Somos mestres na imprudência e comentários desnecessários. Nem Moisés que foi chamado “o homem mais manso da terra”, se livrou desta constrangedora situação de agir sem pensar. A Bíblia afirma que “Moisés falou irrefletidamente’ (Sl 106.33).
Falar irrefletidamente traz graves e sérias conseqüências para nossas vidas. Quantas feridas e mágoas incuráveis são resultantes de palavras ditas sem a reflexão necessária, sem considerarmos as implicações do que estamos dizendo. Ferimos pessoas, criamos falsas expectativas, geramos reações de irritabilidade, provocamos os outros, simplesmente porque falamos sem considerar como as pessoas ouvem o que dizemos, sem analisar se tais palavras são necessárias e boas para a edificação daqueles que as ouvem, se são palavras que glorificam a Deus e encorajam os desanimados.
Palavras irrefletidas são como ditados na boca dos bêbados, como jóias em focinhos de porcos, como mulher formosa sem discrição. Por isto a Bíblia nos exorta a guarda nossa língua. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19), afirma ainda que “a língua é fogo, é mundo de iniqüidade” (Tg 3.6), e que, “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear taomebm todo o corpo” (Tg 3.2).
De todas estas advertências e ensinamentos, nenhuma, porém, parece ser tão grave quanto a que diz: “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Pv 29.20).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O segredo da vida
“O segredo da vida é desfrutar a passagem do tempo”. Esta frase foi escrita pelo cantor e compositor James Taylor. Certamente se trata de uma boa filosofia de vida. Aprender a curtir cada momento de nossa história como algo especial e único é algo maravilhoso.
Muitos vivem presos às memórias do passado ou aos sonhos e fantasias do futuro. O primeiro grupo se torna saudosista ou amargurado. Os saudosistas falam de um tempo em que tudo era bom, não conseguem avançar porque perderam o timing da vida, como a mulher de Ló que olhou para trás tão fixamente que virou uma estátua de sal. Sua vida congelou – não conseguiu mais caminhar.
Os amargurados se prendem ao passado por uma razão ainda pior: Raiva ou ressentimento. Contemplam sua história como se alguém, o mundo, ou mesmo Deus, lhes devesse algo. Não conseguem avançar porque desejam vingança ou justiça, e a vida simplesmente não lhes responde em termos mecanicistas do tipo causa/efeito. Não desfrutar a passagem do tempo por causa do que nos fizeram impede-nos de ver a história como processo, movimento, dinamicidade.
O ontem pode, de fato ter sido traumático, dolorido, mas a vida é dinâmica. “Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará” (Lulu Santos). Precisamos viver o presente com suas ambigüidades, contradições e possibilidade. O tempo não pára.
Outros vivem do futuro. Alimentam-se de fantasias e irrealidades, achando que vão chegar um dia no seu shangrilah. De fato, viver o aqui e agora é uma difícil tarefa. É mais fácil não ter que encarar a vida com realismo. Mas quando se lida com o hoje, descobre-se quantas possibilidades se abrem com o dia que se levanta. O salmista entendeu isto ao afirmar: “Este é o dia que o Senhor nos deu. Alegremo-nos e regozijemo-nos nele”. Jesus exortava seus discípulos a não andarem ansiosos com o dia de amanhã. “Basta a cada dia seu próprio mal”.
Certo homem, apesar de rico, não conseguia desfrutar o dinheiro acumulado, sempre preocupado com o futuro. Aos 73 anos desenvolveu câncer, e após o processo quimioterápico, andando pelo parque, comentou com sua esposa que nunca tinha notado as flores e os patos da lagoa. Foi necessário estar muito doente para perceber a beleza da natureza, a riqueza do dia de hoje os fascinantes aspectos da vida.
Precisamos desfrutar cada passagem do tempo, sabendo que os minutos que se passaram na leitura deste artigo, por exemplo, são únicos e irrecuperáveis, por isto, jamais resgatados. São parte de uma história que, bem ou mal, você viveu.
Aeroporto de Campinas- SP, 06.08.2010
Muitos vivem presos às memórias do passado ou aos sonhos e fantasias do futuro. O primeiro grupo se torna saudosista ou amargurado. Os saudosistas falam de um tempo em que tudo era bom, não conseguem avançar porque perderam o timing da vida, como a mulher de Ló que olhou para trás tão fixamente que virou uma estátua de sal. Sua vida congelou – não conseguiu mais caminhar.
Os amargurados se prendem ao passado por uma razão ainda pior: Raiva ou ressentimento. Contemplam sua história como se alguém, o mundo, ou mesmo Deus, lhes devesse algo. Não conseguem avançar porque desejam vingança ou justiça, e a vida simplesmente não lhes responde em termos mecanicistas do tipo causa/efeito. Não desfrutar a passagem do tempo por causa do que nos fizeram impede-nos de ver a história como processo, movimento, dinamicidade.
O ontem pode, de fato ter sido traumático, dolorido, mas a vida é dinâmica. “Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará” (Lulu Santos). Precisamos viver o presente com suas ambigüidades, contradições e possibilidade. O tempo não pára.
Outros vivem do futuro. Alimentam-se de fantasias e irrealidades, achando que vão chegar um dia no seu shangrilah. De fato, viver o aqui e agora é uma difícil tarefa. É mais fácil não ter que encarar a vida com realismo. Mas quando se lida com o hoje, descobre-se quantas possibilidades se abrem com o dia que se levanta. O salmista entendeu isto ao afirmar: “Este é o dia que o Senhor nos deu. Alegremo-nos e regozijemo-nos nele”. Jesus exortava seus discípulos a não andarem ansiosos com o dia de amanhã. “Basta a cada dia seu próprio mal”.
Certo homem, apesar de rico, não conseguia desfrutar o dinheiro acumulado, sempre preocupado com o futuro. Aos 73 anos desenvolveu câncer, e após o processo quimioterápico, andando pelo parque, comentou com sua esposa que nunca tinha notado as flores e os patos da lagoa. Foi necessário estar muito doente para perceber a beleza da natureza, a riqueza do dia de hoje os fascinantes aspectos da vida.
Precisamos desfrutar cada passagem do tempo, sabendo que os minutos que se passaram na leitura deste artigo, por exemplo, são únicos e irrecuperáveis, por isto, jamais resgatados. São parte de uma história que, bem ou mal, você viveu.
Aeroporto de Campinas- SP, 06.08.2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Deus move a história
Esta afirmação pode ser uma fonte de alegria ou desespero. Para aqueles que acreditam que Deus é poderoso e bom, descanso e refrigério. Para aqueles que suspeitam do caráter de Deus: temor e ansiedade. É... Na verdade, nem todos olham para Deus sem suspeição. José Saramago, escritor português que morreu recentemente, no seu livro Caim, imagina diálogos entre Deus e Caim. Este acusa a divindade, dizendo que ela não pode colocar sobre si a pecha de assassino, já que, Deus mesmo, mandou executar muitas pessoas, de acordo com o relato do Antigo Testamento.
Sempre existe muita suspeita humana acerca do caráter de Deus. Isto é adâmico, vindo desde os primórdios da raça humana.
Um dos relatos mais impressionantes na Bíblia, porém, encontra-se no livro das Crônicas, e é repetido noutro livro de Esdras – o escriba, que retornou a Jerusalém para reconstruir a cidade e restabelecer novamente o culto em Israel. Depois de sucessivas provocações do povo de Israel, veio o cativeiro de Judá. Nabucodonozor, rei dos caldeus, invadiu a cidade, matou jovens à espada “e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos mais avançados em idade” (2 Cr 36.17). Levou consigo todos os utensílios do templo, queimou a casa de Deus e ainda arrastou cativos (entre estes, Daniel), para serem escravos e eunucos no seu palácio.
Jeremias profetizou que o tempo do cativeiro seria 70 anos (2 Cr 36.21), e quando este prazo chegou, Ciro, o rei da Pérsia, que havia subjugado a Babilônia, fez passar um pregão em seu reino para que o povo de Israel fosse liberto do cativeiro e retornasse à Jerusalém, e a despesa da restauração da cidade seria por conta da casa do rei (Esd 6.4). Neste contexto foi escrito o Salmo 126. O texto afirma que Deus “Despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia” (2 Cr 36.22; Esd 1.2).
Agostinho afirmava que “quando Deus se agita, o homem se levanta”. Isto é, Deus conduz a história, de forma surpreendente, para cumprir seus propósitos eternos. Quer concordemos ou não, quer gostemos disto, ou não. A visão hebraica e cristã é a de que Deus, não apenas se “move na história”, mas que Ele é Senhor da História. Ele cumpre seus intentos no decorrer dos anos.
A história segue um plano, uma agenda e um cronograma divino. Assim como Deus despertou o rei da Pérsia, para libertar os cativos e cumprir a profecia dada por um de seus profetas, segundo o seu propósito, conduzirá a história para o plano que Ele mesmo designou, e não há força, nem histórica, nem potestade ou principado, que possa deter a história para o fim que Ele mesmo tem em mente. A história não é acidental, nem incidental, nem segue para o caos, mas para um fim ordenado pelo próprio Deus, Senhor da história.
Sempre existe muita suspeita humana acerca do caráter de Deus. Isto é adâmico, vindo desde os primórdios da raça humana.
Um dos relatos mais impressionantes na Bíblia, porém, encontra-se no livro das Crônicas, e é repetido noutro livro de Esdras – o escriba, que retornou a Jerusalém para reconstruir a cidade e restabelecer novamente o culto em Israel. Depois de sucessivas provocações do povo de Israel, veio o cativeiro de Judá. Nabucodonozor, rei dos caldeus, invadiu a cidade, matou jovens à espada “e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos mais avançados em idade” (2 Cr 36.17). Levou consigo todos os utensílios do templo, queimou a casa de Deus e ainda arrastou cativos (entre estes, Daniel), para serem escravos e eunucos no seu palácio.
Jeremias profetizou que o tempo do cativeiro seria 70 anos (2 Cr 36.21), e quando este prazo chegou, Ciro, o rei da Pérsia, que havia subjugado a Babilônia, fez passar um pregão em seu reino para que o povo de Israel fosse liberto do cativeiro e retornasse à Jerusalém, e a despesa da restauração da cidade seria por conta da casa do rei (Esd 6.4). Neste contexto foi escrito o Salmo 126. O texto afirma que Deus “Despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia” (2 Cr 36.22; Esd 1.2).
Agostinho afirmava que “quando Deus se agita, o homem se levanta”. Isto é, Deus conduz a história, de forma surpreendente, para cumprir seus propósitos eternos. Quer concordemos ou não, quer gostemos disto, ou não. A visão hebraica e cristã é a de que Deus, não apenas se “move na história”, mas que Ele é Senhor da História. Ele cumpre seus intentos no decorrer dos anos.
A história segue um plano, uma agenda e um cronograma divino. Assim como Deus despertou o rei da Pérsia, para libertar os cativos e cumprir a profecia dada por um de seus profetas, segundo o seu propósito, conduzirá a história para o plano que Ele mesmo designou, e não há força, nem histórica, nem potestade ou principado, que possa deter a história para o fim que Ele mesmo tem em mente. A história não é acidental, nem incidental, nem segue para o caos, mas para um fim ordenado pelo próprio Deus, Senhor da história.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Eu só tenho uma vida para viver...
Quando Jô Soares completou 50 anos, contou que depois das festividades e de um agradável encontro com amigos, voltou para casa com um senso de não sei que... Era uma espécie de vácuo existencial. Um amigo próximo já tinha percebido ainda na festa que Jô não estava muito lá à vontade, e em tom de brincadeira disse: “Não se preocupe, isto é crise da meia idade”. Ao chegar em casa, refletindo sobre este comentário afirmou: “Quantos homens de 100 anos eu conheço?”.
Além de geriatria e de herbiatria (Fique tranqüilo, o médico herbiatra não cuida de plantas, mas de adolescentes), fala-se hoje de “adultescência”, uma espécie de crise de adolescência na meia idade. São sentimentos que brotam no coração dos homens na idade do lobo, que depois de muitos sucessos ou fracassos, entram agora num período em que surge uma imensa necessidade de redefinir a vida, buscar sentido e propósito.
Independentemente da performance que cada um apresenta - Já que alguns ganham muito dinheiro, respeitabilidade, aclamação pública, enquanto outros enfrentam perdas, lutos, desempregos - Todos apresentam uma espécie de angústia, um sentimento difuso, de que estão perdendo a vida na tresloucada tentativa de encontrá-la. Este “turning point” é extremamente salutar, porque vai redefinir prioridades, alvos, objetivos e levá-los à busca de sua alma que facilmente se perde num mercado competitivo e na luta pela sobrevivência, aceitação e reconhecimento. Esta é a hora da verdade, do encontro consigo mesmo, tão grandemente negado, suprimido ou rejeitado. A pessoa descobre que só tem uma vida, e precisa redimensioná-la para que ela encontre sentido.
Quando perdemos amigos, enfrentamos crises, falências, ou lidamos com o luto e perda de pais ou o seu envelhecimento, fica no ar a necessidade de encontrar o eixo da vida. Descobrimos o valor da aguda afirmação de Jesus: “A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui”, e agora iniciamos de forma oculta inicialmente, o importante processo de encontrar o “significante”, ou, como afirmou Sartre, “Nenhum ponto finito tem sentido se não se relacionar com um ponto infinito”, passamos a suspeitar que o significado maior não está em nós, mas em Deus, no Eterno ou no Sobrenatural, ou em ambos, que afinal estamos falando da mesma coisa.
Temos aquele mesmo sentimento de Riobaldo, personagem central de Guimarães Rosa: “Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa”, e este “desconfiar” do estilo que se vive, e da qualidade de vida que se tem, gera uma crise que nos torna mais humano, e ao mesmo tempo, mais divino. Descobrimos que só temos uma vida para viver, e que não podemos brincar com uma coisa tão séria quanto esta...
Além de geriatria e de herbiatria (Fique tranqüilo, o médico herbiatra não cuida de plantas, mas de adolescentes), fala-se hoje de “adultescência”, uma espécie de crise de adolescência na meia idade. São sentimentos que brotam no coração dos homens na idade do lobo, que depois de muitos sucessos ou fracassos, entram agora num período em que surge uma imensa necessidade de redefinir a vida, buscar sentido e propósito.
Independentemente da performance que cada um apresenta - Já que alguns ganham muito dinheiro, respeitabilidade, aclamação pública, enquanto outros enfrentam perdas, lutos, desempregos - Todos apresentam uma espécie de angústia, um sentimento difuso, de que estão perdendo a vida na tresloucada tentativa de encontrá-la. Este “turning point” é extremamente salutar, porque vai redefinir prioridades, alvos, objetivos e levá-los à busca de sua alma que facilmente se perde num mercado competitivo e na luta pela sobrevivência, aceitação e reconhecimento. Esta é a hora da verdade, do encontro consigo mesmo, tão grandemente negado, suprimido ou rejeitado. A pessoa descobre que só tem uma vida, e precisa redimensioná-la para que ela encontre sentido.
Quando perdemos amigos, enfrentamos crises, falências, ou lidamos com o luto e perda de pais ou o seu envelhecimento, fica no ar a necessidade de encontrar o eixo da vida. Descobrimos o valor da aguda afirmação de Jesus: “A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui”, e agora iniciamos de forma oculta inicialmente, o importante processo de encontrar o “significante”, ou, como afirmou Sartre, “Nenhum ponto finito tem sentido se não se relacionar com um ponto infinito”, passamos a suspeitar que o significado maior não está em nós, mas em Deus, no Eterno ou no Sobrenatural, ou em ambos, que afinal estamos falando da mesma coisa.
Temos aquele mesmo sentimento de Riobaldo, personagem central de Guimarães Rosa: “Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa”, e este “desconfiar” do estilo que se vive, e da qualidade de vida que se tem, gera uma crise que nos torna mais humano, e ao mesmo tempo, mais divino. Descobrimos que só temos uma vida para viver, e que não podemos brincar com uma coisa tão séria quanto esta...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A Plenipotencialidade do Mal
O Filme “O Patriota”, estrelado por Mel Gibson, narra a história de um pacato fazendeiro que se recusou a tomar parte da guerra contra os ingleses no movimento de Independência americano. Sua atitude, porém, ocultava um homem extremamente violento que revela toda sua potencialidade para a violência assim que seu filho adolescente foi assassinado na frente de sua casa. Esta experiência acionou o botão de sua agressividade e toda sua fúria animal eclodiu em cenas tão dantescas que até seus filhos pequenos que o viram em ação, tiveram dificuldades de abraçá-lo aquela noite.
Descontadas as enormes diferenças entre um caso e outro, convém considerar o que detonou o pavio do “monstro subjacente”, na alma do simpático goleiro do time de maior torcida no Brasil, capitão do clube, e que era pretendido por grandes equipes européias, mas que infelizmente se envolveu num macabro e cruel assassinato de uma ex-amante.
Reações assim nos assustam porque revelam todo potencial de mal e ódio que o ser humano abriga em si. Um garoto pobre das periferias de Belo Horizonte, torna-se ídolo de um grande time brasileiro, com contrato mensal superior a R$ 200 mil reais (contrato este já rompido), e que, quando pressionado por uma mulher, não hesita em ser o mandante da execução da mesma de uma forma tão sinistra.
Teólogos, filósofos e pensadores discutem desde sempre, a dimensão maligna da alma humana. Seja o mal percebido como um princípio, uma força ou um dinamismo, o fato é que este instinto caminha de forma subjacente em nossa alma e pode ser acionado quando um mecanismo específico é acionado. Cada um possui seu ponto frágil.
Crianças sensíveis podem se brutalizar e desenvolver visões patológicas da vida e do mundo pela violência recebida. A agressividade acumulada pode transformar pessoas dóceis em seres cruéis. Os abusos sofridos na vida podem eclodir em relacionamentos conjugais. Mimosas mulheres podem apresentar graves atitudes narcisistas nos relacionamentos conjugais. Rapazes elegantes e educados podem trazer de forma sutil atitudes malignas por onde transita a trama do mal.
Mirolasv Wolf afirma: “Para que o mal se perpetue, são necessárias duas ações: (1)- Que o mal seja praticado; (2)- Que aquele que sofreu o mal resolva perpetuá-lo”.
É necessário, pois, interromper o ciclo do mal em algum ponto de nossa história. Foi esta atitude de Jesus que não desejou vingança, mas agiu com perdão com seus algozes. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. O princípio bíblico é eficaz no desmascaramento do mal: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.
Descontadas as enormes diferenças entre um caso e outro, convém considerar o que detonou o pavio do “monstro subjacente”, na alma do simpático goleiro do time de maior torcida no Brasil, capitão do clube, e que era pretendido por grandes equipes européias, mas que infelizmente se envolveu num macabro e cruel assassinato de uma ex-amante.
Reações assim nos assustam porque revelam todo potencial de mal e ódio que o ser humano abriga em si. Um garoto pobre das periferias de Belo Horizonte, torna-se ídolo de um grande time brasileiro, com contrato mensal superior a R$ 200 mil reais (contrato este já rompido), e que, quando pressionado por uma mulher, não hesita em ser o mandante da execução da mesma de uma forma tão sinistra.
Teólogos, filósofos e pensadores discutem desde sempre, a dimensão maligna da alma humana. Seja o mal percebido como um princípio, uma força ou um dinamismo, o fato é que este instinto caminha de forma subjacente em nossa alma e pode ser acionado quando um mecanismo específico é acionado. Cada um possui seu ponto frágil.
Crianças sensíveis podem se brutalizar e desenvolver visões patológicas da vida e do mundo pela violência recebida. A agressividade acumulada pode transformar pessoas dóceis em seres cruéis. Os abusos sofridos na vida podem eclodir em relacionamentos conjugais. Mimosas mulheres podem apresentar graves atitudes narcisistas nos relacionamentos conjugais. Rapazes elegantes e educados podem trazer de forma sutil atitudes malignas por onde transita a trama do mal.
Mirolasv Wolf afirma: “Para que o mal se perpetue, são necessárias duas ações: (1)- Que o mal seja praticado; (2)- Que aquele que sofreu o mal resolva perpetuá-lo”.
É necessário, pois, interromper o ciclo do mal em algum ponto de nossa história. Foi esta atitude de Jesus que não desejou vingança, mas agiu com perdão com seus algozes. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. O princípio bíblico é eficaz no desmascaramento do mal: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Entre quatro paredes
“Murmuravam em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor” (Sl 106.24-25)
Casa é sempre relacionada à intimidade, interioridade e privacidade. Por isto existe a família de que se fala e a família que se vive. Nenhum lugar abriga tanta ambivalência quanto nossas casas. Ali experimentamos ternura, acolhimento, nutrição, proteção, mas é ali também que se constroem os mecanismos de acusação, neurose e culpa que são tão presentes na nossa enferma sociedade. As maiores dores e traumas da alma se constroem nas quatro paredes de nossa casa.
O Salmo 106 afirma que o povo de Israel havia desprezado a terra aprazível que Deus lhes prometera, a terra de Canaã, e “murmuravam em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor”. Dentro de suas tendas permeava a ingratidão, o desprezo pela herança que Deus lhes dera da aprazível terra prometida, e não conseguiam acudir à voz do Senhor.
É muito importante prestar atenção àquilo que temos dito dentro de casa. Nossas almas se nutrem daquilo que vamos ensinando repetidamente no convívio familiar. “As más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33). Aquilo que é dito de forma reiterada começa a fazer sentido para nossas mentes e emoções e assumem status de verdade.
Dentro de nossas “tendas” temos encorajado a fé em nossos filhos, ou enfraquecendo a relação deles com Deus? Amor à Deus, à igreja, fé, valores, princípios e cidadania são aprendidos de acordo com se repete e se reafirma nos espaços privativos de nossa casa. É entre quatro paredes que se constrói a cosmovisão, a gratidão ou a amargura. Por isto o livro de salmos censura o povo de Deus por causa da murmuração que era aprendida dentro das tendas.
O que estamos dizendo e afirmando em nossas casas? O que nossos filhos ouvem e quais comentários são feitos na intimidade de nosso lar que tem se tornado em modo de vida de nossos filhos? Conceitos como racismo, cidadania, respeito aos outros, educação, cuidado com o meio ambiente são sub produtos da educação sentida entre quatro paredes.
Construa na sua casa valores que edifiquem seus filhos e os aproxima de Deus. Ensine-os a amar sua igreja, fale bem dela; A desenvolverem uma fé com temor piedoso, e não de murmuração, como tantas vezes somos tentados a fazer. O povo de Israel “Murmurava em suas tendas”, e isto desagradou o coração do Senhor.
Casa é sempre relacionada à intimidade, interioridade e privacidade. Por isto existe a família de que se fala e a família que se vive. Nenhum lugar abriga tanta ambivalência quanto nossas casas. Ali experimentamos ternura, acolhimento, nutrição, proteção, mas é ali também que se constroem os mecanismos de acusação, neurose e culpa que são tão presentes na nossa enferma sociedade. As maiores dores e traumas da alma se constroem nas quatro paredes de nossa casa.
O Salmo 106 afirma que o povo de Israel havia desprezado a terra aprazível que Deus lhes prometera, a terra de Canaã, e “murmuravam em suas tendas e não acudiram à voz do Senhor”. Dentro de suas tendas permeava a ingratidão, o desprezo pela herança que Deus lhes dera da aprazível terra prometida, e não conseguiam acudir à voz do Senhor.
É muito importante prestar atenção àquilo que temos dito dentro de casa. Nossas almas se nutrem daquilo que vamos ensinando repetidamente no convívio familiar. “As más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33). Aquilo que é dito de forma reiterada começa a fazer sentido para nossas mentes e emoções e assumem status de verdade.
Dentro de nossas “tendas” temos encorajado a fé em nossos filhos, ou enfraquecendo a relação deles com Deus? Amor à Deus, à igreja, fé, valores, princípios e cidadania são aprendidos de acordo com se repete e se reafirma nos espaços privativos de nossa casa. É entre quatro paredes que se constrói a cosmovisão, a gratidão ou a amargura. Por isto o livro de salmos censura o povo de Deus por causa da murmuração que era aprendida dentro das tendas.
O que estamos dizendo e afirmando em nossas casas? O que nossos filhos ouvem e quais comentários são feitos na intimidade de nosso lar que tem se tornado em modo de vida de nossos filhos? Conceitos como racismo, cidadania, respeito aos outros, educação, cuidado com o meio ambiente são sub produtos da educação sentida entre quatro paredes.
Construa na sua casa valores que edifiquem seus filhos e os aproxima de Deus. Ensine-os a amar sua igreja, fale bem dela; A desenvolverem uma fé com temor piedoso, e não de murmuração, como tantas vezes somos tentados a fazer. O povo de Israel “Murmurava em suas tendas”, e isto desagradou o coração do Senhor.
terça-feira, 6 de julho de 2010
tá dificil amar...ame mesmo assim...
Esta tambem nao é minha, mas tive acesso à traducao deste texto muito tempo atrás, vale a pena pensar porque devemos amar...
As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas,
ame-as, mesmo assim.
Se fizer o bem, as pessoas vão acusá-lo de interesseiro.
Faça o bem, mesmo assim.
Se fizer sucesso, terá falsos amigos e inimigos de verdade.
Seja honesto e sincero, mesmo assim.
Honestidade e franqueza vão torná-lo vulnerável.
Seja honesto e franco, mesmo assim.
O bem que fizer hoje será esquecido amanhã.
Faça o bem, mesmo assim.
As melhores pessoas, com as melhores idéias podem
ser derrubadas pelas piores pessoas de mais ínfima
mentalidade. Tenha grandes idéias, mesmo assim.
As pessoas torcem pelos mais fracos mas seguem os mais
fortes. Lute pelos mais fracos, mesmo assim.
O que você passa anos construindo pode ser destruído em
um dia. Construa, mesmo assim.
Dê ao mundo o melhor de si mesmo e será esbofeteado.
Dê ao mundo o melhor de si, mesmo assim.
Autor desconhecido.
As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas,
ame-as, mesmo assim.
Se fizer o bem, as pessoas vão acusá-lo de interesseiro.
Faça o bem, mesmo assim.
Se fizer sucesso, terá falsos amigos e inimigos de verdade.
Seja honesto e sincero, mesmo assim.
Honestidade e franqueza vão torná-lo vulnerável.
Seja honesto e franco, mesmo assim.
O bem que fizer hoje será esquecido amanhã.
Faça o bem, mesmo assim.
As melhores pessoas, com as melhores idéias podem
ser derrubadas pelas piores pessoas de mais ínfima
mentalidade. Tenha grandes idéias, mesmo assim.
As pessoas torcem pelos mais fracos mas seguem os mais
fortes. Lute pelos mais fracos, mesmo assim.
O que você passa anos construindo pode ser destruído em
um dia. Construa, mesmo assim.
Dê ao mundo o melhor de si mesmo e será esbofeteado.
Dê ao mundo o melhor de si, mesmo assim.
Autor desconhecido.
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