Peter Marshal, Capelão do Congresso americano por várias décadas, homem de grande cultura e piedade, no seu sermão “Cristãos de auditório”, coloca uma pergunta no coração de Barrabás: “Por que Jesus representa uma ameaça maior à sociedade do que eu, que sou um assassino?”
Tentando responder a estas perguntas:
1. Jesus ameaça os líderes inescrupulosos – O Sistema religioso está representado em Mt 26.47. Neste texto lemos que estavam reunidos os principais sacerdotes e os anciãos, portanto, ali estavam os padres e pastores de então. Em Mt 26.57 vemos que estavam reunidos também Caifás, (uma espécie de Bispo), com os escribas (estudiosos e amanuenses da Bíblia) e os fariseus (os religiosos seculares, que eram da ala mais tradicional). Em Mt 26.59 lemos novamente que estavam juntos os principais sacerdotes e todo o Sinédrio. (representantes do Presbitério ou Sínodo do Judaísmo). Por que estas pessoas estão tão ansiosas pela execução de Jesus?
Certamente Jesus incomoda a religiosidade manipulativa e cheirando a mofo, estruturas infiéis, sustentadas por pessoas infiéis, que são marcadas por uma conspiração velada contra o próprio Deus, apesar de se acharem representantes de Deus.
2. Jesus ameaça os políticos inescrupulosos – Ele é colocado diante de Herodes e Pilatos, governadores biônicos que representavam um regime de opressão e exploração. A pergunta que fazem refletem bem seu temor político: “És tu o rei dos judeus?”. Naturalmente Pilatos fica assustado quando Jesus responde: “Tu o dizes!”. Jesus, cujo ministério era voltado para a dor humana, de repente se vê ameaçando César. Políticos amam ser bajulados por religiosos que reforçam estruturas de dominação, mas se sentem ameaçados quando o bem surge de forma tão natural quanto na pessoa de Jesus de Nazaré. O Bem se torna ameaçador e conspirador.
3. Jesus ameaça uma sociedade que gosta de transformar vidas em espetáculos de tragédia – Na crucificação de Cristo, vemos o povo, objeto de manobra e sentimento de massa. É assim que manobras políticas são feitas para grandes passeatas que nada tem de nobre, com causas ainda mais indignas: Marcha pela descriminilização da maconha, causa gay, e recentemente em Brasília, com cerca de 1000 participantes, a Marcha das Vagabundas. Não se trata de marcha a favor da vida, da família, da natureza ou valores éticos. Que grandes bandeiras esta geração tem levantado... Que grandes causas estamos defendendo... Que Deus tenha misericórdia de nós!
Jesus é uma ameaça para todas estas coisas...
Boletim da Igreja Presbiteriana Central de Anapolis
Domingo, 26 de Junho 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O Deus que trabalha por nós
Em Is 64.4 temos uma promessa maravilhosa: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”. Que afirmação!
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).
terça-feira, 21 de junho de 2011
O Deus que trabalha por nós
Em Is 64.4 temos uma promessa maravilhosa: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”. Que afirmação!
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).
Raramente pensamos nesta dimensão da obra de Deus. O texto nos ensina que Deus trabalha a nosso favor. Este é o outro lado da moeda. O Deus da Bíblia é pessoal, relacional e preocupado conosco. Não é o Deus grego ou do panteão romano, nem o Deus das entidades e do animismo, para o qual as pessoas fazem enormes sacrifícios para aplacá-los. O Deus grego era descrito como alguém temperamental, que facilmente mudava o humor. O Deus das religiões pagãs do Brasil é duro, que cobra oferendas para ser favorável e que pune o adorador quando este não cumpre todas as exigências. O Deus da Bíblia é um Deus doador. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam.
Durante este dia, Deus esteve trabalhando a seu favor. Por isto o Salmista afirma: “Não fosse o Senhor que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, Israel que o diga; e nos teriam engolido vivos” (Sl 124). Jeremias se lembra que “As misericórdias do Senhor, renovam-se cada manhã” (Lm 3.23-24). Deus, nesta manhã, renovou sua graça e misericórdia a nosso favor. Hoje ele já trabalhou por nós!
Por isto o louvamos e agradecemos. Não há nada que Deus possa querer de nós que já não possua. O que posso dar-lhe em reconhecimento pelo seu grande amor? O que Deus precisa de mim, que eu lhe possa dar para que Ele seja um Deus mais completo do que já é? Nada. Não há qualquer coisa que acrescente santidade ao Deus santo, ou poder à sua majestade. Em resposta ao seu amor, damos nosso coração, nossa vida, louvores e adoração (Hb 13.15).
“Se quiseres, podes purificar-me”
“Se quiseres, podes purificar-me”
Mc 1.40
Sempre me impressiono com a objetividade e simplicidade do Evangelho. Este texto nos afirma: “Um homem afligido com lepra, se aproximou de Jesus e lhe suplicou de joelhos: “Se você desejar, pode me purificar!”. Tocado pela compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, seja purificado!”. Instantaneamente a lepra o deixou, e ele foi purificado”. Simples assim.
O Deus que se revela em Jesus, nos mostra esta capacidade de lidar diretamente com orações e súplicas objetivas. Certa vez Jesus deu uma resposta estranha ao clamor de um cego: “Queres ser curado?”. Ora, porque Jesus pergunta a este homem se ele quer ser curado? Não parece óbvio demais?
E a resposta a isto pode ser dada da seguinte forma: “Claro que não!”. Infelizmente muitas vezes gostamos de usar nossa doença para estranhos fins. Há pessoas que gostam da depressão, porque através dela manipulam os outros; existem alguns que gostam de tomar remédio, a hipocondria preenche um patológico anseio de ser visto, de gerar dó nos outros. Muitas vezes não queremos romper com nossa miséria, porque ela é doentiamente usada por nós.
Mas quando nos aproximamos com sincero coração e objetivamente diante de Deus dizendo: “Se quiseres, podes purificar-me!”, vamos encontrar em Jesus sua amorável resposta: “Eu quero!”.
Milagres nas Escrituras tem uma característica interessante: Deus quer restaurar a nossa normalidade. Coxos são curados: O andar manco, trôpego, indeciso é restaurado pelo toque de Cristo. Cegos vêem: A visão confusa ou mesmo a ausência de luminosidade pode ser restaurada pelo toque de Cristo. Paralíticos andam: Gente em constante dependência, depende e precisa ser carregado por outros, mas em Cristo é capaz de se movimentar com suas próprias pernas. Surdos ouvem: Aqueles que perderam a capacidade de ouvir o que pode libertá-la, cujos ouvidos são incapacidades de aprender, de julgar e agir, agora são abertos pelo toque miraculoso de Cristo. Mortos ressuscitam: Pessoas que já não conseguem ter vida, que andam como mortos-vivos, são restaurados pelo encontro com Cristo. Todos nós, de certa forma, tortos, impotentes, cegos, coxos, nus, podemos ter nossa vida restaurada, quando dizemos a Deus que queremos ser curados e ouvimos sua palavra de autoridade dizendo: “Eu quero: seja purificado!”.
E você? Quer ser purificado? Por que você não diz a Jesus, de forma objetiva e simples o que você precisa?
Mc 1.40
Sempre me impressiono com a objetividade e simplicidade do Evangelho. Este texto nos afirma: “Um homem afligido com lepra, se aproximou de Jesus e lhe suplicou de joelhos: “Se você desejar, pode me purificar!”. Tocado pela compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, seja purificado!”. Instantaneamente a lepra o deixou, e ele foi purificado”. Simples assim.
O Deus que se revela em Jesus, nos mostra esta capacidade de lidar diretamente com orações e súplicas objetivas. Certa vez Jesus deu uma resposta estranha ao clamor de um cego: “Queres ser curado?”. Ora, porque Jesus pergunta a este homem se ele quer ser curado? Não parece óbvio demais?
E a resposta a isto pode ser dada da seguinte forma: “Claro que não!”. Infelizmente muitas vezes gostamos de usar nossa doença para estranhos fins. Há pessoas que gostam da depressão, porque através dela manipulam os outros; existem alguns que gostam de tomar remédio, a hipocondria preenche um patológico anseio de ser visto, de gerar dó nos outros. Muitas vezes não queremos romper com nossa miséria, porque ela é doentiamente usada por nós.
Mas quando nos aproximamos com sincero coração e objetivamente diante de Deus dizendo: “Se quiseres, podes purificar-me!”, vamos encontrar em Jesus sua amorável resposta: “Eu quero!”.
Milagres nas Escrituras tem uma característica interessante: Deus quer restaurar a nossa normalidade. Coxos são curados: O andar manco, trôpego, indeciso é restaurado pelo toque de Cristo. Cegos vêem: A visão confusa ou mesmo a ausência de luminosidade pode ser restaurada pelo toque de Cristo. Paralíticos andam: Gente em constante dependência, depende e precisa ser carregado por outros, mas em Cristo é capaz de se movimentar com suas próprias pernas. Surdos ouvem: Aqueles que perderam a capacidade de ouvir o que pode libertá-la, cujos ouvidos são incapacidades de aprender, de julgar e agir, agora são abertos pelo toque miraculoso de Cristo. Mortos ressuscitam: Pessoas que já não conseguem ter vida, que andam como mortos-vivos, são restaurados pelo encontro com Cristo. Todos nós, de certa forma, tortos, impotentes, cegos, coxos, nus, podemos ter nossa vida restaurada, quando dizemos a Deus que queremos ser curados e ouvimos sua palavra de autoridade dizendo: “Eu quero: seja purificado!”.
E você? Quer ser purificado? Por que você não diz a Jesus, de forma objetiva e simples o que você precisa?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Desafios da Igreja no Século XXI –
O Salmo 78 nos propõe o grande desafio de levar nossa fé adiante, fazendo-a chegar de forma relevante aos filhos, aos filhos dos filhos e aos filhos que ainda hão de nascer. A pergunta, pois, que precisamos levantar é quão viva nossa fé tem sido transmitida? Assim como numa corrida de 4 x 100 (revezamento), é necessário passar o bastão da forma correta, temos também na igreja, de transmitir esta mensagem aos nossos filhos. Eis algumas linguagens que nos desafiam hoje para uma igreja relevante:
1. Nossa fé deve ser comunicada de forma coerente – Nossos filhos precisam ver tanto na liderança de suas igrejas como na família, uma fé que seja atraente. Esta geração não aceita imposições formais em nome da moral, mas é pronta a ouvir aquilo que é feito de forma coerente e plausível. Mais e mais exigirá uma comunidade que responda às questões, não de forma autoritária, mas de forma coerente. Coerência é esta identificação entre o discurso e a prática; entre o que se fala e o que se vive; entre a palavra e a ação, entre fé e obras.
2. Nossa fé deve ser contextualizada. Isto é, precisa estar conectada com o momento particular que vive. Nossos jovens são desafiados com temas e questões que nunca foram preocupações em nossa geração. Nós estávamos preocupados com comunismo, bomba atômica, guerra fria, conflito entre Estados Unidos e União Soviética. A União Soviética nem existe mais! As discussões da ABU, em nosso tempo, era sobre criacionismo e evolucionismo. As gerações atuais estão discutindo tolerância, homofobia, validade do casamento enquanto instituição. Nós nos preocupávamos com lutas doutrinárias entre denominações, temas estes que não afetam mais esta geração. Surgiram novos conflitos como bioética, igreja emergente, redes virtuais (não tínhamos ainda internet). Novos paradigmas foram introduzidos, outros questionamentos pairam no coração de nossos filhos. Existem novas abordagens eclesiais e há necessidade de se considerar necessidade de mudança de ênfase e a criatividade no ministério. Se a igreja deseja ser relevante em nossos dias, precisa interpretar o Evangelho à luz dos eventos cotidianos;
3. A igreja do Século XXI precisa investir em nova liderança – isto é, precisa reciclar os líderes existentes, desafiar pessoas novas a assumir seu lugar no Reino. Como encontrar gente que ama a Deus e sua Palavra em nossos dias e consegue traduzir “A Velha história do Evangelho”, de forma significativa? Nossos filhos, jovens universitários e profissionais, homens e mulheres precisam interpretar o Evangelho à luz dos desafios que eles mesmos estão vivendo.
4. A igreja do Século XXI, precisa ser acolhedora – Numa época de despersonalização e coisificação do ser humano, a receptividade da igreja, o acolhimento aos que chegam e a vida comunitária tornam-se extremamente relevantes. O que vai determinar a dinâmica da igreja, mais e mais, é o envolvimento comunitário e a capacidade de acolhimento. A recepção aos novos, a criação de grupos saudáveis de estudo da Palavra e comunhão torna-se um imperativo! Como ser acolhedora e amável, sem abandonar as verdades do Evangelho e a Santidade do Deus que adoramos?
5. A igreja do Século XXI, precisa ser generosa – Não pode ser uma comunidade voltada para apenas para seus próprios interesses, mas precisa refletir sobre a sociedade carente, dar resposta de amor/serviço, criar parcerias para abençoar os pobres e os que sofrem em nossa nação. Os membros da igreja precisam aprender a contribuir com alegria para a obra do Senhor, a fim de que a missão possa ser plenamente atingida.
6. A Igreja do Século XXI, não pode negociar os fundamentos do Evangelho – Pode-se e deve-se discutir a metodologia. Métodos são caminhos, rotas que devem ser trilhadas, mas continuam sendo apenas meios para se alcançar o fim. A Igreja tem sido objeto de barganha no meio da diluição da pregação da palavra nos púlpitos brasileiros e nos canais de televisão, mas apenas a obra de Cristo pode responder aos anseios do homem moderno. Muda-se a roupagem, mas a essência é a mesma. Não podemos confundir eterno com temporal, nem acidente com essência. “Se alguém vem até vós e vos anuncia outro evangelho que vai além do Evangelho que vos tenho pregado, seja anátema!” (Gl 1.8)
Que Deus nos dê sua graça para que a Igreja de Cristo, que transpõe barreiras culturais e lingüísticas, atravesse com saúde as questões filosóficas e humanas que nos são atualmente impostas.
1. Nossa fé deve ser comunicada de forma coerente – Nossos filhos precisam ver tanto na liderança de suas igrejas como na família, uma fé que seja atraente. Esta geração não aceita imposições formais em nome da moral, mas é pronta a ouvir aquilo que é feito de forma coerente e plausível. Mais e mais exigirá uma comunidade que responda às questões, não de forma autoritária, mas de forma coerente. Coerência é esta identificação entre o discurso e a prática; entre o que se fala e o que se vive; entre a palavra e a ação, entre fé e obras.
2. Nossa fé deve ser contextualizada. Isto é, precisa estar conectada com o momento particular que vive. Nossos jovens são desafiados com temas e questões que nunca foram preocupações em nossa geração. Nós estávamos preocupados com comunismo, bomba atômica, guerra fria, conflito entre Estados Unidos e União Soviética. A União Soviética nem existe mais! As discussões da ABU, em nosso tempo, era sobre criacionismo e evolucionismo. As gerações atuais estão discutindo tolerância, homofobia, validade do casamento enquanto instituição. Nós nos preocupávamos com lutas doutrinárias entre denominações, temas estes que não afetam mais esta geração. Surgiram novos conflitos como bioética, igreja emergente, redes virtuais (não tínhamos ainda internet). Novos paradigmas foram introduzidos, outros questionamentos pairam no coração de nossos filhos. Existem novas abordagens eclesiais e há necessidade de se considerar necessidade de mudança de ênfase e a criatividade no ministério. Se a igreja deseja ser relevante em nossos dias, precisa interpretar o Evangelho à luz dos eventos cotidianos;
3. A igreja do Século XXI precisa investir em nova liderança – isto é, precisa reciclar os líderes existentes, desafiar pessoas novas a assumir seu lugar no Reino. Como encontrar gente que ama a Deus e sua Palavra em nossos dias e consegue traduzir “A Velha história do Evangelho”, de forma significativa? Nossos filhos, jovens universitários e profissionais, homens e mulheres precisam interpretar o Evangelho à luz dos desafios que eles mesmos estão vivendo.
4. A igreja do Século XXI, precisa ser acolhedora – Numa época de despersonalização e coisificação do ser humano, a receptividade da igreja, o acolhimento aos que chegam e a vida comunitária tornam-se extremamente relevantes. O que vai determinar a dinâmica da igreja, mais e mais, é o envolvimento comunitário e a capacidade de acolhimento. A recepção aos novos, a criação de grupos saudáveis de estudo da Palavra e comunhão torna-se um imperativo! Como ser acolhedora e amável, sem abandonar as verdades do Evangelho e a Santidade do Deus que adoramos?
5. A igreja do Século XXI, precisa ser generosa – Não pode ser uma comunidade voltada para apenas para seus próprios interesses, mas precisa refletir sobre a sociedade carente, dar resposta de amor/serviço, criar parcerias para abençoar os pobres e os que sofrem em nossa nação. Os membros da igreja precisam aprender a contribuir com alegria para a obra do Senhor, a fim de que a missão possa ser plenamente atingida.
6. A Igreja do Século XXI, não pode negociar os fundamentos do Evangelho – Pode-se e deve-se discutir a metodologia. Métodos são caminhos, rotas que devem ser trilhadas, mas continuam sendo apenas meios para se alcançar o fim. A Igreja tem sido objeto de barganha no meio da diluição da pregação da palavra nos púlpitos brasileiros e nos canais de televisão, mas apenas a obra de Cristo pode responder aos anseios do homem moderno. Muda-se a roupagem, mas a essência é a mesma. Não podemos confundir eterno com temporal, nem acidente com essência. “Se alguém vem até vós e vos anuncia outro evangelho que vai além do Evangelho que vos tenho pregado, seja anátema!” (Gl 1.8)
Que Deus nos dê sua graça para que a Igreja de Cristo, que transpõe barreiras culturais e lingüísticas, atravesse com saúde as questões filosóficas e humanas que nos são atualmente impostas.
domingo, 1 de maio de 2011
Ele Vive!
Esta era a saudação mais usada pelos cristãos primitivos logo após a ressurreição de Cristo. Quando se encontravam nas ruas ou nas casas, faziam esta declaração que era também sua profissão de fé: Jesus Vive!
É exatamente isto que celebramos na Páscoa. Apesar de que hoje em dia a Páscoa é mais conhecida pelo coelho que bota ovos de todos os tamanhos e cores, esta festa cristã não está relacionada à chocolates e presentes, mas à vitória de Cristo sobre a morte.
As gôndolas estão cheias de ovos de páscoa, e desta forma a figura do coelho mágico é que sobressai. Se perguntarmos às crianças ou mesmo aos adultos sobre o símbolo da páscoa, certamente coelhos ou ovos serão as respostas mais comuns. No entanto, o coelho entra como um intruso num evento do qual não faz parte.
A grande figura da páscoa é o Cordeiro de Deus. Jesus é o nosso “Cordeiro Pascal”. A Páscoa está relacionada ao Cordeiro que tira o pecado do mundo. Páscoa nos lembra o sangue derramado pelo Cordeiro que assumiu nosso lugar. Páscoa nos lembra também da ressurreição do Filho de Deus.
A ressurreição de Cristo é um dos eventos mais celebrados por aqueles que professam a fé cristã. De fato, o que pode ser mais significativo para nossa fé que a compreensão de que Jesus, o Filho de Deus, venceu a morte? Sua vitória sobre a morte é o atestado do seu poder e majestade. Homens malignos podem simular e afirmar serem capazes de grandes feitos, mas quem pode ter vitória sobre a morte senão alguém singular?
Quando os discípulos foram levados diante do sinédrio, a corte suprema do judaísmo, receberam a ordem de que não falassem mais deste Cristo. E a resposta deles não poderia ser diferente: Como poderemos deixar de falar destas verdades? “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Os membros do sinédrio ficaram convencidos de que algo grandioso havia acontecido. “Na verdade, é manifesto a todos os habitantes de Jerusalém que um sinal notório foi feito por eles, e não o podemos negar” (At 4.16).
Porque Jesus vive, afirmamos sua divindade.
Porque Jesus vive reconhecemos sua autoridade.
Porque Jesus vive, podemos crer no amanhã.
Paulo diz que se a ressurreição de Cristo não aconteceu, somos os mais infelizes dos homens (1 Co 15.19), e nossa fé e pregação nada mais é que pura vaidade (1 Co 15.14) e ainda permanecemos nos nossos pecados (1 Co 15.17), além de sermos “tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam” (1 Co 15.15).
Porque Jesus vive, podemos também crer em nossa própria ressurreição. Sua morte aponta para o fato de que Jesus é a primícia dos que dormem (1 Co 15.20).
Hoje celebramos, exultamos e cantamos louvores Àquele que vive e reina pelos séculos dos séculos!
É exatamente isto que celebramos na Páscoa. Apesar de que hoje em dia a Páscoa é mais conhecida pelo coelho que bota ovos de todos os tamanhos e cores, esta festa cristã não está relacionada à chocolates e presentes, mas à vitória de Cristo sobre a morte.
As gôndolas estão cheias de ovos de páscoa, e desta forma a figura do coelho mágico é que sobressai. Se perguntarmos às crianças ou mesmo aos adultos sobre o símbolo da páscoa, certamente coelhos ou ovos serão as respostas mais comuns. No entanto, o coelho entra como um intruso num evento do qual não faz parte.
A grande figura da páscoa é o Cordeiro de Deus. Jesus é o nosso “Cordeiro Pascal”. A Páscoa está relacionada ao Cordeiro que tira o pecado do mundo. Páscoa nos lembra o sangue derramado pelo Cordeiro que assumiu nosso lugar. Páscoa nos lembra também da ressurreição do Filho de Deus.
A ressurreição de Cristo é um dos eventos mais celebrados por aqueles que professam a fé cristã. De fato, o que pode ser mais significativo para nossa fé que a compreensão de que Jesus, o Filho de Deus, venceu a morte? Sua vitória sobre a morte é o atestado do seu poder e majestade. Homens malignos podem simular e afirmar serem capazes de grandes feitos, mas quem pode ter vitória sobre a morte senão alguém singular?
Quando os discípulos foram levados diante do sinédrio, a corte suprema do judaísmo, receberam a ordem de que não falassem mais deste Cristo. E a resposta deles não poderia ser diferente: Como poderemos deixar de falar destas verdades? “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Os membros do sinédrio ficaram convencidos de que algo grandioso havia acontecido. “Na verdade, é manifesto a todos os habitantes de Jerusalém que um sinal notório foi feito por eles, e não o podemos negar” (At 4.16).
Porque Jesus vive, afirmamos sua divindade.
Porque Jesus vive reconhecemos sua autoridade.
Porque Jesus vive, podemos crer no amanhã.
Paulo diz que se a ressurreição de Cristo não aconteceu, somos os mais infelizes dos homens (1 Co 15.19), e nossa fé e pregação nada mais é que pura vaidade (1 Co 15.14) e ainda permanecemos nos nossos pecados (1 Co 15.17), além de sermos “tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam” (1 Co 15.15).
Porque Jesus vive, podemos também crer em nossa própria ressurreição. Sua morte aponta para o fato de que Jesus é a primícia dos que dormem (1 Co 15.20).
Hoje celebramos, exultamos e cantamos louvores Àquele que vive e reina pelos séculos dos séculos!
Comer, Rezar, Amar
Na medida do possível tento ler os Best-sellers, porque compreendo que livros com grandes tiragens e cópias, assim como músicas e filmes, fazem sucesso porque de alguma forma são capazes de traduzir o sentimento coletivo de uma comunidade. O livro, a carta escarlate, de Nathaniel Hawthorne, jamais faria sucesso em nossos dias. O Best-seller acima, escrito pela jornalista Elizabeth Gilbert, já vendeu mais de quatro milhões de cópias e foi traduzido em 36 línguas. A autora relata suas experiências na Itália, Índia e Indonésia, em busca de auto conhecimento, após uma crise existencial e um divórcio doloroso.
Por esta razão me aproximei de “Comer, rezar, amar”. Seu estilo é charmoso e atraente e flui com naturalidade. Na primeira parte, fala de seu reencontro com o prazer de comer nos meses que passa na Itália, sem se condenar e sem analisar quantas calorias estava devorando diariamente.
Na segunda parte, Rezar, fala de suas experiências com o sobrenatural. Seu primeiro encontro se dá dentro do banheiro de sua casa, depois de uma crise com o marido e nas vésperas de iniciar seu processo de divórcio. Na terceira parte, Amar, relata suas aventuras ao encontrar um brasileiro na Indonésia e na descoberta do seu sentido de se relacionar novamente com alguém.
Minhas impressões?
Antes de mais nada, a vaga concepção de Deus. Em alguns momentos ela O define como um Ser sobrenatural, noutras com a natureza e ainda com o seu Eu interior, que na tradição budista é a essência da divindade. O Budista não crê em um Deus pessoal, mas a divindade é encontrada dentro de si mesmo e nas dimensões de sua ancestralidade. Curiosamente, é uma religião sem Deus. Portanto, a busca da autora por Deus é algo “Nowhere, Nobody e Non-sense” (Em lugar algum, a nenhuma pessoa e sem sentido algum). Algo bem distinto da religiosidade Judaico-cristã, que fala em um Deus que tem identidade e personalidade, que se apresenta como “O Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, como o “Deus Pai-Filho-Espírito Santo”, que são três pessoas subsistindo em forma de uma só.
Por ter um deus vago, possui também uma ética vaga. Como as pessoas se parecem com seus deuses, um deus amorfo e impessoal não traz em si características estéticas ou morais. Por isto, sexualidade é uma “aposta interessante”, num “momento interessante”, para resolver uma carência existencial do momento. Depois de uma semana de disciplina ascética e espiritual, a autora não tem dificuldade para um encontro amoroso casual.
Já que Best-sellers traduzem o sentimento de uma época, e se esta é a espiritualidade e ética da pós-modernidade, e eu creio que sim, fiquei com um sentimento de que teremos grandes desafios no desenvolvimento de nossa fé pessoal e na educação moral desta geração.
Por esta razão me aproximei de “Comer, rezar, amar”. Seu estilo é charmoso e atraente e flui com naturalidade. Na primeira parte, fala de seu reencontro com o prazer de comer nos meses que passa na Itália, sem se condenar e sem analisar quantas calorias estava devorando diariamente.
Na segunda parte, Rezar, fala de suas experiências com o sobrenatural. Seu primeiro encontro se dá dentro do banheiro de sua casa, depois de uma crise com o marido e nas vésperas de iniciar seu processo de divórcio. Na terceira parte, Amar, relata suas aventuras ao encontrar um brasileiro na Indonésia e na descoberta do seu sentido de se relacionar novamente com alguém.
Minhas impressões?
Antes de mais nada, a vaga concepção de Deus. Em alguns momentos ela O define como um Ser sobrenatural, noutras com a natureza e ainda com o seu Eu interior, que na tradição budista é a essência da divindade. O Budista não crê em um Deus pessoal, mas a divindade é encontrada dentro de si mesmo e nas dimensões de sua ancestralidade. Curiosamente, é uma religião sem Deus. Portanto, a busca da autora por Deus é algo “Nowhere, Nobody e Non-sense” (Em lugar algum, a nenhuma pessoa e sem sentido algum). Algo bem distinto da religiosidade Judaico-cristã, que fala em um Deus que tem identidade e personalidade, que se apresenta como “O Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, como o “Deus Pai-Filho-Espírito Santo”, que são três pessoas subsistindo em forma de uma só.
Por ter um deus vago, possui também uma ética vaga. Como as pessoas se parecem com seus deuses, um deus amorfo e impessoal não traz em si características estéticas ou morais. Por isto, sexualidade é uma “aposta interessante”, num “momento interessante”, para resolver uma carência existencial do momento. Depois de uma semana de disciplina ascética e espiritual, a autora não tem dificuldade para um encontro amoroso casual.
Já que Best-sellers traduzem o sentimento de uma época, e se esta é a espiritualidade e ética da pós-modernidade, e eu creio que sim, fiquei com um sentimento de que teremos grandes desafios no desenvolvimento de nossa fé pessoal e na educação moral desta geração.
Assinar:
Comentários (Atom)