domingo, 14 de fevereiro de 2021

Os riscos da amargura




Poucas coisas são tão pesadas para o coração quanto a amargura. E ela pode adentrar de forma sutil e quase imperceptível: Uma frustração antiga, uma decepção pessoal, a ira não resolvida, enterrada viva, a traição de um amigo, um abuso ou violência. As razões podem ser graves ou simples, podemos ter consciência dela ou não. Mas seja qual for a situação, a amargura torna-se a trilha para muito sofrimento.


No livro “O Pequeno príncipe”, Saint Éxupery narra que no seu pequeno planeta, nascem e crescem os baobás, que precisam ser podados diariamente, porque são grandes árvores e podem facilmente ocupar todo espaço não dando lugar para que outras plantas floresçam. Creio que esta é uma boa ilustração do que pode acontecer com o coração, quando possuído pela amargura.


Enquanto a raiva se exterioriza, a amargura aprofunda suas raízes. A raiva causa danos externos, a amargura traz prejuízos internos. Ambos são mortíferos e devem ser afastados. Ser dominado pela ira traz sofrimento às pessoas amadas, e podem nos transformar em seres mau humorados e antissociais, como o “zangado”, personagem dos sete anões. Ser dominado pela amargura, leva-nos à melancolia, tristeza e depressão. Perdemos o prazer de viver, e eventualmente desejamos ferir e vingar o mal sofrido, que nem sempre temos real consciência da sua origem e natureza. 


A amargura cria raízes que brotando nos perturbam. Como uma erva daninha no jardim que sendo arrancada ainda deixa o toco na terra e floresce nas primeiras chuvas. Suas raízes insistem em sobreviver, não são fáceis de serem removidas, e quando menos esperamos, a erva que julgávamos extinta estava apenas latente e renova-se, toma formas, cresce novamente.


A amargura também tem o poder de contaminar as pessoas ao redor. Já caminharam com alguém dominado pelo ressentimento e amargura. Ela se torna intragável. Dá azia em pacote de sonrisal; é tão ácida que ao tocar no leite o transforma imediatamente em coalhada. 


Cuidado com a amargura! Cheque o coração se não precisa lidar com perdas e liberar perdão aos ofensores. Uma alma leve, tem poder de restauração. A Bíblia afirma que “o coração alegre faz o rosto ficar bonito”. O contrário também é verdade: “para o amargurado, todos os dias são maus”. Até mesmo os dias de céu claro parecem nublados. Precisamos de graça para nos livrarmos da amargura, para voltar a sorrir, para voltar a viver. É muito arriscado andar com a mochila carregada de amargura.

Brasileiros Invisíveis

 





 

O Brasil tem 38 milhões de brasileiros "invisíveis", de acordo com o Ministro da Economia Paulo Guedes. São trabalhadores que receberam o Auxílio Emergencial, mas não estão inscritos no cadastro do governo. Muitos deles não têm CPF, conta bancária nem acesso à internet.

 

Apesar da citada invisibilidade, estas pessoas possuem famílias, laços de relacionamentos, história. Eles precisam morar, tomar ônibus, fazer compras e sobreviver. Muitos moram em zonas rurais, isolados do ambiente urbano. Outros estão nas periferias das grandes cidades. Por isso, alguns afirmam que o grande problema não está na invisibilidade, mas na ausência deliberada de quem olha e ignora, não deseja ver, vira o rosto para não.

 

Trata-se da legião dos miseráveis, estimada em 11,3 milhões de brasileiros analfabetos com 15 anos ou mais, que vive sem documentos, sem carteira de trabalho e não recebe qualquer benefício social. Simplesmente não há registro destas pessoas. 

 

Especialista em políticas públicas e gestão governamental, a socióloga Letícia Bartholo rejeita o termo “invisível” por considerá-lo insensível. Ela afirma que, apesar de não estarem na proteção assistencial do Estado e viverem na informalidade, essas pessoas não estão longe de cada um de nós. São jardineiros, diaristas, autônomos, fazem pequenos bicos e estão mais perto do que imaginamos. Outro aspecto interessante é que não estão completamente fora do radar do Estado, já que podem ter acesso aos

sistemas públicos de saúde e educação.

 

O problema da população esquecida tem dois componentes: um é político, outro é ético. No primeiro há uma omissão deliberada e quase intencional do Estado, que não possui qualquer estratégia real para mudar o quadro social em que vivemos. A liderança política que faz as leis dispende uma quantidade imensa dos recursos para sustentar uma máquina cheia de privilégios voltada para a elite, que por sua vez ignora a miséria. Há muitos recursos, mas eles são mal distribuídos.

 

Por outro lado, temos um problema ético. A exploração, discriminação, descuido e negligência - ou qualquer termo que usemos - na verdade apontam para uma recusa grave, defeituosa, cínica e imoral. Sociedades mudam quando cidadãos,

 

aliados a uma política de cuidado, preocupam-se em cuidar e proteger os vulneráveis. O grande problema brasileiro não é a ideologia de gênero, nem a questão do racismo, aspectos que parecem dominar a discussão social em nossos dias. O grande problema tem a ver com a exploração da miséria.

 

Romper com este sinistro cenário envolve intencionalidade, disposição e leva tempo, mas é possível. Uma religiosidade eticamente madura precisa denunciar e participar da construção de um ambiente em que todas as camadas sociais possam ser percebidas. Não pode haver espaço para uma sociedade que criminosamente gera invisíveis.

Ateísmo Prático

 


 

Há duas formas de se relacionar com Deus: aceitando-o ou negando-o. Os que aceitam-no procuram orientar-se pelo seu conhecimento da verdade, vivendo uma vida coerente com seus princípios e valores eternos. Eles sabem que são temporais, fazem parte da história humana, possuem vínculos com o tempo presente, mas são iluminados pelos lampejos da eternidade e pela esperança da vida após a morte.

Os que negam a existência de Deus são alheios às coisas espirituais. Práticas religiosas, cultos, missas e devoção são realidades alheias ou indiferentes. O que importa é o presente e, eventualmente, a ética é epicurista: comamos e bebamos que amanhã morreremos. Sendo assim, como não existe percepção de eternidade, a única coisa que conta é o presente, já que a vida se encerra em um túmulo. Eventualmente, não são pessoas piores nem melhores que os religiosos, mas por causa de suas convicções, não se interessam por coisas espirituais e não possuem qualquer esperança eterna.

Os que creem e professam a fé e a religião, mesmo sendo devotos e zelosos, até mesmo moralistas e legalistas, podem ser ateus na prática. Muita maldade e crueldade já foi praticada na história por pessoas religiosas, que defendem uma causa religiosa. A Bíblia fala daqueles que, “no tocante a Deus, professam conhecê-lo, entretanto o negam por sua obras”. São religiosos quanto às suas convicções de fé, mas são ateus no estilo de vida que adotam. Isso é ateísmo prático! Afirmam crer em Deus, mas o negam na sua ética. Falam de honestidade e são injustos. Oram a Deus, mas ferem as pessoas.

Ateus na prática podem enganar as pessoas com discursos piedosos, tornando-se pseudo religiosos, usando máscaras de piedade, mas, com o passar do tempo, suas inconsistências se revelam. Podem enganar a muitos por algum tempo ou poucos por muito tempo, mas não podem enganar a todos, todo tempo. O mais trágico do ateísmo prático, porém, é que não é possível enganar a Deus que a tudo vê. Jesus disse que no último dia, na hora do juízo, muitos estarão diante do Pai usando as prerrogativas inconsistentes de sua religiosidade, mas o Pai celeste lhes dirá: “Não vos conheço! Apartai-vos de mim vós os que praticais a iniquidade”.

A vida de fé precisa ser sustentada por uma ética positiva. Afinal, “o que as pessoas fazem, fala tão alto que não é possível ouvir o que elas dizem”. Uma religiosidade saudável traduz-se numa ética também saudável. A fé autêntica é reconhecida por uma ética autêntica.

Sua Vida Tem Sentido?

 


 

Estudos apontam para a dramática realidade de que boa parte das pessoas tem o suficiente para viver, mas não tem porque viver. “Tem os meios, mas não tem o sentido”, já dizia o escritor e neuropsiquiatra austríaco Victor Frankl. Já o psiquiatra e escritor Irvin D. Yalom, da Universidade de Stanford, afirma que “de 40 pacientes procurando terapia numa clinica psiquiátrica de atendimento externo (...), 30% tinham algum problema de vulto relacionado à questão do sentido.”


O consumo de drogas, álcool e a violência são apenas a superfície do iceberg revelando que há algo muito sério com o ser humano. “Há ampla evidência empírica de que as três facetas da síndrome neurótica na geração jovem – depressão, agressão e dependência de drogas – são devidas ao vazio existencial, vacuidade e falta de sentido”, sentencia Frankl. A esta ausência de significado podemos ainda acrescentar a desenfreada busca por adrenalina e hobbies excêntricos no intuito de ter novas experiências. Dentro desse contexto, o misticismo e a religião podem ser igualmente perigosos porque são experiências socialmente aceitas, mas, do mesmo modo, podem trazer alienação e fuga da realidade.


Há uma clássica frase em Filosofia atribuída a Nietszche: “Quem tem porque viver, pode suportar quase qualquer como”. O sentido pode ser encontrado nas experiências de alegria, mas até nas perdas, dores e tragédias. Mesmo na angústia, o ser humano pode encontrar alguma razão existencial ou espiritual pelas quais possa dizer: isto é relevante, faz sentido, gera objetivo!


Pense na sua própria condição pessoal. Pra quê você vive? Certa pessoa cética e inteligente disse-me certa vez: “Sinto-me como se eu fosse um acidente entre dois acidentes – meu nascimento e minha morte. Não vejo sentido em nada”. Quando não conseguimos fazer uma conexão com um roteiro maior que possa orientar a vida, surge, fatalmente, o desespero.


Jesus procurou demonstrar aos seus discípulos o elo de conexão: “Não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Ele costura o sentido em relação à eternidade e à transcendência. Nada do que fazemos é relevante se não estiver conectado a algo maior, já que o temporal precisa de uma referência eterna. Jean Paul Sartre chegou a essa mesma compreensão, mesmo sendo ateu convicto, ao dizer: “Nenhum ponto finito tem sentido se não estiver conectado a um ponto infinito”.


Essa percepção, de que existe algo pelo qual se possa dizer que vale a pena viver ou morrer, também tem sido chamada de “sentido incondicional” ou suprassentido. A vida só encontra razão e significado, quando ela transcende a esfera do aqui e agora, e se projeta na eternidade.

O Corpo: Esta fantástica máquina!

 


 

Juiz de Direito em Brasília, Dr. Darci Alvim Pereira, um inestimável irmão com um profundo senso de humor e inquestionável integridade, deixou muita saudade quando partiu e não gostou quando instalaram computadores no tribunal. Certo dia, quando houve uma pane nos computadores, comentou ironicamente: “Sou muito mais eu. Minha cabeça já está funcionando há 61 anos e nunca perdeu a memória. O computador do Tribunal, com apenas 6 anos, já esqueceu tudo o que recebeu.” Você já parou para pensar quão fantástica é a máquina que você tem?

Em 2013 o Globo Repórter fez uma edição especial sobre o corpo humano: “640 músculos. Três bilhões de fibras nervosas. 30 trilhões de células vermelhas. A máquina perfeita dispara pelas ruas da grande cidade. E quem poderia detê-la? Um esqueleto leve como alumínio. Resistente como aço. E quatro vezes mais forte que o concreto. Somos um espetacular produto de engenharia por dentro e por fora. No centro de tudo, o coração. É a nossa sala de máquinas. Bombeia sangue através de 96 mil quilômetros de veias e repete a operação 40 milhões de vezes ao ano. E o mais espantoso: somos sete bilhões de exemplares. Únicos: nenhum igual ao outro.”

A tia-avó de minha esposa mora em Rio Claro-SP e está completando agora 105 anos. Na verdade, sua longevidade não é tão excepcional na família, já que todas as mulheres vivem muito - se minha esposa morrer antes de mim, suspeitem... eu certamente a matei!

Para escandalizar os leitores veganos, vegetarianos e naturalistas quero dizer que ela come muita comida e de péssima qualidade. No seu último aniversário, às 21H, ela estava comendo um prato de salgadinho com uma garrafa de coca-cola. Pensamos que ela iria passar mal, mas, que nada!! Dormiu bem e acordou ainda melhor. Olho para o seu corpo, sem grandes complicações, e fico admirado: que máquina fantástica!

105 anos trabalhando dia e noite. Todo o sistema digestivo funcionando bem, a memória sem falhar, as articulações dando conta do recado, o coração e todos os demais órgãos internos em pleno funcionamento. Nossos carros, com três anos começam a apresentar desgastes. As máquinas produzidas pelos homens, por mais perfeitas que sejam, sofrem obsolescência industrial. Entretanto, lá está o corpo humano. Nem percebemos sua grandeza, beleza e nem nos damos conta do seu funcionamento, a não ser quando sentimos dor.

Três mil anos atrás o rei Davi escreveu: “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos quando no oculto fui formado e entretecido, como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram me viram a substância ainda informe e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles, escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!” (Sl 139.13-17).

 

É surpreendente como esta máquina tão incrível produza tanta beleza, harmonia e surpresas. Só um grande engenheiro seria realmente capaz de construir algo tão fenomenal!

domingo, 17 de janeiro de 2021

Preparado para mudanças?


 Preparado para mudanças? 


Em 1994, recebi honroso convite de uma instituição americana para me mudar para os Estados Unidos a fim de trabalhar com a comunidade de imigrantes de língua portuguesa na região de Newark-NJ. Naquela época eu morava no Rio de Janeiro.
Era um grande desafio: linguístico, familiar, cultural. Era necessário me desapegar literalmente de minha história e livros que tão sacrificialmente havia comprado. Muitas vezes deixei de ir ao cinema ou a um jantar porque queria determinado exemplar. Ao mudar, tive que me desfazer do carro, preparar uma complexa documentação, estava com 34 anos e meus filhos tinham 6 e 8 anos. Grande desafio!

Ao chegarmos nos Estados Unidos, minha esposa, com mestrado em Letras pela UFG-Go., foi contratada como professora de ESL (English as Second Language), um programa desenvolvido pelo governo para melhorar a inserção dos filhos dos imigrantes da região, que ainda não tinham competência na língua inglesa.

Era um recomeço. Estar num lugar desconhecido, aperfeiçoar a língua, fazer as coisas de forma completamente diferente do que até então estava acostumado a fazer. Pessoalmente tenho muita dificuldade com mudanças, gosto das coisas no lugar e tenho uma relação quase afetiva com meus pertences, na época, tinha uma grande paixão por livros e discos. Portanto, mudança não é algo fácil para mim. Talvez por esta razão, o advento da pandemia em 2020, me tenha sido tão pesado. Uma nova abordagem, um fazer diferente, dar aulas pela internet, ser criativo, tudo isto gerou um esforço psicológico muito grande para mim.

Por que estou dizendo tudo isto? 
Viramos novamente a página do calendário. Chegamos em 2021. Para alguns, um grande alívio considerar que este ano tão singular chegasse ao fim. Um novo ano nos convida a jogar fora as folhinhas e agendas velhas, no sentido literal e simbólico e planejar novos passos, abordagens e estratégias , afinal, não é assim que cantamos: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer?”

Um novo ano, com novas perspectivas e, infelizmente, velhos hábitos, estão diante de nós. Camões afirmou 500 anos atrás: “Jamais haverá ano novo, se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”. 

Mudanças podem gerar desconforto, inquietação, desmobilização, mas ao mesmo tempo podem nos ajudar a visualizar novos rumos e oportunidades. Crescer pode ser um processo doloroso, mas necessário e inevitável. Cada época da vida traz diferentes caminhos e desafios.

Que 2021 nos desafie! Que haja em nós mudanças significativas e profundas. Você está preparado para as mudanças? Já pode antecipar quais mudanças são urgentes e imprescindíveis? O que é prioritário? Lembre-se “prioridade não tem S” (Sérgio Cortela). Que passos concretos você tem adotado? 

Melhores atitudes nos levam a maiores altitudes!

Síndrome do “coitadismo”

 



Síndrome do “coitadismo”

 

De acordo com o IBGE, No Brasil, quase 11 milhões de jovens de 15 a 29 anos não estão ocupados no mercado de trabalho e nem estudando ou se qualificando. Este grupo representa 23% da população do país nessa faixa etária, e tem sido chamado de “nem-nem”. Nem estudam nem trabalham. Estão fora da educação, do emprego e da qualificação profissional. Em inglês são chamados de NEET: "Not in education, employment, or training" (fora da educação, emprego e formação profissional
). Este número cresceu 2,5 pontos percentuais em relação a 2014 (20%) e 2,8 frente a 2005 (19,7%).

 

Certamente nem todos que se encontram nesta condição podem ser acusados de irresponsabilidade. Existem variáveis sociológicas e de saúde, no caso recente a pandemia, que não podem ser ignorados, mas uma boa parte, infelizmente desenvolve síndromes persecutórias, e no processo de vitimização, se veem realmente como “coitadinhos”, digno de pena e aceitação. São pessoas com medo de encarar os desafios porque temem o fracasso. Alguns são filhos de casais muito bem sucedidos profissionalmente, e isto ao invés de encorajar e estimular, parece gerar inibição e timidez.

 

Uma das características do coitadismo é se colocar como vítima, tentar descobrir um bode expiatório, achar que a culpa é da sociedade, da família ou de outras pessoas que não lhe deram oportunidades. Eventualmente as pessoas se distanciam daqueles que se vitimizam, porque tais pessoas drenam as emoções e roubam a energia, esperam solidariedade e compreensão e anseiam por pena e condolência

 

A atitude de vitimismo foca nos problemas e na dor, gerando um circulo vicioso de descontentamento, murmuração e reclamação. É uma doença causada pela pessoa vitimizada e que só afeta a ela mesma. Augusto Cury disse corretamente: “Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.” Quem se vê como coitado precisa entender que todos passam por problemas, e que o mundo é implacável com aqueles que desistiram de si mesmos. A questão central não é o que a vida, circunstâncias e pessoas fizeram contigo, mas o que você fará com aquilo que lhe fizeram. 

 

Por isto, Acabe com o vitimismo antes que ele acabe com você. Não fique esperando que as pessoas lhe deem o devido valor para sua pro-atividade. O coitadismo não é provocado por nada nem ninguém além de nós mesmos. O escritor alemão Johan Goethe (1749-1832), já afirmou: “Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora.”