quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O que dirige a sua vida?




Rick Warren, autor do best-seller “Vida com propósito”, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos, afirma que existem centenas de circunstâncias, valores e emoções que podem dirigir o ser humano, e as mais comuns são:




Culpa 
Muitos passam a vida inteira fugindo de remorsos e ocultando a vergonha, manipulados por lembranças doloridas como um fugitivo errante, e sabotando seu próprio sucesso.

Rancor e raiva
Alguns se apegam a mágoas e jamais conseguem superá-las, se fecham e interiorizam ressentimentos ou explodem em iras violentas. No entanto, aqueles que o magoaram não podem mais fazê-lo, a menos que se agarrem à dor através do rancor.

Medo
São vidas norteadas por ameaças, sensações de fracasso,  fobias, vivendo inseguras todo tempo: Medo de amar, se doar, se entregar, de viver, porque as ameaças pairam constantemente sobre suas mentes. Contudo, medo é a auto-imposição de um cárcere.

Materialismo
O desejo de adquirir, ter e amontoar, se torna o único objetivo da vida, fazendo-os acreditar que ter mais o tornará feliz, importante e protegido.
Necessidade de aprovação – Não conseguem dizer não, tem uma enorme necessidade patológica de aprovação e reputação, possuem auto-estima baixa que lhes obriga a se tornarem escravos da opinião dos outros.

Podemos acrescentar ainda outros pontos como a ansiedade. O futuro parece extremamente ameaçador  e perigoso, o amanhã assusta e apavora, levando-as a viverem sempre pré-ocupadas, antecipando o pior, imaginando o que pode sair de errado. Trabalho: orientados pela performance, resultados, tarefas, vivendo com agendas lotadas e encontrando prazer em falar disto. São viciadas em trabalhar.

E quanto a você? O que dirige sua vida?

A Bíblia diz que “para todo propósito há tempo e modo”. O grande desafio é encontrar propósito. Se você o possui, vai conseguir encontrar o tempo e a forma de fazer aquilo que é necessário fazer. “O homem sem propósitos é como um barco sem leme – um vira-lata, um nada, um ninguém” (Thomas Carlyle).

Certo rapaz era constantemente convidado a visitar uma família numa cidade vizinha, e como tinha a agenda muito cheia, nunca encontrava tempo. Um dia, porém, conheceu uma garota daquela cidade, e, apesar da agenda cheia, passou a ir semanalmente àquela cidade. O que mudou? Agora ele tinha um propósito, e com isto apareceu tempo e a forma de viabilizar as viagens.
Tempo e dinheiro revelam o que dirige a nossa vida.

Jesus afirmou que “Onde estiver o tesouro do homem, ali estará o seu coração”.  O coração segue os valores estabelecidos. O problema é que o coração facilmente dá valor àquilo que não é realmente importante. E quando isto acontece, acaba colocando bens, sucesso, planos e sonhos nesta direção.

O que realmente tem sido importante para sua vida? Não se esqueça que os homens se parecem com seus deuses. O que norteia a sua vida passa a controlar tempo, recursos e a vida. Se o Deus único e verdadeiro é o que controla sua história e a dirige, certamente ele vai ocupar mais e mais sua agenda e prioridades.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Pessimismo




Um interessante texto cujo título é “Não deixe que lhe tirem até seu cachorro quente”, foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958, em um anúncio da Quaker State Metais Co., e no Brasil foi divulgado pela agência ELLCE, em Novembro de 1990. Ele dizia o seguinte:

“Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio, e nem acesso a jornais, mas, em compensação, vendia bons sanduíches. Colocou cartazes anunciando a mercadoria, e as pessoas paravam e compravam seu produto. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsichas, começou a fazer melhorias, contratou pessoas, investiu em maquinários, e acabou construindo uma boa clientela. Seu negócio estava prosperando.

Seu filho, que estava estudando na universidade, veio de férias visitá-lo, e o pai lhe contou como o negócio ia bem, como estava entrando no mercado, falou de seus projetos e investimentos para aumentar a capacidade de servir melhor, com mais qualidade e rapidez.

Seu filho retrucou: - “Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria no país e a situação internacional é perigosa! O senhor corre muito risco e pode perder todo seu investimento por causa do aumento do dólar e das variações das commodities, aumento do desemprego, inflação, o governo e mercado recessivo.

Ele nunca havia falar sobre estas coisas, mas ponderou: -“Meu filho estuda na universidade! Ouve radio e lê jornais, portanto deve saber o que está dizendo!” Assim, cancelou o pedido de maquinários, não contratou e não fez as ampliações e melhorias necessárias, reduziu os pedidos de pão e salsichas e as vendas começaram a cair do dia para a noite.

Quando alguém questionou sua estratégia, ele disse seguro: “Meu filho tinha razão, a crise é muito séria! Por pouco não entrei na contramão da história”. 
Isto nos leva a pensar como uma atitude desanimadora e o pessimismo podem nos destruir.

No livro de Neemias, há o relato de um administrador que se sente chamado a reconstruir os muros de Jerusalém. Quando ali chegou, só encontrou escombros, oposição e profetas do desespero, e apesar de todas as dificuldades, conseguiu levantar os muros e reparar as portas daquela cidade.
Existe muita gente desanimada, culpando as últimas eleições pelo fracasso futuro do Brasil. Certamente muita coisa precisa ser mudada, mas acredito que o maior desastre de nossa economia pode vir com a murmuração, o mau humor e o pessimismo. Estes agentes são capazes de retirar o entusiasmo, cuja palavra etimologicamente é a junção de dois termos, En + Theos, que significa Deus em nós”. 

Em momentos de desânimo, vale lembrar que os EUA, se transformaram na grande potência mundial depois da Grande Depressão e da II Guerra; O Japão adquiriu respeito no mundo inteiro, depois de ter sido destroçado por uma bomba atômica e a Coréia do Sul se tornou uma potência após uma guerra civil que a dividiu ao meio.


Como sabemos, crises representam risco, mas são capazes de abrir grandes oportunidades. Pessoas e empresas que passam por momentos difíceis, sempre se ajustam melhor ao surgirem as novas oportunidades. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sobre o Amanhã


Num sábado à tarde, minha esposa e estávamos livres e resolvemos pegar o carro e sair sem destino certo. Este é um programa que gostamos de fazer. Colocamos uma boa música, andamos por estradas e caminhos que eventualmente não fazem parte dos nossos roteiros habituais, encontramos um bom local para um lanche, e naquele sábado queríamos pegar a estrada em direção à Nerópolis, sem muita agenda, despreocupadamente. 

No caminho nos deparamos com um congestionamento desproposital, e na medida em que nos aproximamos do local, ficamos horrorizados com a cena de uma pessoa vitimada pelo trânsito. Nossas emoções ficaram visivelmente perturbadas, afinal a concretude da dor e da tragédia estava diante de nós. A vida é o maior dom de Deus e agora estávamos frente a frente com a morte.
Nossas mentes começaram a especular sobre a família, história, sonhos, aspirações e planos daquela pessoa... O tranqüilo sábado fora interrompido para questões filosóficas e espirituais. O que parecia um momento de lazer e despreocupação é agora tomado pela dor e calamidade.

As palavras de provérbios vieram à mente: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz” (Pv 27.1). O apóstolo Tiago afirma: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.13,14).

Pense sobre estas palavras: Vós não sabeis o que sucederá amanhã. O homem tem feito conquistas impressionantes – Dividir o átomo, construir máquinas fantásticas, transplantar órgãos, criar programas de computador, explorar o universo, mas ele não consegue antecipar o amanhã. Ele não sabe o que o virá. O amanhã continua sendo um grande desafio e mistério.

O amanhã pode trazer grandes surpresas. Portas inesperadas se abrindo, grandes oportunidades chegando, um bebê nascendo, uma promoção aguardada, um bom negócio, o encontro com alguém que pode mudar sua vida, ou um diagnóstico inesperado, enfermidades e tragédias. Você se recorda da avalanche sobre Jó? Estamos preparados?

Naturalmente não! Todos estes elementos inesperados nos surpreendem. Ninguém está suficientemente preparado para estas coisas boas ou ruins. Não é sem razão que muitos vivem absolutamente absorvidos pelo amanhã, desenvolvendo fobias e ansiedade, dominados pela preocupação, que nada mais é que uma pré-ocupação, isto é, um sofrimento antes da hora.


Quando o medo sobre o futuro começa a tomar conta de meu coração, gosto de lembrar de um princípio: “Eu não sei o que me aguarda no futuro, mas sei quem me aguarda no futuro”. É bom saber que não estou nas mãos de um universo cego, nem de forças despropositais do acaso e das coincidências, mas de um Deus amoroso e sábio, que tem todas as coisas debaixo do seu controle. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pornografia Reversa


Atualmente existem milhões de pessoas viciadas em pornografia. O faturamento desta indústria chega a bilhões de dólares. Um dos problemas da pornografia é que ela vicia, causa dependência, e como uma droga, vai exigindo doses cada vez mais fortes. Muitas pessoas se encontram hoje dependentes, com dificuldade para crescer em maturidade ou mesmo sair de casa, por causa desta viciante droga. Com o advento da internet, o problema se agravou: basta um click despretencioso ou intencional no computador do escritório ou em casa para acessar sites cada vez mais ousados, isto sem falar da deep web, que usa aplicativos mais sofisticados e que são ainda mais bizarros.

Atualmente nos EUA, existem grupos organizados por paróquias e igrejas para ajudar pessoas com este tipo de vício. Muitas pessoas estão desesperadas para sair deste emaranhado e não está conseguindo. Um dos programas é o de “viciados em pornografia anônimos” e muitos homens jovens e adultos, até mesmo líderes religiosos, buscam estes profissionais para encontrar ajuda nesta área.

No momento, outro fato que começa a ser estudado tem sido a chamada “pornografia reversa”, termo criado por Rick Thomas, que está estudando o fenômeno de mulheres que são obcecadas não por olhar, consumir e desejar imagens, mas que obcecadas por provocar ser olhada, consumida e desejada. São mulheres, casadas ou não, que tem encontrado prazer em estimular olhares lascivos e chamar a atenção sobre si de forma patológica. Elas desejam capturar o olhar dos homens e se vestirão, farão selfies, com o fim de serem desejadas e cobiçadas.

Mulheres assim, afirma Thomas “não estão ativamente consumindo pornografia, mas fazem isto de forma reversa. Podem até condenar pessoas que consomem pornografia, mas sua dependência é mais sutil. Vestem-se provocativamente para atrair e seduzir, ainda que não necessariamente queiram ser possuídas. Seu desejo é estimular reações nos outros”. Atitudes como estas tem raízes na insegurança quanto à imagem e valor pessoal, por isto estão sempre desejando ou competindo pela admiração masculina

Na pornografia reversa, a mulher torna-se obcecada por capturar o olhar do homem e provocar inveja nas outras mulheres. Esta droga enganosa é atraente para a mulher insegura. Ela sente uma sensação de poder quando percebe sendo desejada e observada. É certo que homens lascivos tendem a olhar para qualquer mulher e cobiçá-la, mas quando a mulher faz isto intencionalmente, seu desejo e motivações podem ser igualmente doentios. Trata-se de um desejo profundo de provocar. Esta é a pornografia reversa. Ela não olha, mas quer ser olhada; não cobiça, mas deseja ser cobiçada; não consome, mas deseja ser consumida.

Todo tipo de insegurança é escravizante. Para pessoas assim, ficar mais bonita, seduzir e ser desejada é como o crack para um viciado, elas encontram-se no cativeiro, cairam na armadilha da beleza, e procurarão, inutilmente, superar seu problema através do narcisismo lascivo. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sociedade de Ostentação


Dezesseis jovens de classe média em Brasília foram presos numa operação policial deflagrada no dia 29 de Setembro, e o que chamou a atenção foi o fato que eles roubavam com o propósito de ostentar, não queriam “ficar ricos”, mas gastar, demonstrar luxo e riqueza, ter diversões caras.

O estilo musical denominado “funk ostentação”, tornou-se um verdadeiro fenômeno nacional, idolatrado por adolescentes da periferia. Os heróis deste movimento são garotos que exaltam a riqueza e o luxo. Eles deixaram de querer uma bicicleta, bola e patins e aspiram carros importados, baladas e camarotes. Trata-se de uma geração obcecada pelo consumo, buscando aceitação social.

Estes jovens representam o lado mais trágico da cultura hedonista e capitalista, vangloriam-se das condições materiais que conquistam e extrapolam a utilização de símbolos do poder na sua nova posição. Eles massificam a ideologia do mercado e a lógica do capital, fazendo crer que realização pessoal e felicidade estão relacionadas às conquistas financeiras. A regra é: Consumo, logo existo!

Zigmunt Bauman, filosofo polonês chama esta tendência de “auto- definição do indivíduo líquido moderno”. Numa sociedade de consumo, a identidade a ser mantida é uma fonte inesgotável de capital, com jóias caras e roupas de grife. “É obsceno, mas é bom ter algo que poucos têm”. (Jung Sung, A espiritualidade da cultura de consumo).

Consumismo é algo controvertido. Necessidades e desejos podem ser facilmente confundidos. Muitas vezes adquire-se um produto por mero capricho, para obter certo status, ou até mesmo por uma compulsão irrefreável à compra. Certa mulher comprou um sapato em São Paulo, com sentimento de que algo estava estranho, e ao chegar em casa, descobriu que já tinha comprado aquele mesmo sapato anteriormente, mas não se lembrava porque tinha mais de 200 pares.

Consumismo tem uma relação de concorrência, e o valor não está naquilo que você precisa ou quer, mas naquilo que sabemos que os outros querem ter. Isto gera um sentimento de inveja no outro. Popularmente se diz: “Mulher não se veste para os homens, mas para provocar as outras mulheres”. O sentimento de rivalidade estimula a fazer qualquer coisa para ter o que o outro tem, ou para ter o que o outro não tem. O marketing tenta fazer exatamente isto: Criar um sentimento de que você não tem valor sem determinado produto.
Esta mensagem faz sentido nos corações vazios e no desejo de sermos reconhecidos pelos outros, dando falsa impressão de que assim recuperaremos a auto estima, e preencheremos o senso de vacuidade e falta de propósito em nossa vida. A sociedade de ostentação confunde porque faz crer que o importante não é termos necessidades vitais satisfeitas, mas é necessário satisfazer desejos, comprando coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não gostamos.


Dois princípios espirituais são importantes. Jesus afirmou: “A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui”. Isto é tão óbvio e direto, mas lamentavelmente não colocamos em prática. Segundo, “Uma vida consagrada traz lucro, mas esse lucro é a rica simplicidade de ser você mesmo na presença de Deus” (1 Tm 6.6- A Mensagem). Sermos conduzidos pela ostentação é uma grande armadilha. Gastar compulsivamente tem o mesmo princípio destrutivo do usuário de drogas. Você vai precisar de doses cada vez mais fortes – ao mesmo tempo em que ficará cada vez menos satisfeito. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Angústia da Liberdade


Os judeus ortodoxos possuem um estilo de vida muito simples e ao mesmo tempo complexo demais para o sistema e pensamento ocidental. Apesar de serem muito divididos em disputas e divergências internas, desde cedo os meninos e meninas são separados nas escolas, recebendo educação diferenciada.
Na comunidade de Jerusalém, 75% dos homens não trabalham, e o sustento é providenciado pelo financiamento do governo e pelas esposas (eu gostei muito disto, mas minha esposa não aprovou...) Na sua maioria dedicam-se a estudar as leis hebraicas, principalmente a Torah (as leis de Moisés), e o Talmude (que são as explicações que os famosos rabinos já deram na história.
Uma família ortodoxa tem, em média, sete filhos, ainda hoje. Não há divórcio entre eles, crimes são raros, não servem ao exército israelense nem prestam serviços militares. Vestem-se de forma estranha, com longas roupas e esquisitos cortes de cabelo, vivem de forma espartana, não freqüentam cinemas ou restaurantes, não viajam, não tem TV em casa, computador ou internet.
Ao observarmos o seu comportamento, a reação imediata é a de que tais pessoas não têm vida, pois não possuem lazer e vivem de forma restritiva, mas ao discutir com pessoas eruditas, estudiosos e terapeutas, chegamos à seguinte questão: Como seria viver sem ter que lidar com as preocupações e tensões diárias, sem a ansiedade que nos cerca tão vorazmente hoje em dia? A luta pela sobrevivência, a competitividade do mercado? Como seria viver sem ter que fazer escolhas e sem a angústia da liberdade,?
Uma das grandes angústias modernas é a da decisão, isto implica em viver de forma livre e assumindo as conseqüências das escolhas. Esta é a realidade de viver numa sociedade pluralista, com um emaranhado de opções. Viver sem opções pode não ser o melhor dos mundos, mas a grande fonte de ansiedade atual reside no fato de que somos seres livres. Nossos filhos são constantemente expostos a tais angústias: Que faculdade cursarão? Onde trabalharão? Com quem se casarão? Podem ter sexo ou não antes do casamento? podem divorciar? Que valores espirituais? Tudo isto é reflexo da liberdade, mas é também a raiz de grandes angústias.
Ao mesmo tempo, poder escolher é o caminho da liberdade e da maturidade. Não fazer escolhas e viver numa sociedade uniforme pode não gerar angústia, mas não gera crescimento emocional. Tomar decisões exige julgamento, reflexão, avaliação dos resultados, e tudo isto traz tensão e ansiedade.

O que não conseguimos saber é o que é mais saudável para a saúde e a vida. O que você acha mais salutar: ter uma vida previsível, com todas as variáveis já decididas, ou enfrentar a crise de ser uma metamorfose ambulante? Até que ponto o excesso de liberdade melhora a nossa qualidade de vida, e até que ponto ela nos é prejudicial? Ter algumas regras fixas não nos ajudaria a encontrar mais equilíbrio? Você decide!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Casamento pode dar certo!



Na semana passada escrevi que “casamento não foi feito para dar certo” e para justificar, enumerei cinco razões: 1. As diferenças latentes entre a alma masculina e feminina; 2. A diferença de gênio e temperamento; 3. O background familiar e histórico; 4. As histórias pessoais de condicionamentos e dores; 5. O egoísmo e narcisismo. Casamento é uma união complexa e possui todos ingredientes para não dar certo.

Neste artigo quero fazer outra afirmação: Casamento pode dar certo! Se você entrar num casamento achando que se ele não der certo vai se separar, é questão de anos, talvez meses, para que você descubra que não deu realmente certo.

Quero me atrever a dar duas sugestões, uma de natureza psicológica, outra espiritual.

Natureza psicológica. 
Entre no casamento, querendo lutar pela sua preservação. Se você se atreve a compartilhar a vida com alguém, seja radical: Invista prá valer! Se entrar pensando que não vai dar não vai durar. Para isto é necessário investir não apenas 50% de seu sonho, mas 100%.
A palavra chave é compromisso. Você vai estranhar o que vou dizer agora, mas o que mantém um casamento não é amor (no sentido de emoção e paixão), mas compromisso. Quando você o assume, isto implica entrar prá valer, decidir lutar, na saúde e na enfermidade, na alegria e na tristeza. Decidir amar e investir, sem suspeita e reservas, não fazer as coisas pela metade. Não é uma barganha ou troca, não se trata de negociação ou vantagem. Você sempre achará que dá mais que o outro, isto é uma conseqüência natural do narcisismo, mas ainda assim continue na entrega. Entre querendo fazer o outro feliz. Casamento não dá certo automaticamente, é necessário querer que ele dê certo!

O segundo aspecto é de natureza espiritual. 
Isto é mais complexo, porque adentramos a dimensão sacral, o universo místico, uma área densa, misteriosa e igualmente importante. O grande segredo é levar Deus para morar em sua casa.

Assim foi o primeiro milagre de Jesus que se deu numa festa de casamento. Sabiam disto? Ele fez tantos milagres impressionantes: Curou cegos, paralíticos, surdos, ressuscitou mortos, mas o primeiro milagre foi numa vila da Galiléia, com cerca de 300 habitantes. Ele foi feito no fundo de casa, escondido de todo mundo, inclusive do mestre de cerimônia. Sabemos que todos os milagres de Jesus possuíam  intencionalidade, havia um motivo presente. O registro bíblico afirma: “Houve um casamento e Jesus também foi convidado” (Jo 2.1-2). Convidados são pessoas apreciadas e consideradas. O casal queria que Jesus estivesse ali, ele não foi à festa como penetra. Era alguém que os donos da festa queriam que estivesse presente.

Casamento não foi feito para dar certo... Nós precisamos fazê-lo dar certo. Mas nem sempre somos capazes de agir de forma correta, precisamos do poder e da graça de Deus. Muitos lares precisam de milagre, de uma intervenção sobrenatural, porque o vinho já acabou, não há mais alegria ou celebração, e o vinho traz textura, paladar, sabor e alegria. Jesus é capaz de trazer um vinho novo. Detalhe importante: O vinho novo é melhor!