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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Entre quatro paredes

“Murmuravam em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor” (Sl 106.24-25)

Casa é sempre relacionada à intimidade, interioridade e privacidade. Por isto existe a família de que se fala e a família que se vive. Nenhum lugar abriga tanta ambivalência quanto nossas casas. Ali experimentamos ternura, acolhimento, nutrição, proteção, mas é ali também que se constroem os mecanismos de acusação, neurose e culpa que são tão presentes na nossa enferma sociedade. As maiores dores e traumas da alma se constroem nas quatro paredes de nossa casa.
O Salmo 106 afirma que o povo de Israel havia desprezado a terra aprazível que Deus lhes prometera, a terra de Canaã, e “murmuravam em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor”. Dentro de suas tendas permeava a ingratidão, o desprezo pela herança que Deus lhes dera da aprazível terra prometida, e não conseguiam acudir à voz do Senhor.
É muito importante prestar atenção àquilo que temos dito dentro de casa. Nossas almas se nutrem daquilo que vamos ensinando repetidamente no convívio familiar. “As más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33). Aquilo que é dito de forma reiterada começa a fazer sentido para nossas mentes e emoções e assumem status de verdade.
Dentro de nossas “tendas” temos encorajado a fé em nossos filhos, ou enfraquecendo a relação deles com Deus? Amor à Deus, à igreja, fé, valores, princípios e cidadania são aprendidos de acordo com se repete e se reafirma nos espaços privativos de nossa casa. É entre quatro paredes que se constrói a cosmovisão, a gratidão ou a amargura. Por isto o livro de salmos censura o povo de Deus por causa da murmuração que era aprendida dentro das tendas.
O que estamos dizendo e afirmando em nossas casas? O que nossos filhos ouvem e quais comentários são feitos na intimidade de nosso lar que tem se tornado em modo de vida de nossos filhos? Conceitos como racismo, cidadania, respeito aos outros, educação, cuidado com o meio ambiente são sub produtos da educação sentida entre quatro paredes.
Construa na sua casa valores que edifiquem seus filhos e os aproxima de Deus. Ensine-os a amar sua igreja, fale bem dela; A desenvolverem uma fé com temor piedoso, e não de murmuração, como tantas vezes somos tentados a fazer. O povo de Israel “Murmurava em suas tendas”, e isto desagradou o coração do Senhor.

sexta-feira, 2 de maio de 2003

Honra teu pai e tua mãe

Este é o 5o mandamento. Uma das perguntas mais freqüentes que ouço quando estamos tratando do relacionamento familiar é: O que significa honrar pai e mãe? Muitas vezes a forma de se entender algo é pensando no seu oposto. Como um filho “desonraria” os pais?
Pais se sentem desonrados quando os filhos deixam um rastro de vergonha e mau comportamento por onde passam. Nada desonra mais o pai que a desonra do filho ou quando se tornam uma fonte de angústia e pesar para eles. Quando os pais já não conseguem dormir sem que seus corações estejam pesados e os joelhos calejados pelas infindáveis orações de livramento que parecem não ter mais fim.

Há alguns anos atrás, um ministro de estado de nossos pais, numa entrevista em cadeia nacional de Televisão, exclamou com lagrimas ao referir-se ao filho que estava envolvido em escândalos financeiros: “Este meu filho é a minha desgraça”. Este dramático quadro exemplifica bem um filho quando desonra seu pai e mãe.

Vejamos de forma positiva este mandamento: Pais são honrados quando lhe atribuímos dignidade, quando os filhos lhes dão uma sensação de orgulho, quando dizem: “Este é o meu filho”. Quando estes se tornam o melhor curriculum vitae dos pais, tornam-se uma honra para eles. Pais são honrados quando podem fazer uma prece, e o fazem, não pedindo livramento para os filhos, mas agradecendo a Deus pela benção de ter gerado alguém tão especial.

Honra teu pai e tua mãe!