quinta-feira, 13 de julho de 2017

Anseio por Deus

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Numa lanchonete podemos ver como as pessoas se comportam de forma distinta. Se olharmos para o lado é possível observar uma jovem conectada com o mundo via celular. Do outro lado, há uma mulher se entupindo de açúcar com uma gordurosa torta de chocolate, enquanto tenta manter seus filhos pequenos sob controle. À frente, vemos um casal de namorados bebendo um suco de laranja e trocando olhares carinhosos. Cada uma destas pessoas possui histórias e desejos particulares e procura respondê-los da forma como acham correto e do jeito que conseguem elaborar.

Como afirma Amir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história; Cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz”. Fazemos análises e julgamentos baseados na percepção de vida que construímos. Espiritualidade e afetividade se formam nesta trama da vida. O que somos hoje é subproduto daquilo que acumulamos de experiências negativas ou positivas construídas durante a vida.

Em cada sonho, disfarce, máscara, busca por prazer, vício, desejos, medos, angústias, agenda e demanda de trabalho há uma indisfarçável busca de transcendência e sede de algo maior, anseio pelo Infinito. Temos sede de algo, há um espaço vazio em nossa natureza mais íntima.

“Nossas vidas se consomem com a ideia de que, se não experimentarmos tudo, não viajarmos para todos os lugares, não vermos tudo, e não tomarmos para nós grande parte da experiência dos outros, nossas próprias vidas serão pequenas e insignificantes. Tornamo-nos impacientes com cada fome, cada dor, e cada área da nossa vida que não esteja saciada e nos tornamos convencidos de que, a menos que cada prazer que ansiamos seja experimentado, seremos infelizes. Passamos pela vida muito gananciosos, muito cheios de expectativas que não podem ser supridas, e incapazes de aceitar que, aqui, nesta vida, todos os sintomas permanecem sem término” (Ronaldo Rolheiser).

O resultado é que nos tornamos cônjuges autocentrados, continuamos pobres de coração, usamos a raiva para sobrepor nossos oponentes, estamos presos à luxúria, manipulamos e controlamos para conseguir o que queremos, sem entender que “fomos criados para Deus e nosso coração não encontra alegria enquanto não voltar para Ele” (Santo Agostinho).

O coração humano tem anseios infinitos que apenas a eternidade pode preencher, afinal “Deus colocou a eternidade no coração do homem”.

Aja contraintuitivamente

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A tendência humana diante ao respostas aos estímulos recebidos consiste em ação/reação, que geralmente são gerados intuitiva, espontânea e emocionalmente. A atitude imediata é agir por impulso, emitindo a primeira resposta que vem à mente. Será que apenas reagir é o caminho mais sensato?

Uma lei da física afirma que para cada ação há uma reação igual e contrária. Isto é o que fazemos de forma comportamental, mas este é o único meio, a forma mais sábia? Deveríamos sempre reagir espontânea e intuitivamente, ou seria possível responder de forma, digamos, contraintuitiva.

Ao considerar o estilo de vida que temos, e os resultados dos atos que praticamos, deveríamos lembrar que “fazer as coisas do mesmo jeito, trarão sempre os mesmos resultados”. As respostas automáticas e impensadas emitidas, nem sempre são as mais apropriadas. Agir sem refletir e ponderar é insensatez. Precisamos aprender isto. Atitudes intuitivas não moldam o caráter, nem ajudam a crescer emocionalmente, pois seus fundamentos são apenas neurológicos e biológicos, afinal, todo animal encurralado age instintivamente. Nossa forma de agir deveria seguir o mesmo padrão?

Não precisamos nos esforçar para ficarmos bravos com o motorista que nos corta no trânsito, nem com as pessoas que nos irritam já que nossa ira surge facilmente quando somos contrariados, mas precisamos de uma atitude muito superior para emitir um comportamento equilibrado diante das provocações. A Nike possui o famoso slogan: “Just Do It” (apenas faça isto!), mas, o que aconteceria se decidimos sugerir outro lema: “Faça o oposto do que você quer fazer”. Isto é, aja contraintuitivamente.  

A Bíblia propõe, de diferentes formas, que nossa atitude seja contraintuitiva:

“...Se alguém lhe ferir a face esquerda, vira-lhe a direita”
“...Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”
“...Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber”.
“...Não vos vingueis a vós mesmos, mas deixe seu direito ser assumido por Deus...”  

Agir desta forma não seria uma resposta contraintuitiva?

Quando uma pessoa me fere eu quero revidar. Quando agem de forma maligna comigo tenho vontade de responder à altura, se meu inimigo tiver fome, quero mais que ele morra de raquitismo, e de sede melhor ainda, porque é mais dolorido... ademais, não quero deixar para Deus o direito da minha vingança... prefiro fazer com minhas próprias mãos... Não é assim nossa resposta imediata?
Mas o que aconteceria se decidimos viver de forma contraintuitiva?

A pessoa que gosta de controlar, deixaria o outro livre. O auto absorvido, lutaria por se socializar; aquele que naturalmente fala demais, seria mais prudente no que diz; Quem é dominado pela luxúria abriria mão de sua paixão e controlaria seus impulsos; a pessoa esmagada pela culpa, encontraria liberdade; o gênio impulsivo e carregado de cólera, lutaria contra seu temperamento destrutivo; o mau humorado contra seus constantes desatinos; o estressado e ansioso buscaria serenidade e paz.

Uma atitude contraintuitiva nos leva para além dos limites da zona de conforto e a um território não familiar. Emitir apenas comportamentos intuitivos mostra nossa fragilidade emocional, e quão distante vivemos de um estilo de vida que Jesus queria ensinar aos seus seguidores. 

domingo, 25 de junho de 2017

O Perigo das boas intenções

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Muitos afirmam que o que importa são as boas intenções, isto é, se a atitude for intencionalmente boa, tudo está certo.

Será que tal afirmação é verdadeira?

Em seu livro sobre o mal, o pensador francês Michel Lacroix tem um capítulo justamente sobre “os fracassos da vontade do bem”. Ele faz uma pergunta angustiante, mas oportuna: “mesmo que queiramos o bem, teremos nós a possibilidade de o concretizar”? Lacroix vai além e questiona: “Será possível que, por uma espécie de maldição, a vontade do bem gere o próprio mal”?

Recentemente familiares da Maria Eduarda, uma menina de 13 anos que foi morta dentro da Escola Daniel Piza, no dia 30 de abril, durante confronto entre policiais e traficantes pediram ao governador do Rio o fim de incursões policiais na hora da aula, entre 6h e 18h, através de uma lei chamada Maria Eduarda, num raio de até 3 quilômetros de escolas.

Não é difícil entender a dor da família neste angustiante quadro, mas boas intenções não são suficientes para resolver o complexo problema da violência urbana. A entrada em vigor desta hipotética lei transformaria os entornos das escolas em verdadeiros espaços da bandidagem. Quando a polícia chegasse, eles correriam para perto do colégio!
Muitas boas intenções ficam vazias se não estiverem acompanhadas de atos que as transformem em realidade. A utopia econômica é uma delas. Muitos teóricos sem conhecimento de causa, fazem de planos mirabolantes a sua causa, sem considerarem as complexidades relacionadas ao assunto.
Embora muitos das boas intenções sejam realizadas pensando no que é melhor, é possível que o resultado final não seja o esperado. Muitas vezes tomamos decisões com base em sentimentos e, carregados de ingenuidade, pensamos que tudo é possível se for feito de coração. A realidade, porém nos revela que apesar das boas intenções, nossas ações impensadas podem causar muitos danos.

Boas intenções quando não acompanhadas de conhecimento, podem se tornar perigosas e prejudiciais. Muitos afirmam: “Basta ser sincero”, mas a “sinceridade errada” é um desastre. Muitas mães, sem o saber, causaram graves infecções e morte em seus filhos no interior de Minas Gerais, porque a cultura rural do leste daquele Estado afirmava que o umbigo da criança recém nascida cicatrizaria melhor se aplicasse “esterco de boi”. Estavam sinceramente errados.


Daí o conhecido ditado: “O inferno está cheio de boas intenções!” e o axioma jurídico: “A ignorância da lei não isenta o culpado”. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Sociedade “On-Demand”


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Esta terminologia é relativamente nova na economia, sendo definido como uma atividade econômica criada por companhias de tecnologia que procuram atender as demandas do consumidor, dando imediata provisão de serviços de acordo com suas necessidades. Quem define o que a empresa fará não é o produto que ela se dispõe a oferecer, mas a necessidade que o cliente tem.
Para atender as demandas, companhias de ponta procuram de forma eficiente e intuitiva antecipar necessidades, criar e oferecer o produto que os clientes desejam. Isto exige sensibilidade, disposição em mudanças e inovação tecnológica. A economia On-Demand está revolucionado a estrutura social, apontando novas oportunidades de emprego e alterando a forma de existir como empresa, oferecendo conveniência e abordagens cognitivas.
O comportamento do consumidor está mudando, e é necessário estar atento sobre tais realidades. Num material que está circulando na mídia social podemos perceber isto: “O MP3 faliu as gravadoras; o NETFLIX, quebrou as locadoras; o GOOGLE faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias; o AIRBNB está complicando os hotéis; o WHATSUP está quebrando as operadoras de telefonia; o BOOKING complicou as agências de turismo; o UBER está falindo os taxistas...” A lista segue um longo caminho.
O que fazer diante de tais desafios? É necessário alinhar a visão oferecendo aos clientes maior conveniência, velocidade e simplicidade. Empresas pesadas, com estruturas e tecnologia arcaicas enfrentarão graves desafios de sobrevivência. Indústrias historicamente são lentas em inovar e a pressão aumentará sobre estruturas arcaicas. Sistemas governamentais, por não terem competidores, são os mais retrógados por razões observáveis: São  preguiçosos para pensar e lentos em agir. É possível ainda, em pleno Século XXI termos uma carteira de motorista com o formato tão retrógado e antiquado que ainda possuímos? A moderna democracia vai implodir modelos de parasitas políticos, num tempo muito mais rápido que imaginamos, trazendo enormes benefícios sociais e comunitários. A sociedade não suportará modelos tão arcaicos de aposentadoria, sistemas políticos, trabalhistas e de cargos e salários ineficazes por muito tempo. O mesmo se aplica a indústrias, empresas, instituições religiosas e de ensino.
É preciso arejar. A sociedade On-Demand, com seus riscos e possibilidades ajudará em muito esta nova forma de existir corporativamente.

Não gaste tempo com críticas

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Mike Murdock, um oradores muito apreciado no Sul do Texas com seu programa de Televisão, “Escola de Sabedoria”, conta que certa vez assentou-se para responder a crítica mordaz de uma pessoa. Ele se esforçou para apagar as palavras e escrever novas frases, levou mais de uma hora de trabalho cansativo e cuidadoso para dar forma a uma resposta decente à carta, mas seu esforço parecia inútil, ele não conseguia responder de forma sábia. Finalmente começou a rir com um pensamento que lhe surgiu à mente. Ele percebeu que jamais tinha passado uma hora para escrever uma carta para sua própria mãe, a pessoa mais querida dele. Então, decidiu que era uma tolice gastar tanto tempo com uma crítica.

A verdade é que críticos são espectadores, não participantes.

Se pararmos para ouvir críticas, provavelmente perderemos tempo fundamental para investir em coisas mais produtivas. Geralmente os críticos são pessoas que se tornaram especialistas em julgar o trabalho dos outros, mas são incapazes de lutar pelos seus próprios objetivos. Quem está gastando sua energia em produtividade, normalmente não tem muito tempo para ficar julgando o que o outro está fazendo. Alguém disse: “A crítica é o gargarejo mortal de alguém que nada realizou”.

Para não estagnar, pare de se justificar o tempo todo, fuja de pessoas que se tornam especialistas em críticas. Tenho procurado pessoas que tenham respostas e soluções, não aquelas que trazem problemas e dificuldades.

É certo que precisamos ter lugar certo para apresentar os fatos e avaliar os atos. Existe hora e lugar para a troca de informações, para ouvir conselhos sábios e experiência de pessoas com mais sabedoria e expertise. Sugestões construtivas são sempre buscadas por pessoas bem sucedidas. Mas não podemos parar só porque sofremos uma crítica.

Diante de acusações sofridas, Jesus chegou ao ponto de permanecer em silêncio (Mt 26.63). Ele não se sentiu obrigado a dar resposta às criticas, ou ser agradável a pessoas que lhe armavam ciladas. Este foi um dos segredos de sua liderança. Ele era capaz de responder às pessoas que sofriam, gente marginalizada e desprezada, mas não gastava tempo com “pegadinhas filosóficas” e com “observadores fúteis”. Ele sabia que não tinha muito tempo para fazer as coisas, e precisava concentrar-se naquilo que era realmente importante.

Norman Vincent Peale afirmou: “Nunca reaja emocionalmente às críticas. Analise a si mesmo para determinar se elas são justificadas. Se forem, corrija-se. Caso contrário, continue vivendo normalmente”.

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Pêndulo histórico

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Platão concebia a história de forma cíclica. Para ele, a vida humana era repetitiva num desproposital ir e vir. O que hoje era a norma, amanhã poderia ser descartado. Ele via a sucessão de poderes desta forma: Anarquia, ditadura, oligarquia, democracia, anarquia, etc.. sucessivamente. Nenhum propósito, apenas ciclos repetitivos. Esta foi a visão adotada também pela filosofia existencialista.

Nietzsche falava do “eterno retorno”. O pessimista livro de Eclesiastes afirma: “geração vai, geração vem, mas a terra; mas a terra permanece para sempre... O que foi é o que há de ser, e o que se fez, isto se tornará a fazer, nada há, pois, novo, debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós” (Ec 1.4,9-10).

A visão cíclica é oposta à visão de finalidade defendida pela cosmovisão cristã. No cristianismo, a história possui propósito, pode-se falar de “começo, meio e fim”, tanto que a Bíblia inicia em Genêsis (origem, criação), e termina com Apocalipse (revelação, consumação). De um ponto de vista filosófico, possui teleos, isto é “teleologia”, finalidade.

Embora a visão cristã seja muito mais coerente e carregada de esperança, pode-se falar de um certo pêndulo histórico, que leva a sociedade a caminhar de um extremo para o outro, ora negando, ora defendendo determinados princípios.

No sistema politico, países europeus lutaram de forma sistemática pela liberdade de expressão e pela negação de qualquer dogma ou absoluto. A insatisfação social gerou um desejo pelo utopia revolucionária da esquerda. Entretanto, o que temos percebido hoje é um forte segmento social, desejando certo controle e revelando cansaço com a ausência de parâmetros morais, princípios e valores. Como resultado a direita extremista começa a ameaçar e demonstrar força.

No âmbito educacional, a herança familiar foi marcada pela repressão educacional e autoritarismo paterno. Na década de 60, uma cultura da liberdade foi buscada, gerando uma educação menos tradicional e mais livre, que depois de uns 40-50 anos volta a ser questionada pelos exageros e estranhezas que a falta de princípios gerou. O resultado: O surgimento de uma geração caprichosa, que não suporta frustração e não sabe aguardar processos... o pêndulo novamente começa a oscilar. Questiona-se hoje a validade desta abordagem e escolas e princípios mais conservadores, com disciplinas mais rígidas, voltam a ser exaltadas.

Novamente percebe-se a oscilação do pêndulo. Perigosamente saindo de um extremo para outro.
Assim acontece com a democracia. Hoje vemos nas mídias sociais grupos expressando anseios utópicos de “um tempo em que o militarismo era bom”. O mesmo no sistema educação: “uma educação mais dura e repressiva”, e na família “...o método antigo é que era bom...”


Acontece que a sabedoria nunca mora nas extremidades. Ela é marcada por equilíbrio, prudência e sensatez, quando os pêndulos não habitam estes lugares inóspitos das fronteiras, mas encontra ambiente que estabeleça a correta relação entre distintos pontos. Este lugar desejado pode ser chamado de maturidade. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A obsessão pelo sucesso

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Poucas coisas são tão atraentes quanto o sucesso: atingir metas, superar-se, conquistar, ser reconhecido. O homem moderno – e talvez em todas as épocas – sempre tem sido movido pela ambição, que na sua essência, não é necessariamente ruim, mas que pode, facilmente, se transformar em cobiça, ganância e até mesmo obsessão.

Curiosamente, o insucesso pode trazer novas perspectivas e nos livrar de um desastre moral ou espiritual. Henry Ford afirmou que “o insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência”. A obsessão pelo sucesso pode transformar-nos em seres sem consciência e sem alma, e podemos nos perder no afã de termos reconhecimento ou popularidade.

Um dos alpinistas mais conhecidos do mundo é Ed Viesturs, que escalou todos os 14 picos do Monte Everest. O que o distingue dos demais é o fato de ter alcançado os cumes sem a ajuda de um tanque de oxigênio. Imprudência nunca foi sua característica. Em 1987, quando estava a 100 metros de um cume, ele voltou. Estava sem corda para escalada e ficando escuro. Sua frase tornou-se imortal: “Chegar ao topo é opcional, mas descer é obrigatório. Muitas pessoas se concentram no cume e se esquecem desta verdade”.

Esta febre por estar no ponto mais alto certamente é a causa de muitas escaladas desastrosas. Em 10 de maio de 1996, o Everest tirou a vida de oito veteranos que conseguiram chegar ao tempo apesar de grandes obstáculos e clima hostil. Empolgados pela conquista, se esqueceram dos riscos e quando estavam descendo, uma tempestade os atingiu e todos eles morreram.

Muitas pessoas estão perdendo sua vida pela obsessão de chegar ao topo. A febre pela conquista não se aplica apenas ao montanhismo, mas a todas as áreas da vida. É fácil negociar a consciência, barganhar a fé, desprezar valores, ignorar a paz interior, quando a meta pelo poder, dinheiro e sucesso encontram-se diante do homem. O livro de Provérbios afirma: “O suborno é pedra mágica aos olhos de quem o dá” (Pv 17.8), mas sua consequência é trágica: “Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas depois, a sua boca se encherá de pedrinhas de areia”(Pv 20.17).

Escalar a escada do sucesso nos desnorteia. A obsessão pelo topo pode destruir. Por isto a aposentadoria significa um duro golpe para algumas pessoas, chegando a ser fatal para outras. Não necessariamente o dinheiro, mas o glamour de uma determinada posição, a mídia, o reconhecimento social. Quando chega o tempo em que temos de entregar o posto, ou nos retirarmos, devemos nos dispor a colocar tudo o que temos nas mãos de Deus, reconhecendo que foi ele quem nos deu todas as coisas.


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O que importa não é como começamos ou conquistamos, mas como terminamos.