguém se entendia. Alguns acharam engraçado o que estava acontecendo, mas a tensão estampada no rosto de André não permitia muitos gracejos. "Vocês vão ficar em minha casa! Não tem lugar para vocês na hospedaria, mas vocês vão para minha casa".
De repente, o natal tornou-se diferente. As pessoas estavam entendendo de uma forma completamente nova, o significado do Natal. Não havia sentido celebrá-lo sem que houvesse lugar para Jesus. Afinal, não há sentido falar de festa de aniversário se o aniversariante não se encontra presente. A atitude de André tornou aquele evento no mais significativo de todos os dramas de natal anteriormente representados.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Prepare-se! Os idosos vem ai!


Resultado de imagem para imagens idosos trabalhando
Recentemente a jornalista Daniela do Lago publicou artigo na Folha de São Paulo avisando: “O futuro do mercado de trabalho é grisalho! O número de idosos no mundo aumentará rapidamente e passará de 606 milhões, no ano 2000, para perto de 2 bilhões, em 2050. Esse aumento será mais marcante nos países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará. O Brasil envelhece rapidamente: de 21 milhões de idosos (11% da população), em 2010, para aproximadamente 65 milhões (30% da população), em 2050. Em 2046, para cada 100 jovens, haverá 238 idosos --hoje, são 112 idosos para cada 10.

As estatísticas são espantosas: Entre 1940 e 2015, a expectativa de vida teve aumento de mais de 30 anos, passando de 40,7 para 75,5 anos. A projeção para 2050 é chegar a 80,7 anos. Além do envelhecimento populacional, de 2010 a 2015 tivemos uma queda no número de crianças e jovens. A população acima dos 50 anos está aumentando e a taxa de natalidade, diminuindo.

Por esta razão, apenas um quarto dos brasileiros sairão totalmente do mercado de trabalho na idade da aposentadoria. Os outros trabalharão em algum nível após a idade de se aposentar. A figura do idoso exigindo cuidados vai passar. Uma pesquisa recente aponta que 70% dos brasileiros querem se manter ativos após a aposentadoria.

Isto aponta para um novo paradigma. Os profissionais seniores, querem e precisam trabalhar, e isto exige revisões praticas como adaptações para os idosos, cargos e horários flexíveis. Teremos cada vez mais pessoas de cabelos brancos nas empresas, competindo com os jovens em busca de espaço. Por causa de sua experiência e força de trabalho, eles se tornarão mais valiosos no mercado de trabalho.

Mas não se assuste com estas afirmações, nem com a sensação de horror que pode pairar quando imaginamos que não haverá mercado para todos. A sociedade sempre encontrou alternativas em épocas de crise. Com a industrialização, acreditava-se que milhares estariam sem emprego, mas outras formas de atividades surgem como consequência da mudança dos modelos atuais.

É importante, portanto, que a geração millenium se prepare para participar do grande projeto de construir um mundo com mais justiça, oportunidade de trabalho e riqueza igualitária. Há espaço para todos, e todos podem ganhar. Não falta riqueza e potencial, faltam oportunidades e justiça. 

O Cristo do natal

Resultado de imagem para imagens o cristo do natal

Ao comemorarmos o natal, precisamos atentar para o significado nascimento de Jesus, e só existe uma forma de entender isto: descobrindo quem é o Cristo do Natal.

Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo afirma: “Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher” (Gl 4.4). Este menino que nasceu numa pequena vila de Belém, num canto de uma pequena cidade nos arredores de Jerusalém, cercado de animais domésticos, já existia antes que houvesse mundo, céu e terra, pois na eternidade, este Jesus estava em total e plena harmonia com o Pai. Deus tinha um projeto em mente, e quando veio o tempo por ele havia planejado, Jesus surgiu na história, nos dias do rei Herodes, quando Pôncio Pilatos era o preposto de Roma em Jerusalém.

Aquele menino na manjedoura, enfaixado em panos, era o criador do universo e veio para realizar o grande projeto de resgate da humanidade. Veio no tempo estabelecido por Deus, na hora de Deus, na agenda de Deus. Aquele frágil menino que precisou dos cuidados de uma mãe ainda adolescente era aquele por meio do qual “todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez”(Jo 1.3).

Esse é o Jesus do natal!!!

Toda história bíblica fala de Jesus e aponta para ELE, conforme os profetas anunciaram, Ele nasceria de forma não convencional em Belém, de uma virgem, e seria o salvador. Este foi o anúncio que os anjos fizeram aos pastores em Belém: Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Aquele que haveria de redimir a raça humana de sua culpa e fracasso, nascia agora de forma simples distante dos poderes e dos palácios, e subverteria o falso poder dos fortes.  

O próprio Deus, em forma humana, construiu sua tenda no meio dos homens, andou nas estradas poeirentas da Judeia, e se vestiu de pele humana. Este Jesus foi aquele sobre o qual o Pai celeste profetizou que nasceria da semente da mulher para esmagar a cabeça da serpente!
Ele é o Rei dos Reis, o próprio Deus, que um dia voltará em glória para estabelecer o seu reinado que jamais terá fim.
Este é o Cristo do Natal!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

É preciso ter esperança!


Resultado de imagem para imagem esperança



O anúncio da Quaker State Metais Co., de 24 de Fevereiro de 1958 foi sugestivo: “Não deixe que lhe tirem até seu cachorro quente”. Ele dizia o seguinte:

“Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio, e nem acesso a jornais, mas, em compensação, vendia bons sanduíches. Colocou cartazes anunciando a mercadoria, e as pessoas paravam e compravam seu produto. Com isso, aumentou os pedidos de pães e salsichas, começou a fazer melhorias, contratou pessoas, investiu em maquinários, e acabou construindo uma boa clientela. Seu negócio estava prosperando.

Seu filho, que estava estudando na universidade veio de férias visitá-lo, e o pai lhe contou como o negócio ia bem, como estava entrando no mercado, falou de seus projetos e investimentos para aumentar a capacidade de servir melhor, com mais qualidade e rapidez.

Seu filho retrucou: - “Pai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria no país e a situação internacional é perigosa! O senhor corre muito risco e pode perder todo seu investimento por causa do aumento do dólar e das variações das commodities, aumento do desemprego, inflação, o governo e mercado recessivo.

Ele nunca havia falar sobre estas coisas, mas ponderou: - “Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto deve saber o que está dizendo!” Assim, cancelou o pedido de maquinários, não contratou e não fez as ampliações e melhorias necessárias, reduziu os pedidos de pão e salsichas e as vendas começaram a cair do dia para a noite.

Quando alguém questionou sua estratégia, ele disse seguro: “Meu filho tinha razão, a crise é muito séria! Por pouco não entrei na contramão da história”.

Não é de hoje que o Brasil vive uma onda de pessimismo e desânimo. Você deve concordar comigo sobre o quão depressivo tem sido assistir ou ler um jornal. São tantos escândalos, notícias estranhas, oportunismo político e casuísmo jurídico, um jogo claro de ações onde não se considera a oportunidade de se construir um país sério, mas jogos de poderes que parecem brincadeiras infantis de crianças com seus pais, escondendo seu rosto atrás da cortina, deixando todo o seu corpo visível, achando que assim não serão encontrados.


É preciso ter esperança em meio às notícias ruins. Não se abater por causa dos desmandos, crer que é possível, sonhar no meio do caos. O que sustenta gerações e nações é o fato de que alguns sonhadores e lunáticos nunca deixaram de gritar: “Eu tenho um sonho!” Aqui está a diferença entre os derrotados e os vitoriosos.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Vendo a vida por outro prisma

Resultado de imagem para imagens outro prisma

Recentemente me surpreendi ao retornar para casa, andando pelas mesmas esquinas, ao perceber detalhes e ângulos das mesmas ruas, casas e árvores pelas quais estou passando rotineiramente. Não fiz nenhum esforço para isto, simplesmente aconteceu e foi maravilhoso enxergar o mesmo caminho, “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim” de forma diferente. Nada era novo no cenário, mas algo interessante estava acontecendo na minha percepção.

Diante disto, comecei de forma intencional descobrir novos ângulos no mesmo caminho. Velhas e conhecidas casas possuíam detalhes que agora se entremeavam e se confundiam com novas imagens. Foi uma aventura poética, e de lá para cá, tenho buscado encontrar novos ângulos em cenários antigos.

Comparei a leveza de tal experiência com a própria vida.

Talvez o fato de estarmos sempre fazendo as mesmas leituras e enxergando as coisas da mesma forma, seja a causa de tanta ansiedade, angústia, desânimo e medo. O nosso “software” mental é o mesmo de muitos anos de frustração, somos incapazes de ver como a vida é dinâmica. Vemos apenas o velho, repetitivo e monótono sinal, carregado de antigas imagens, eventuais más recordações e tóxicas lembranças de fatos e pessoas.

Precisamos de uma nova programação. É urgente a necessidade de novas lentes para se ver a vida por outros ângulos, criando novos cenários, imagens e perspectivas.

Esta semana, celebra-se timidamente no Brasil o Dia Nacional de Ações de Graças. O que a gratidão faz? Ela muda a leitura, como bem afirmou Norman Vincent Peale: “Ser agradecido faz todas as coisas melhores”, ou ainda “gratidão é o amor contemplando o passado” (Moacir Bastos).

Podemos colocar a visão na amargura, descontentamento, ódio, frustração e ira, ou podemos criar novos ângulos nesta lente ótica e enxergar a história com esperança, sonhos e gratidão.

Em qual rua queremos andar?


Na estrada do ressentimento que traz desespero e morte, ou na rua da gratidão, onde podemos encontrar alegria e vida? 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

As sepulturas do desejo

Resultado de imagem para imagens desejo e morte

O mundo do marketing e da mídia reconhece que o ser humano se move por desejo. É isto que nos impulsiona. Desejamos satisfação imediata daquilo que nos atrai, e os marqueteiros oferecem satisfação garantida. Não é sem razão que facilmente estouramos os limites do cartão de crédito e apesar de termos acesso tão fácil e possibilidades cada vez mais acessíveis, ainda continuamos vazios e carregados de desejos, esperando a próxima aventura e maior adrenalina.

A Bíblia relata o povo de Deus no deserto, reclamando da monotonia do maná e com saudades da comida do Egito. O povo de Deus foi saciado. Deus enviou milhares de codornizes e eles puderam recolher grande quantidade de carne, mas seus desejos estavam tão desajustados que passaram a comer desvairadamente, e a sofreguidão os levou à morte enquanto ainda comiam. Aquele lugar se tornou um grande cemitério, e o povo deu o nome em hebraico de Quibrote-Hataavá, que quer dizer “As sepulturas do desejo” (Números 11.32-34).

O Sl 106.15, posteriormente analisa este trágico evento: “Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”. Isto demonstra que, o desejo deles se tornou laço, destruição e armadilha. Existe um termo bíblico, concupiscência, raramente usado em ambientes que não sejam teológicos, que fala de um risco presente na alma humana. Sua tradução mais imediata seria “desejo estragado”. Temos desejos legítimos, que lamentavelmente estão adoecidos e pervertidos, por isto não nos satisfazemos quando os realizamos.

"Nosso Senhor considera os nossos desejos não demasiadamente fortes, mas demasiadamente fracos. Somos criaturas perdidas, correndo atrás do álcool, sexo e ambições, desprezando a alegria infinita que se nos oferece, como uma criança ignorante que prefere seus bolinhos de barro no meio do chiqueiro, porque não consegue imaginar o que significa um convite para passar as férias na praia" (C. S. Lewis, O peso da Glória).

Nosso desejo mais profundo é por Deus, e não por coisas que conquistamos e que se tornam substitutas para aquilo que só Deus pode satisfazer, como bem afirma a teologia clássica: “somos seres finitos com desejos infinitos”. Existem dentro de nós desejos que só Deus pode satisfazer. Buscamos desesperadamente por coisas que nos satisfaçam, projetamos nossa dor e anseios em coisas finitas, sem saber que isto não pode nos satisfazer, e o resultado será maior frustração, vazio e desespero.

Assim, desencontrados em nossos adoecidos desejos, terminamos nossa vida de forma angustiante e vazia, sendo levados para “as sepulturas do desejo”.