domingo, 7 de junho de 2020

Flexibilizar ou Não?

Quarentena social: O que é e para que servem as medidas de ...

O Brasil já está parado há mais de dois meses. Certa impaciência e angústia vão tomando conta dos que estão fechados em casa porque fazem parte do grupo de risco, daqueles que precisam trabalhar e não estão encontrando o caminho para o retorno, dos estudantes que estão longe da escola e precisam apresentar suas atividades e, também, dos professores que têm de preparar as aulas, acompanhar os alunos, corrigir tarefas. Tudo isso no ambiente doméstico onde a distração, o barulho e a circulação de pessoas transformam o trabalho em algo desgastante, muito mais oneroso.
Por outro lado, temos ainda a situação das escolas públicas, nas quais os estudantes não possuem computadores nem internet e por isso não acompanham as aulas. Para muitos, o ano letivo será um ano perdido, assim como o será para a economia, que já tem a previsão do Banco Central de um PIB negativo de 6.25% para 2020.
O que mais angustia em tudo isso é a falta de previsão. Quando vai acabar? Quando as coisas voltarão à normalidade? Isso gera ansiedade e aos poucos as pessoas vão lidando flexibilizando o enfrentamento da enfermidade: pequenos encontros já têm sido marcados, reuniões familiares têm ocorrido e grupos menores de amigos têm se visto porque ninguém está conseguindo mais lidar com o estresse e a tensão que o isolamento gera.
Meus pais, idosos, estão acompanhando a reforma de uma de suas casas, vizinha à casa onde moram.Todos os dias eles se arriscam e saem de casa. Vão até a obra para não fazerem nada, mais pela impaciência que sentem de estar apenas em casa. Meu pai vive um momento em que não se preocupa muito com as coisas, mas minha mãe, mais consciente e ativa, começou a ter choros de saudade dos filhos. Ela tem se sentido solitária e fala em morrer porque se sente “velha e inútil” e assim por diante. São os efeitos colaterais.
E aí? O que fazer? Flexibilizar ou avançar? Quando será o pico da doença? Isolamento social ou distanciamento social? Governador de Nova York, Andrew Cuomo recentemente foi bombardeado por perguntas de jornalistas sobre o desenrolar da situação sobre as propostas para o seu Estado. Por várias vezes Cuomo respondeu: “I don’t know!”, revelando o sentimento de incapacidade que temos, já que não há um procedimento seguro e um protocolo confiável.
Para complicar ainda mais, grupos políticos polarizaram e radicalizaram suas posições e não mais importa o que pensa a ciência (se é que a ciência também está sabendo alguma coisa...). Cada um vai repassando as informações e as fake news que mais interessam ao seu modo de pensar, mesmo porque ninguém sabe ao certo o que vai acontecer nos próximos dias.
Mais do que nunca a impotência humana, diante de um vírus tão pequeno, nos leva a considerar a importância de pedir a Deus misericórdia e sabedoria para que, os que governam o País e os que são responsáveis pelas pesquisas científicas tragam graça e bom senso em meio ao caos e ao medo. Que Deus nos ajude!

domingo, 17 de maio de 2020

Impressões na Quarentena

Comunicação - Governo prorroga quarentena até 25 de abril em ...

O que tenho aprendido na quarentena? 

Esta pergunta veio à minha mente na semana passada. O que este tempo de reclusão e distanciamento me fez observar sobre mim mesmo? O que tenho aprendido e descoberto sobre quem sou?

1. Descobri que é difícil viver apenas comigo mesmo. Como disse J Quest: “quero ficar só, mas sozinho comigo eu não consigo”. Fiquei mais de dois meses vivendo solitariamente, pois minha esposa estava acompanhando o nascimento do neto e os voos foram cancelados. Descobri que a solidão não é brincadeira...

2. Ficou evidente, que preciso de rotinas claras e definidas. A falta de uma agenda, de acordar e sair de casa, de saber o que fazer diariamente, de uma dinâmica pessoal, me deixou ineficaz e angustiado.

3. Aprendi que tempo de sobra não me torna mais produtivo e efetivo. Tinha todo tempo para ler e escrever mas a produtividade se tornou pobre e escassa. O fato de não ter horário para dormir e acordar, pode ter sido uma das justificativas para isto.

4. Conclui que tenho sede de relacionamentos, ainda que superficiais: tomar café com alguém, conversar com pessoas, sorrir, faz parte da minha natureza, vocação e formação. Estas coisas simples me fizeram muita falta.

5. Percebi a fragilidade do ser humano. A grande ameaça não veio de uma bomba atômica, nem cataclismas ou hecatombes, mas num invisível e pequeno vírus que mudou hábitos, estagnou a economia de metade do planeta. Apesar de todo avanço da pesquisa e da ciência, o vírus ironizou a prepotência humana.

Minha esposa, também fez suas observações, que julgo importantes:

A. Ter tempo não tem a ver com cronos, mas com propósito. Nunca tive tanto tempo e jamais produzi tão pouco. Quando não temos propósito, o tempo desaparece. Já dizia o velho Salomão. Há tempo pra todo PROPÓSITO.

B. O fim dos cultos públicos e reuniões semanais demonstrou que muitos precisam ter um encontro real com Deus.

C. Acredito também que Deus colocou os seres humanos em quarentena, para a natureza se recuperar um pouco de nós e aguentar até sua redenção. Tem até golfinhos nos antes fétidos canais de Veneza!

D. Muitos descobriram o que todos já sabiam sobre seus filhos, mas ninguém podia ou tinha coragem de dizer...rsrsrs

O Novo Normal

O "novo normal": o que deve mudar na rotina das viagens após o fim ...

Uma das perguntas recorrentes neste tempo de reclusão e isolamento social é: quando as coisas voltarão ao normal?

Muitas pessoas não suportam mais ficar em casa e algumas delas, literalmente, estão surtando. Por isso, mesmo correndo riscos ou tendo a possibilidade de trazer riscos para a família, elas acabam se expondo demasiadamente. Alguns por necessidade financeira, outros por pura impaciência.

Então é natural que todos nós queiramos saber: “quando as coisas voltarão à normalidade?” As respostas têm sido diferentes para os pessimistas e otimistas. Para alguns, dentro de 15 dias a quarentena se encerra. Outros projetam mais um mês, mas a melhor opinião que ouvi sobre o assunto é que não haverá volta à normalidade porque o que surgirá será um “outro normal” ou um “novo normal”. As coisas nunca mais serão como antes.

Alexandre Mansur, da Revista Exame, escreveu na edição do último dia primeiro: “É um período longo de home office, restrição de atividades com multidão, redução de viagens aéreas e outras grandes alterações em nossos meios de produção, convívio familiar e entretenimento. Vai transformar radicalmente as economias, os serviços, as tecnologias, os hábitos, o nosso paradigma de sociedade. Naturalmente, qualquer exercício de futurologia agora é arriscado. Mas já é possível vislumbrar algumas grandes tendências do mundo que virão por aí. Muitas delas coincidem com a visão de uma humanidade que usa de forma mais sustentável os recursos naturais do planeta.”

Uma primeira constatação é que devemos desistir da idolatria da segurança. Ela, na verdade, é uma ilusão. A pandemia do coronavírus vai falir empresas sólidas e provocará o surgimento de outros gigantes. Os EUA se tornaram superpotência depois da II Guerra Mundial porque souberam aproveitar bem o momento. De 1945 para cá, o mundo não experimentou nenhum grande “shut down” como agora. A Coréia do Sul floresceu depois da Guerra Civil com a Coréia do Norte. Momentos de crise geram novas abordagens e percepções, trazem nova valorização e estratégias. Calamidades geram uma nova forma de olhar e fazer as coisas. O convencional perde espaço para outras abordagens.

O modelo educacional deve sofrer grandes questionamentos. É provável  que o “homeschooling” (Educação Domiciliar) volte a ser considerado uma interessante estratégia e as EADs se tornem uma possibilidade mais ampliada, ocupando um espaço cada vez maior na sociedade. O home office será ainda mais potencializado com os eventos recentes. A Tecnologia de Informação será mais requisitada que antes.

De forma direta, haverá grandes questões em torno dos valores humanos e ética social. Uma nova categoria de valores surgirá, colocando sobre lideranças políticas e empresariais a obrigatoriedade de repensar o que realmente importa. Isto vai gerar questionamentos morais sobre economia e saúde, trabalho e vida e atingirá a população em geral, levando muitos a optarem por um estilo de vida pacato e rural, em contraste com o estilo de vida competitivo e urbano.

Teremos, portanto, não uma normalidade como atualmente conhecemos, mas um “outro normal”. 

Que hora é esta?

Como dizer já está na hora de em inglês? | Dicas de Inglês

No livro de Isaías lemos: “Gritam-me de Seir: Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas?” (Is 20.11).

Séculos depois, Cícero cunharia a famosa frase: “O tempora! O mores!” Isso em seu discurso no Senado, nas célebres Catilinárias, bradando contra os vícios e a corrupção de Roma. “Que tempos os nossos! E que costumes!”. Em sua visão, conspirações e corrupção solapavam o Império e as atitudes mereciam ser desprezadas em alta voz, como repúdio à vileza presente na elite romana. 
A frase de Cícero é profundamente contemporânea. Que dias são estes e que horas são estas? Assim como a pergunta suscitada pelo profeta: “Guarda, a que hora estamos da noite?”.

A frase do Isaías suscita três possiblidades: 

Primeira: as pessoas estavam desorientadas e não conseguiam julgar corretamente o momento que viviam. Não sabiam discernir a época nem o tempo no qual estavam inseridas. Não saber a hora é típico do fuso horário - efeito jet lag -, quando surge a sensação de cansaço extremo ocasionada pela diferença de horário entre a origem e o destino. Isso acontece porque o relógio biológico perde a sincronização com o horário cronológico do novo ambiente, pois o ritmo dia/noite em que a pessoa estava acostumada a viver sofre mudança súbita. Como lidar com a vida se não somos capazes de perceber o tempo? Quanto mais idosos ficamos, menos capacidade temos de entender o que está acontecendo ao nosso redor.

Segunda: as pessoas estavam indagando assustadas porque o que estavam vivenciando era incomum e causava perplexidade. Os tempos estavam confusos e tudo parecia diferente. Nova moral, novos costumes, nova espiritualidade. Por isto estavam amedrontadas e apavoradas. O novo assusta! Que hora é esta? Que tempo é este?

Terceira:, existe uma dimensão escatológica, algo conectado ao futuro. A Bíblia afirma que precisamos remir o tempo porque os dias são maus. Precisamos entender, no tempo de Deus, qual é o seu calendário, que agenda Ele tem. Jesus advertiu que a volta do Filho do Homem se daria quando não estivéssemos apercebidos e que seria como a vinda do ladrão da noite, na hora em que não estaríamos prevenidos. Precisamos, pois, vigiar, estar atentos! Que hora é esta no plano de Deus? Em que hora da noite estamos?

Será que sabemos “a que hora estamos da noite?”

Graça em meio ao Caos

O caos do isolamento e a graça de Deus - Firme Fundamento

Tempos difíceis criam grandes oportunidades para revelar o melhor e o pior das pessoas. Muitos olham situações de calamidades com a visão de uma hiena, que ao ver um animal ferido e indefeso, aproxima-se para dar o golpe final de misericórdia. Assim, um grande número de pessoas tem usado o coronavírus para explorar, abusar do sofrimento, tirar vantagens. Tenho calafrios só de pensar o que líderes políticos inescrupulosos podem fazer com o dinheiro público nestes dias que estamos vivendo.

Nos EUA, algumas pessoas aproveitando o pânico, começaram a estocar grandes quantidades de álcool em gel e papel higiênico para revender na internet a preços extorsivos. O mesmo aconteceu no Brasil, com o frenesi pela busca de máscaras, roubo de máscaras e vacinas falsas.

Felizmente, atitudes de solidariedade e generosidade começaram a surgir. Em nossa comunidade, um grupo de diáconos se mobilizou. Eles disponibilizaram o tempo que têm para fazer compras de supermercado e farmácia para pessoas dos grupos de risco. Um grupo de médicos da cidade também ofereceu, às pessoas em pânico, atendimento gratuito por telefone para orientá-las quanto à melhor atitude a tomar. Em São Paulo, a filha de minha prima, de apenas 14 anos, colocou seu nome e telefone nos elevadores do prédio em que mora, oferecendo-se para ajudar pessoas idosas que precisam de suporte. E isso, voluntariamente!

A Covid-19 trará prejuízos e sequelas imprevisíveis para a sociedade. Tempos de calamidades, guerras e pestes mudam a cosmovisão de uma geração. Também teremos grandes perdas e oportunidades neste momento de perplexidade em que vivemos.

Não seremos a primeira nem a última geração a enfrentar catástrofes parecidas. Na verdade, a última tragédia global acabou há 75 anos, com o final da II Guerra Mundial. Tragédias cobram um preço muito alto, mas podem ser mitigadas pela empatia e pelos gestos humanitários. Pode-se perder financeiramente, mas alcançar grandes ganhos na alma que se expressa no apoio e no cuidado. A dor pode ser brutal e impiedosa, mas podemos amenizá-la com sensibilidade e humanidade!

Uma coisa surpreendente que aprendemos com a fé cristã é que, o lugar mais hostil e dolorido, no qual Deus parecia estar ausente, foi a cruz. A exclamação de Cristo “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?”, mostra o drama do Calvário. Contudo, a cruz é o lugar da redenção. Naquele lugar, o Cordeiro de Deus leva sobre si o pecado do mundo. A cruz é amarga e redentiva, dolorida e graciosa. E esta é uma lição preciosa: a Graça sempre brota no meio do caos.

sábado, 9 de maio de 2020

Que horas são estas?

Pôr Do Sol, Sun, Céu Noturno, Nuvens

No livro de Isaías lemos: “Gritam-me de Seir: Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas?” (Is 20.11).

Séculos depois, Cícero cunharia a famosa frase: “O tempora! O mores!” Isso em seu discurso no Senado, nas célebres Catilinárias, bradando contra os vícios e a corrupção de Roma. “Que tempos os nossos! E que costumes!”. Em sua visão, conspirações e corrupção solapavam o Império e as atitudes mereciam ser desprezadas em alta voz, como repúdio à vileza presente na elite romana. 

A frase de Cícero é profundamente contemporânea. Que dias são estes e que horas são estas? Assim como a pergunta suscitada pelo profeta: “Guarda, a que hora estamos da noite?”.

A frase do Isaías suscita três possiblidades: 

Primeira: as pessoas estavam desorientadas e não conseguiam julgar corretamente o momento que viviam. Não sabiam discernia época nem o tempo no qual estavam inseridas. Não saber a hora é típico do fuso horário - efeito jet lag -, quando surge a sensação de cansaço extremo ocasionada pela diferença de horário entre a origem e o destino. Isso acontece porque o relógio biológico perde a sincronização com o horário cronológico do novo ambiente, pois o ritmo dia/noite em que a pessoa estava acostumada a viver sofre mudança súbita. Como lidar com a vida se não somos capazes de perceber o tempo? Quanto mais idosos ficamos, menos capacidade temos de entender o que está acontecendo ao nosso redor.

Segunda: as pessoas estavam indagando assustadas porque o que estavam vivenciando era incomum e causava perplexidade. Os tempos estavam confusos e tudo parecia diferente. Nova moral, novos costumes, nova espiritualidade. Por isto estavam amedrontadas e apavoradas. O novo assusta! Que hora é esta? Que tempo é este?

Terceira: existe uma dimensão escatológica, algo conectado ao futuro. A Bíblia afirma que precisamos remir o tempo porque os dias são maus. Precisamos entender, no tempo de Deus, qual é o seu calendário, que agenda Ele tem. Jesus advertiu que a volta do Filho do Homem se daria quando não estivéssemos apercebidos e que seria como a vinda do ladrão da noite, na hora em que não estaríamos prevenidos. Precisamos, pois, vigiar, estar atentos! Que hora é esta no plano de Deus? Em que hora da noite estamos?

Será que sabemos “a que hora estamos da noite?”

terça-feira, 14 de abril de 2020

Não fale com pressa, aflição ou raiva

Gritaria Irritada Da Jovem Mulher Gritar Louco Irritado Da Mulher ...

Um antigo provérbio afirma que “Deus fez o homem com dois ouvidos e apenas uma boca, porque ele deve ouvir mais e falar menos”.

A verdade é que falamos muito.
Falamos o que não devíamos falar, quando não deveríamos falar e a quem não deveríamos falar. Falamos coisas que não edificam, palavras que não abençoam, fazemos críticas que destroem e empregamos palavras descaridosas. Nem sempre falamos a verdade sobre os outros, mas mesmo que falemos a verdade, deveríamos ou precisávamos falar?

Por isto a Bíblia dá, três grandes recomendações sobre a linguagem.

Primeiro, não fale apressadamente.
No Salmo 31.22 lemos: “Então disse na minha pressa: extou excluído da tua presença”. A pressa é inimiga da perfeição, e falar apressadamente nos compromete e leva-nos a dizer as coisas irrefletidamente, sem medir as palavras, sem ponderar. Quando estiver sob pressão para responder rápido, mesmo assim, peça um tempo para refletir, orar, diga que sua opinião ainda não está claramente formada, mas não fale sem pensar.
A Bíblia diz que “peca quem é precipitado”. A precipitação, o ímpeto, a pressa podem nos levar a dar respostas equivocadas, comprometedoras e infundadas, e a nos equivocarmos profundamente sobre o assunto.

Segundo, não fale na aflição.
O coração aflito, desesperado, deprimido, fala muita coisa tola.
No Salmo 77.10 o salmista diz uma série de impropérios contra Deus, questiona o cuidado de Deus, relativiza as promessas de Deus, para depois reconhecer: “Então, disse eu: Isto é a minha aflição”.
Na hora da aflição e da angústia fazemos leituras pessimistas e nos tornamos inquisitoriais, até mesmo contra Deus. Por isto, feche a boca, cale-se quando o coração estiver aflito e a dor estiver batendo à porta. Quando estamos assim, sempre fazemos leituras distorcidas dos fatos.

Não fale com raiva
A Bíblia diz: “Longe de vós toda ira, cólera, gritaria”. Quando estamos zangados ou irritados, fazemos declarações que causam profundas feridas. Casais perdem o respeito e a sensibilidade quando gritam, agem com altercação e ira.
Com raiva falamos sem pensar, vociferamos, perdemos a razão e o bom senso. A ira é má conselheira, e quando estamos com raiva somos propensos a revelar um coração néscio, arrogante e ferino. Por isto, não fale com raiva.

Espere a poeira baixar, diminua o volume da voz, considere se o que está dizendo é justo, não faça julgamentos, e mesmo que o que você estiver dizendo for justo, reflita se vale a pena dizer. “A língua serena é arvore de vida, mas a perversa quebranta o espirito” (Pv 14.4). Portanto, não fale com raiva!

A Bíblia faz muitas considerações importantes sobre a língua, mas para concluir, queria cita mais um provérbio: “como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a boa palavra dita a seu tempo” (Pv 25.11). Não é esta uma belíssima imagem?

Não fale com pressa!
Não fale na aflição!
Não fale com raiva!