No próximo domingo, todo nosso país estará mobilizado em torno da eleição de prefeitos (Executivo) e vereadores (legislativo). Anápolis está neste clima de política, que gera tanta paixão e muitas controvérsias.
Apesar de não concordarmos com o voto obrigatório, achamos que o mesmo é um instrumento legítimo da democracia e uma grande oportunidade do exercício da cidadania. Pelé certa vez afirmou que o povo Brasileiro não sabe votar, e talvez ele esteja certo, mas isto não deve impedir o livre exercício do nosso direito de cidadania, e que, nas tentativas de erros e acertos, aprendamos a escolher líderes mais competentes e preparados para os cargos disponíveis.
Como cristãos devemos votar. Muitos idosos aqui da igreja, apesar de terem dificuldade de transporte, e não serem obrigados ao voto, devem também exercer sua cidadania. Voto é um direito democrático no qual ricos e pobres participam com igual peso de decisão. Tanto vale o voto do que tem um grande preparo intelectual e muitos recursos quanto o voto daquele que é simples e pobre.
Nossa igreja não assumiu nenhuma posição oficial. Mas como pastor, recomendo fortemente o nome de dois homens que são líderes em nossa comunidade para seus cargos, pela sua história de caminhada entre nós, e exemplos de dignidade e vida cristã. Pedro Sahium (40) para prefeito, e Nilton Barbosa dos Santos (13.444) para vereador. Apesar de estarem labutando em partidos diferentes, são homens que tem todo nosso respeito para seus respectivos cargos. Sabemos que existem outros homens também competentes se candidatando e que o voto deve ser conseqüência de um livre exame e escolha, e ninguém é constrangido a votar em qualquer pessoa. Este é um dos princípios da reforma, "ninguém deve agir contra sua própria consciência".
Acima de tudo, devemos nos lembrar de orar nesta escolha. Deus dará esclarecimento e convencimento a todos irmãos.
Viva a democracia!
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
segunda-feira, 6 de setembro de 2004
A dignidade Humana
Poucas coisas na vida têm sido mais desafiadoras para a reflexão moderna que o resgate do valor do ser humano, independentemente de sua raça, cor, conta bancária, currículo, etc., Uma das grandes verdades universais é que o ser humano tem uma dignidade inerente em si mesma, e esta deve ser sempre encontrada, e, em alguns casos, resgatada.
A grande questão humana, antes de ser filosófica, tem que ser antropológica. Porque o valor do ser humano deve ser o fundamento de toda reflexão epistemológica, religiosa ou existencial.
Mas como tem sido desprezado o valor do homem, sua dignidade enquanto ser...
Por causa desta moeda ser tão desvalorizada, observamos estarrecidos cenas como esta recentemente acontecida na catástrofe russa que deixou cerca de 350 pessoas mortas, sendo a maioria crianças e adolescentes.
O ser humano tem sido desvalorizado em massacres como o da Ruanda. "Ruanda-de-um-milhão-de-mortos, daquele Vietnã cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atômicas que arrasaram e calcinaram Hiroshima e Nagasaki, daqueles crematórios nazistas a vomitar cinzas, daqueles caminhões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse. De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus"[1]. O que nos chama a atenção é que no centro de todas estas cenas absurdas, muitas vezes usa-se o nome de Deus para se justificar os massacres, mas o cerne da questão, de fato, é que a vida se banalizou, se coisificou, tornou-se objeto de troca, de manipulação, de exploração e de abuso. Perde-se a dignidade humana. Perdeu-se a noção do para que existimos, e da dignidade inerente que todos nós temos, por sermos humanos, simplesmente humanos.
Um dos primeiros conceitos que encontramos nas Escrituras Sagradas, é que o homem foi feito "A Imagem e semelhança de Deus". [2] Sua dignidade existe pela sua procedência. Ele é um ser diferenciado dos outros, criado de forma distinta das demais criaturas. Deus o fez de forma pessoal, e lhe deu responsabilidades maiores, deu-lhe domínio, inteligência, criatividade, capacidade de raciocinar, de se relacionar, de amar não apenas de forma instintiva, mas de forma madura e responsável.
Mas o homem perdeu sua identidade. Esqueceu-se do seu eidos.[3] Não sabe mais que cara possui, qual é sua feição. Temos o homem máquina, o homem produto, o homem objeto, o homem alienado, o homem coisa, o homem robotizado, e as designações poderiam se multiplicar ad infinitum nesta adjetivização da natureza e do ser do homem.
Por perdermos a referência, agimos tresloucadamente. Sacrificamos a nossa existência. Morremos e matamos sem sentido. Banalizamos a vida quando o ser humano não se encaixa no perfil que julgamos trazer dignidade. Deficientes, mendigos, índios, raças diferentes, ideologias diferentes, cores passam a roubar o valor do ser humano, pois o vemos, não na sua essência (aquilo que ele é), mas nos seus acidentes (sua história, herança, cor, religião, etc).
M. Luther King Jr no seu famoso sermão I have a dream, afirmava que sonhava com um dia quando o homem seria julgado não por causa da cor de sua pele, mas pelo seu caráter. Este dia precisa ser sonhado e desejado por todos nós. Menosprezamos pessoas de classe social diferente, porque achamos que elas são menos que são.
Durante nove anos morei fora do Brasil. Certa vez me perguntaram se no Brasil existia racismo. Orgulhosamente respondi que não. Acreditava eu, que não havia conflitos inerentes entre raças, que os negros não eram desconsiderados por serem negros. Mas hoje entendo que minha análise estava errada. Roubamos a dignidade do pobre, do necessitado, e nos julgamos superiores a pessoas de classes sociais que não estão no nosso mesmo nível cultural. Temos um sofisticado racismo social, tolo e ignorante, mas tão presente nas classes dominantes.
Este texto de Cristovam Buarque, exprime o meu sentimento:
Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil.. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres.Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado o direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivessem percebido essa riqueza e libertado a terra junto com osescravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com umapopulação sem miséria.A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.CRISTOVAM BUARQUE, O Globo, 12/02/2001
Conclusão:
Precisamos resgatar o conceito da dignidade humana. Como um ser criado por Deus para se relacionar com o Criador, e com aqueles que estão ao seu lado. Resgatar a capacidade de ver o outro, com os olhos de Deus, nos capacitaria a sermos mais parecidos com o próprio Deus e geraria uma nova sociedade, firmada no princípio de que todos são iguais perante a lei, sem corrermos o risco de afirmar como George Orwell no seu clássico animal farm "Mas alguns são mais iguais que outros".
A grande questão humana, antes de ser filosófica, tem que ser antropológica.
[1] Jose Saramago, O Fator Deus.
[2] Gen 1.26
[3] Eidos, é a palavra grega, traduzida na Septuaginte, para se referir ao homem como imagem e semelhança de Deus.
A grande questão humana, antes de ser filosófica, tem que ser antropológica. Porque o valor do ser humano deve ser o fundamento de toda reflexão epistemológica, religiosa ou existencial.
Mas como tem sido desprezado o valor do homem, sua dignidade enquanto ser...
Por causa desta moeda ser tão desvalorizada, observamos estarrecidos cenas como esta recentemente acontecida na catástrofe russa que deixou cerca de 350 pessoas mortas, sendo a maioria crianças e adolescentes.
O ser humano tem sido desvalorizado em massacres como o da Ruanda. "Ruanda-de-um-milhão-de-mortos, daquele Vietnã cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atômicas que arrasaram e calcinaram Hiroshima e Nagasaki, daqueles crematórios nazistas a vomitar cinzas, daqueles caminhões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse. De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus"[1]. O que nos chama a atenção é que no centro de todas estas cenas absurdas, muitas vezes usa-se o nome de Deus para se justificar os massacres, mas o cerne da questão, de fato, é que a vida se banalizou, se coisificou, tornou-se objeto de troca, de manipulação, de exploração e de abuso. Perde-se a dignidade humana. Perdeu-se a noção do para que existimos, e da dignidade inerente que todos nós temos, por sermos humanos, simplesmente humanos.
Um dos primeiros conceitos que encontramos nas Escrituras Sagradas, é que o homem foi feito "A Imagem e semelhança de Deus". [2] Sua dignidade existe pela sua procedência. Ele é um ser diferenciado dos outros, criado de forma distinta das demais criaturas. Deus o fez de forma pessoal, e lhe deu responsabilidades maiores, deu-lhe domínio, inteligência, criatividade, capacidade de raciocinar, de se relacionar, de amar não apenas de forma instintiva, mas de forma madura e responsável.
Mas o homem perdeu sua identidade. Esqueceu-se do seu eidos.[3] Não sabe mais que cara possui, qual é sua feição. Temos o homem máquina, o homem produto, o homem objeto, o homem alienado, o homem coisa, o homem robotizado, e as designações poderiam se multiplicar ad infinitum nesta adjetivização da natureza e do ser do homem.
Por perdermos a referência, agimos tresloucadamente. Sacrificamos a nossa existência. Morremos e matamos sem sentido. Banalizamos a vida quando o ser humano não se encaixa no perfil que julgamos trazer dignidade. Deficientes, mendigos, índios, raças diferentes, ideologias diferentes, cores passam a roubar o valor do ser humano, pois o vemos, não na sua essência (aquilo que ele é), mas nos seus acidentes (sua história, herança, cor, religião, etc).
M. Luther King Jr no seu famoso sermão I have a dream, afirmava que sonhava com um dia quando o homem seria julgado não por causa da cor de sua pele, mas pelo seu caráter. Este dia precisa ser sonhado e desejado por todos nós. Menosprezamos pessoas de classe social diferente, porque achamos que elas são menos que são.
Durante nove anos morei fora do Brasil. Certa vez me perguntaram se no Brasil existia racismo. Orgulhosamente respondi que não. Acreditava eu, que não havia conflitos inerentes entre raças, que os negros não eram desconsiderados por serem negros. Mas hoje entendo que minha análise estava errada. Roubamos a dignidade do pobre, do necessitado, e nos julgamos superiores a pessoas de classes sociais que não estão no nosso mesmo nível cultural. Temos um sofisticado racismo social, tolo e ignorante, mas tão presente nas classes dominantes.
Este texto de Cristovam Buarque, exprime o meu sentimento:
Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil.. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres.Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado o direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivessem percebido essa riqueza e libertado a terra junto com osescravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com umapopulação sem miséria.A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.CRISTOVAM BUARQUE, O Globo, 12/02/2001
Conclusão:
Precisamos resgatar o conceito da dignidade humana. Como um ser criado por Deus para se relacionar com o Criador, e com aqueles que estão ao seu lado. Resgatar a capacidade de ver o outro, com os olhos de Deus, nos capacitaria a sermos mais parecidos com o próprio Deus e geraria uma nova sociedade, firmada no princípio de que todos são iguais perante a lei, sem corrermos o risco de afirmar como George Orwell no seu clássico animal farm "Mas alguns são mais iguais que outros".
A grande questão humana, antes de ser filosófica, tem que ser antropológica.
[1] Jose Saramago, O Fator Deus.
[2] Gen 1.26
[3] Eidos, é a palavra grega, traduzida na Septuaginte, para se referir ao homem como imagem e semelhança de Deus.
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Igreja Presbiteriana de Anápolis- 51 anos Anunciando Vida Eterna
Estamos novamente em festa. Tempo de lembrar nossa história, rever nossos valores e olhar para o futuro. Tempo de avaliação e gratidão.
Lembrando nossa história – São 51 anos semeando vida. Centenas de pessoas já foram salvas por terem ouvido o Evangelho através do ministério desta igreja. O El-Rancho teve uma participação fundamental neste processo. Muitos dos que aqui se encontram ouviram a Palavra de Deus, pela primeira vez, naquele Acampamento, outros tanto, aqui em nosso templo. É uma história marcada por triunfo. De poucos que aqui se encontravam no tempo da organização, hoje somos muitos. Varias igrejas foram nossas filhas, surgiram por causa da visão dos pastores e conselho que Deus levantou.
Rever nossos valores – Muita coisa mudou desde aquele tempo. As memórias da II Guerra já são longínquas. Naquele tempo não se falava em computador ou internet. Carros eram ainda para os mais privilegiados. Mudou o tempo e deve-se mudar as estratégias e metodologias. O Evangelho é o mesmo, Jesus é o mesmo, A Bíblia é a mesma, mas a abordagem deve ser reavaliada e se possível, uma nova abordagem deve surgir. Um novo tempo está surgindo, e Deus nos tem chamado para servir à presente geração (At 13.36).
Olhar para o futuro – Uma Igreja não vive só de histórias, mas de sonhos, de visões. Tem que aprender a olhar com estratégia, com sabedoria, aproveitando bem as oportunidades que vão surgindo e semear o Evangelho com piedade, autoridade, maturidade e sabedoria. Estamos ainda no primeiro tempo, existe muito para acontecer e nós não queremos perder o que virá, não queremos ter a impressão de que o "tempo passou na janela e só a Igreja de Anápolis não viu". Olhamos para o passado com gratidão por ver que o Senhor é zeloso, mas olhamos para o futuro com esperança, afinal, o mesmo Deus que criou e sustentou esta igreja, nos espera no futuro.
Que Deus nos abençoe!
Lembrando nossa história – São 51 anos semeando vida. Centenas de pessoas já foram salvas por terem ouvido o Evangelho através do ministério desta igreja. O El-Rancho teve uma participação fundamental neste processo. Muitos dos que aqui se encontram ouviram a Palavra de Deus, pela primeira vez, naquele Acampamento, outros tanto, aqui em nosso templo. É uma história marcada por triunfo. De poucos que aqui se encontravam no tempo da organização, hoje somos muitos. Varias igrejas foram nossas filhas, surgiram por causa da visão dos pastores e conselho que Deus levantou.
Rever nossos valores – Muita coisa mudou desde aquele tempo. As memórias da II Guerra já são longínquas. Naquele tempo não se falava em computador ou internet. Carros eram ainda para os mais privilegiados. Mudou o tempo e deve-se mudar as estratégias e metodologias. O Evangelho é o mesmo, Jesus é o mesmo, A Bíblia é a mesma, mas a abordagem deve ser reavaliada e se possível, uma nova abordagem deve surgir. Um novo tempo está surgindo, e Deus nos tem chamado para servir à presente geração (At 13.36).
Olhar para o futuro – Uma Igreja não vive só de histórias, mas de sonhos, de visões. Tem que aprender a olhar com estratégia, com sabedoria, aproveitando bem as oportunidades que vão surgindo e semear o Evangelho com piedade, autoridade, maturidade e sabedoria. Estamos ainda no primeiro tempo, existe muito para acontecer e nós não queremos perder o que virá, não queremos ter a impressão de que o "tempo passou na janela e só a Igreja de Anápolis não viu". Olhamos para o passado com gratidão por ver que o Senhor é zeloso, mas olhamos para o futuro com esperança, afinal, o mesmo Deus que criou e sustentou esta igreja, nos espera no futuro.
Que Deus nos abençoe!
quarta-feira, 30 de junho de 2004
ACREDITE SEMPRE
Fleming era um pobre fazendeiro escocês. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar a vida, o sustento para sua família, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou suas ferramentas e correu para lá.
Lá chegando, enlameado até a cintura, de uma lama negra, encontrou um menino gritando e tentando se safar da morte. O fazendeiro Fleming salvou o rapaz de uma morte lenta e terrível.
No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chega à humilde casa do escocês. Um nobre, elegantemente vestido, sai e se apresenta como o pai do menino que o fazendeiro Fleming tinha salvado.
“Eu quero recompensá-lo”, disse o nobre. “Você salvou a vida de meu filho”.
“Não, eu não posso aceitar pagamento para o que eu fiz”, responde o fazendeiro escocês, recusando a oferta.
Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do casebre.
“É seu filho?” perguntou o nobre.
“Sim” , o fazendeiro respondeu orgulhosamente.
“Eu lhe farei uma proposta. Deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como seu pai, ele crescerá e será um homem do qual você terá muito orgulho”.
E foi o que ele fez. Tempos depois o filho do humilde fazendeiro formou-se em medicina no St. Marys Hospital Medical School de Londres, ficou conhecido no mundo como o notável Senhor Alexander Fleming , o descobridor da Penicilina.
Anos depois, o filho do nobre estava doente com pneumonia.
O que o salvou? A Penicilina.
O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill.
O nome do filho dele? Senhor Winston Churchill.
Contribuição Jorge Sahium
Lá chegando, enlameado até a cintura, de uma lama negra, encontrou um menino gritando e tentando se safar da morte. O fazendeiro Fleming salvou o rapaz de uma morte lenta e terrível.
No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chega à humilde casa do escocês. Um nobre, elegantemente vestido, sai e se apresenta como o pai do menino que o fazendeiro Fleming tinha salvado.
“Eu quero recompensá-lo”, disse o nobre. “Você salvou a vida de meu filho”.
“Não, eu não posso aceitar pagamento para o que eu fiz”, responde o fazendeiro escocês, recusando a oferta.
Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do casebre.
“É seu filho?” perguntou o nobre.
“Sim” , o fazendeiro respondeu orgulhosamente.
“Eu lhe farei uma proposta. Deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como seu pai, ele crescerá e será um homem do qual você terá muito orgulho”.
E foi o que ele fez. Tempos depois o filho do humilde fazendeiro formou-se em medicina no St. Marys Hospital Medical School de Londres, ficou conhecido no mundo como o notável Senhor Alexander Fleming , o descobridor da Penicilina.
Anos depois, o filho do nobre estava doente com pneumonia.
O que o salvou? A Penicilina.
O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill.
O nome do filho dele? Senhor Winston Churchill.
Contribuição Jorge Sahium
segunda-feira, 7 de junho de 2004
Voce tem controle?
Muitos acham que tem controle sobre suas vidas. que são capazes de controlar impulsos, instintos, pulsões. Acham que podem controlar vicíos, pensamentos, emoções, desejos e sonhos. Alguns acham que tem controle até quando tem desinteria, ou podem adiar um infarto ou AVC.
O desbocado poeta Bocage afirmou: "Existem muitos homens que acham que podem controlar o mundo, mas não sabem sequer levantar a tampar para urinar", e eu acrescentaria mais, fazem pipi na calça e ainda jogam papéis de balinha, latas de refrigerante, e sujeira do carro ou da mão na rua...
E se eu provasse que que voce não controla sequer o seu pé?
Veja o que li alguns dias atrás...
Voce acha que tem controle sobre seus pés? Duvido!
Se não conseguir, pelo menos dará boas risadas...Tire a prova você mesmo, para ver se você tem controle de seu pé direito. Vale a pena tentar!
Quando você estiver sentado à sua mesa, faça círculos com o seu pé direito no sentido dos ponteiros de um relógio.Enquanto estiver fazendo isso, desenhe no ar o número "6" com a sua mão direita. O movimento do seu pé vai mudar de direção... Vai circular contrário aos ponteiros de um relógio... Não adianta, é o mesmo local do cérebro que comanda... Conseguiu?
Duvido...
O desbocado poeta Bocage afirmou: "Existem muitos homens que acham que podem controlar o mundo, mas não sabem sequer levantar a tampar para urinar", e eu acrescentaria mais, fazem pipi na calça e ainda jogam papéis de balinha, latas de refrigerante, e sujeira do carro ou da mão na rua...
E se eu provasse que que voce não controla sequer o seu pé?
Veja o que li alguns dias atrás...
Voce acha que tem controle sobre seus pés? Duvido!
Se não conseguir, pelo menos dará boas risadas...Tire a prova você mesmo, para ver se você tem controle de seu pé direito. Vale a pena tentar!
Quando você estiver sentado à sua mesa, faça círculos com o seu pé direito no sentido dos ponteiros de um relógio.Enquanto estiver fazendo isso, desenhe no ar o número "6" com a sua mão direita. O movimento do seu pé vai mudar de direção... Vai circular contrário aos ponteiros de um relógio... Não adianta, é o mesmo local do cérebro que comanda... Conseguiu?
Duvido...
quarta-feira, 26 de maio de 2004
Crianças aprendem o que veem
Estou publicando este texto, que não é meu, pela sua validade...
Crianças aprendem o que vivenciam
Se uma criança vive com crítica, aprenderá a condenar.
Se uma criança vive com hostilidade, aprenderá a lutar.
Se uma criança vive com vergonha, aprenderá a culpa.
Se uma criança vive com tolerância, aprenderá a ser paciente.
Se uma criança vive sendo ridicularizada, aprenderá a ser tímida.
Se uma criança vive sendo encorajada, aprenderá a ser confiante.
Se uma criança vive com honestidade, aprenderá justiça.
Se uma criança vive com segurança, aprenderá a ter fé.
Se uma criança vive com aprovação, aprenderá a gostar de si mesma.
Se uma criança vive com aceitação, aprenderá amizade.
E aprenderá a achar amor no mundo.
Crianças aprendem o que vivenciam
Se uma criança vive com crítica, aprenderá a condenar.
Se uma criança vive com hostilidade, aprenderá a lutar.
Se uma criança vive com vergonha, aprenderá a culpa.
Se uma criança vive com tolerância, aprenderá a ser paciente.
Se uma criança vive sendo ridicularizada, aprenderá a ser tímida.
Se uma criança vive sendo encorajada, aprenderá a ser confiante.
Se uma criança vive com honestidade, aprenderá justiça.
Se uma criança vive com segurança, aprenderá a ter fé.
Se uma criança vive com aprovação, aprenderá a gostar de si mesma.
Se uma criança vive com aceitação, aprenderá amizade.
E aprenderá a achar amor no mundo.
quinta-feira, 13 de maio de 2004
A Igreja do Século XXI
Na última semana os pastores e alguns líderes de nossa igreja estiveram participando de um Congresso da Sepal, voltado para a reflexão, devoção e ao emprego de novas ferramentas que possam contribuir para o ministério das igrejas locais. Muitos seminários foram propostos, alguns deles interessantes outros nem tanto. Mas de tudo o que ouvimos, alguns pontos ficaram evidentes:
A igreja do Século XXI deve ser contextualizada. Isto é, precisa estar conectada com o momento particular que vive. Ouvimos alguns desafios interessantes do Marcelo Gualberto sobre a juventude em nossos dias, os desafios que enfrentam, as mudanças de paradigmas nas programações e nos eventos e as tendências e questionamentos que normalmente pairam no coração de nossos filhos. Novas abordagens e leituras eclesiais foram feitas e discutiu-se a necessidade de mudança de ênfase e a necessidade de criatividade no ministério, etc. Se a igreja deseja ser relevante em nossos dias, precisa interpretar o Evangelho à luz dos eventos cotidianos;
A igreja do Século XXI precisa investir em liderança emergente – isto é, precisa reciclar os líderes existentes, desafiar pessoas novas a assumir seu lugar no Reino. Palestras como "As sete tentações do líder" do Rev Nélio DaSilva, ressaltaram os desafios e conceitos de liderança presente e deixaram algumas pistas de leitura para o ministério eclesial em nossa geração;
A igreja do Século XXI, precisa ser acolhedora – Numa época de despersonalização e coisificação do ser humano, a receptividade da igreja, o acolhimento aos que chegam e a vida comunitária tornam-se extremamente relevantes. O que vai determinar a dinâmica da igreja, mais e mais, é o envolvimento comunitário e a capacidade de acolhimento. A recepção aos novos, a criação de grupos saudáveis de estudo da Palavra e comunhão torna-se um imperativo!
A igreja do Século XXI, precisa ser generosa – Não pode ser uma comunidade voltada para apenas para seus próprios interesses, mas precisa refletir sobre a sociedade carente, dar resposta de amor/serviço, criar parcerias para abençoar os pobres e os que sofrem em nossa nação. Os membros da igreja precisam aprender a contribuir com alegria para a obra do Senhor, a fim de que a missão possa ser plenamente atingida.
A Igreja do Século XXI, precisa voltar aos fundamentos do Evangelho – Esta foi a temática de todas as mensagens pregadas nas plenárias. O Rev. Tim Keller, pastor Presbiteriano em Nova York enfatizou o poder do Evangelho para nos desafiar ao amor e à compreensão da obra suficiente e plena de Cristo na cruz, e os efeitos que ela traz à nossa natureza humana, e na capacitação para lidar com as sombras emocionais que tão costumeiramente pairam sobre a nossa mente.
Rev. Samuel Vieira
A igreja do Século XXI deve ser contextualizada. Isto é, precisa estar conectada com o momento particular que vive. Ouvimos alguns desafios interessantes do Marcelo Gualberto sobre a juventude em nossos dias, os desafios que enfrentam, as mudanças de paradigmas nas programações e nos eventos e as tendências e questionamentos que normalmente pairam no coração de nossos filhos. Novas abordagens e leituras eclesiais foram feitas e discutiu-se a necessidade de mudança de ênfase e a necessidade de criatividade no ministério, etc. Se a igreja deseja ser relevante em nossos dias, precisa interpretar o Evangelho à luz dos eventos cotidianos;
A igreja do Século XXI precisa investir em liderança emergente – isto é, precisa reciclar os líderes existentes, desafiar pessoas novas a assumir seu lugar no Reino. Palestras como "As sete tentações do líder" do Rev Nélio DaSilva, ressaltaram os desafios e conceitos de liderança presente e deixaram algumas pistas de leitura para o ministério eclesial em nossa geração;
A igreja do Século XXI, precisa ser acolhedora – Numa época de despersonalização e coisificação do ser humano, a receptividade da igreja, o acolhimento aos que chegam e a vida comunitária tornam-se extremamente relevantes. O que vai determinar a dinâmica da igreja, mais e mais, é o envolvimento comunitário e a capacidade de acolhimento. A recepção aos novos, a criação de grupos saudáveis de estudo da Palavra e comunhão torna-se um imperativo!
A igreja do Século XXI, precisa ser generosa – Não pode ser uma comunidade voltada para apenas para seus próprios interesses, mas precisa refletir sobre a sociedade carente, dar resposta de amor/serviço, criar parcerias para abençoar os pobres e os que sofrem em nossa nação. Os membros da igreja precisam aprender a contribuir com alegria para a obra do Senhor, a fim de que a missão possa ser plenamente atingida.
A Igreja do Século XXI, precisa voltar aos fundamentos do Evangelho – Esta foi a temática de todas as mensagens pregadas nas plenárias. O Rev. Tim Keller, pastor Presbiteriano em Nova York enfatizou o poder do Evangelho para nos desafiar ao amor e à compreensão da obra suficiente e plena de Cristo na cruz, e os efeitos que ela traz à nossa natureza humana, e na capacitação para lidar com as sombras emocionais que tão costumeiramente pairam sobre a nossa mente.
Rev. Samuel Vieira
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