segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A incurável Dor

Aos 27 anos, Amy Winehouse foi encontrada morta, assim como outros famosos e mitológicos artistas que morreram ainda na juventude: Jimmy Hendrix e Kurt Kobain, se foram com a mesma idade, e provavelmente pela mesma razão - overdose. Todos estes pop stars tiveram características similares: Vidas atribuladas, escândalos, internações, fama, riqueza, popularidade e muito vazio existencial.
Creio que a característica comum em todos eles é o quadro definido psiquiatricamente como “angústia primal”, que gera um vazio enorme na alma e uma dor sem cura. A ausência de significado, associada ao uso da droga é quase sempre uma mistura fatal. O que leva pessoas tão celebradas a seguirem este caminho da auto destruição nas drogas e no alcoolismo?
Algum tempo atrás, o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, Fez uma declaração estranha: "Bobagem essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu".
Ao acompanharmos a trajetória de Winehouse, podemos ver que Lula está equivocado: Riquezas, conforto e popularidade não são capazes de resolver a dor de um coração insatisfeito. “Mais de nada, leva-nos a lugar algum”... Blaise Pascal, matemático e filósofo, afirmou que “o homem tem um vazio em forma de Deus”.
É com compaixão e tristeza que vemos mais uma pessoa talentosa como Winehouse, perder a batalha da vida, porque não encontrou resposta para sua dor incurável, sua solidão e angústia. A droga que ela consumia e que a consumiu é apenas a ponta do iceberg da sua incurável dor, assim como de milhares de outros que também caminham entre nós, com este “pesado e vazio” sentimento de que lhes falta algo.
Fico pensando se não foi por esta razão que Jesus fez aquele convite conhecido: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30).
Riqueza, fama e popularidade não conseguem nos levar até o céu e nem impedem que o inferno adentrem nosso coração. O inferno não está ausente na vida das celebridades e do homem comum. Inferno, antes de ser um lugar, é um estado de alma.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por que Deus muitas vezes não cura?

Esta é a pergunta que todos fazemos, mas ainda se torna mais relevante para nós quando a dor nos atinge: “Por que Deus traz cura?”.
Ao lermos a Bíblia, vemos que milagres não tem a ver com o poder de Deus, mas com o querer de Deus. Isto é colocado de forma bem clara pelo leproso ao se encontrar com Jesus. “se quiseres, podes purificar-me” (Mc 1.40). Podemos pensar que Jesus curou o leproso porque ele se ajoelhou diante dele. Se isto fosse verdade, não teríamos dificuldade de nos ajoelharmos diante de Deus... podemos imaginar que a cura aconteceu, porque aquele homem se humilhou, mas quantos também se humilharam diante de Deus e não obtiveram cura?
Por que Deus muitas vezes não cura?
1. Porque muitas vezes o resultado da nossa dor é mais significativo que a dor em si mesma – Acham estranha esta declaração? Paulo ora três vezes pelo seu espinho na carne e Deus não o cura. A resposta que Deus lhe dá é a seguinte: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). A dor em si é sempre um mistério, e não abriga respostas fáceis, mas existem coisas que só entendemos com lágrimas nos olhos. A dor nos faz resgatar o sentido de humanidade, e muitas vezes é o único caminho que temos para a salvação de nossa alma.
2. Porque achamos que Deus só é glorificado quando o milagre acontece, mas Deus é muitas vezes glorificado também na dor. Quando Jesus encontrou com um homem cego de nascença, os discípulos queriam saber a razão de seu sofrimento, e davam explicações que ainda hoje é adotada por muitos. “quem pecou, este ou seus pais para que nascesse cego?” É maldição hereditária ou resultado do pecado? Jesus desfaz ambos conceitos de uma vez só: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3).
3. Porque por mais que evitemos a dor, precisamos saber que todos nós passaremos por ela, mais cedo ou mais tarde. Moisés no Salmo 90 afirma: “Pois ele conhece nossa estrutura e sabe que somos pó”. Lázaro ressuscitou dentre os mortos, mas tornou a morrer. A sogra de Pedro foi curada de uma febre, mas adoeceu com outros problemas e também morreu. Queremos a cura, evitamos a dor, negamos o sofrimento, mas a dor é parte da realidade humana e do significado mais profundo da própria experiência de viver.
Deus quis curar o leproso em Mc 1.41, e o fez.
Voce pode estar precisando de um milagre, e ele não vem. De uma cura e ela não se manifesta. Deus deixou de ser Deus? Deus não ama voce? Sua presença é ignorada pelo Senhor? Absolutamente não! Mas ele, ainda te amando, para propósitos que só ele mesmo conhece, permite a tua dor e te capacita a caminhar no vale da sombra da morte. Não temas, crê somente! Não foi isto que Jesus disse a seus discípulos?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Por que Deus muitas vezes não cura?

Esta é a pergunta que todos fazemos, mas ainda se torna mais relevante para nós quando a dor nos atinge: “Por que Deus traz cura?”.
Ao lermos a Bíblia, vemos que milagres não tem a ver com o poder de Deus, mas com o querer de Deus. Isto é colocado de forma bem clara pelo leproso ao se encontrar com Jesus. “se quiseres, podes purificar-me” (Mc 1.40). Podemos pensar que Jesus curou o leproso porque ele se ajoelhou diante dele. Se isto fosse verdade, não teríamos dificuldade de nos ajoelharmos diante de Deus... podemos imaginar que a cura aconteceu, porque aquele homem se humilhou, mas quantos também se humilharam diante de Deus e não obtiveram cura?
Por que Deus muitas vezes não cura?
1. Porque muitas vezes o resultado da nossa dor é mais significativo que a dor em si mesma – Acham estranha esta declaração? Paulo ora três vezes pelo seu espinho na carne e Deus não o cura. A resposta que Deus lhe dá é a seguinte: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). A dor em si é sempre um mistério, e não abriga respostas fáceis, mas existem coisas que só entendemos com lágrimas nos olhos. A dor nos faz resgatar o sentido de humanidade, e muitas vezes é o único caminho que temos para a salvação de nossa alma.
2. Porque achamos que Deus só é glorificado quando o milagre acontece, mas Deus é muitas vezes glorificado também na dor. Quando Jesus encontrou com um homem cego de nascença, os discípulos queriam saber a razão de seu sofrimento, e davam explicações que ainda hoje é adotada por muitos. “quem pecou, este ou seus pais para que nascesse cego?” É maldição hereditária ou resultado do pecado? Jesus desfaz ambos conceitos de uma vez só: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3).
3. Porque por mais que evitemos a dor, precisamos saber que todos nós passaremos por ela, mais cedo ou mais tarde. Moisés no Salmo 90 afirma: “Pois ele conhece nossa estrutura e sabe que somos pó”. Lázaro ressuscitou dentre os mortos, mas tornou a morrer. A sogra de Pedro foi curada de uma febre, mas adoeceu com outros problemas e também morreu. Queremos a cura, evitamos a dor, negamos o sofrimento, mas a dor é parte da realidade humana e do significado mais profundo da própria experiência de viver.
Deus quis curar o leproso em Mc 1.41, e o fez.
Voce pode estar precisando de um milagre, e ele não vem. De uma cura e ela não se manifesta. Deus deixou de ser Deus? Deus não ama voce? Sua presença é ignorada pelo Senhor? Absolutamente não! Mas ele, ainda te amando, para propósitos que só ele mesmo conhece, permite a tua dor e te capacita a caminhar no vale da sombra da morte. Não temas, crê somente! Não foi isto que Jesus disse a seus discípulos?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jesus orava

Uma das coisas que o evangelho mais nos mostra é o quanto Jesus orava. Todas as vezes que leio estas passagens que narram as orações de Jesus, tenho aquela pergunta em meu coração: Por que Jesus orava se ele era o próprio Deus?” Responder a esta questão abre toda uma nova compreensão sobre o significado da oração.
1. Jesus orava para alinhar sua visão com o Pai – Isto significa comunhão. Jesus orava para que assim pudesse estar perto de Deus. Nós oramos para conseguir coisas de Deus, como se a oração fosse um segredo para arrancar coisas das mãos do Pai. C.S. Lewis parece ter entendido bem esta dimensão da oração ao afirmar: “Não oro para Deus mudar o seu coração, mas para que meu coração seja mudado”.
2. Jesus orava para fugir da estressante pressão popular. Em Mc 1.37, depois de longa busca os discípulos encontraram Jesus e lhe disseram: “todos te buscam”. E Jesus poderia ter respondido: “Por esta razão, por ser tão requisitado, é que me escondi na oração”.
A verdade é que, quanto mais exigido publicamente, mais teremos que nos esconder das exigências públicas. Bill Hybels escreveu interessante livro: “Muito ocupado para deixar de orar”. Em geral dizemos que estamos deixando de orar por causa das exigências, negócios e solicitações que nos fazem, mas em Jesus vemos o contrário. Ele sabia que as pessoas iriam exigir sua atenção, por isto se refugiava na oração.
Esta tem sido a dimensão mais perdida de nossa vida espiritual. Tentamos transformar Deus num “faz-tudo” particular, e por isto mantemos uma relação de interesse com ele. Jesus, porém, orava por outros motivos.
3. Jesus orava para se capacitar ao ministério – Em Mc 1.38-39, depois de ter sido cobrado de seus discípulos, ele os convida à missão dizendo “para isto vim”. Faz missão depois que ora. Uma atividade não é substituta da outra. Por isto não vemos Jesus orando para expulsar demônio, ele simplesmente exercia sua autoridade recebida da vida de comunhão com o Pai, para exercê-la.
Quanto maior o senso de nossa missão, “para isto vim”, maior será nosso tempo e nossa oração. Na comunhão torna-se claro o que você foi chamado a fazer e não o que o povo espera de você. O que o público exige (demandas e senso de urgência), não é exatamente o que você deve tentar satisfazer.
Jesus parece ter recebido uma “censura velada” dos discípulos quando afirmaram: “todos te buscam”, mas Jesus sabe exatamente o que é importante para sua alma, e prioriza seus valores de forma serena e profunda.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jesus ameaça mais que Barrabás!

Peter Marshal, Capelão do Congresso americano por várias décadas, homem de grande cultura e piedade, no seu sermão “Cristãos de auditório”, coloca uma pergunta no coração de Barrabás: “Por que Jesus representa uma ameaça maior à sociedade do que eu, que sou um assassino?”
Tentando responder a estas perguntas:
1. Jesus ameaça os líderes inescrupulosos – O Sistema religioso está representado em Mt 26.47. Neste texto lemos que estavam reunidos os principais sacerdotes e os anciãos, portanto, ali estavam os padres e pastores de então. Em Mt 26.57 vemos que estavam reunidos também Caifás, (uma espécie de Bispo), com os escribas (estudiosos e amanuenses da Bíblia) e os fariseus (os religiosos seculares, que eram da ala mais tradicional). Em Mt 26.59 lemos novamente que estavam juntos os principais sacerdotes e todo o Sinédrio. (representantes do Presbitério ou Sínodo do Judaísmo). Por que estas pessoas estão tão ansiosas pela execução de Jesus?
Certamente Jesus incomoda a religiosidade manipulativa e cheirando a mofo, estruturas infiéis, sustentadas por pessoas infiéis, que são marcadas por uma conspiração velada contra o próprio Deus, apesar de se acharem representantes de Deus.

2. Jesus ameaça os políticos inescrupulosos – Ele é colocado diante de Herodes e Pilatos, governadores biônicos que representavam um regime de opressão e exploração. A pergunta que fazem refletem bem seu temor político: “És tu o rei dos judeus?”. Naturalmente Pilatos fica assustado quando Jesus responde: “Tu o dizes!”. Jesus, cujo ministério era voltado para a dor humana, de repente se vê ameaçando César. Políticos amam ser bajulados por religiosos que reforçam estruturas de dominação, mas se sentem ameaçados quando o bem surge de forma tão natural quanto na pessoa de Jesus de Nazaré. O Bem se torna ameaçador e conspirador.

3. Jesus ameaça uma sociedade que gosta de transformar vidas em espetáculos de tragédia – Na crucificação de Cristo, vemos o povo, objeto de manobra e sentimento de massa. É assim que manobras políticas são feitas para grandes passeatas que nada tem de nobre, com causas ainda mais indignas: Marcha pela descriminilização da maconha, causa gay, e recentemente em Brasília, com cerca de 1000 participantes, a Marcha das Vagabundas. Não se trata de marcha a favor da vida, da família, da natureza ou valores éticos. Que grandes bandeiras esta geração tem levantado... Que grandes causas estamos defendendo... Que Deus tenha misericórdia de nós!

Jesus é uma ameaça para todas estas coisas...

Boletim da Igreja Presbiteriana Central de Anapolis
Domingo, 26 de Junho 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Deus que trabalha por nós

Em Is 64.4 temos uma promessa maravilhosa: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”. Que afirmação!
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Deus que trabalha por nós

Em Is 64.4 temos uma promessa maravilhosa: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”. Que afirmação!
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).