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quinta-feira, 18 de março de 2004

Era apenas um pombo, podre...

Na semana passada, debaixo de um enorme temporal que por alguns tem sido considerado o maior em 30 anos, ao chegarmos a igreja, percebemos que não tínhamos condições de nos reunir em nosso templo por causa da quantidade de água que caia do telhado. Por causa deste vazamento, parte de nosso forro cedeu, e havia um grande buraco no nosso teto.
Inicialmente ficamos chocados, mas recuperados do choque, nos dirigimos ao Salão Social da Igreja, onde tivemos um culto com um grupo não muito grande de irmãos que, corajosa e intrepidamente, conseguiram chegar para participar do culto e onde fomos grandemente abençoados.
Final de culto, especulações e teorias. O que poderia ter acontecido? Como a chuva ainda continuava, e a água ainda caia do teto, nada podia ser feito. Na segunda feira, já com um dia mais propicio, foi feita a averiguação e descobriu-se que era apenas um pombo, que morto no telhado, bloqueou nossas calhas, impedindo o fluxo da água e causando este grave incidente na nossa igreja.
Um pombo podre...
Pareceu-me uma parábola da vida. Quantas pessoas tiveram sua criatividade, sua vida com Deus, seus relacionamentos pessoais danificados por que sua existência foi bloqueada por alguma coisa podre. Os danos neste caso são sempre enormes e de graves conseqüências.
É um Acã, que resolve esconder sua capa e barras de ouro debaixo da tenda. Um pecado furtivo e acobertado, que trouxe grandes conseqüências para o povo. É a atitude de sacerdotes como Hofni e Finéias que agridem a santidade de Deus com seus pecados praticados dentro do templo, trazendo o juízo de Deus. Poderemos quase que indefinidamente nomear pessoas que na história trouxeram graves conseqüências a si mesmos ou ao seu grupo por causa de coisas podres, corruptas e pecaminosas.
Uma coisa boa, porém, precisa ser citada: Tendo sido retirado o pombo, o problema foi sanado. Quando sai aquilo que está podre, tudo pode ser restaurado. Mais uma vez encontramos um paralelo com a palavra de Deus. "Bem aventurado o homem cuja iniqüidade é perdoada e cujo pecado é coberto" (Sl 32.1). Para que a vida volte à normalidade é necessário que o sangue maravilhoso de Cristo retire nossa podridão, nossa peçonha, nossa iniqüidade. Quando isto acontece, as coisas se restabelecem e somos curados.

Marco 18, 2004

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004

Colheitas do pecado

“Naquele tempo, que resultado colhestes?”
Rm 6.21

Carnaval é uma data que preocupa as autoridades brasileiras: aumenta de forma significativa o número de acidentes em trânsito vítimas do alcoolismo e das noites de folia; sobe consideravelmente o número de prisões e ocorrências policiais, e de forma ainda mais dramática, os conflitos familiares e assassinatos tornam-se mais comuns nesta época do ano. Um médico de nossa igreja, que estará de plantão neste carnaval e gostaria de ir ao acampamento, não conseguiu trocar a sua escala porque ninguém o quer substituí-lo durante este tempo do ano.
Estes são os resultados não publicados pelos jornais e programas de televisão. As estatísticas silenciosas de fantasias quebradas e máscaras despedaçadas não são conhecidas, dores e perdas do distanciamento de Deus não são podem ser mensuradas e na maioria das vezes não é conhecida. O convite que se faz no carnaval é para a folia e para a alegria, para a fantasia e para a festa. Os carnavalescos seguem freneticamente os chamados “trem da alegria”, ignorando que muitos deles levam ao precipício e a verdadeiras tragédias. A colheita do carnaval não é tão atraente.
Falando da vida dissoluta que muitos cristãos tiveram antes de conhecerem a graça de Deus e serem resgatados pela ação maravilhosa e eficaz do Espírito Santo em suas vidas, Paulo faz a seguinte pergunta: “Naquele tempo, que resultado colhestes?” Rm 6.21.
Durante o carnaval, esta pergunta deveria gritar dentro de nós. Qual é a colheita do carnaval? Quais os frutos que ficam resultantes deste tipo de folia e frevo?
Paulo responde a esta pergunta afirmando: “somente as coisas de que agora vos envergonhais”. A colheita do carnaval é sinistra, as estatísticas os números falam por si mesmos, mas é na alma que as perdas ainda são mais notórias, que as colheitas são mais amargas.
A Bíblia diz que aquele que semeia para a carne, da carne colherá corrupção, e aquele que semeia para o espírito, do espírito colherá vida eterna. Que diferença entre aquele que semeia para a carne daquele que semeia para o Espírito.

Que neste carnaval nossa semeadura seja para a paz, para Deus, para a verdadeira folia da alma que vem quando Deus se faz presente.