Existem determinadas coisas que jamais conseguiremos entender! Falta lógica, coerência histórica, bom senso e um mínimo razoável de percepção critica. Dentre tantas, realçamos a Independência do Brasil. Não dá para entender porque ainda se ensina a história do Brasil numa perspectiva romântica, e não na perspectiva dos fatos e da crítica? Teme-se o juízo de quem? Não dá para entender porque os historiadores não revisam de uma vez por outras, alguns conceitos mal organizados e não se inicia de forma mais clara uma leitura critica da história, que vai nos ajudar a pensar de forma mais correta e criará nos nossos adolescentes e jovens um senso de dignidade e de valor?
O problema é que a história é sempre contada pelos poderosos, para atender a interesses ideológicos. Afinal, o herege quase nunca é o que vai para a fogueira, mas quem coloca o outro para ser queimado, mas aquele que foi para a fogueira não pode escrever sua história, então aceita-se a versão oficial do opressor, que conta o fato conforme lhe interessa, para que não venha a ser culpado nem julgado no futuro. Afinal, não gostamos de depor contra nós mesmos, por isto os tribunais buscam testemunhas, pessoas que possam depor e contar outra versão. A nossa leitura pessoal, tendenciosa e cínica não vale…
O que aconteceu às margens do Ipiranga. D. Pedro, pressionado por interesses de grandes potências econômicas, não tem nenhuma opção a não ser admitir a Independência do Brasil. Para que isto acontecesse, foi necessário que se pagasse cerca de 2 milhões de liras esterlinas a Inglaterra, dinheiro este proveniente da já enfraquecida e explorada nação Brasileira. Nossa nação teve que amargar esta dívida por muitos anos. Nossa “independência”, ao contrário de muitas outras nações, feitas à base de sangue e revolução social, aconteceu, literalmente, no grito.
Por isto ainda continua a luta pela independência: Precisamos de autonomia de recursos, de capacitação tecnológica, industrial e principalmente cultural. Precisamos de autonomia na Soberania nacional, mas ainda me preocupa de forma especial, nossa escravidão espiritual. Milhares de pessoas ainda encontram-se cegas e acorrentadas por forças demoníacas, precisando do Evangelho de Jesus, e precisam ser libertas da opressão das obras malignas. Pessoas continuam morrendo e matando em nome de suas crendices como vimos recentemente na mutilação e sacrifício de crianças para rituais de magia negra na cidade de Altamira, PA.
Ecoa em nossos ouvidos a profunda e solene declaração de Jesus: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (Jo 8.32)
sexta-feira, 5 de setembro de 2003
sexta-feira, 23 de maio de 2003
Dinheiro e o Reino de Deus
Howard Dayton, Fundador do Crown Ministries, um ministério paraeclesiástico sobre treinamento financeiro, afirma que encontrou cerca de 500 versículos na Bíblia a respeito de oração, porém 2.350 sobre como tratar do dinheiro e bens materiais.
É curioso como dinheiro também ocupou uma agenda central no ministério de Jesus. Depois do Reino de Deus, o segundo tema mais falado por Jesus foi dinheiro e como devemos lidar com nossos bens. Ele falou mais sobre finanças do que sobre oração, inferno, céu, etc. Foi tão radical nesta questão que afirmou que dinheiro tem vida própria, não é um poder neutro. Jesus o chamou de mamom (Mt 6.24), uma entidade com personalidade, com desejos e motivações. Dinheiro pode gerar vida e gerar morte, por isto, a raiz de todos os males, na linguagem é o amor ao dinheiro (1 Tm 6.10).
Charles Stanley firmou alguns princípios de administração do dinheiro encontrados na Bíblia:
É curioso como dinheiro também ocupou uma agenda central no ministério de Jesus. Depois do Reino de Deus, o segundo tema mais falado por Jesus foi dinheiro e como devemos lidar com nossos bens. Ele falou mais sobre finanças do que sobre oração, inferno, céu, etc. Foi tão radical nesta questão que afirmou que dinheiro tem vida própria, não é um poder neutro. Jesus o chamou de mamom (Mt 6.24), uma entidade com personalidade, com desejos e motivações. Dinheiro pode gerar vida e gerar morte, por isto, a raiz de todos os males, na linguagem é o amor ao dinheiro (1 Tm 6.10).
Charles Stanley firmou alguns princípios de administração do dinheiro encontrados na Bíblia:
Ganhá-lo honestamente-
Isto implica em não sacrificarmos nossa consciência mantendo um relacionamento com o dinheiro que possa nos afastar do Deus que amamos. Precisamos sim do trabalho, e dos recursos que ganhamos, mas precisamos acima de tudo de Deus. Vive-se sem dinheiro e sem bens, mas não se vive sem Deus. Ganhe honestamente (Ef 4.28).
Aplicá-lo sabiamente – Muitas vezes usamos mal os nossos recursos ou não temos critério algum para empregá-lo. O resultado é que quando os dias difíceis chegam, não sabemos o que fazer porque não soubemos administrar corretamente o que tivemos. Gastamos nossos bens sem ponderarmos sobre o nosso futuro.
Dá-lo generosamente –
Sendo dinheiro um ídolo, uma entidade, exige de nós adoração. Muitos de nós temos nos curvado diante dele sem percebermos os riscos nossa alma. Dar de nossos bens é uma forma de usarmos nossos recursos para promover a obra de Deus, minimizar o sofrimento dos necessitados, glorificar a Deus e dar um sentido mais profundo ao que temos. Dar é um exercício espiritual, muitas vezes complicado. Temos facilidade de gastar nossos bens com coisas que nem sabemos o que fazer com elas, que vão entulhar ainda mais nossos guardas roupas, mas não temos a mesma facilidade de consumir nossos bens para suprir necessidade da nossa igreja e dos necessitados.
Desfrutá-lo profundamente – Não desenvolva uma relação de afeto com teu dinheiro. Ele existe para ser usado! Tolo é o homem que acumula sempre, mas nunca desfruta daquilo que Deus tem colocado em suas mãos. Use-o para seu deleite, para alegria de seu lar, para celebrar a vida que Deus lhe tem dado.
sexta-feira, 9 de maio de 2003
A riqueza da maternidade
O instinto materno é um dos mais aguçados na espécie animal, alguns inofensivos animais tornam-se ferozes quando seus filhotes são ameaçados. Mesmo animais domésticos quando estão ao lado de suas crias podem se tornar agressivos caso sintam que seus filhos estão ameaçados, e é por causa desta defesa tão notória que as espécies sobrevivem. Caso contrário, muitos deles estariam condenados à morte na violência própria do habitat em que são gerados.
Quando Deus quis falar do seu amor pelo povo nas Escrituras Sagradas, comparou-o ao da mãe. “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49.15). Nada melhor para descrever o sentimento de Deus que a radicalidade do sentimento materno.
É do útero e do colo que procedem as primeiras impressões humanas. Dali começam a se delinear a afetividade, sentimentos de aceitação e rejeição, traumas, conflitos e as primeiras impressões sobre a graça. Pesquisas apontam para a grande importância das relações de amor e ternura na vida intra uterina para o futuro emocional das crianças. Colo também é um lugar que determina, de forma muito marcante, a construção dos sentimentos mais importantes na saúde emocional na fase da adolescência e na fase adulta. Psicólogos atualmente têm trabalhado a idéia do luto existencial, afirmando que um dos fatores mais determinantes da depressão na fase adulta é o distanciamento afetivo da pessoa amada, chamada simbolicamente de luto. Isto é, pessoas criadas sem afeto sentem uma enorme perda emocional que não é facilmente corrigida na fase adulta, apenas a terapia profunda ou uma auto-compreensão associada a ação redentora de Deus na alma, podem livrar tais pessoas desta privação que tem a ver não necessariamente com o momento presente, mas com sua história de vida e a negação de seus afetos.
Vítor Hugo certa vez afirmou que “A mão que embala o berço é a que governa o mundo”. De fato, é das relações primárias do seio e do colo materno que surgem os sentimentos de encontro e intimidade. Alimentar o bebê não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de saúde emocional. Afetos e sentimentos são construídos nesta interação ainda indiferenciada bebê/seio, e não necessariamente bebê/mamãe, já que a figura da mãe, nos primórdios, encontra-se confusa, estando mais ligada ao objeto (seio), que à pessoa (mãe), como bem acentuou Melanie Klein.
Responder de forma afetiva à figura da mãe é essencial na dinâmica da ternura. Filhos desconectados emocionalmente dos pais, especialmente da mãe, revelam profundo desequilíbrio nas emoções. Isto geralmente se dá como resultado da quebra de uma experiência profunda do eu/tu. A pessoa sofreu com a resposta mais fundamental que é a linguagem do afeto encontrada no seio e no colo. É um autismo emocional, se é que podemos usar este tipo de linguagem para explicar o que estamos querendo dizer. A pessoa não é autista, como nos sintomas clínicos da psiquiatria, mas construiu um mundo emocional distanciado e emocionalmente quebrado. Pessoas assim terão muita dificuldade de amar e de experimentar intimidade, embora ainda consigam ter relações sexuais, elas acontecem de forma mais objetal que relacional. A intimidade e os afetos são quebrados, ocorre um distanciamento essencial nas emoções.
Muitos filhos constroem uma relação utilitarista e manipulativa com suas mães. Só são capazes de se relacionar com elas de forma distanciada e egocêntrica. Gente assim certamente terá muita maior dificuldade em amar e experimentar amor de forma profunda, são pessoas com os afetos essenciais dilacerados.
Algumas destas dificuldades de afeto tem raízes no processo de idealização que costumeiramente marcam nossos relacionamentos. De forma inconsciente, acreditamos que as pessoas que amamos jamais vão errar, que elas são perfeitas. Ora, é até natural crermos, enquanto somos crianças, que nossos pais são seres absolutos. Na infância cria-se a imagem da mãe angelical e do pai perfeito. O problema é que ao caminharmos para a nossa maturidade, espera-se que tal impressão seja lentamente quebrada, e que a imagem real seja estabelecida. Isto é, nossos pais são seres falíveis, não são perfeitos, mas humanos. Por não superarmos tal imagem distorcida, torna-se difícil perdoá-los quando percebemos que eles erram. Por causa desta idealização das pessoas amadas, não suportamos a idéia de que falhem, e quando isto acontece e elas cometem deslizes contra nós ou contra valores que consideramos importantes, não conseguimos mais amá-las.
Se o processo de idealização for quebrado de forma abrupta, sem que a pessoa esteja preparada para este choque com a realidade, ela é pega de surpresa diante da falha dos seus progenitores, e se não souber decodificar o fato, o resultado poderá ser a dificuldade futura em lidar com os afetos, afinal, “se minha mãe falhou, em quem mais poderei confiar?” A base dos afetos neste caso era puramente romântica, não realista, e a pessoa poderá encontrar dificuldade em amar outros, mantendo uma relação de suspeita e frieza nos relacionamentos.
O raciocínio do tipo, não posso confiar em ninguém, parece muito lógico, mas revela dois problemas:
Primeiro, deixa de perceber a humanidade do outro e de si mesmo, negando a ambos o direito da incompletude. Fazemos isto nas relações com nossos pais. Algumas frases de efeito refletem tais percepções, tais como, “ser mãe é padecer no paraíso”. Nem a mãe é anjo, nem o paraíso é lugar para padecimento. Outra área na qual tais processos se tornam visíveis é nos casamentos, que na sua maioria são feitos de forma absolutamente romântica A pessoa imagina que o outro seja celestial ou angelical, um ser ideal. A cerimônia de casamento em nossa cultura reforça esta visão. O rapaz veste-se como príncipe e a moça como princesa, e nos primeiros encontros já descobrem que o sapo, que deveria se transformar em princesa, e a gata borralheira em Cinderela, nunca deixaram de ser o que sempre foram: O sapo continua sendo sapo, e a rainha continua sendo borralheira, Nos frustramos ao perceber que o outro tem mau-humor, é egocêntrico, eventualmente tem “maus cheiros”, etc..
Segundo, enfrenta dificuldade em perdoar e amar pessoas porque elas falham, cometem absurdos e costumeiramente falham. Este tipo de relacionamento não considera a vulnerabilidade e a fragilidade do outro e fundamenta-se sobre falsos pressupostos, gerando resultados sempre caóticos. Deus ama incondicionalmente e nos pede para amar da mesma forma, porque relacionamentos fundamentados em falsos pressupostos trazem graves e sérias implicações para nossa alma. Falhamos quando não reconhecemos as falhas dos outros e projetamos uma imagem de perfeição às pessoas amadas. Isto gera frustração e desnorteia nossos afetos.
Quando amamos sem idealizar, aprendemos a perdoar e retiramos de nós mesmos o peso do perfeccionismo. Pais podem ajudar neste processo quando usam a linguagem do perdão e confissão em seus relacionamentos, e são capazes de admitir fraquezas, confessam pecados e admitem falhas. Isto os torna humanos e ajuda os filhos a amarem seres reais, não idealizados. Frases como me perdoe, me desculpe, são extremamente positivas. E situações nas quais os pais erram com os filhos e tropeçam nas atitudes podem ser profundamente saudáveis para os filhos, quando acompanhadas do reconhecimento da necessidade de serem perdoados e absolvidos. O perdão e não a perfeição, norteia as relações saudáveis.
Quando Deus quis falar do seu amor pelo povo nas Escrituras Sagradas, comparou-o ao da mãe. “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49.15). Nada melhor para descrever o sentimento de Deus que a radicalidade do sentimento materno.
É do útero e do colo que procedem as primeiras impressões humanas. Dali começam a se delinear a afetividade, sentimentos de aceitação e rejeição, traumas, conflitos e as primeiras impressões sobre a graça. Pesquisas apontam para a grande importância das relações de amor e ternura na vida intra uterina para o futuro emocional das crianças. Colo também é um lugar que determina, de forma muito marcante, a construção dos sentimentos mais importantes na saúde emocional na fase da adolescência e na fase adulta. Psicólogos atualmente têm trabalhado a idéia do luto existencial, afirmando que um dos fatores mais determinantes da depressão na fase adulta é o distanciamento afetivo da pessoa amada, chamada simbolicamente de luto. Isto é, pessoas criadas sem afeto sentem uma enorme perda emocional que não é facilmente corrigida na fase adulta, apenas a terapia profunda ou uma auto-compreensão associada a ação redentora de Deus na alma, podem livrar tais pessoas desta privação que tem a ver não necessariamente com o momento presente, mas com sua história de vida e a negação de seus afetos.
Vítor Hugo certa vez afirmou que “A mão que embala o berço é a que governa o mundo”. De fato, é das relações primárias do seio e do colo materno que surgem os sentimentos de encontro e intimidade. Alimentar o bebê não é apenas uma questão de saúde pública, mas também de saúde emocional. Afetos e sentimentos são construídos nesta interação ainda indiferenciada bebê/seio, e não necessariamente bebê/mamãe, já que a figura da mãe, nos primórdios, encontra-se confusa, estando mais ligada ao objeto (seio), que à pessoa (mãe), como bem acentuou Melanie Klein.
Responder de forma afetiva à figura da mãe é essencial na dinâmica da ternura. Filhos desconectados emocionalmente dos pais, especialmente da mãe, revelam profundo desequilíbrio nas emoções. Isto geralmente se dá como resultado da quebra de uma experiência profunda do eu/tu. A pessoa sofreu com a resposta mais fundamental que é a linguagem do afeto encontrada no seio e no colo. É um autismo emocional, se é que podemos usar este tipo de linguagem para explicar o que estamos querendo dizer. A pessoa não é autista, como nos sintomas clínicos da psiquiatria, mas construiu um mundo emocional distanciado e emocionalmente quebrado. Pessoas assim terão muita dificuldade de amar e de experimentar intimidade, embora ainda consigam ter relações sexuais, elas acontecem de forma mais objetal que relacional. A intimidade e os afetos são quebrados, ocorre um distanciamento essencial nas emoções.
Muitos filhos constroem uma relação utilitarista e manipulativa com suas mães. Só são capazes de se relacionar com elas de forma distanciada e egocêntrica. Gente assim certamente terá muita maior dificuldade em amar e experimentar amor de forma profunda, são pessoas com os afetos essenciais dilacerados.
Algumas destas dificuldades de afeto tem raízes no processo de idealização que costumeiramente marcam nossos relacionamentos. De forma inconsciente, acreditamos que as pessoas que amamos jamais vão errar, que elas são perfeitas. Ora, é até natural crermos, enquanto somos crianças, que nossos pais são seres absolutos. Na infância cria-se a imagem da mãe angelical e do pai perfeito. O problema é que ao caminharmos para a nossa maturidade, espera-se que tal impressão seja lentamente quebrada, e que a imagem real seja estabelecida. Isto é, nossos pais são seres falíveis, não são perfeitos, mas humanos. Por não superarmos tal imagem distorcida, torna-se difícil perdoá-los quando percebemos que eles erram. Por causa desta idealização das pessoas amadas, não suportamos a idéia de que falhem, e quando isto acontece e elas cometem deslizes contra nós ou contra valores que consideramos importantes, não conseguimos mais amá-las.
Se o processo de idealização for quebrado de forma abrupta, sem que a pessoa esteja preparada para este choque com a realidade, ela é pega de surpresa diante da falha dos seus progenitores, e se não souber decodificar o fato, o resultado poderá ser a dificuldade futura em lidar com os afetos, afinal, “se minha mãe falhou, em quem mais poderei confiar?” A base dos afetos neste caso era puramente romântica, não realista, e a pessoa poderá encontrar dificuldade em amar outros, mantendo uma relação de suspeita e frieza nos relacionamentos.
O raciocínio do tipo, não posso confiar em ninguém, parece muito lógico, mas revela dois problemas:
Primeiro, deixa de perceber a humanidade do outro e de si mesmo, negando a ambos o direito da incompletude. Fazemos isto nas relações com nossos pais. Algumas frases de efeito refletem tais percepções, tais como, “ser mãe é padecer no paraíso”. Nem a mãe é anjo, nem o paraíso é lugar para padecimento. Outra área na qual tais processos se tornam visíveis é nos casamentos, que na sua maioria são feitos de forma absolutamente romântica A pessoa imagina que o outro seja celestial ou angelical, um ser ideal. A cerimônia de casamento em nossa cultura reforça esta visão. O rapaz veste-se como príncipe e a moça como princesa, e nos primeiros encontros já descobrem que o sapo, que deveria se transformar em princesa, e a gata borralheira em Cinderela, nunca deixaram de ser o que sempre foram: O sapo continua sendo sapo, e a rainha continua sendo borralheira, Nos frustramos ao perceber que o outro tem mau-humor, é egocêntrico, eventualmente tem “maus cheiros”, etc..
Segundo, enfrenta dificuldade em perdoar e amar pessoas porque elas falham, cometem absurdos e costumeiramente falham. Este tipo de relacionamento não considera a vulnerabilidade e a fragilidade do outro e fundamenta-se sobre falsos pressupostos, gerando resultados sempre caóticos. Deus ama incondicionalmente e nos pede para amar da mesma forma, porque relacionamentos fundamentados em falsos pressupostos trazem graves e sérias implicações para nossa alma. Falhamos quando não reconhecemos as falhas dos outros e projetamos uma imagem de perfeição às pessoas amadas. Isto gera frustração e desnorteia nossos afetos.
Quando amamos sem idealizar, aprendemos a perdoar e retiramos de nós mesmos o peso do perfeccionismo. Pais podem ajudar neste processo quando usam a linguagem do perdão e confissão em seus relacionamentos, e são capazes de admitir fraquezas, confessam pecados e admitem falhas. Isto os torna humanos e ajuda os filhos a amarem seres reais, não idealizados. Frases como me perdoe, me desculpe, são extremamente positivas. E situações nas quais os pais erram com os filhos e tropeçam nas atitudes podem ser profundamente saudáveis para os filhos, quando acompanhadas do reconhecimento da necessidade de serem perdoados e absolvidos. O perdão e não a perfeição, norteia as relações saudáveis.
Maes
Neste dia tão especial que é o dia das mães, reunimos alguns dizeres de homens famosos sobre aquelas que os geraram e cuidaram de suas vidas:
João Wesley (grande avivalista inglês, fundador do metodismo): “Minha mãe foi a que me inspirou os princípios que têm sido meu guia de vida”.
Sto Agostinho (conhecido teólogo cristão da patrística): “À minha mãe devo tudo. Se tenho preferência para a verdade sobre todas as coisas, isso se deve aos ensinamentos de minha mãe. Se não sucumbi há muitos anos, ao pecado e à miséria, foi graças às lágrimas com que implorava a Deus por mim”.
Kate Douglas Wiggin : “Muitas das mais lindas coisas desta vida andam aos pares, às dezenas e aos milhares; rosas, estrelas, crepúsculos, arco-íris, irmãos e irmãs…porém mãe só existe uma neste vasto universo”.
Andrew Jackson (7o. Presidente dos EUA): “Nunca houve mãe igual a minha. Era meiga como um pombo e corajosa como uma leoa. Suas últimas palavras de conselho têm sido a lei de minha vida. A memória de minha mãe e os seus ensinamentos foram o único capital que tive ao começar a vida; mas com este capital, tenho feito a minha carreira”.
Sadu Sundar Singh (místico cristão da Índia): Quando lhe sugeriram a oportunidade de freqüentar uma escola de teologia, deu a seguinte resposta: “Já estive na melhor escola do mundo - o colo de minha mãe”,
Anônimo: “As guerras deixariam de existir se as mães fossem consultadas”
Vítor Hugo: “A mão que embala o berço é a que governa o mundo”.
Thomas Alva Édson (cientista americano): “Minha mãe fez o que eu sou”
João Wesley (grande avivalista inglês, fundador do metodismo): “Minha mãe foi a que me inspirou os princípios que têm sido meu guia de vida”.
Sto Agostinho (conhecido teólogo cristão da patrística): “À minha mãe devo tudo. Se tenho preferência para a verdade sobre todas as coisas, isso se deve aos ensinamentos de minha mãe. Se não sucumbi há muitos anos, ao pecado e à miséria, foi graças às lágrimas com que implorava a Deus por mim”.
Kate Douglas Wiggin : “Muitas das mais lindas coisas desta vida andam aos pares, às dezenas e aos milhares; rosas, estrelas, crepúsculos, arco-íris, irmãos e irmãs…porém mãe só existe uma neste vasto universo”.
Andrew Jackson (7o. Presidente dos EUA): “Nunca houve mãe igual a minha. Era meiga como um pombo e corajosa como uma leoa. Suas últimas palavras de conselho têm sido a lei de minha vida. A memória de minha mãe e os seus ensinamentos foram o único capital que tive ao começar a vida; mas com este capital, tenho feito a minha carreira”.
Sadu Sundar Singh (místico cristão da Índia): Quando lhe sugeriram a oportunidade de freqüentar uma escola de teologia, deu a seguinte resposta: “Já estive na melhor escola do mundo - o colo de minha mãe”,
Anônimo: “As guerras deixariam de existir se as mães fossem consultadas”
Vítor Hugo: “A mão que embala o berço é a que governa o mundo”.
Thomas Alva Édson (cientista americano): “Minha mãe fez o que eu sou”
sexta-feira, 2 de maio de 2003
Honra teu pai e tua mãe
Este é o 5o mandamento. Uma das perguntas mais freqüentes que ouço quando estamos tratando do relacionamento familiar é: O que significa honrar pai e mãe? Muitas vezes a forma de se entender algo é pensando no seu oposto. Como um filho “desonraria” os pais?
Pais se sentem desonrados quando os filhos deixam um rastro de vergonha e mau comportamento por onde passam. Nada desonra mais o pai que a desonra do filho ou quando se tornam uma fonte de angústia e pesar para eles. Quando os pais já não conseguem dormir sem que seus corações estejam pesados e os joelhos calejados pelas infindáveis orações de livramento que parecem não ter mais fim.
Pais se sentem desonrados quando os filhos deixam um rastro de vergonha e mau comportamento por onde passam. Nada desonra mais o pai que a desonra do filho ou quando se tornam uma fonte de angústia e pesar para eles. Quando os pais já não conseguem dormir sem que seus corações estejam pesados e os joelhos calejados pelas infindáveis orações de livramento que parecem não ter mais fim.
Há alguns anos atrás, um ministro de estado de nossos pais, numa entrevista em cadeia nacional de Televisão, exclamou com lagrimas ao referir-se ao filho que estava envolvido em escândalos financeiros: “Este meu filho é a minha desgraça”. Este dramático quadro exemplifica bem um filho quando desonra seu pai e mãe.
Vejamos de forma positiva este mandamento: Pais são honrados quando lhe atribuímos dignidade, quando os filhos lhes dão uma sensação de orgulho, quando dizem: “Este é o meu filho”. Quando estes se tornam o melhor curriculum vitae dos pais, tornam-se uma honra para eles. Pais são honrados quando podem fazer uma prece, e o fazem, não pedindo livramento para os filhos, mas agradecendo a Deus pela benção de ter gerado alguém tão especial.
Honra teu pai e tua mãe!
quinta-feira, 24 de abril de 2003
DESCOBRIRAM O BRASIL. VIVA O IMPÉRIO!
Existem determinadas coisas que jamais conseguiremos entender! Falta lógica, coerência histórica, bom senso e um mínimo razoável de percepção critica. Dentre tantas, realçamos o Descobrimento do Brasil. Não dá para entender porque ainda se ensina a história do Brasil numa perspectiva romântica, e não na perspectiva dos fatos e da critica? Teme-se o juízo de quem? Não dá para entender porque os historiadores não revisam de uma vez por outras, tal conceito e inicia-se assim uma leitura critica da história, que vai nos ajudar a pensar de forma mais correta e criará nos nossos adolescentes e jovens um senso de dignidade e de valor?
Ainda hoje se ensina que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral. Basta perguntar para qualquer estudante que ele saberá prontamente responder à simples e ideologizada pergunta: Quem descobriu o Brasil? Embora tal pergunta seja séria, e precisa ser analisada, a resposta que damos é de um simplismo quixotesco. Quando Cabral chegou aqui, no séc. XVI, Portugal, nação invasora, tinha 1.5 milhões de habitantes, e o Brasil, nação invadida, tinha aproximadamente 6 milhões de habitantes. Quem descobriu quem?
O problema é que a história é sempre contada pelos poderosos, para atender a interesses ideológicos. Afinal, o herege quase nunca é o que vai para a fogueira, mas quem coloca o outro para ser queimado, mas aquele que foi para a fogueira não pode escrever sua história, então aceita-se a versão oficial do opressor, que conta o fato conforme lhe interessa, para que não venha a ser culpado nem julgado no futuro. Afinal, não gostamos de depor contra nós mesmos, por isto os tribunais buscam testemunhas, pessoas que possam depor e contar outra versão. A nossa leitura pessoal, tendenciosa e cínica não vale…
O que aconteceu foi um encontro das civilizações, não o descobrimento do Brasil. Mas mesmo tal idéia é tão dolorida que alguns querem apagar da memória o que aconteceu. No encontro destes povos, havia um que era opressor, outro a vítima. A presa agia romanticamente diante do agressor, em troca de brinquedos que refletiam seus rostos vermelhos, instrumentos cortantes, e cachaça. Nesta troca, trazia-se sífilis e gripe e levava-se ouro e madeira. A lógica do império sempre foi a do extrativismo, da religiosidade exterior que não chegava ao coração nem dos que pregavam nem dos que ouviam a mensagem anunciada, a dominação financeira e a versão da história para sustentar seus atos bárbaros, afinal de contas, como sobreviveríamos se eles não tivessem nos descoberto? Já imaginou que tragédia um povo que ainda não foi descoberto?
Mentiras e versões enganosas. Esta é uma boa alegoria da história da redenção. Satanás nos faz crer no que não devemos, e não nos deixa crer naquilo que precisamos. Ele é o Pai da mentira! No campo espiritual e ético, mentiras são ainda mais danosas que no campo histórico, porque tem efeito eterno. “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem mal; dos que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is 5.
Ainda hoje se ensina que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral. Basta perguntar para qualquer estudante que ele saberá prontamente responder à simples e ideologizada pergunta: Quem descobriu o Brasil? Embora tal pergunta seja séria, e precisa ser analisada, a resposta que damos é de um simplismo quixotesco. Quando Cabral chegou aqui, no séc. XVI, Portugal, nação invasora, tinha 1.5 milhões de habitantes, e o Brasil, nação invadida, tinha aproximadamente 6 milhões de habitantes. Quem descobriu quem?
O problema é que a história é sempre contada pelos poderosos, para atender a interesses ideológicos. Afinal, o herege quase nunca é o que vai para a fogueira, mas quem coloca o outro para ser queimado, mas aquele que foi para a fogueira não pode escrever sua história, então aceita-se a versão oficial do opressor, que conta o fato conforme lhe interessa, para que não venha a ser culpado nem julgado no futuro. Afinal, não gostamos de depor contra nós mesmos, por isto os tribunais buscam testemunhas, pessoas que possam depor e contar outra versão. A nossa leitura pessoal, tendenciosa e cínica não vale…
O que aconteceu foi um encontro das civilizações, não o descobrimento do Brasil. Mas mesmo tal idéia é tão dolorida que alguns querem apagar da memória o que aconteceu. No encontro destes povos, havia um que era opressor, outro a vítima. A presa agia romanticamente diante do agressor, em troca de brinquedos que refletiam seus rostos vermelhos, instrumentos cortantes, e cachaça. Nesta troca, trazia-se sífilis e gripe e levava-se ouro e madeira. A lógica do império sempre foi a do extrativismo, da religiosidade exterior que não chegava ao coração nem dos que pregavam nem dos que ouviam a mensagem anunciada, a dominação financeira e a versão da história para sustentar seus atos bárbaros, afinal de contas, como sobreviveríamos se eles não tivessem nos descoberto? Já imaginou que tragédia um povo que ainda não foi descoberto?
Mentiras e versões enganosas. Esta é uma boa alegoria da história da redenção. Satanás nos faz crer no que não devemos, e não nos deixa crer naquilo que precisamos. Ele é o Pai da mentira! No campo espiritual e ético, mentiras são ainda mais danosas que no campo histórico, porque tem efeito eterno. “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem mal; dos que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is 5.
terça-feira, 15 de abril de 2003
O SIGNIFICADO DA PÁSCOA
Páscoa significa originalmente “passagem”, vem do hebraico pesah, e é associada com o verbo pasah, que significa “saltar” ou “passar por cima”, daí a razão dos ingleses usaram a palavra “passover” para páscoa, resgatando a idéia original de “passar sobre”.
A instituição da Páscoa é registrada no livro de Êxodo, capítulo 12, das Sagradas Escrituras, relaciona-se à libertação dos israelitas da sua escravidão no Egito, e é, para o povo judeu, tanto nos tempos bíblicos quanto atual, sua comemoração mais importante. Esta festa se deu logo após a passagem do Senhor no meio do Egito, onde a maioria do povo judeu vivia escravizada. Naquela noite, o anjo passou, e todas as casas que possuíam a marca de sangue de um cordeiro foram poupadas da morte, e onde não havia a marca do sangue, o filho mais velho morria. Era o julgamento de Deus vindo sobre o povo, e apenas o sangue poderia impedir a morte.
No Novo Testamento, após a vinda de Jesus, os cristãos retraduziram esta festa, dando-lhe um significado especial, pois foi durante a festa da páscoa que Jesus foi crucificado e morreu, e assim, foi interpretada como figura da obra redentora de Cristo, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
A Páscoa, no sentido em que a comemoramos, está longe de ter o significado que possuía na sua origem. Li recentemente um artigo do Rev. Hernandes Dias Lopes, que reflete bem esta tensão:
Coelho ou cordeiro?
O comércio voraz, faminto de dinheiro, trocou o cordeiro pelo coelho. Aliás, um coelho muito versátil, quase milagroso, que põe ovos de chocolate de todos os tamanhos e para todos os gostos. Para o consumismo insaciável, a essência da páscoa não tem a menor importância. O que importa é vender, vender muito, ainda que na mente das pessoas a verdade seja sacrificada, e o cordeiro fique esquecido. Para uma sociedade materialista, secularizada e consumista cujo deus é o ventre, o importante é empanturrar o estômago de chocolate, ainda que se sacrifique no altar do comércio esfaimado, a essência da verdade.
Preocupante é o fato de fazermos parte desta cultura sem nenhuma reação de inconformação. Fazemos como Eli, banqueteando com as gorduras tiradas pecaminosamente do altar, sendo coniventes com os pecados de uma geração que se recusa a dar ouvidos à verdade de Deus. Nossos filhos são levados a assimilar mais o coelho, ou melhor, o chocolate, do que o cordeiro que foi morto por nós. Vêem mais o retrato das lojas agressivamente decoradas do que a história eloqüente da libertação do povo de Deus. Precisamos investir mais tempo ensinando aos nossos filhos sobre a Páscoa. Esta é uma história central do Antigo Testamento. Foi naquela noite fatídica que o povo de Deus foi salvo da tragédia da morte dos primogênitos, porque um cordeiro tinha sido sacrificado e o seu sangue havia sido aplicado sobre as vergas das portas. Esta é a história épica da libertação do povo de Deus do cativeiro, com mão forte e poderosa. A Bíblia fala que Jesus é o nosso cordeiro pascal. O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é Jesus. Foi ele quem foi imolado na cruz por nós. Ele sofreu o castigo que nos traz a paz. Deus lançou sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Ele, como ovelha muda, foi para o matadouro, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele se fez maldição por nós. Ele se fez pecado por nós. Ele morreu exangue na cruz, adquirindo para nós eterna redenção. Esta é a história da nossa alforria. É a história da nossa libertação do cativeiro. É a história da nossa eterna salvação. Não podemos deixar que ela seja distorcida e diluída em chocolate. Não podemos permitir que o maior de todos os sacrifícios, vivido na hora mais amarga do Filho de Deus, bebendo sozinho o cálice da ira divina, seja reduzido a um festival de gastronomia.
O coelho é um intruso que nada tem a ver com a festa da páscoa. Esta festa é a festa do cordeiro, do Cordeiro de Deus. Ele sim, deve ser o centro, o conteúdo, a atração e a razão de ser desta festividade. Que a nossa família possa estar reunida não em torno do ovo de chocolate, mas em torno de Jesus, o Cordeiro que foi morto, mas vive pelos séculos dos séculos, tendo a certeza que estamos debaixo do abrigo de seu sangue.
Vivemos assim, bombardeados e confusos com conceitos difusos que em nada refletem a essência da Páscoa. Neste feriado prolongado, uma boa prática devocional pode ser a leitura atenta dos relatos do Evangelho em torno da Páscoa. Existem quatro livros na Bíblia que falam deste evento, eles são chamados de Evangelhos, porque narram a vida de Jesus. Três deles são sinóticos, porque possuem relatos idênticos, o último é o Evangelho de João, que é mais denso e teológico, se preocupando mais com a explicação teológica destes acontecimentos. Numa época em que os homens estão se voltando mais para os fenômenos espirituais (Pós modernismo), e nos dias em que o nosso pais, considerado cristão, convencionou chamar de quaresma, vale a pena rever conceitos e ampliar nossa compreensão da Páscoa.
A instituição da Páscoa é registrada no livro de Êxodo, capítulo 12, das Sagradas Escrituras, relaciona-se à libertação dos israelitas da sua escravidão no Egito, e é, para o povo judeu, tanto nos tempos bíblicos quanto atual, sua comemoração mais importante. Esta festa se deu logo após a passagem do Senhor no meio do Egito, onde a maioria do povo judeu vivia escravizada. Naquela noite, o anjo passou, e todas as casas que possuíam a marca de sangue de um cordeiro foram poupadas da morte, e onde não havia a marca do sangue, o filho mais velho morria. Era o julgamento de Deus vindo sobre o povo, e apenas o sangue poderia impedir a morte.
No Novo Testamento, após a vinda de Jesus, os cristãos retraduziram esta festa, dando-lhe um significado especial, pois foi durante a festa da páscoa que Jesus foi crucificado e morreu, e assim, foi interpretada como figura da obra redentora de Cristo, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
A Páscoa, no sentido em que a comemoramos, está longe de ter o significado que possuía na sua origem. Li recentemente um artigo do Rev. Hernandes Dias Lopes, que reflete bem esta tensão:
Coelho ou cordeiro?
O comércio voraz, faminto de dinheiro, trocou o cordeiro pelo coelho. Aliás, um coelho muito versátil, quase milagroso, que põe ovos de chocolate de todos os tamanhos e para todos os gostos. Para o consumismo insaciável, a essência da páscoa não tem a menor importância. O que importa é vender, vender muito, ainda que na mente das pessoas a verdade seja sacrificada, e o cordeiro fique esquecido. Para uma sociedade materialista, secularizada e consumista cujo deus é o ventre, o importante é empanturrar o estômago de chocolate, ainda que se sacrifique no altar do comércio esfaimado, a essência da verdade.
Preocupante é o fato de fazermos parte desta cultura sem nenhuma reação de inconformação. Fazemos como Eli, banqueteando com as gorduras tiradas pecaminosamente do altar, sendo coniventes com os pecados de uma geração que se recusa a dar ouvidos à verdade de Deus. Nossos filhos são levados a assimilar mais o coelho, ou melhor, o chocolate, do que o cordeiro que foi morto por nós. Vêem mais o retrato das lojas agressivamente decoradas do que a história eloqüente da libertação do povo de Deus. Precisamos investir mais tempo ensinando aos nossos filhos sobre a Páscoa. Esta é uma história central do Antigo Testamento. Foi naquela noite fatídica que o povo de Deus foi salvo da tragédia da morte dos primogênitos, porque um cordeiro tinha sido sacrificado e o seu sangue havia sido aplicado sobre as vergas das portas. Esta é a história épica da libertação do povo de Deus do cativeiro, com mão forte e poderosa. A Bíblia fala que Jesus é o nosso cordeiro pascal. O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é Jesus. Foi ele quem foi imolado na cruz por nós. Ele sofreu o castigo que nos traz a paz. Deus lançou sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Ele, como ovelha muda, foi para o matadouro, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele se fez maldição por nós. Ele se fez pecado por nós. Ele morreu exangue na cruz, adquirindo para nós eterna redenção. Esta é a história da nossa alforria. É a história da nossa libertação do cativeiro. É a história da nossa eterna salvação. Não podemos deixar que ela seja distorcida e diluída em chocolate. Não podemos permitir que o maior de todos os sacrifícios, vivido na hora mais amarga do Filho de Deus, bebendo sozinho o cálice da ira divina, seja reduzido a um festival de gastronomia.
O coelho é um intruso que nada tem a ver com a festa da páscoa. Esta festa é a festa do cordeiro, do Cordeiro de Deus. Ele sim, deve ser o centro, o conteúdo, a atração e a razão de ser desta festividade. Que a nossa família possa estar reunida não em torno do ovo de chocolate, mas em torno de Jesus, o Cordeiro que foi morto, mas vive pelos séculos dos séculos, tendo a certeza que estamos debaixo do abrigo de seu sangue.
Vivemos assim, bombardeados e confusos com conceitos difusos que em nada refletem a essência da Páscoa. Neste feriado prolongado, uma boa prática devocional pode ser a leitura atenta dos relatos do Evangelho em torno da Páscoa. Existem quatro livros na Bíblia que falam deste evento, eles são chamados de Evangelhos, porque narram a vida de Jesus. Três deles são sinóticos, porque possuem relatos idênticos, o último é o Evangelho de João, que é mais denso e teológico, se preocupando mais com a explicação teológica destes acontecimentos. Numa época em que os homens estão se voltando mais para os fenômenos espirituais (Pós modernismo), e nos dias em que o nosso pais, considerado cristão, convencionou chamar de quaresma, vale a pena rever conceitos e ampliar nossa compreensão da Páscoa.
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