quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Qual seu maior medo?

 


 

Medo é um sentimento primal da raça humana - já nascemos com ele. As crianças reagem à claridade excessiva, se assustam com barulhos e tudo leva a crer que certas aversões nascem implantadas em nós, instintivamente, como um chip de computador, entre eles, o pavor de aranhas e cobras.

 

Temos orgulho de ser corajosos, mas, sem o sentimento de autopreservação, os humanos não sobreviveriam. É o que revelam as mais recentes descobertas. O medo tem uma importância vital e nos protege. Imagine se nunca tivéssemos medo de nada?

 

Portanto, o medo é algo importante na vida humana, mas é necessário dosar esse medo para que ele não nos impeça de realizar as tarefas que precisamos executar.  Quando o medo se torna patológico não conseguimos distinguir a realidade da fantasia. Tentar se proteger contra tudo é inútil além de ser um gatilho doentio que desemboca na ansiedade e na paralisia de ação. Quem sente medo tem a mente em estado de alerta, e isto gera estresse e cansaço.

 

Falando em medo: qual é o seu real medo? Existem muitos tipos de medo e os mais comuns são:

 

Medo de ficar doente. Muitos sofrem imaginando o que aconteceria se contraíssem uma doença grave, paralisante ou terminal. Outro medo comum é o de envelhecer. Não é sem razão que grandes laboratórios e profissionais estão neste esforço em fazer com que as pessoas se pareçam mais novas, como se fosse possível retardar a velhice. Milhares de pessoas sofrem com medo da solidão, não se casarem, ou ficarem viúvos e não terem ninguém com quem compartilhar a vida.

 

Outros ainda ficam angustiados com a possiblidade de ficar sem dinheiro, não terem como se sustentar e pagar as contas. Alguns são atemorizados não com a morte, mas com o processo da morte. Como será? O que vai me acontecer? Como reagir quando se sabe a terminal e próximo ao fim d doença é terminal? Muitos, entretanto, temem ainda outra coisa: Eles temem a morte em si mesma. O que acontecerá depois da morte? Existe vida eterna ou a vida acaba num túmulo? Podemos aguardar alguma coisa depois desta vida?

 

Certamente, boa parte de nossos temores nunca se tornarão concretos, como bem afirmou Mark Twain: “Eu sou um homem velho e conheci um grande número de preocupações, mas a maioria delas nunca aconteceu.”

 

Jesus teve que lidar com o medo dos discípulos. Várias vezes vemos Jesus exortando seus discípulos a terem confiança. “Não temais! Homens de pequena fé.” Jesus sabia que ainda que o medo seja real, e estejamos nos deparando com momentos de angústia, precisamos ter fé e coragem para enfrentar os desafios que esta vida nos apresenta. Afinal, “Não. Não vou perder o resto do medo do mau gosto, vou começar meu exercício de coragem, viver não é coragem, saber que se vive é coragem.” Clarice Lispector

 

 

Como encarar o sofrimento?

 


 

Sofrimento é inevitável e quando passamos por ele, nunca mais seremos a mesma pessoa: ou nos tornarmos mais fracos ou mais fortes.

 

Na história humana existem duas maneiras de responder ao sofrimento. A forma antiga e a moderna.

 

Na forma antiga os estóicos afirmavam que não deveríamos demonstrar emoção alguma, sendo fortes e não deixando que a dor entrasse no coração. Isto seria possível se não amássemos as coisas. Um filósofo chegou a afirmar que todas as vezes dermos um beijo no filho, deveríamos pensar: “Amanhã ele pode estar morto!” O coração não deveria se conectar a nada, mas deveria ser controlado.

 

Com uma abordagem diferente, a sociedade moderna diz que o significado da vida tem a ver com o momento presente: Carreira, saúde, ganhar dinheiro, ter um romance, amar, conquistar algo e o sofrimento se opõe a tudo isto, tirando de nós a saúde, o dinheiro e as pessoas. Então, quando alguém adoece, fica aborrecida e irada. As pessoas antigas tinham expectativa de que o sofrimento chegaria inexoravelmente e isto ajudaria na construção do caráter, enquanto as pessoas modernas se zangam pois não veem nenhuma razão na dor.

 

Como o cristianismo encara tudo isto? Jesus não adota nenhuma destas posições. Quando ele se encontra com a mulher hemorrágica ele não diz: “Tenha modos! Pare de chorar!  Levante a cabeça!” Mas se aproxima e deixa que ela derrame seu coração. Jesus fala com doçura, a trata como filha e permite que ela fale de sua dor sem censurá-la. Ele não subtrai as emoções. Em vários textos veremos sua compaixão. Ele sofria com a dor dos outros. Ele compreendia as pessoas que sofriam e não lhes pede que desconectem seus corações, mas que as ame, mesmo que isto gere sofrimento. Jesus rejeita o modo antigo.

 

Mas Jesus questiona também o modo como a sociedade moderna lida com a dor. Muitos afirmam que não podem crer em um Deus que permite perdas e não veem qualquer razão para o sofrimento. Jesus não se revolta com Deus por causa do sofrimento. Ele lida com pessoas que sofrem, mas não questiona a graça de Deus. Sempre há um plano.

 

O próprio Jesus que curou os enfermos, deu vista aos cegos, foi para a cruz onde morreria com apenas 33 anos. Pode ser que quando consideramos sua morte pensemos: “Não consigo ver nada de bom na sua morte!” Por que um homem tão gracioso, foi assassinado de forma tão grotesca? É possível ver algum sentido nisto?” Ao vermos Jesus na cruz podemos perder a fé em Deus, afinal, seu pai celestial o rejeitou.

Entretanto, sua morte foi a maior coisa que Deus fez na história, e é possível que a razão humana não consiga entender.

 

Não sabemos a razão do sofrimento específico que enfrentamos, mas podemos saber que a dor não nos vem porque Deus não nos ama. Podemos achar que o significado da vida é destruído pelo sofrimento, mas na perspectiva cristã, o sofrimento tem o potencial de nos atrair e nos aproximar de Deus. O sofrimento pode nos levar para os braços daquele que morreu por nós.

 

 

 

Sua falta de fé é perturbadora

 

 


A conhecida série Star Wars (Guerra nas Estrelas) conseguiu arrastar uma multidão de fãs e atrair um número muito grande de admiradores. A trilogia levou cerca de 30 anos para terminar e seu conteúdo é marcado por diálogos inteligentes. A saga foi escrita por George Lucas, sob a orientação do maior mitólogo do mundo, Sir Joseph Campbell, e é carregado de símbolos e lendas.

 

Um dos trechos mais interessantes do filme acontece entre Luke, que diante de tantos reveses afirma para Yoda. “O meu grande problema é que eu não acredito”, e Yoda responde: “É por isso que você fracassa. Sua falta de fé é perturbadora”, ou, conforme o texto em inglês: “Estou muito preocupado – com sua falta de fé”.

 

Elben M. Lens César afirmou: “Toda vez que se fala na evolução não como método divino de operação, mas como jogo de forças do acaso; toda vez que se encarece a relatividade como uma deusa; toda vez que se profetiza o enclausuramento do homem nas garrafas da cibernética; toda vez que se pretende, com  a técnica, substituir plenamente a natureza; sim, toda vez que se encaminha par a afirmação de uma auto-suficiência humana, pretensiosa e injusta, ficamos no ar.”

 

Basta ter acesso a alguns dos mais celebrados cientistas e filósofos, que na sua introspecção caminharam para o secularismo e a descrença, para perceber quão malévolos foram os resultados do secularismo nas suas almas. Seja Sartre, Nietzsche, Camus, Jaspers, todos estes que de alguma forma pretenderam eliminar a ideia de Deus, penetraram num universo de sombras e escuridão, náusea, nihilismo e desespero. A falta de fé é perturbadora e seu resultado é o absurdo e a angústia.

 

A supressão de Deus rouba do homem uma das suas dimensões essenciais: o Desejo de transcendência. O anseio pelo infinito. Independentemente da formação cultural das sociedades, sempre perceberemos a dimensão da sobrenaturalidade. Por esta razão, o matemático e filósofo Blaise Pascal afirmou que “o homem tem um vazio do tamanho de Deus.”

 

Talvez seja isto que esteja no cerne da falta de sentido e angústia de muitos. Eventualmente são pessoas bem sucedidas, vendem uma imagem de sucesso e realização, mas há um senso de vacuidade não explicável que precisa ser encontrado. Falta uma dimensão mística, uma resposta espiritual. Ela é disponível e real.

 

Jesus percebeu nitidamente isto nas pessoas que andavam ao seu redor. Há um relato do Evangelho que afirma que ele se compadeceu delas por serem “como ovelhas sem pastor.” Jesus oferece um convite: “Vinde a mim todos cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” Para você, cuja alma é marcada pelo secularismo, eu diria: Por que não tentar se aproximar de Jesus. Seu convite é de graça! Sua oração “sem fé”, mas marcada por um fio de esperança, pode revolucionar sua existência.

 

Milton Nascimento parece desesperar-se por uma fé, mesmo que desconexa, ao afirmar:

Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada”


Não é desta fé que estou falando. De uma fé “faca amolada”. Esta atitude é também preocupante. Fé na fé. Fé em substitutos de Deus. Fé em falsos deuses ou mesmo uma fé em si mesmo não é o tipo de fé que pode te orientar. Esta é a proposta da auto ajuda, mas como ter fé em si mesmo, se as emoções estão desequilibradas e o mundo caótico? Confiar em si quando o mundo interior está em ruinas. Esta é uma forma mágica de pensamento, do tipo da pessoa que nego que tenha câncer apesar dos exames afirmarem que ele existe, acreditando que o câncer desaparecerá.


Jesus foi muito específico: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus, creiam também em mim” (Jo 14.1). Ele não diz para crermos em qualquer coisa, mas delimita o objeto da fé: Crer nEle, e crer em Deus.


O versículo central da Bíblia encontra-se no Sl 118.8. Antes e depois encontramos a mesma quantidade de versículo. Sabe o que o centro da Bíblia ensina? “Melhor é buscar refúgio no Senhor, do que confiar no homem”. Isto é fé em Deus. Ela traz paz e serenidade.

 

 


Deus criou o tempo, mas nunca falou em pressa

 


 

Este é um famoso slogan de uma ilha turística da Alemanha cujos moradores jamais permitiram que nela houvesse carros. Este conceito, na sua mais pura essência, como sabemos, é absolutamente contracultural. Na linda música “Viena” Billy Joel diz o seguinte:

 

Vá devagar, sua criança louca

Você é tão ambicioso para um jovem

...Onde está o fogo?

Pra quê a pressa?

É melhor você se acalmar antes que você perca tudo

Você tem tanto o que fazer e tão poucas horas em um dia

...Você vai se perder antes mesmo de chegar na metade do caminho

...Quando você vai perceber que

Viena espera por você?

 

Somos uma sociedade da velocidade, da ação, do cansaço. Andamos velozes e furiosos, querendo alcançar tudo em pouco tempo, mas o resultado tem sido o esgotamento cada vez mais precoce, a irritabilidade, as emoções fragmentadas, o burnout. Corremos freneticamente atrás da vida, que está passando por nós. Perdemos a vida que buscamos, porque nos distanciamos de sua essência.

 

Nestes dias de hipervelocidade é bom repensar prioridades. Há um ditado Irlandês que diz: “Deus criou o tempo e o homem criou a pressa”. Temos dado muito mais valor ao amanhã do que ao presente e corremos o risco de ganhar o mundo e perder a alma, como Jesus nos advertiu.

 

Quando foi a última vez que você dormiu o suficiente para descansar? Que tirou férias? Saiu para pescar com amigos, para comer um churrasco em casa, tomar um vinho ou fazer uma caminhada tranquila e despretensiosa? Quando você tirou tempo para ficar com sua esposa sem pressa, apenas deixando a brisa passar lentamente? Quando foi que você esteve silenciosamente com Deus, deixando a alma sossegar, ressignificando a vida?

 

A verdade é que Deus tem tempo para tudo. Quando estamos com pressa não aproveitamos o que ele nos tem dado, não saboreamos o gosto da comida, não experimentamos diferentes sabores. Cada pessoa tem um tempo único e suficiente dado por Deus. A vida é um grande quebra-cabeça no qual estamos construindo uma figura. Nossa pressa é decorrente da ansiedade, mas não devemos ficar preocupados, afinal Deus nos conhece e sabe o que é melhor para nós.

 

Portanto, não seja apressado com a pressa. Foi Deus quem criou o tempo. Cuidado para não se perder antes mesmo de chegar na metade do caminho.

 

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sábado, 17 de setembro de 2022

Como está você? De fato!

  



 

Ao cumprimentarmos alguém, a frase inicial mais comum é perguntar como ela está. Quase sempre a resposta é: “Tudo bem, obrigado!” Trata-se de uma formalidade social que cumpre um papel de bons tratos e educação. Ao fazermos a pergunta, não necessariamente estamos interessados em saber se, de fato, o outro está bem. A resposta que recebemos atende uma exigência social e nem sempre condiz com a realidade.

 

Muitas vezes as coisas não estão bem, mas sim muito ruins. Nem sempre a saúde está boa, a família está bem, os negócios vão bem, o humor está bom. Por vezes a depressão domina, a ansiedade controla o dia a dia, a tristeza e a melancolia estão presentes. Clarice Lispector se expressou: “Às vezes melancolia sem causa escurecia-me o rosto, uma saudade morna e incompreensível de épocas nunca vividas me habitava.” É o tédio, a sombra, a falta de sentido, o vazio, a saudade “morna e incompreensível.”

 

O que diferencia a grave depressão de uma “tristeza reativa” é a intensidade e a constância. Precisamos estar atentos aos movimentos do coração, considerar a profundidade e extensão da dor. Podemos estar no limite de um colapso emocional, de um forte estresse ou até mesmo de um burnout. O corpo, eventualmente, demonstra um desgaste além do normal e isso serve como termômetro. Assim, a produtividade cai, a irritabilidade vira rotina, o cansaço e a fadiga tornam-se habituais e a insônia está sempre presente.

 

 

Cuidado! Você pode estar em uma perigosa linha de equilíbrio que já oscila entre o amarelo - advertência e cuidado - e o vermelho - perigo e risco iminente de colapso. A cura dependerá da gravidade do diagnóstico. Para um leve estresse, mudar a rotina da alimentação, diminuir o ritmo das atividades e do perfeccionismo, fazer caminhadas leves ou ir à academia e desenvolver hobbies podem ser altamente eficazes.

 

O sábado foi criado por Deus para que nossa energia fosse renovada. Por conta disso um dia de descanso cumpre o papel de nos restaurar emocional e fisicamente. Toda natureza precisa de reciclagem, de descanso. É um momento para a homeostase. Entretanto, quando os fusíveis emocionais são gravemente danificados, é necessário buscar técnicos competentes que reajustem as peças.

 

Muitas pessoas não precisam apenas de descanso e lazer, mas também de remédio e orientação clínica. Por causa do enorme desgaste sofrido, precisam de psicoterapia longa e demorada para reencontrar o fio da meada, reorganizar os sentidos e o universo simbólico, e de um psiquiatra que lançará mão de recursos medicamentosos.

 

Também muito da dor e vazio estão relacionados também à ausência de propósito e à vacuidade existencial e espiritual. Blaise Pascal afirmou que “o homem tem um vazio em forma de Deus.” Nem sempre uma viagem, tempo de descanso ou mesmo remédio conseguirão resolver esta sede infinita do Ser pela eternidade e por Deus. Ora... é porque fica faltando um ponto infinito para interligar todos os demais.

 

 

 

 

 

Micro Hábitos

 


 

BJ Fogg professor de Psicologia em Stanford é o autor do livro “Micro-hábitos: Pequenas mudanças que mudam tudo”, segundo ele “O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia (...) Quanto mais fácil for um comportamento, maior a probabilidade dele se tornar um hábito”, e que, “Quando o assunto é mudança, Micro é Gigante.” O único caminho para mudanças importantes e necessárias na vida são os primeiros e pequenos passos,

 

“A mudança é fácil ― uma vez que ela começa, cresce por si só.” Ele encoraja o leitor a deixar para trás a fadiga e a preguiça, livrar-se da culpa e do sentimento de inadequação, que leva as pessoas a se sentirem mal, construir hábitos, reduzi-lo à última escala e analisar onde é possível encaixá-lo de maneira natural e deixá-lo crescer natural e espontaneamente.

 

Com base em vinte anos de pesquisa com mais de 40 mil pessoas, ele diz que a chave para a mudança de comportamento é o oposto do que sempre foi dito. Não é sobre força de vontade: é sobre o foco no que é fácil mudar. Ele oferece um guia prático, e aplicável e convida o leitor a direcionar a atenção para o que queremos fazer (e não o que os outros acham que deveríamos fazer) e cultivar uma vida mais feliz e saudável com os micros hábitos. Desta forma é possível construir rotinas sem culpa, autopunição, e sem depender da força de vontade.

 

Pense na questão do exercício físico, que para alguns é um verdadeiro tormento. Criar pequenos hábitos de atividades físicas podem mudar completamente a saúde. Andar 10 minutos por dia, certamente é pouco, mas a maioria vive de forma absolutamente sedentária, e este é um dos grandes problema da vida moderna.

 

Considere a área financeira. O hábito de colocar dez reais por dia na poupança, apenas dez reais. Sabe quando você terá no final de um mês? 300 reais. E No final de um ano? R$ 3.600,00 reais. Potencialize isto por 20 ou 30 anos. Você terá uma pequena fortuna.

 

Na internet é possível encontrar muitas dicas de micro hábitos, como:

 

1.   Dizer não! Aprender a eliminar aquilo que não traz resultados. dizer ‘não’ para coisas desnecessárias, ajudará a dizer ‘sim’ para coisas prioritárias.

2.   Tire tempo para silenciar o coração. Um ser humano pode ter 258 pensamentos por hora. Assentar-se 5 a 10 minutos em silêncio traz descanso ao coração agitado.

3.   Pensar antes de reagir. Dê um passo atrás antes de responder a uma situação provocativa. Desta forma é possível assumir o controle.

4.   Tire tempo para ler. Ainda que pequenos trechos. Dez minutos por dia. Isto ajudará seu crescimento pessoal, profissional e financeiramente.

5.    Pare de reclamar e comece a agradecer. Reclamação te torna depressivo e lhe deixa apático. Comece a fazer ao invés de reclamar.

6.    Beba muita água. Ela o manterá hidratado, ajudará a digestão, estabilizará o batimento cardíaco, expelirá bactérias da bexiga, protegerá órgãos e tecidos.

7.    Comece cada dia indagando: “O que posso mudar hoje para tornar minha vida melhor?”

Os micros hábitos não são difíceis de desenvolver, nem exigem muitas horas. Basta adicioná-los à vida. Você possui algum micro hábito?

 

 

Autoengano

 




 

O autoengano é um fenômeno mais comum que imaginamos. Ele pode variar desde o pensamento mágico, de que as coisas serão como penso, até a autossabotagem - uma forma inconsciente de autopunição. Nesse processo a pessoa conspira contra si mesma, impedindo o próprio crescimento emocional ou profissional.

 

Um ditado popular diz que “a mente da gente mente pra gente constantemente.” Podemos fazer leituras equivocadas sobre a vida ou mesmo julgar os outros erroneamente por causa de lentes culturais, morais ou pelas impressões parciais que construímos. Nossos construtos psicológicos podem afetar nossas leituras sobre o que vemos, percebemos ou ouvimos.

 

É claro que podemos ser enganados por pessoas desonestas e mentirosas, mas o mais estranho é sermos enganados por nós mesmos. Não é raro fazermos inferências ou declarações e mais tarde nos assustarmos com a descoberta de que estávamos completamente equivocados sobre algo ou alguém. Isso gera a reflexão do tipo: “Não pensei isto antes... Não vi isto antes, apesar de estar tão claro...”

 

Santo Agostinho afirmou que a mente controla o corpo, mas a mente não controla a mente. Somos capazes de adoecer nossos corpos por causa da ansiedade ao despejarmos uma quantidade imensa de toxinas em nosso sistema respiratório. A mente é capaz de contaminar o corpo afetando-o significativamente, causando úlceras gástricas, câncer e infarto. Ora, a mente tem o poder de intoxicar o corpo.

 

Por outro lado e, curiosamente, quando tenta controlar a si mesma, a mente não consegue. Considere o pensamento agitado, o estresse, a preocupação e a insônia. Quem enfrenta essas disfunções não consegue dizer a si mesmo: “Não fique ansioso!” Esta não é uma equação tão fácil de resolver... pior ainda é ir para a cama repetindo: “Você precisa dormir!” porque o sono só vem quando a mente desiste de controlar e se deixa dominar pelo sono. A preocupação não resolve a insônia, pelo contrário, a faz aumentar. Quando ficamos ansiosos por causa da nossa ansiedade, nós nos tornamos mais ansiosos ainda.

 

O autoengano é sempre uma possibilidade. Ele se manifesta nas escolhas e decisões erradas que fazemos, nos maus investimentos financeiros, na dificuldade de ler corretamente as placas de sinalização da alma e nas percepções distorcidas da nossa ótica. Outro aspecto mais grave surge no engano de continuarmos julgando que estamos com a verdade, não mudarmos e permanecermos rígidos e inflexíveis em áreas da vida que exigem mudança.

 

O engano que nunca permite arrependimento, mudança e crescimento espiritual e emocional, certamente é o lado mais obscuro e prejudicial de uma mente que permanecerá errada achando que sempre esteve certa.