sexta-feira, 18 de julho de 2008

É tempo de vos despertardes!

No Himalaia, segundo o testemunho do famoso místico Sadu Sundar Singh, há um lugar que existem lindas flores, mas quem se demorar na região onde elas vicejam e lhes aspirar o perfume dormirá fatalmente e poderá até morrer. Para evitar que isto aconteça, os homens do lugar, quando querem atravessar a região o fazem cheirando outra erva cujo perfume anula o poder narcotizante daquelas traiçoeiras flores. Pensava-se a principio que elas fossem venenosas. Verificou-se, depois, que não é esse o caso. As pessoas que elas fazem adormecer não morrem propriamente pela ação de algum tóxico, mas sim porque o sono que elas provocam dura um período longo, causando torpor, e a vitima pode morrer pelo ataque de um animal ou pelo frio da região.
De inicio, pensara que Singh não se referia a um fato real, mas seria uma parábola criada pela imaginação do autor, verificou-se, porem, que este não era o caso. O autor de uma das suas biografias afirma que um coolie permaneceu adormecido durante nove dias, depois de ter experimentado o perfume daquelas flores. Trata-se de um sugestivo simbolismo.
O ensino que o próprio Singh tira deste fenômeno natural é impressionante: há muitas coisas boas no mundo que em si mesmas, não são um mal, mas adormecem as forças espirituais que levam o homem a buscar a comunhão de Deus, sem a qual a morte faltamente se verifica; mas, assim como os naturais da Índia encontraram outra flor cujo perfume os impede de cair no sono mortal, assim o homem de Deus busca na comunhão com o Pai o elemento que neutraliza a influencia deletéria que as atrações do mundo.
Por isto a Palavra de Deus afirma: “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz” (Rm 13.12). Os encantos e perfumes do mundo podem facilmente entorpecer nossa alma e nossa vitalidade espiritual. Muitos estão dormindo nestes dias, ignorando o tempo que vem. Dormem o sono da indolência, do descompromisso, da falta de vigilância e oração. Vivem o sono do pecado, do distanciamento de Deus e das suas obras, dormem numa vida de preguiça espiritual. O texto nos exorta a estarmos alertas. Facilmente nos tornamos sonolentos na prática do bem. Somos uma geração saturada por entretenimentos e facilmente nos esquecemos da grande expectativa que precisamos ter com a volta de Jesus.

sábado, 5 de julho de 2008

Isto é inferno!

Certo pregador entrou num lugar duvidoso para entregar alguns folhetos.
O dono lhe disse:
-“Não é necessário anunciar o Evangelho aqui”.
E o pregador respondeu:
-“É muito necessário sim. É uma mensagem de Deus que mostra o caminho para a verdadeira felicidade. Se o senhor não se converter, estará perdido para sempre”.
O dono do local respondeu:
-“Eu não creio no inferno. Aqui está o inferno!”
E o pregador respondeu:
-“Aqui não está o inferno pelas seguintes razões”:

1º) – “Sou crente, e no inferno não há crentes”.

2º) – “Tenho uma bíblia nas mãos e no inferno não há bíblia”.

3º) – “O Senhor vende bebidas e no inferno não há nada para beber”.

4º) – “Eu vou sair deste lugar e do inferno não se pode sair nunca mais”.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Consumidores ou Participantes?

Um dos grandes problemas da igreja de Cristo sempre foi o fato de que ela tem um grande número de consumidores e um pequeno número de participantes.
Deixe-me definir o perfil de cada um destes:
O Consumidor é um expectador que se aproxima da igreja como quem vai ao estádio, torce pelo seu time, eventualmente paga o bilhete de entrada, mas não faz parte do time, já que ele não se envolve. Se o show é bom ele aplaude e recompensa os atores, mas se é ruim, vaia e busca um espetáculo melhor. Ele apenas consome. A Igreja é como se fosse um grande supermercado que corresponde ao seu perfil de cliente. Ele avalia e analisa as mercadorias, mas não se entrega. Ele não sente que faz parte daquele grupo.
O Participante não vê a igreja como um programa, mas como uma comunidade da qual faz parte. Ele se sente chamado para o envolvimento com o grupo já que se sente parte dele. Ele se envolve, disponibiliza seus recursos, seu tempo, talentos, energia e criatividade. A vitória do grupo é a sua vitória já que ele é um dos voluntários daquela comunidade. Ele não é alguém que “paga” o salário dos “atores”, mas faz parte do time e se sente responsabilizado por sua vitória.
Como você participa de sua igreja? Como consumidor ou participante?

domingo, 11 de maio de 2008

Apreciando as mães

Mães são especiais.
O dia das mães parece ter surgido numa manifestação feita por Anna Jarvis ao ergueu um memorial para sua mãe em 10 de Maio de 1908. No final da cerimônia, com os amigos que ali estiveram, ela os presenteou com uma pequena lembrança e sugeriu um dia nacional para celebrar as mães.
Nem sempre as mulheres foram tratadas de forma apropriada na história da humanidade. Por causa disto alguém comentou que existem cerca de 600 animais e plantas que estão ameaçadas de extinção, mas que as esposas e mães também estão também sob severa ameaça.
Apesar do pouco valor das mulheres em muitas culturas, as mães possuem um lugar muito especial no coração e no plano de Deus. Ninguém nos impacta tanto quanto nossas mães.
Bartholdi, o escultor da Estátua da Liberdade em Nova York ao iniciar seu projeto foi aconselhado a usar uma grande e heróica figura, então, decidiu escolher a figura de sua mãe.
Muitas pessoas de sucesso atribuem sua inspiração às suas mães.
Então, precisamos apreciar nossas mães.
O que podemos fazer para demonstrar nossa apreciação?
Pequenas palavras de encorajamento podem ser extremamente positivas para o seu coração.
Agradeça-lhe ao invés de reclamar.
Encontre algo simbólico como um pequeno presente para expressar o seu amor por ela.
Ela possui um lugar especial em seu coração, então faça-a sentir-se uma pessoa especial como ela o considera especial.
Deus projetou os pais para cuidarem de seus filhos, mas também planejou os filhos para cuidarem de seus pais (1 Tm 5.3-8).
Honre-a como Deus nos ensina.
Aprecie-a como um presente de Deus.

terça-feira, 1 de abril de 2008

História e a Fé cristã

O povo de Deus é um povo que tem memória. A Bíblia vai paulatinamente registrando os atos de Deus na história dos homens para que eles não se esqueçam da intervenção de Deus.
O Salmo 105 ensina que o povo de Israel deveria contar aos filhos os atos poderosos de Deus. Relembrar os eventos gerava fé e servia de testemunho às futuras gerações. O Shemá hebraico em Deuteronômio 6 conclamava o povo a contar aos filhos, de forma insistente e planejada sobre a exclusividade de Deus. “Ouve, Oh Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.
Vários textos do Novo Testamento nos ensinam a mesma verdade. João afirma que Jesus fez muitos outros milagres nos seus dias que não foram registrados, mas estes relatados tinham o propósito de manter a memória dos cristãos e gerar fé na igreja (Jo 20.30-31). No maravilhoso tratado sobre a Santa Ceia nos é informado que deveríamos lembrar das verdades que recebemos da parte de Cristo (1 Co 11 1 15.1-5).
A história, portanto, está profundamente interligada à fé. Aliás, fé nas Escrituras tem sempre uma relação com aquilo que Deus fez para o seu povo. Fé tem a ver com a história, com a lembrança e concordância dos eventos que entre nós se deram. Quando se trata do futuro, o termo mais apropriado é esperança. A fé cristã é histórica.
Esta verdade foi profundamente questionada pelo método histórico crítico de interpretação, encabeçado por Bulltmann, Harnarck e outros teólogos na virada do Século XIX. Para eles não interessava o evento, mas o significado. Pensadores reformados, defensores do Método Histórico Gramatical, intervieram reafirmando a convicção de que nossa fé é histórica. Interessa muito o evento. Porque, se Cristo não ressuscitou (fato), é vã a nossa fé a nossa pregação.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A presença indispensável

Um dos relatos mais impressionantes da Bíblia está registrado em Êxodo 33.12-16. O povo de Deus havia murmurado contra Deus e contendido com Moisés, e então, Deus toma uma decisão “impensada”. Ele diz a Moisés que não vai mais andar com o povo, mas enviaria o seu anjo adiante dele, e isto seria suficiente para derrotar os inimigos que surgiriam no caminho. Diante desta situação, Moisés afirma que sem a presença de Deus ele não iria. “Se a tua presença não vai comigo, não nos facas subir deste lugar” (Ex 33.15).
O que Moisés afirma é extremamente importante para levarmos em conta para o próximo ano: “Sem Deus não dá!”.
Moisés tinha a garantia de vitória, mas a vitória não era suficiente. Ele precisava de Deus. Não bastavam as bênçãos, ele precisava da presença do Senhor. Ele argumenta com Deus: “Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e teu povo? Não é porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?” (Ex 33.16). Para Moisés, o diferencial de sua vida era a presença de Deus.
Muitas vezes nos preocupamos com as lutas que teremos diante de nós, os desafios, tribulações, acusações e instabilidades a enfrentar. Não deveríamos temer nada disto... O único temor nosso e a única questão a incomodar nossa alma deveria ser: “Deus está ou não está conosco?”.
Dá para se andar com pouco dinheiro, viver sem comprar roupas por um bom tempo, não viajar, não ter coisas luxuosas na mesa, nem comprar carros. O que não dá, e não dá mesmo, é andar sem a maravilhosa presença de Deus conosco. Por isto Moisés é tão enfático, e Deus queria ouvir isto de sua boca. E em resposta a este clamor de seu servo afirma: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (Ex 33.15).
Sem Deus não dá...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Igreja Presbiteriana: História e sistema

A Igreja Presbiteriana teve sua origem em João Calvino, que nasceu na Franca, em 1509, mas exerceu seu ministério na Suíça. Sua vida se deu na efervescência do movimento da Reforma Protestante, que era um protesto contra a decadência moral e teológica da Igreja Católica.

A ênfase de sua doutrina foi, acima de tudo, na soberania de Deus.
No Brasil, A Igreja Presbiteriana fincou suas bases com a vinda do missionário Ashbel Green Simonton, em 12 de Agosto de 1859. Outras tentativas foram feitas muito tempo antes com Jacques Le Baleur, em 1560, que foi preso em S. Vicente, deportado para a Bahia, onde ficou encarcerado por 4 anos, e, afinal, quando veio para o Rio de Janeiro, foi enforcado por ordem de Mem de Sá, e tendo como carrasco o padre José de Anchieta.

O nome “presbiteriano” vem do fato de ser uma igreja governada por “presbíteros”, que reunidos em Conselho governam a igreja. Um presbítero sozinho pode ser um mestre, pregador, educador, mas não pode governar sozinho. O sistema presbiteriano implica no conceito de Concílios.

O princípio básico é que alguns governam todos. A igreja, reunida em Assembléia, elege, por voto secreto, os seus líderes. Se o presbítero, no decorrer do mandato, se tornar prejudicial à igreja, esta poderá fazer cessar o seu mandato, já que a igreja é soberana. Toda eleição e decisões maiores devem ser tomadas com a maioria absoluta dos membros civilmente capazes.